Policial Sujo

7 Bônus: Dias na Prisão


Notas iniciais
O capítulo se passa em dois tempos: No primeiro ano de KidLaw na prisão e no pesadelo que Law estava tendo no capítulo anterior.

– LEVANTEM A BUNDA DAÍ AGORA, SEUS MERDAS! VÃO TRABALHAR!

A prisão. Um lugar onde você é jogado em qualquer canto, enjaulado como um animal qualquer em um zoológico e tratado em condições desumanas. Um temível lugar sombrio, onde você é obrigado a conviver com gente do pior tipo, independente da sua motivação para o crime. Um lugar que, você entra com sua consciência sã e saí completamente modificado.

Neste exato momento, um carcereiro acordava a todos os prisioneiros aos gritos, batendo nas grandes com um copo, causando tumulto. Toda manhã os presos revoltavam-se, gritando por aí, tudo para tumultuar mais o local.

Todo este temível ambiente fazia parte da rotina de Trafalgar Law e Eustass Kid, dois médicos famosos por completarem a faculdade bem cedo, porém agora estavam fadados a solidão eterna. Ou, pelo menos, Law estava.

– Bom dia, flor do dia! – Dizia o ruivo com seus olhos raivosos e de uma vermelhidão provocante, encarando o companheiro que deitava na cama debaixo da beliche.

– Já é de manhã..? – Coçando seus olhos cinzas envoltos de bolsas negras chamadas olheiras, Law despertava. Suas noites não eram bem aproveitadas, tanto pelos constantes pesadelos, como por às vezes ser acordado por Kid e suas "emergências sexuais noturnas".

– Ah, que dia maravilhoso! – Mesmo estando naquela situação, Eustass adorava a prisão. Ele bocejou, alongando os braços e despertando. – Sabe que dia é hoje, Law?

– Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe.

– Tsc, você precisa parar de ser tão estraga prazeres. Tá precisando dar uma acordada, é?

– Kid, fica longe de mim...

– Ér... eu acho que não. – O ruivo lança um de seus olhares maliciosos, pegando o médico pelo pescoço e o empurrando contra a parede. Ele apoiou uma de suas pernas por entre as coxas de Law, imobilizando e puxando sua calça com intuito de tirá-la, até ser interrompido.

– Eustass Kid, para já com isso! – Exclama um dos guardas da prisão. Law imediatamente vai até as grades e olha-o bem de frente.

– Coby, meu salvador! Obrigado por vir!

– I-Imagina... – O guarda abre as grandes, permitindo que os dois saíssem, já que estava na hora do banho.

– Você é uma das poucas pessoas que prestam nesse lugar infernal. Valeu mesmo.

– B-Bom, o Luffy gosta de você, então eu não tenho nada contra você. Além disso, eu não acho certo o que o Eustass vem fazendo contigo.

– Tsc, cuida da sua vida, pirralho. – Kid se retirou, indo para o banho. Law continuou apertando a mão do guarda.

– Falando em Luffy, como ele tá? Você sabe se ele vem me visitar?!

– Se der tudo certo, ele vem amanhã.

Coby, um jovem de cabelos rosados, apesar de sua personalidade calma, é um dos guardas da prisão. Ele e Luffy se conheceram por terem amigos em comuns, além do fato de Coby desejar deixar de ser guarda de prisão e virar policial de fato. Graças a isso, ambos mantinham contato.

– O LUFFY VEM ME VER AMANHÃ? ISSO!! – Law empolga-se, indo em direção a Kid e pulando nas costas dele como uma criança.

– Que merda deu em você?!

– O Luffy vem me ver! Ele vai me tirar de você, seu ruivo idiota! Se fudeu!

– Hã? Ele vai ficar contigo por dez minutos. O resto do dia você ainda é meu.

E foi desse jeito que Eustass acabou levando Law em suas costas até o banheiro, onde tomavam banho junto com os outros companheiros de prisão. Aquele era um dos momentos que o moreno mais detestava, e um dos momentos que o ruivo mais adorava, simplesmente por poder banhar o corpo de seu melhor amigo de infância.

– Fica longe de mim! – Dizia Law, já desnudo e debaixo d'água, segurando a esponja como escudo. Os demais prisioneiros nem se importavam com os dois, já eram conhecidos.

– Por que eu deveria fazer isso? – Entretanto, o ruivo pouco se importara, apenas puxou a cintura do companheiro e deu-lhe beijos misturados com lambidas na orelha. Law tentava se afastar, empurrando o peito do outro.

– Para... sério... – Ele já sabia que não tinha muito o que fazer para escapar, então apenas tentava desviar o olhar.

– Ao invés de tentar me fazer parar, por que você não simplesmente esquece o Luffy e aceita ficar comigo?

– Porque eu amo o Luffy e odeio você.

– Resposta errada.

Eustass segurou o queixo de Law, levantando para cima e o beijando, continuando a segurar sua cintura com tanta força que chegava a deixar marcas de vermelhidão. É dispensável dizer também que o corpo do moreno já estava repleto de chupões e mordidas por toda extensão.

