Pokémon: Unovas Mystery
7 Emoções no Ginásio de Driftveil!
Notas iniciais
Desculpem-me!
- Ah, cara... Você tem certeza que pode vencê-lo? – perguntou Len.
- De boa... – respondeu Carter, se recostando na cadeira.
- Maninho... Sei não... Seu pai é muito bom... – comentou Arthur.
- Cara, agora é sério... Não tem erro! Eu vou lá e vencer! Meu pai pode ser o tão poderoso líder de Driftveil, mas... Relaxa!
Carter e seus amigos estavam sentados na frente de uma lanchonete, observando a rua. Vez ou outra passavam correndo dois Purrloin’s em pleno sinal verde, atrapalhando os carros e causando a gritaria dos motoristas. Era engraçado estar ali. E era o local preferido de Carter na cidade, sem ser o ginásio ou sua casa.
- Bem... Se você diz... – concordou Arthur, bebendo de seu refrigerante. Arthur era o típico garoto nerd da cidade. Tinha cabelos castanhos cacheados e olhos castanhos semicerrados, atrás de óculos de grandes lentes. Vestia uma camiseta branca velha e calças negras, com tênis amarelos. Em cima da mesa, escorando em seu braço estava seu fiel companheiro: Sewaddle, que ele resgatara de um bando de Pidoves quando tinha seus cinco ou seis anos.
Já Len era o extremo oposto. Seus cabelos loiros, cortados curtinho, sorriso perfeito e olhos azuis despertavam o coração das meninas por onde passava. Mas não lembrava em aspecto algum o cruel Krios. Era gentil, educado e se importava com os amigos. Vestia uma camiseta vermelha com a foto de uma árvore de Natal, calças jeans e tênis com duas cores: branco e preto. Era um treinador muito bom e era um ano mais velho que Arthur e Carter. Já havia vencido nos Ginásios de Driftveil, Nimbasa e Mistralton e carregava consigo as três insígnias. Porém, desistira de querer ganhar a Liga e agora apenas lutava no Clube de Batalhas local, onde tinha a companhia de seu Dewott e de seu Klink.
— Bem... Que horas você vai lá? – indagou Len, sorrindo para uma garota que passeava com seu Herdier na rua.
- Após o almoço. – respondeu Carter — Mais ou menos umas duas da tarde. Ele disse que tem uma surpresa especial para mim. Mas antes precisa vencer os desafiantes do dia.
— O que será? – ficou pensando o loiro.
- Provavelmente, ele lhe dará um Pokémon ou dirá que te dará chance... – sugeriu Arthur.
- Ou ele simplesmente me dirá que eu sou o melhor treinador do mundo e que eu mereço ir direto para a Liga! – murmurou o filho do Líder. Mas sabia que isso era impossível. Assim como ele mesmo desejava ganhar as Insígnias, seu pai queria o mesmo. Recebeu um sinal negativo da cabeça de seus amigos e voltou a fitar a rua. Seu amigo Drilbur corria atrás de Pidoves na pracinha central. Logo atrás, o Clube de Batalhas se erguia imponente. E no fundo, apenas a silhueta do teto do Ginásio era visível, no centro da cidade.
— Bem, gente, tenho que ir... – anunciou Arthur, se levantando e assustando Sewaddle. Rapidamente o recolheu na Pokébola e se voltou a seus amigos – A Bia está me chamando... Desculpe! – e sumiu rua abaixo.
— Bia... O cara se acha, né? – zombou Len – Conseguiu aquela magricela... E agora acha que tá bombando por causa da namorada. Humpf... Sinceramente, sou muito mais a Agatha.
— Tua namorada nem é isso tudo, Len! – riu Carter. Essa história de namoradas era complicada para ele. Veja bem, ele nunca havia namorado. E nunca havia sequer se interessando por uma garota. Len tinha uma nova a cada mês e essa já era a segunda de Arthur. Até Arthur pegava garotas... E ele não. Mas tentava disfarçar diante de seus amigos. Dizia que estava esperando uma garota ideal, o que provocava zombação dentro do grupo. Por sorte, estes dois o entendiam, mesmo que as vezes o incomodavam com isso.
