Pokémon - Uma nova jornada.

2 Capítulo 1 - A primeira batalha


Era um dia ensolarado. Dormi tão bem, que custei a sair da cama, quando minha mãe abre a porta e me acorda à maneira dela:

— ACORDAAAA, ALEXX!! HOJE É O DIA DA SUA JORNADA!!! SAIA JÁ DA CAMA!!!

E como sempre, ela me puxa da coberta e me derruba no chão, e pra variar, a minha cara amassada. Tomei banho, troquei de roupa, desci as escadas e fui tomar o café. Quando desço o ultimo degrau, topo com todo mundo (mãe, Professora Célia e Rodrigo) gritando: BOM DIAAA!!!

— Ainda não caiu a ficha que você começa hoje a sua jornada, né?, questiona professora Célia.

— E pelo visto, não vai cair tão cedo, riu Rodrigo.

— Rodrigo, me diz uma coisa: Você já foi treinador?, perguntei curioso.

E ele me responde:

— Fui sim, Alex. Bom que tenha perguntado. Na verdade, eu fui um grande treinador, tanto é que fui treinado pelo seu pai, acredita?

Meus olhos brilharam como quem dizia “Continua”. E Rodrigo continuou:

— Eu estava numa jornada, quando num dia que parei para descansar, e parei pra pensar sobre tudo o que eu tinha feito até aquele momento.

— Ah, é?, perguntei mais curioso.

— Sim, respondeu ele.

— Mas se você era um bom treinador, por que você se tornou assessor da professora Célia?

— Boa pergunta. E a resposta é essa: Eu tinha percebido que na verdade, a minha jornada não era para ser um bom treinador, mas para ser um cientista.

— Sério?

— Sim. Por mais que eu capturasse os Pokémons, eu percebia que não era bem aquilo que eu queria. Eu queria conviver mais com eles, conhecer mais sobre o habitat deles, o comportamento, o que gostam e o que não gostam, essas coisas.

— Entendi. E como meu pai reagiu quanto a isso?

— Bom, seu pai no início ficou relutante com a ideia, mas acabou aceitando. Acho que, no fundo, ele sabia que era esse o meu caminho, só não queria aceitar. E quando terminei meu curso de Biologia, tive a oportunidade de ser estagiário no laboratório da da professora Célia, disse ele.

— E assim que ele concluiu o estágio no laboratório, eu o convidei para ser meu assessor efetivo, concluiu a professora. – Rodrigo tem sido de grande ajuda nas pesquisas que tenho desenvolvido, e muito do que eu sei, devo tudo a ele, ressaltou a professora.

— Imagina, professora. A senhora me deixa todo sem-graça, disse Rodrigo todo envergonhado. – Afinal, Alex, está empolgado com a sua jornada?, questionou ele.

— Demais da conta, respondi todo faceiro.

— Que bom ouvir isso. Certamente seu pai estaria orgulhoso de você. E tenho certeza que você será um ótimo treinador, elogiou Célia.

— Obrigado, agradeci.

Aqueles votos de confiança aumentaram mais ainda a minha vontade de ser um bom treinador. Claro que eu não chego nem aos pés do meu pai, mas se eu for metade do treinador que ele foi um dia, ficarei satisfeito. Terminado o café, subi para o meu quarto e agilizei toda minha mochila, assim como as Pokébolas. De repente, ouço minha mãe me chamando:

— Alex, desce aqui. Tenho mais coisas para te entregar, gritou ela.

— Tá bom, já vou descer, respondi.

Não podia esperar mais. Cada minuto era sagrado e passava sem que eu percebesse.... como eu estava empolgado com a ideia de partir em uma jornada. Me arrumei e desci para a sala de estar. Todos estavam sentados no sofá, me aguardando. Minha mãe se levanta e diz:

— Pra começar, fico contente que está saindo em uma nova jornada. Tenho certeza que irá crescer muito, não somente como jovem, mas também com a companhia de seus Pokémons e dos novos que encontrará pelo caminho.

— Obrigado, mãe.

— Então, eu separei medicações para você e seus Pokémons. Tem um estoque de poções, antídotos, cura paralisia, cura sono, cura gelo, cura fogo, disse ela ao me entregar uma sacola e colocando na minha mochila.

— Bom, agora é minha vez, Alex, disse a professora. – Aqui está um Pokécomunicador. Com ele, você poderá entrar em contato conosco sempre que precisar de alguma ajuda ou orientação, ok? Registrei meu telefone, o do Rodrigo e o da sua mãe. Dentro desse dispositivo, você terá acesso ao Mapa da região, para saber onde se situar.