– Kid, pelo menos para de fazer essas coisas em público... isso é desconfortável em vários sentidos.

– Sente falta da sua casa de luxo, das roupas caras, da jacuzzi..?

– Sinto, mas não é isso. Mais do que tudo, eu sinto falta de você me protegendo ao invés de me obrigando a fazer esse tipo de coisa.

– Que pena, isso não me comove. Se você gostava tanto de como tudo era antes deveria ter me dado mais valor.

O jovem foi virado de costas bruscamente, tendo suas costas arranhadas graças as unhas afiadas pintadas de preto que o ruivo possuía, e, não muito tardiamente, teve seu corpo tomado pelo membro rígido de Eustass, que entrou apenas usando a água do chuveiro como lubrificante. Todos ouviam seus gritos de dor, nenhuma atitude era tomada.

(…)

Após o banho, todos reuniram-se para o café da manhã, que nada mais, nada menos, era um pão semi estragado e um suco de laranja ou leite para acompanhar. Todos os prisioneiros sentavam-se nas mesas escolhidas e, é claro, Eustass e Law sentavam juntos.

– Odeio pão. – Comentou friamente, encarando o alimento. – Principalmente os verdes.

– Adoro pão. – Disse só para contrariar. – Principalmente os verdes.

– Vai passar a adorar tudo que eu odeio só pra me irritar...?

– Basicamente. E, dependendo do meu humor, eu faço questão de passar a gostar de gente que você odiava.

– Você já faz isso. – Enquanto falava, Law segurava o pão como se estivesse segurando um rato, olhando para ele com nojo e mantendo certa distância. Não conseguiu, deixou tudo no prato. – Você virou amiguinho do Kira e se uniu contra a minha pessoa.

– Eu não estava falando do Kira, e sim de pessoas mais... "especiais". – O ruivo pega seu pão mofado e começa a comer.

– Tipo...? – Law desiste do pão e passa a beber o suco de laranja.

– Joker. – Assim que termina sua frase, Law joga todo conteúdo do suco na cara de Kid, ficando automaticamente com raiva.

– VOCÊ FICOU LOUCO? – Ele percebe que gritou, então baixou a voz. – Não fale esse nome aqui!

– Não jogue coisas em mim... ficou tão irritadinho assim, é?

– Se alguém aqui descobrir que nós temos ligação com o .... "você-sabe-quem"… vão começar a nos encher o saco! Esse desgraçado é famoso, sabia?

– Ah, então não posso falar o nome do loiro magia?

– Não.

– Joker, Joker, Joker, Joker, Joker, Joker, Joker, Joker....

– Porra, Kid, cala boca!

– … Joker, Joker, Joker...

– Eu tô falando sério, eu tenho uma colher e eu não tenho medo de usá-la! – Ele pega a colher, ameaçando Kid em forma de espada.

– … Joker, Joke–

A incessante fala de Eustass foi interrompida quando Law zanga-se de fato. Ele bufou, levantou-se de sua cadeira e puxou o ruivo direto para um beijo, fazendo-o calar de vez. Em seguida, voltou a se sentar como se nada tivesse acontecido e cruzou os braços.

– Pronto, ficou quietinho.

– Você deveria me interromper mais vezes assim, sabia? – Disse Kid, com um leve sorriso vitorioso.

– E você deveria ir à m–

– Ei.

Surgiram duas pessoas. Ambas pareciam com bastante raiva e extremamente fortes, principalmente o sujeito da esquerda, que foi quem falou. Seus punhos cerravam e olhavam para ambos rapazes como se fossem matá-los com o olhar.

– Posso saber quem são vocês? – Pergunta Kid, impaciente.

– Qual de vocês dois tem ligação com o Joker? – O da esquerda começa a dar socos nas suas próprias mãos.

– Ele. – O ruivo aponta para Law, que fica com mais raiva ainda.

– Porra, Kid!

– Aah, então é você. – O da direita começa a sorrir estranho, levantando Law pelo ombro e olhando em seus olhos. – Sabe, nós temos assuntos a tratar com o pessoal do Joker...

– O que você quer?

– Heh, quem sabe? Depende do que você tem para me oferecer... – O homem aproxima-se mais ainda do garoto, colocando uma das mãos em seu queixo, o que acaba chamando a atenção de Kid.

– Ei, ei, ei...

– Huh, o que foi?

O ruivo levanta-se de sua cadeira com calma, dando um empurrão no homem que tocava em Law, o que deixou-os bem irritados, mas isso não foi motivo para Kid não continuar. Seu braço de ferro, que era envolto em um material parecido com pele para disfarçar, dispara em forma de soco no meio da cara do homem, que cai no chão com o nariz quebrado.

– NÃO ENCOSTA NELE NUNCA MAIS! ENTENDEU?

– Kid...

– QUAL É O SEU PROBLEMA? – O homem da esquerda revolta-se, segurando o uniforme laranja do ruivo. – Você também é subordinado do Joker?!

– Cala boca, eu ainda não acabei! – Kid empurra o homem, indo em direção ao outro, que estava caído e cuspindo sangue. – QUEM TE DEU PERMISSÃO PRA TOCAR NO LAW?