— Ela é linda, cara! É meu amor eterno... – suspirou o amigo.
Carter não perdeu a chance:
— Igual à Marie, sua namorada do mês passado? Você falou a mesma coisa da Giovanna, de setembro... – e fazendo pose de pensador, o que só serviu para irritar mais o colega, continuou – E... Deixe-me pensar... A Belle de agosto. Qual é, parceiro?! Você sabe que nunca fica com uma por muito tempo... A de janeiro será qual? Thay, Lucy ou Jamie? São as únicas que nunca se interessaram por você...
- Fica na tua, tá legal? – explodiu o amigo — Eu sei disso, mas sinto que será diferente com a Agatha! E corta essa de Thay, Lucy e Jamie! São muito feias... Agora, se me dá licença, filhinho de Clay, vou indo me encontrar com a minha namorada! Uma coisa que você não tem ok? – E furioso, saiu dali.
Carter se segurou, segurou, segurou... Viu Len virar a esquina e caiu na gargalhada. Cara, era demais implicar com eles. Mas não era nada sério. Já tiveram discussões piores. Eram amigos inseparáveis para sempre. Ele nem podia se imaginar saindo dali em jornada sem ao menos ir dizer tchau a Arthur e Len.
Perdido em pensamentos, mal se lembrou de olhar o relógio.
— Uma e quarenta e oito! – gritou, assustando Drilbur que havia voltado e se preparava para dormir ao seu lado. Sem pensar, o recolheu na Pokébola, agarrou a mochila e disparou pela praça, em direção ao Ginásio.
Dez minutos depois chegava ofegante, a porta do alto edifício. Dois andares o construíam, junto às minas de cristal do subterrâneo. O primeiro andar era composto das arquibancadas, do campo principal e da recepção. O segundo era a cozinha e o local de treinos, o qual Carter usava quando era menor.
Seu pai aguardava impaciente do lado oposto da arena de terra. Rachaduras e pedras tomavam aquele espaço, que havia sido o palco das grandes conquistas de Clay.
— Já está atrasado... – reclamou ele
— Calma, desculpe, mas... – Carter então olhou para o relógio – São duas e um!
— Um minuto de atraso, filhinho... Isso é muito ruim, sabia?
— Pai, você pega no meu pé demais! – disse o garoto, emburrado – Vamos logo com isso! Quero ganhar logo.
— Calma, apressado... — começou a dizer Clay, mas o filho o interrompeu.
— Mas você disse que eu estava atrasado e...
— Deixa eu terminar! Não vamos lutar aqui hoje.
— Não? – perguntou o garoto, assustado.
— Não. – confirmou o pai – Veja só... Decidi que iremos lutar na Arena B!
— Arena B... – repetiu Carter – Está me zoando? Quer mesmo ir na Arena B? Tipo, aquela que você usa só para lutar com os lideres de Ginásio e com grandes mestres?
— Sim
— Aquela que é “sagrada” e ninguém pode ver?
— Sim.
— A escondida nas preciosas minas de cristal lá embaixo?
— Sim...
— A Arena B que o senhor jamais me deixou ver?
— Exatamente essa! Vamos? — E Clay saiu andando, em direção ao final. Abriu uma porta de chumbo com senha e atrás dela uma pequena plataforma elevatória pendia sob um enorme abismo. Carter cuspiu lá embaixo. Não o ouviu chegar ao chão.
— Para as... Minas? – o garoto engoliu em seco.
— Exatamente! – confirmou o outro, reajustando cordas e alavancas – Você vem?
— Érr... Claro... – Carter entrou devagar, testou a plataforma pisando em vários lugares e então se agarrou a uma corda. Toda a estrutura rangeu e estalou, e uma chuva de faíscas surgiu do motor.
— Solte essa corda! Ou então o negócio quebra! – ralhou Clay, terminando de passar óleo em uma alavanca. Depois, atarracou uma manivela em um pedaço de madeira e começou a girar, enquanto lentamente, desciam o abismo.