— Puxa, que legal, professora. Muito obrigado.

— E para finalizar, concluía o Rodrigo, aqui está sua caixa de insígnias. Como você está partindo para uma nova jornada, é natural que você enfrente os líderes de Ginásio na nossa região. Mas fique atento. Os líderes de Ginásio são treinadores fortes e experts em determinado tipo de Pokémon. Pode ser que alguns deles usem tipos mistos. Lembre-se que para ganhar a insígnia, você precisa derrotá-los em batalhas, mas antes de você enfrentar o líder, você batalhará os treinadores do ginásio, como uma forma de ganhar experiência em batalhas e fortalecer seus parceiros Pokémons.

— Nossa, que legal! Obrigado, Rodrigo.

— Bom, agora que está tudo organizado, desejo toda sorte para você nessa jornada, meu filho. E não se esqueça de ligar de vez em quando, viu?, avisou minha mãe.

— Pode deixar. Vou ligar sim, respondi. – Bom, vou indo nessa. Obrigado por tudo, pessoal! Darei notícias assim que possível.

Todos me abraçaram e saí de casa. Ver seus rostos sorrindo me deram a confiança necessária que preciso para crescer. Sei que um treinador não se faz sozinho, por isso preciso ter um vínculo legal com meus Pokémons. Ser um treinador não significa apenas batalhar e ganhar experiência, mas ser um ser humano capaz de lidar com todas as tribulações da vida, junto com meus amigos. Afinal, a jornada significa isso: um caminho a ser seguido, com todos os desvios e surpresas que podem vir.... e sei que não estou sozinho.

Aos poucos eu me distanciava da minha cidade, e ia rumo à uma rota verde, com grandes árvores, parecendo uma floresta. Aquela sensação de aventura me envolvia, me sentia destemido. Era a primeira vez que eu saía de casa.... como era boa a sensação de liberdade, mas de vez em quando me batia a saudade.... Mas sei que isso é pro meu bem, e tenho certeza que meu pai estaria pensando a mesma coisa. Bom, nada de pensamentos tristes, certo? Bora seguir a jornada.

Enquanto eu passava pela estrada, eu pensei em abrir a Pokedéx para saber mais sobre os meus Pokémons:

Articuno – “Um Pokémon titã do gelo. Dizem que é conhecido por resgatar pessoas de grandes tempestades de neves, como também dizem que o bater de suas asas resulta em uma tempestade de granizo.”

Suicune – “Um Pokémon aurora. Suicune é conhecido por purificar as águas poluídas, e sempre que corre, o vento do Norte sopra. Dizem que é capaz de invocar chuvas para apagar incêndios, e quando corre, parece uma brisa”.

Eevee – “O Pokémon evolução. Quando colocado em determinado ambiente ou em contato com uma pedra evolutiva, as moléculas de seu DNA reagem ao ambiente e ao poder da pedra evolutiva, fazendo com que evolua para um determinado tipo elementar.”

Agora que sei dados sobre eles, fui pesquisar as técnicas que eles conhecem na agenda: Articuno conhece Vento, Névoa, Raio de Gelo e Bicada. Suicune conhece Raio de Bolhas, Vento, Mordida e Ataque Rápido. Eevee conhece Investida, Ataque de Areia, Ataque Veloz e Olhos Encantados. Pensando no Articuno e no Suikun (agora irei chama-lo assim), tem ataques bem fortes. Eevee deve ser um Pokémon ágil em batalha, por conhecer Investida e Ataque veloz.

À medida que ia caminhando pela estrada, ouvi um som estranho, vindo da beira de um rio que estava a poucos metros de distância de mim. Parecia um tipo de choro, e à medida que meus passos avançavam, eu escutava risadas maléficas, como se alguém tivesse feito alguma maldade e todos estivessem achando graça daquilo. Para que eu não fosse percebido, tirei meu tênis e fui caminhando silenciosamente, para que não percebessem a minha presença. Me escondi em uma moita e pude ouvir de longe as vozes, uma masculina e uma feminina.

Voz Masculina: “Olha só, parece que pegamos um peixe grande, né? Heheheh”

Voz Feminina: “Pois é, o chefe irá ficar orgulhoso desse presente e irá fazer a gente subir de posição. Hihihihi”

A voz masculina:

— Quem diria hein, Manuela... a nossa armadilha foi capaz de capturar um Staryu brilhante...., dizia o rapaz.

— Olha só como a jóia no centro do seu corpo brilha, Adrian. Certamente deve valer muito dinheiro, comentou Manuela.