– D-D-Desculpa..!

E assim, iniciou-se uma quase-briga. O homem caído tentava escapar, mas Eustass o enchia de socos e mais socos, todos em direção ao seu rosto, desfigurando-o completamente. O homem da esquerda tentava impedir o ruivo, o afastando, mas sem sucesso.

Gritos de incentivos foram ouvidos. Todos os demais prisioneiros presentes admiravam a cena, batendo seus copos na mesa, criando uma verdadeira baderna no ambiente. Law só observava. Os guardas começaram a chegar para acalmá-los.

– EI VOCÊS, PAREM DE BRIGAR!! – Eustass Kid logo foi detido à força por quatro policiais diferentes.

– Hã? Ele começou! E merece muito mais.

– Se nós descobrirmos que este homem está morto, você vai ser punido severamente! ENTENDEU, RUIVINHO?

– Vão fazer o quê, seus merdas, me dar dez prisões perpétuas? Fodam-se todos vocês!

– Dez horas a mais de trabalho diário pra vocês dois, durante quatro anos! – Exclama o guarda, apontando para os rapazes.

– Como diabos eu fui envolvido nisso?! – Indaga Law.

(…)

Acabaram sendo mandados de volta para cela, sem terem terminado o café da manhã. Law estava deitado em sua cama e Eustass também estava, porém na cama de cima, rindo da situação que ambos enfrentaram.

– Não vai me agradecer por ter te protegido, Law?

– Me proteger da briga que VOCÊ arrumou, graças às merdas que VOCÊ disse? Até parece, Kid.

– Ai, ai... mal agradecido como sempre...

– Qual é o seu problema? Por que você falou aquelas coisas do... "Jota"?

– Foi mal, foi mal, eu me descontrolei. É que eu queria que você ficasse irritadinho e me beijasse pra me calar, só isso.

– Eu te beijaria se você parasse de ficar me obrigando a fazer coisas toda hora! Eu preferia você muito mais antigamente do que esse idiota que você se tornou.

– Eu não te obrigaria a fazer nada se você não ficasse falando de Luffy toda hora...

– Mentira! Desde criança você sempre me obrigava a te beijar, muito antes da existência do Luffy.

– Hã? Eu te protegia, nunca te obriguei a fazer nada, por mais que eu quisesse.

– O nosso primeiro beijo você me forçou enquanto ainda estávamos com aquela máfia maluca lá.

– Porque eu achei que eu fosse morrer...

– E o segundo...

Mini-flashback narrado por Law

Eu tinha treze anos, estava deitado na cama e estudando pra prova do dia seguinte da faculdade, quando você entrou no quarto. Ficou me olhando e eu, como sempre, te ignorava porque minha leitura era muito mais interessante.

– Hey, Law.

– Que é?

– Você podia parar de ler essas coisas só por um segundo?

– Por que eu deveria?

– Pra ficar comigo um pouco.

– Não, eu tenho coisa melhor pra fazer. E você deveria estudar pra prova de amanhã também.

– Eu não preciso estudar, é só colar de você.

– Colar em medicina..?

– O Kira me ensinou a dilacerar um cadáver, então eu já sei tudo o que eu preciso saber.

Daí você achou que seria uma boa ideia subir na cama e se sentar do meu lado, tudo para atrapalhar a minha leitura por pura carência. Mesmo eu continuando a te ignorar, você ficava me encarando e me enxia o saco.

– Kid, o que você quer? Está me desconcentrando.

E você me respondeu com palavras? Não, isso seria inteligente demais pra um idiota completo. Você simplesmente pegou o meu livro e tirou das minhas mãos, virando meu rosto e me beijando no meio do NADA.

– Q-QUE QUE VOCÊ TÁ FAZENDO? – Eu peguei o livro das suas mãos, batendo na sua cabeça e me escondendo atrás das páginas.

– Law, se você ficar lendo livros toda hora você vai continuar virgem pro resto da sua vida! Você precisa deixar essa sua fixação de lado e pelo menos tentar ter alguma coisa comigo.

– D-D-Do que você tá falando? E-Eu nem gosto de homem!

– Você gosta de mulher? Não parece...

– Quem falou em mulher? Eu gosto de livros, e não de ruivos idiotas como você!

– Hã? Você não pode trocar pessoas por livros!

– Posso sim! Eu não gosto de pessoas, não gosto que me toquem, então eu vou me relacionar apenas com LIVROS.

Pausa pro Kid ficar encarando Law com mais cara de tédio ainda

– É sério isso..?

– Por que não seria sério?

– Law, você não pode namorar um livro.

– Quem disse? Eu vou me casar com um livro, e se você reclamar, eu vou ter filhos com ele também! Tudo pra ficar bem longe de voc–

Você segurou o meu rosto mais uma vez, lambendo meus lábios e abrindo a minha boca contra a minha vontade. Eu tentei te empurrar pelo peito, mas você continuou, cada vez me beijando mais e mais, sem deixar nem que eu respirasse.