Passaram-se cinco minutos antes que Carter visse algum sinal de civilização. Uma pequena luz se acendeu no escuro e ele viu uma ponte de madeira a frente, com dois trabalhadores minerando as paredes. Então, a picareta se chocou contra alguma coisa e um pequeno Roggenrola pulou de lá, zangado. Um dos mineradores sacou uma Pokébola e... A plataforma elevatória abaixou de novo para as trevas, o deixando sem saber do final daquele embate.
Mais alguns metros para baixo e mais duas pontes suspensas de madeira se entrecruzavam, estas mais cheias de trabalhadores. Dois deles usavam Excadrill’s para perfurar a parede de terra.
Então, mais ou menos depois de vinte minutos, a plataforma se chocou contra algo, rangeu e dois pedaços de madeira se soltaram. Por sorte, haviam chegado ao final do abismo.
— Ai... – gemeu Carter, saindo de dentro da plataforma e tocando no solo rochoso. – Eu nunca... Nunca mais quero fazer... Isso... De... N-n-novo...
Ele parou, gaguejando, enquanto olhava a sua frente. Lâmpadas ambáricas iluminavam uma enorme arena de pedra, pontilhada de cristais verdes. Um telão estava pendurado na parte onde ainda havia teto baixo, e mostrava o jogo de futebol que estava acontecendo na cidade de Nimbasa. Dos dois lados, pequenas arquibancadas se erguiam, cheias de almofadas.
— Bem... É aqui! – anunciou Clay – A Arena B!
— Legal! – gritou Carter, o que causou um eco por toda a mina. A imagem do telão estremeceu, mas voltou ao normal.
— Não grite... – avisou o pai – Aqui tudo é muito frágil. Um movimento em falso e toneladas de rochas vem abaixo. As chances de sobreviver seriam mínimas.
O garoto estremeceu. A partir deste instante, passou a olhar com cuidado aonde pisava.
— Vista isso. – disse Clay, jogando uma roupa de astronauta para ele e colocando uma igual – A temperatura aqui, normalmente, seria muito grande. Mais de 100 graus, por estarmos tão abaixo da superfície. Temos alguns refrigeradores por aqui, mas só eles não bastam nessa profundidade.
— E para isso preciso usar roupa de astronauta?
— Roupa térmica! – corrigiu o líder – Ela filtra o ar, para não deixar o calor entrar e ainda tem seus próprios refrigeradores. A temperatura dentro dela é de cerca de 20 ou 27 graus Celsius...
Relutante, Carter a vestiu. Seus movimentos eram dificultados e o peso da “roupa térmica” era grande. Mas conseguiu chegar até a ponta da arena. Do outro lado, Clay já preparava uma Pokébola na mão.
O garoto já estava se perguntando em onde estaria o juiz, quando o pai assoviou e um pequeno robô surgiu de detrás da arquibancada e se postou ao lado da arena. Tinha duas bandeiras na mão, uma vermelha e outra azul.
— Será uma luta de dois contra dois, sem limite de tempo! – ditou Clay – Só o desafiante poderá fazer substituições. Vence quem tirar de combate os dois Pokémons do oponente!
— Que comece a batalha! – gritou o juiz/robô, levantando e abaixando as bandeiras.
— Golett, vá! – disse o líder e o Pokémon saiu da Pokébola, entrando em campo.
Carter ficou assustado. O que o pai fazia evocando o Golett? Estaria o dando chances pela vantagem de tipos? Não sabia dizer. Mas o sorriso travesso na cara do oponente mostrava o contrário.
— Deino, vamos nessa! – gritou o garoto e jogou a Pokébola ao ar. Dela foi expelido o Pokémon noturno, grunhindo em sinal de que estava preparado.
— Defesa de Ferro! – ordenou Clay, e ao mesmo tempo foi obedecido. Seu Pokémon se encolheu e seu corpo foi tomado por uma textura metálica.