De longe, pude perceber que não eram pessoas de boa índole. E não gostando do rumo que a conversa estava tomando, tive que reagir. Abordei os dois malfeitores:

— Parados aí, mandei.

— Quem é você, pirralho? – questionou Adrian.

— O que pensa que está fazendo em nosso caminho? – questionou Manuela.

— Eu não posso aceitar que vocês tratem os Pokémons como mercadoria. E muito menos aceitar o fato de que vocês capturaram esse Staryu só para arrancar a sua jóia, resmunguei.

— Ah, é? E o que você vai fazer? Você é um mero fedelho perdido pela estrada. Isso aqui é coisa de adulto, garoto. É melhor você se afastar ou...., dizia Manuela.

— Irá sofrer as consequências, concluiu Adrian, partindo pra cima de mim.

— Eu não vou permitir que façam mal a esse Staryu. Ele não merece esse sofrimento. Vocês são uns covardes, exclamei.

— Já que você faz tanta questão de salvar esse Staryu, enfrente-nos numa batalha, respondeu Manuela em tom incisivo.

Aquelas palavras me provocaram de tal forma, quando de repente ouço uma voz na minha mente: “Alex.... Alex.... me escute....”. Era Suikun: “Chame a mim e o Articuno. Iremos enfrentar esses malfeitores. Você quer salvar esse Staryu, não quer?”, questionou o Pokémon aurora.

Lhe respondi mentalmente: “Claro que eu quero. Como posso aceitar que Pokémons sejam vendidos no mercado negro, quando eles são nossos parceiros nas batalhas e na vida? Não é justo que esse Staryu perca a sua vida por causa de malandragem por ser um Pokémon de brilho diferente”.

Suikun me respondeu: “Muito bem, Alex. Você acabou de passar na minha primeira provação para ser digno de ser meu treinador. Vamos mostrar a esses malfeitores”. Encarei os dois malfeitores e lhe respondi:

— Se é uma batalha que vocês querem, é o que terão, respondi firmemente.

— Vai se arrepender, pirralho, avisou Adrian.

Adrian e Manuela se juntaram e pegaram duas Pokébolas de seus cintos, e chamaram seus parceiros:

— Muito bem, pirralho. Agora você vai ver o que é bom pra tosse. Muito bem, Lickitung, vamos dar uma lição nesse garoto, chamou Manuela.

Da sua Pokébola saiu um Lickitung, Pokémon de cor rosa e branco, com uma língua enorme. Consultei os dados sobre ele: “Lickitung, um Pokémon lambida. Dizem que a sua língua é capaz de paralisar os inimigos quando ela entra em contato”.

Agora foi a vez do Adrian:

— Ok, Tangela, VAMOS LÁ!!!

Consultei a agenda: “Tangela, um pokémon vinha. As trepadeiras que cobrem todo o seu corpo estão sempre balançando, e efetivamente enervam seus inimigos. A identidade desse Pokémon é desconhecida”.

— Muito bem, já que vocês querem uma batalha dupla, aí vem a minha dupla. Articuno e Suikun, me ajudem!, clamei por eles.

Articuno e Suikun saem de suas Pokébolas, encarando os ladrões de maneira intimidadora.

— Olha.... você tem o Articuno e o Suikun, Pokémons raríssimos, comentou Manuela.

— Não pense que só porque eles são raros, eles são fracos. Não deveria subjugar alguém pela aparência, retruquei.

— Muito pelo contrário. Acho que iremos abrir mão do Staryu e ficar com seus Pokémons. Devem valer uma nota, respondeu Adrian.

— Como é que é? Acha que vou entregar eles de bandeja? Vocês são uns miseráveis.

Adrian: “Agora, chega de conversa. Tangela, agarre o Suicune com suas vinhas”.

Manuela: “Lickitung, envolva o Articuno com sua língua e deixe ele paralisado.”

Eu: “Deem evasiva. Não deixem que eles se aproximem”.

Articuno levantou voo e Suikun correu, e lancei os seguintes comandos:

Eu: Articuno, use a Bicada no Lickitung. Suikun, confunda o Tangela com seu Ataque Rápido.

Articuno levantou voo para que a língua de Lickitung não o alcançasse, e assim que atingiu uma certa altura, fez um voo rasante para atacar. Seu bico emanava um poderoso brilho branco, como se fosse um feixe de luz, devido à sua velocidade.

Suikun se distanciou das vinhas e correu em círculos para confundir Tangela.

Adrian: “Tangela, não se deixe levar pela agilidade do Suicune. Usa a Folha Navalha para atacar o círculo”. Do corpo de Tangela, saíram várias folhas que tentaram cerca o cão lendário.