Eu acabei me deixando levar e fechei os olhos, já que você era mais forte que eu e eu não tinha saída, mas você logo decidiu que seria uma boa ideia começar a tentar tirar minha camisa, então eu finalmente consegui me afastar.

– F-Fica longe de mim!

– Por quê?

– Eu não gosto que me toquem, nunca mais faça isso!

Flashback off

– Dois anos depois você virou um ninfomaníaco compulsivo. – Comenta Kid relembrando a história.

– Não foi bem assim... eu fui manipulado pelo Drake, outro ruivo idiota que nem você.

– Você até pode reclamar que o beijo foi forçado, Law, mas a primeira vez que nós dois transamos, quem me obrigou FOI VOCÊ!

– E você adorou...

– Tá brincando? Você parecia uma gata no cio e fez um monte de coisas que eu nem sabia que era biologicamente possível! Fala sério, o que você bebeu àquela noite?

– Eu não bebi nada, só fiquei nervoso e precisava descontar em alguém. Foi mais ou menos assim...

Flashback do Law transformando-se em ninfomanícaco...

– EI, VOCÊS, LEVANTEM A BUNDA DAÍ AGORA E VÃO TRABALHAR!

Flashback off

A história foi interrompida por um grito de um carcereiro, também conhecido por ser o pior de todos. Smoker tem esse apelido por fumar dois charutos de uma vez só, é um sujeito alto e grisalho, que estava em frente às grades de Kid e Law.

– Smoyan, que bom lhe ver. – Diz o jovem médico, sempre com seu sarcasmo exuberante.

– Trafalgar Law, eu quero falar com você em particular. O ruivinho aí pode ir trabalhar, teu chefe já tá te esperando.

– Ei, ei. – Kid revolta-se e fica de frente para Smoker. – Posso saber que "conversa particular" é essa, fumacento?

– Não é da sua conta.

– É da minha conta, sim. – O ruivo segura a camisa do guarda por detrás das grades, o encarando. – O Law não vai à lugar nenhum sem que eu saiba as suas intenções.

– Kid, para com isso, que coisa.

(…)

Depois de Law conseguir acalmar o companheiro ruivo, este foi para seu trabalho habitual diário e o jovem moreno foi levado junto com Smoker para algum lugar desconhecido. Era uma sala pequena, vazia, onde alguns guardas descansavam, mas os prisioneiros não poderiam entrar.

– Senta aí. – Dentro da sala havia uma mesa e duas cadeiras, uma de frente para outra. Smoker punha seus pés na mesa enquanto sentava-se, encarando o garoto de olhar cinzento.

– Obrigado por me trazer pra cá e me tirar de perto daquele ruivo id–

– Você tem ou não ligações com Joker?

Law bufou. Seus olhos fecharam-se um pouco, ficando com uma expressão de tédio profunda ao ouvir o homem grisalho comentar do loiro e culpando Eustass mentalmente por fazê-lo passar por tal.

– É só pra isso que você me chamou? Tchau. – Ele levanta-se friamente, ameaçando ir embora, mas logo é parado.

– Espera aí.

O homem cheirando a charuto levanta-se junto com Law, segurando seus braços para que ele não escapasse. Smoker empurra o garoto pelo peito, o forçando a ir até a parede mais próxima, segurando seus dois braços e o encarando de frente. Os dois olhos cinzas cruzam-se.

– Me solta... – Law desvia o olhar.

– Vai me dizer qual é a sua ligação com o Joker por bem, ou por mal?

– Eu não tenho ligação com ninguém, isso foi invenção do Kid pra me deixar com raiva.

– É o Joker quem te manda todos aqueles presentes?

– Claro que não! Posso ir agora?

– Não. – Smoker pressiona mais os braços dele contra a parede, ajeitando sua perna por entre as coxas de Law e o encarando mais profundamente ainda. – Não vai a lugar nenhum sem me dar o que eu quero.

– V-Você quer saber a minha ligação com ele? – Indaga, estranhando a aproximação e tentando se soltar, sem êxito. – Ótimo, eu te conto.

– Estou ouvindo.

– Eu sou médico, ele era meu fornecedor. Ele me vendia algumas coisas ilegais, mas nada demais, não é como se eu fosse um subordinado importante ou coisa do tipo.

– Entendo, então é isso. – Mesmo assim, Smoker não o solta.

– P-Pode me largar agora..?

– Como você não tem ligações com o Joker, você não pode me dar o que eu quero, mas... – Ele inclina-se, indo em direção aos ouvidos de Law com seu rosto. – Pode me dar outra coisa...

As mãos do homem de cabelos brancos toca o volume na calça de Law, deleitando-se de seus lábios em um beijo forçado. O médico tentava se afastar, mas não conseguia devido a força exagerada e por não poder se voltar contra um guarda.

– Oi, Smoker, eu... Q-QUE QUE V-VOCÊ TÁ FAZENDO?! – Coby surge no ambiente, pegando ambos no flagra e obrigando-os a se afastarem.

– Coby, meu herói! – Law corre em direção a ele, o abraçando. – Obrigado por existir!

– S-Smoker, isso foi totalmente fora de conduta! – Alega o garoto de cabelos rosas.