— Humm... Inútil... Use o Bafo do Dragão!
— Continue na Defesa de Ferro!
Um intenso raio de energia saiu da boca do Pokémon noturno, mas mal causou danos ao corpo metalizado do oponente. O ferro brilhou ainda mais e se endureceu.
— Humm... Use a Cabeçada! – disse Carter
— Defesa de Ferro!
O corpo de Golett continuou endurecido e prateado, enquanto Deino partia veloz em sua direção, a cabeça baixa. Mas, então, começou a se desviar e se chocou contra um dos cristais do campo. Cambaleou para o lado, visivelmente tonto, enquanto pedrinhas desciam do teto.
— Argh! – reclamou Carter – Vibração do Dragão!
— Ainda continue na Defesa de Ferro!
O golpe que poderia ter levado o oponente ao nocaute nem o fez se mexer. O corpo endurecido de Golett ainda amenizava os danos dos ataques oponentes.
- Vamos ver se resiste a isso! Segure o Bafo do Dragão!
Deino abriu a boca e soprou um poderoso raio semitransparente. Atingiu certeiramente o peito de Golett, mas o oponente não aparentava estar se machucando muito. Mas o dragão continuava atacando. Passaram-se alguns minutos assim, os dois se confrontando, para ver quem venceria: o ataque ou a defesa. Até que Deino começou a se cansar. O Bafo do Dragão já perdia intensidade e começava a falhar. Finalmente, ele parou, exausto demais para continuar.
Clay sorriu:
— Agora, vamos atacar! Quebra Telha!
Golett era bem rápido para uma estatua de terra... Logo, se livrou da defesa prateada e avançou até Deino, a mão esquerda brilhando. Assim que chegou perto, desferiu o golpe nas costas do dragão. O golpe super efetivo o fez cair no chão, dolorido e fraco.
- Uma sequencia de Bola das Sombras. – disse o líder. Antes sequer que o Pokémon noturno pudesse se levantar, uma esfera roxa o atingiu na face. E mais duas vieram logo em seguida, acertando a barriga e testa. E quando finalmente se levantou, levou outra esfera na cara, o obrigando a recuar.
— Use a Pulsação do Dragão! – disse Carter, desesperado. Sua voz mal saía através da roupa de astronauta.
— Proteger!
O garoto assistiu a beira das lágrimas, enquanto inutilmente a esfera turquesa atingia a esfera esverdeada que se formara ao redor do oponente. Sua defesa era incrível! Como passaria por ela?
Então, teve uma ideia. Um sorriso brotou em seus lábios:
— Não faça nada!
Deino obedeceu perplexo, mas sem reclamar. Permaneceu parado. Golett já se desfazia da proteção anterior e aguardava ordens de seu treinador, que estava tentando entender a estratégia do filho.
Então, Clay decidiu arriscar. E fez exatamente o que Carter queria:
— Use o Mega Soco!
Golett partiu correndo, em sua velocidade impressionante. Mas, assim que chegou perto, o garoto ordenou:
— Evasiva e use o Mastigar para o lado!
Deino saltou para a esquerda, fazendo Golett passar reto. Então, com a direção apontada pelo seu treinador, deu uma poderosa mordida no braço do oponente, com o poder aumentado pela habilidade Pressa e pela vantagem de tipos. Então, arremessou Golett longe, até ele bater em um dos pilares de cristal da arena.
Clay elogiou, maravilhado:
— Que estratégia interessante! Foi muito inteligente, filho! Uma ótima estratégia!
— Valeu...
— Mas, não espere vencer por causa disso! Use o Mega Soco de novo! – ordenou Clay.
Seu Pokémon, ainda meio atordoado com o golpe levado anteriormente, partiu correndo para cima do oponente. Deino já ia usar a estratégia anterior, mas Golett estava preparado. Saltou para o lado junto e então, desferiu o golpe com o punho bem na barriga de Deino. Isto o fez voar longe, incrivelmente longe, até se chocar contra uma das arquibancadas. Mas, como se não bastasse, a arquibancada de ferro se quebrou e deixou o dragão estatelado no chão, totalmente inconsciente.