Manuela: “Lickitung, mais uma vez. Use a Lambida no Articuno”. O Pokémon rosado lançou a sua língua em direção ao Articuno, com objetivo de envolve-lo e deixa-lo paralisado.

Eu: “Ah, é? Articuno, desvie da língua de Lickitung e aponte o Raio de Gelo diretamente no corpo dele. Suikun, use o Vento para dissipar as folhas navalhas do Tangela e use o Raio de Bolhas para tentar confundi-lo”. O pássaro de gelo desviou da técnica de Lickitung e lançou um poderoso Raio de Gelo, que congelou a principal arma do Pokémon: a língua. Suikun correu mais ainda para poder gerar um vento e dissipar as folhas de Tangela. Assim que as folhas foram lançadas para longe, o cão aurora lançou um poderoso Jato de Bolhas em direção ao Pokémon vinha, que sofria constantemente com os estouros das bolhas.

Adrian: “Aiii, meu Tangela. Preciso fazer alguma coisa. Tangela, use as Folhas Navalha mais uma vez para contra-atacar as bolhas e lance-as na direção de Suicune”. Tangela sofria cada vez mais com as bolhas, pois à medida que Suikun lançava sua técnica, a velocidade aumentava, impedindo o Pokémon planta de se locomover.

Manuela: “Aiii, Lickitung querido.... Você me paga, moleque. Lickitung, use Ataque de Corpo”. Lickitung não conseguia fazer um só movimento, pois a sua língua serviria de impulso para que ele saltasse e usasse a técnica corporal. Manuela ficou desesperada.

Eu: “Agora vocês vão ver. Articuno e Suikun, combinem o Raio de Gelo com o Raio de Bolhas e mirem no Tangela e no Lickitung”. Suikun parou em um ponto estratégico, de frente com os Pokémons inimigos e lançou seu ataque aquático, para que Articuno, no céu, lançasse o raio gelado em direção às bolhas, misturando-se e se tornando um feixe de pedras de gelo, atacando diretamente Tangela e Lickitung.

Os dois Pokémons não aguentaram o impacto e caíram derrotados. Adrian e Manuela ficaram pasmos com o que viram e chamaram seus Pokémons de volta para a Pokébola e fugiram, mas deram um alerta antes de partir: “Seu moleque insolente. Fique ciente de que você está na lista negra da Equipe Window. Vai ter revanche”.

Assim que eles ficaram longe de minha vista, consegui gritar:

— E não voltem nunca mais.... Minha nossa, o Staryu.

Corri em direção ao Staryu, preso em uma rede e fora da margem do rio. Staryu estava perdendo o brilho da sua jóia... Gritei para que minha voz o alcançasse:

— Staryu, aguente firme.

Assim que o alcancei, consegui solta-lo da rede e coloca-lo de volta ao rio, porém, Staryu estava do mesmo jeito.... será que eu não consegui salva-lo? De repente, Suikun fala comigo telepaticamente: “Alex, afaste-se. Este Staryu tem uma habilidade conhecida como Absorção de Água. Se eu lançar meu ataque de bolhas diretamente na jóia, pode ser que tenha uma chance”.

Saí de perto e pedi a Suikun usar o Raio de Bolhas, apontando diretamente na jóia localizada no centro do corpo de Staryu. Fiquei apreensivo vendo Suikun usando seu ataque, mas fiquei com receio de que o Staryu talvez não resistisse ao impacto...

Eu estava perdendo as esperanças, quando ouvi um som mais forte do que quando encontrei Staryu no primeiro momento. A jóia brilhava mais forte, Staryu estava se recuperando aos poucos, absorvendo as bolhas do ataque de Suikun. Quando menos esperei, Staryu recuperou a sua força e veio até mim agradecer, girando em volta de mim.

— Staryu, tome cuidado daqui pra frente. Agora que você está melhor, pode retornar pro seu lar, comentei.

Staryu se despediu e seguiu o fluxo do rio. Agora estava livre daqueles vilões. Eles diziam ser da Equipe Window. Que organização criminosa é essa? Só sei que devo tomar cuidado daqui pra frente.

— Articuno. Suikun. Muito obrigado pela sua ajuda. Agora voltem às suas Pokébolas e descansem um pouco. Devem estar exaustos dessa batalha. Temos um longo caminho pela frente.

E assim foi meu primeiro dia de jornada. Salvei um Staryu brilhante das garras de integrantes da Equipe Window. O que será que me aguarda nessa jornada?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.