– Hã? Foda-se essa merda de conduta! Com lixos eu faço o que eu quiser.

(...)

Deixando a confusão envolvendo ambos guardas de lado, Law foi levado para onde Kid estava, que era onde eles trabalhavam. O ruivo imediatamente interrompeu o que estava fazendo para ver o amigo...

– Yo, La...

… Mas logo estranhou, visto que os olhos de Law estavam menos brilhantes do que nunca, em um estado de fadiga forçada. Eustass logo foi até o amigo, ficando bem de perto e levantando seu queixo enquanto o encarava.

– Kid, que merda você quer ago– Sua fala foi interrompida por um beijo, que logo foi afastado. – PARA COM ISSO! Que mania é essa de ficar me beijando toda hora?!

– Law, por que você tá com gosto de charuto?

– P-Por que eu fumei... – Ele mente, desviando o olhar.

– Você não fuma charuto.

– A prisão muda as pessoas, é isso. Agora me deixa em paz e para de agir como se fosse a minha mãe.

– O que ele fez com você? – Kid segura os ombros do amigo, mostrando seus olhos castanho avermelhados.

– Por que você se importa? Você faz coisa muito pior todo dia.

– Eu me importo porque eu te amo. Além disso, a única pessoa que pode te tocar sou eu, então não me faça repetir. ONDE ESSE MERDA TÁ?

– Kid, para com isso. Se você arrumar briga com um guarda, vai sobrar pra mim! E sabe o que vai acontecer? Eles vão me jogar em algum lugar e vão me proibir de ver o Luffy!

– Ótimo, mais um excelente motivo pra eu ARREBENTAR ESSE FUMACENTO! Onde é que ele tá?

– K-Kid, não faz isso... por favor...

– Law, você não vai me impedir, eu vou matar qualquer um que ousar encostar um dedo em você!

– M-M-Mas se você matá-lo, você vai pra solitária e nós não vamos mais dormir juntos...

– …

Kid para para analisar os fatos. Caso ele matasse Smoker, Law não poderia ver Luffy por um tempo, o que era bom para ele, mas também não poderiam dormir juntos, o que era péssimo.

– Esquece essa história, tá? Foi só um beijo. Além disso eu finalmente lembrei que dia é hoje.

Toda primeira sexta-feira de cada mês, Trafalgar Law recebia presentes anonimamente. Não eram presentes comuns, e sim drogas que eram utilizadas para jogar um jogo chamado Drug Roulette. Ele não jogava exatamente por diversão, e sim por dinheiro.

Com o dinheiro ganhado em apostas e tráfico em geral, ele usava para comprar diversos cartões para Luffy, já que este só iria visitá-lo de dois em dois meses e então trocavam cartas ao longo do período. Luffy até hoje não sabe como ele ganhava dinheiro na prisão.

Alguns presos, que jogavam com eles, se reuniam no pátio para jogarem. Ao final de cada jogo, todos rolavam na grama com dores terríveis de barriga e alguns acabavam desmaiando, mas Kid e Law continuavam conversando como se nada tivesse acontecido.

– Isso sim é dinheiro fácil. – Kid falava, sentado com Law em seu colo enquanto ambos divertiam-se contando o dinheiro.

– Com certeza. Seja lá quem for, quem me manda esses presentes tem a minha eterna gratidão. Daqui há pouco é aniversário do Luffy e eu quero mandar alguma coisa pra ele.

– Huh, você não sabe quem te manda isso?

– Será que se eu mandasse uma tonelada de carne seria tipo um pedido oficial de casamento..?

– Você com certeza sabe quem te manda isso, só não quer admitir.

– Ou eu poderia encomendar um desses travesseiros de corpo com a minha foto, pro Luffy não se esquecer de mim e dormir comigo toda noite.

– Eu estou sendo ignorado...

– KID, EU TIVE A MELHOR IDEIA DO MUNDO! – Law vira-se de frente pra ele, olhando em seus olhos.

– Q-Qual?

– Eu vou mandar um travesseiro cheio de carne! Se eu fizer isso eu tenho certeza que ele vai admitir que me ama de vez.

– Eu acho que você bebeu demais... ou você tá tentando mudar de assunto?

– Como diabos eu vou saber quem me manda isso? E eu também não me importo muito.

– Law, qual é a única pessoa que você conhece que conseguiria mandar esse tipo de coisa pra prisão, sem passar por inspeção antes?

– Sei lá, Joseph?

– Aquele idiota movido a dinheiro te mandar presente? Além disso ele me odeia, não faria sentido.

– Não sei porque vocês dois se odeiam tanto. – Law falava no colo do outro, que o abraçava constantemente. – O Joseph é uma pessoa maravilhosa que vende coisas ótimas e me dá presentes.

– Que seja, não é ele quem te dá os presentes. Ou é o loiro magia, ou...

– Não ouse completar essa frase.

– Ou o próprio Drake. Lembra dele?

– Eustass Kid, eu já te disse um milhão de vezes pra você nunca mencionar esse nome na minha frente!

– Drake, Drake, Drake, Drake...

– Eu não vou beijar você com essa boca suja...