— Deino está fora de combate! – anunciou o robô – Golett é o vencedor!
- Mas... Mas o que... Foi tão... Forte! – gaguejou Carter, assustado. Perdera de novo. Não podia acreditar. Novamente, Deino estava ali, caído, enquanto o oponente estava de pé, quase intocado.
— A habilidade do Golett é Punho de Aço, o que aumenta o poder de todos os seus socos. Foi isso o que aconteceu agora. – explicou Clay.
Maldita habilidade... A causa da derrota. Mas, não... Ele ainda tinha como continuar.
Então sacou sua última Pokébola do bolso. Ela reluzia de leve com a luz elétrica do local. Então, a segurou com força, fechou os olhos e a abriu.
— Drilbur, vá!
A pequena toupeira saiu de lá de dentro, em um clarão azul. Ele acenou e encarou o seu oponente.
— Será Drilbur contra Golett! – anunciou o juiz – Lutem!
Nenhum dos dois atacou. Carter e Clay permaneceram parados, observando um ao outro.
Finalmente, o líder tomou a iniciativa:
— Quebra Telha!
Mas se Carter havia aprendido alguma coisa em suas poucas batalhas, era que jamais se devia fazer um movimento precipitado. Enquanto o inimigo vinha em sua direção com a mão direita brilhando, ele esperou até o último segundo e ordenou uma evasiva. Com incrível agilidade, Drilbur rolou para o lado, deixando Golett atingir inofensivamente o chão.
— Recue! – disse o garoto e o seu Pokémon obedeceu, dando lentos passos para trás.
— Humm... – pensou Clay, coçando a parte de sua roupa térmica onde devia estar o queixo. O que ele está tramando, indagou em pensamento. Mas decidiu atacar – Use o Quebra Telha mais uma vez.
Golett obedeceu e atacou. Levantou sua mão e ela brilhou, enquanto se preparava para atacar. Mas o desafiante tinha outros planos.
— Salte e use a Garra de Metal!
Quase instantaneamente, Drilbur flexionou as pernas e pulou no ar, desviando da mão do oponente e a fazendo ir para baixo, em direção ao chão. Ainda no ar, as garras da toupeira assumiram sua textura metálica e ele desferiu dois arranhões na face do oponente, o empurrando para trás, zonzo.
— Boa! – comemorou Carter – Agora vamos mostrar a ele a nossa novidade...
Clay deixou escapar um palavrão. Novidade? O que seria aquilo?
Na verdade, Carter no dia anterior havia treinado muito após perder para Krios. E, por sorte, o seu Pokémon havia aprendido dois golpes novos. Era hora de testá-los.
— Garra Sombria com estilo! – gritou, levantando o punho cerrado em sinal de vitória. Drilbur sorriu e levantou as garras, que foram aumentando de tamanho, crescendo sob uma luz escura, arroxeada. Então, deu dois passos para a frente e golpeou o queixo de Golett com uma delas. O Pokémon golem cambaleou para trás, sofrendo com os danos do golpe super efetivo. Então, quando começava a se recuperar, foi atingido no peito pela outra garra do seu adversário. Com isso, foi empurrado dois metros para trás e caiu no chão de terra, deslizando até a outra ponta. Chocou-se contra um cristal cravado no campo e deixou o corpo cair.
— Golett está fora de combate! – anunciou o juiz robótico – O vencedor é Drilbur!
- Sim, sim, sim! – gritou Carter, alegre – Drilbur, você foi... Foi... Foi demais, amigão! Vencedores!
- Driil! – berrou a criaturinha, em sinal de comemoração. Alegre, deu um grande salto, os punhos cerrados socando o ar.
— Sim, isto foi... admirável! – disse Clay, sorrindo – Mas lembre-se de algo, filho. A batalha ainda não acabou! E agora veremos o quão ajudou o seu treinamento! Excadrill, faça o seu trabalho!