– … Drake, Drake, Drake, Drake...

– Por que vocês ruivos adoram me irritar?!

– … Drake, Drake...

– Argh, que saco! – Law revolta-se, subindo no colo de Kid e virando o rosto dele para dar-lhe um pequeno selinho, contudo o ruivo agarra sua cintura e o obriga a beijá-lo de verdade, passando suas pesadas mãos por debaixo das roupas do moreno.

– Eu te amo. – Afirma Kid com um sorriso vitorioso assim que se separam.

– Ama nada, se você me amasse não me faria relembrar desse maldito ruivo.

– E quem te salvou das garras do "ruivo malvado"?

– Cora-san.

– Você é tão mal agradecido... – Ele dá mordidas e chupões no pescoço de Law, bem fortes, como um vampiro esfomeado.

– Graças ao amigo morto do meu pai eu conheci o Joker, foram os piores dois anos da minha vida e o Drake conseguiu deixar tudo pior. Vocês ruivos só fazem merda.

– Deixando o seu trauma com o Adams e o outro de lado, tem uma coisa que eu penso há um tempo. O Drake trabalha na Yard, você não se preocupa com o fato da sua paixão adolescente estar trabalhando com ele?

– Não fale coisas estúpidas! Quem disse que eles trabalham juntos? Se trabalhassem o Drake já teria aparecido pra rir de mim. Além disso o Luffy é uma boa pessoa, ele não seria amigo de alguém tão horrível.

– Se você diz... aliás, você ainda tem o anel?

– Não, eu joguei fora há muito tempo, por quê?

– Porque aquilo deve valer uma fortuna, você deveria ter vendido.

– Foda-se, eu quero é distância de ruivos, do Joker, do anel e principalmente de VOCÊ! – Law revolta-se, levanta e vai embora.

– Nós meio que moramos juntos...

(…)

A noite caiu e todos retornaram para suas devidas celas. Trafalgar estava no conforto de sua cama, dormindo silenciosamente e na maior paz do mundo, quando seu companheiro ruivo decide deitar junto a ele, o abraçando em forma de conchinha.

– Kid, você tem três segundos pra me largar.

– Se não..?

– Um... dois... dois e meio...

– Eu não vou sair daqui, Torao. – Kid põe suas mãos por debaixo da camisa laranja do outro, alisando seu peito e buscando seus mamilos para apertá-los enquanto dava beijos em seu pescoço.

– Não me chama assim...

– Você sabe como fazer pra me calar, To-ra-o.

– Você é o pior chantagista do mundo. – Ele se vira, entrelaçando os dedos pelos cabelos ruivos e rebeldes do maior e olhando fundo em seus olhos, que foram lentamente se fechando até se transformar em um beijo.

Eustass retira a camisa do outro, ainda o beijando e levando seu corpo de uma forma que subisse em cima dele na beliche. Assim que os rostos se separaram, apenas um fio de saliva ligava os dois. As mordidas e chupões iniciaram-se no pescoço de Law, que só fechava os olhos e tentava desviar a atenção de sua mente.

– É tão bom poder morar com você...

– Fico feliz por você estar gostando desse inferno.

– Não fica assim, veja pelo lado bom, Law. Nós vamos ficar bem juntinhos pra sempre!

– É a pior parte...

– Não sei porque você reclama tanto. – Os beijos iam do pescoço até o peito. – Eu te dou proteção, amor... o Luffy só te abandonou aqui.

– E quem vai me proteger de você..?

– Por que você não simplesmente aceita ficar comigo? – Kid volta a deitar ao lado dele e ambos olham-se de frente. Ele põe uma de suas mãos nas calças de Law, começando a masturbá-lo. O moreno fecha os olhos para tentar conter os gemidos, segurando na camisa do outro.

– Porquê... você não me dá outra escolha...

– Pelo menos admite que gosta de ficar comigo...

– Eu gostava mais antes... de você começar a me obrigar... – Os movimentos com a mão iam ficando mais rápidos e velozes, fazendo a voz dele sair abafada e quebradiça.

– Mas você gosta de mim... – Os rostos deitados também se aproximam e as vozes, cada vez mais baixas ficavam.

– Gostava...

– Me ama...

– Não amo... – Cada vez mais próximos, os lábios se tocavam, mas não completavam um beijo de fato.

– Pelo menos eu sou melhor que o fumacento... – Os dedões batiam na glande já latejante do membro conforme era masturbado. A camisa de Kid era segurada com mais força ainda.

– Isso é verdade... – Os olhos vão fechando-se.

– Melhor que o Mingo...

– Com certeza... – Os gemidos começam a sair inconscientemente e as bocas já tocavam-se completamente.

– Então para de tentar resistir e fica comigo de uma vez, Law...

O moreno fecha completamente seus olhos, sentindo as mãos do companheiro e o beijando sem maiores delongas. As mãos, que antes seguravam o uniforme laranja, agora vão retirando todo o tecido e despindo o peito do ruivo, o beijando cada vez mais e mais profundo.

(…)

– VAMO ACORDAR, BANDO DE VAGABUNDO INDIGENTE!

E assim, repetiam-se todas as manhãs. Law e Kid acordavam com os outros companheiros de prisão, tomando o banho diário e sendo repreendidos pelos guardas que já os conheciam pelas brigas matinais diárias e gemidos noturnos.

Na hora do café da manhã, pelo menos não havia mais pão mofado. Amanheceram com torradas repletas de geleia e suco. Tais alimentos, entretanto, estavam horríveis visto que a torrada murchara e a geleia era azeda. O suco então, nem fala-se, estava quente e com gosto de água sanitária.

– Não está com gosto, isso É água sanitária. – Afirma Law.

– Para de ser fresco, pelo menos o pão não tá verde.

– Mas a geleia tá marrom.

– Fodam-se as cores, ao invés de reclamar você podia pedir pro seu amor proibido arranjar uma comida melhor pra gente. Ele vem hoje, né? – Foi só tocar no assunto que o humor de Law transforma-se.

– O Luffy vem! Eu já até tinha esquecido! – Se Law fosse um cachorro, suas orelhas e rabo estariam abanando agora, em forma de ansiedade.

– Eu deveria ter matado esse garoto enquanto tive a chance... – Kid acaba pensando alto.

– Em pensar que houve uma época em que eu odiava o Luffy... nunca pensei que eu ia gostar daquele garoto irritante.

– Se eu tivesse pesquisado direito aquele tal de Peter Lewis nada disso teria acontecido e eu não teria perdido o Torao pra um pirralho, então eu me culpo diariamente.

– E no final esse tal de Peter é só um cachorro. Bom, que seja, eu não me arrependo nenhum pouco de não ter matado o Luffy. Principalmente pra te irritar.

– Não é bem um cachorro, esse Peter existiu mesmo, mas ele morreu com oito anos. Aliás, como deve ser esse cachorro? Talvez seja pequeno e irritante que nem o dono.

– Sei lá, deve ser um desses cachorros policiais, tipo Doberman, Boxer, Rottweiler... – Sugere Law, imaginando um cachorro verdadeiramente grande e babando.

– Ou um cachorro de madame tipo York ou um chiwawa. Quem sabe até mesmo um poodle.

– Não seja ridículo Kid, quem diabos tem um poodle em pleno século XXI?

– Quem diabos usa um chapéu de palha e transa com o assassino da irmã..?

– E além disso eu nunca me apaixonaria por uma pessoa que tem um poodle, iria contra os meus princípios.

– Que seja. Isso me lembra aquela vez em que você matou o meu cachorro, seu assassino insensível.

– Você arrumou um vira-lata no meio da rua, eu quis abri-lo ao meio pra ver como era um cachorro por dentro. Curiosidade infantil, não me culpe.

– Você é um monstro desumano! Como você pode esquartejar o cachorro de alguém na frente da pessoa? Eu fiquei traumatizado.

– Você quase matou duas pessoas ontem...

– Pessoas são diferentes de cachorros.

(...)

Passando-se algum tempo, deu-se o horário de almoço e todos tiveram a pausa de seus respectivos trabalhos. Os rapazes estavam em sua cela, aguardando o fim do intervalo, sendo que Eustass continuava com o assédio diário.

Law estava encostado nas grades da cela, olhando fixamente para o ruivo que estava em uma distância perigosa, colocando o rosto do garoto entre seus braços para não deixá-lo escapar. Uma de suas pernas também estava entre as coxas de Law.

– Kid, não começa...

– Já comecei. – Ele começa a morder o pescoço do companheiro, que tentava afastar-se, sem êxito.

– Sai... – Kid pegou na cintura do outro, pondo alguns dedos abaixo da cueca de Law.

– Diz que me ama e eu paro. – As mordidas no pescoço ficavam mais fortes.

– Quê? Claro que não.

– Ótimo. – As mordidas transformam-se em chupões e os dedos começam a invadir o moreno.

– P-Para com isso, sai..

– Se nós vamos ficar aqui pra sempre, você precisa começar a tentar gostar de mim, Law. Diz que me ama...

– Kid, nós nos conhecemos há dezoito anos e eu nunca disse isso. Você ainda tem esperanças de que eu vá gostar de você?

– Eu não quero saber se é verdade, eu só quero ouvir você dizendo. – O ruivo lambe os lábios do outro, dando-lhe um beijo molhado.

– Você quer eu eu minta pra você..? Que idiotice...

– Se você conseguisse dizer sinceramente seria melhor, mas... – Mais um beijo é dado, dessa vez nos brincos dourados. – Só de ouvir a sua voz dizendo que me ama, seria suficiente pra mim.

– Eu não quero mentir sobre isso... me forçar a transar é uma coisa, me forçar a dizer que te amo é um assunto totalmente diferente. Você é o pior...

– Vamos fazer assim, então. Se você disser que me ama eu paro de te assediar.

– Sério? T-Tipo, pra sempre?

– Pra sempre. – Com um beijo nos lábios, Kid consegue fazer com que Law agarre sua roupa, apoiando-se e ficando automaticamente corado devido à temperatura. Ele começa a cogitar a possibilidade de dizer e então decide falar.