E dizendo isso, sacou a Pokébola do cinto da roupa “de astronauta”. Lançou-a ao ar e esta explodiu em um raio azulado. Quando a luz sumiu, Excadrill estava em campo, socando o chão com fúria.
Vai ser impossível... pensou Carter, desesperado. O Pokémon do pai estava completamente descansado e era bem mais forte. Drilbur já estava mais cansado e fraco... Mas ele deu o movimento.
— Cavar!
E instantaneamente, Drilbur deu um salto no ar, ofegando. Quando voltou ao chão, já não era mais a toupeira de antes, mas sim uma espécie de broca formada pela junção de sues braços acima de sua cabeça. Mergulhou no chão e desapareceu no subsolo.
— Fique atento! – ordenou Clay, admirado. Era um dos novos golpes de Drilbur aquele. E, certamente, era perigoso. Porém, antes que pudesse voltar o foco para a batalha em si, o Pokémon adversário saiu de debaixo da terra, e desferiu um poderoso soco contra o queixo de Excadrill. Este caiu de costas no chão, meio zonzo. Mas logo recuperou o equilíbrio.
— Argh! Você está bem, Excadrill? – perguntou Clay, cerrando os dentes. E, pela sua sorte, recebeu um aceno positivo e um bufar de fúria de seu Pokémon como resposta.
— Ótimo – continuou – Vamos com a Execução de Broca!
-Desvie e recue! – gritou Carter
Excadrill lançou um outro olhar de fúria para o oponente, antes de se transformar em uma broca com a ponta de metal e se lançar rodopiando contra o oponente. Teria sido um golpe fatal, se Drilbur não tivesse se lançado para o lado e recuado bastante, ficando completamente fora do alcance do movimento. Voltou a sua forma de toupeira e cravou as garras no solo, furioso.
— Cavar! – ordenou o garoto e no mesmo instante foi correspondido, quando Drilbur se lançou para frente e mergulhou na terra desaparecendo.
— Haha! Não conte com isso! Cave também! – ordenou Clay como contra-ataque. Excadrill se transformou em broca mais uma vez e copiou o movimento do oponente. Ambos estavam no subsolo.
Carter não sabia o que pensar. Neste tipo de combate, Excadrill era mais experiente e mais forte. Não tardaria a encontrar o seu Pokémon e derrota-lo mesmo embaixo da terra. Foi quando teve uma ideia!
— Saia daí e use a Garra de Metal no solo!
Em um ponto mais a frente, talvez 2 metros na diagonal, um montinho de areia se formou e dele foi cuspido Drilbur, socando o ar e logo em seguida, mergulhou para baixo, as garras assumindo a textura metálica. Como um meteoro, se chocou contra a terra e com o impacto foi lançado no ar no momento em que Excadrill era expelido do solo pelo impacto de seu golpe. Este caiu no chão, sentado e meio tonto.
— Vamos lá! Garra Sombria! – gritou o garoto, confiante. Correspondido pelo seu Pokémon, s garras deste começaram a crescer, assumindo a coloração negra e roxa. Ele avançou correndo e com um golpe certeiro, atingiu a cabeça de Excadrill. O Pokémon metálico rolou para trás pelo impacto do golpe e então, se chocou contra um dos cristais do campo. Este começou a rachar, ao mesmo tempo em que Excadrill desmaiava e o chão ribombava.
A batalha estava ganha para Carter, isso era certo, mas antes sequer que pudesse comemorar, um som alto, como um trovão, foi escutado e o teto desabou.
Notas finais
Defesa de Ferro - Iron Defense;
Bafo do Dragão - Dragon Breath;
Cabeçada - Headbutt;
Vibração do Dragão - Dragon Pulse;
Quebra Telha - Brick Break;
Bola das Sombras - Shadow Ball;
Proteger - Protect;
Mega Soco - Mega Punch;
Mastigar - Crunch;
Garra de Metal - Metal Claw;
Garra Sombria - Shadow Claw;
Cavar - Dig;
Execução de Broca - Drill Run.
Espero que tenha ficado bom. Aguardo os reviews ;)
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