– Kid, eu te a–

– Visita pra donzela em perigo! – Surge um dos guardas, batendo nas grades.

– FODA-SE VOCÊ, RUIVO DE MERDA! EU AMO O LUFFY! L-U-F-F-Y! – Ele retorna à sua consciência, graças a chegada do guarda, mostrando dedos do meio para Kid.

– Tsc, tava quase.

– Os dois parem já com esses atos obscenos! – Exclama o guarda, abrindo a porta. – Vem logo chapeuzinho vermelho, deixa o Lobo mau aí.

– É o Luffy quem veio, né? – Dizia Law cheio de esperanças, saindo da cela e deixando Eustass lá.

– Eu tenho cara de pombo correio?

Andando feliz, Trafalgar era levado até a sala de visitas. Não era uma sala muito grande, apenas tinha uma mesa e duas cadeiras lá, sem câmeras. A porta abriu-se e o moreno logo entrou na sala, que foi trancada imediatamente, encontrando-se com a visita especial.

– LUFFY, MEU AMOR, VOCÊ VOLT.... você não é o Luffy...

– É, tem razão. Eu não sou o Luffy. – O homem misterioso mostra seu sorriso sarcástico, porém perigoso, fazendo Law estremecer-se. Ele andou para trás, tentando sair da sala, mas já estava trancada.

– O que você quer..? – Seu rosto estava pálido e seus olhos completamente atordoados. Seu corpo tremia ao ver a imagem do homem à sua frente.

– Faz tempo, não é? Dez anos já.

– Isso não tem graça nenhuma... vai embora...

– Olha, eu soube que você e o seu amigo vêm falando algumas coisas desnecessárias sobre a nossa relação. Sabe como é, né? Eu preciso te ensinar uma lição. – O homem foi dirigindo-se lentamente até Law.

– Me deixa em paz... – Ele ainda tentava abrir a porta para sair, chegando a arranhá-la.

– Não vai me agradecer pelos presentes, Law? Você é tão mal educado...

– Sai daqui... KID! – Law começa a chamar pelo ruivo, batendo na porta. – ME TIRA DAQUI, KID!

– Você acha mesmo que chamar o seu amiguinho agora vai adiantar?

~ X ~

Fim do sonho.

– NÃO ENCOSTA EM MIM!

Trafalgar finalmente acorda de seu pesadelo. Seu coração batia acelerado com a lembrança, sua voz saia com dificuldades e seu corpo ainda estava trêmulo. Ele pôs a mão no peito, tentando se acalmar e repetir para si mesmo.

– Foi só... um sonho...

Uma terrível manhã nublada. As nuvens cinzentas percorriam o céu, bloqueando a passagem de luz emitida pelo astro celestial. Ele levanta-se, dando pequenos tapas em seu rosto para despertar-se de vez, andando para fora do quarto em busca do banheiro para banhar-se. Contudo, assim que finalmente adentrou a Sala de Estar, deparou-se com outra visão perturbadora.

– Olá, Trafalgar. Sonhando muito?

– PORRA, QUE SUSTO, VAI SE FUDER!

– Ora, quanta falta de educação. – Robin estava sentada de pernas cruzadas no sofá, olhando diretamente para ele com um sorriso diabólico no rosto.

– Q-Que merda você quer, sua louca? Dinheiro?

– Precisamos conversar. – Ela aponta para o assento ao seu lado. – Vem, senta aqui.

– O que você quer..? – Ele senta-se, coçando os olhos para acordar.

– Feche os olhos e relaxe. Você não consegue perceber o clima de hoje? Quando os deuses revoltam-se, as marés ficam altas e causam grandes catástrofes. Não devemos brincar com isso.

– Tá bom, olha, eu vou pedir pro Luffy arrumar um psicólogo pra você, ok?

– Eu estou falando sério. Aconteceu um grande problema e logo você será envolvido, então eu decidi deixar um aviso antes.

– Que problema? Que aviso? Você me assusta...

– Mensagens virão até você, então fique bem atento quanto à elas. Qualquer vírgula é importante para que você não precise arriscar a vida de outras pessoas.

– Robin, eu sei que é pedir muito, mas você poderia falar coisa com coisa?

– Ora, você quer que eu seja direta? Eu acho enigmas tão divertidos...

– Eu prefiro que você seja direta. – A morena vira-se de frente para ele, colocando suas mãos nos ombros de Law, encarando-o com um ar sombrio, porém calmo. Ambos ficam em silêncio profundo por alguns segundos quando ela finalmente afirma com um sorriso no rosto.

– Você vai morrer em breve.

– Ok, isso foi muito direto.

– Que bom que estamos começando a nos entender. – Ela finalmente levanta-se, deixando Law um pouco desamparado, saindo do apartamento com toda calma do mundo. – Ah, antes só mais uma coisa...

– O que foi?

– A contagem regressiva começou.

Notas finais
Next chapter: Circus! Yay ~ Utilidade pública, idade dos personagens atualmente: Torao (30), Luffy (27), Kid (32), Kira (33), Zoro (31), Nami (29), Penguin (25), Robin (32), Joker (36)