Pokémon - Two Steel Friends

34 Um novo companheiro! Thomas, o fotografo amador.


Notas iniciais
Howdy, pals! Tudo bem com vocês? Já compraram Sun e Moon? Eu ainda não pude mas estou louco de vontade pra jogar. Eu também estou me segurando pra não ver os Spoilers... Bem, agora vamos falar da fanfic. Primeiramente, mil perdoes. Eu meio que abandonei a fic, mas vou voltar à ativa. Eu tive sérios problemas com responsabilidades esses dias e acabei acumulando as coisas. Falando “nestes dias”, eu recebi algumas críticas referentes ao início da fanfic, e comecei a perceber que a fanfic realmente estava cheia de lacunas abertas no seu início. E por isso eu vou me esforçar para que estes capítulos futuros, e os que eu vou revisar e re-revisar, fiquem bons o bastante para que eu fique com consciência limpa de que as pessoas que começaram a acompanhar agora não vão desistir por causa do início ruim. Bem, sem mais delongas, vamos ao capítulo de hoje. Que por sinal demorou um tempinho né?...

E começávamos mais um dia. Saindo do centro, eu pude sentir aquela brisa fresca vinda do oceano ao sul da cidade. O dia estava claro, porém, havia muitas nuvens no céu. O verão estava já no seu fim. Nesta época do ano, Johto não fazia muito calor, provavelmente por se localizar mais em uma zona temperada, o que me permitia poder vestir a combinação de duas camisas, incluindo uma sendo de manga comprida, sem sentir muito desconforto. Eu resolvi que iria sair da cidade hoje mesmo, então passei logo no Pokémart. Minha mãe havia me encomendado algumas Super Poções, Anti-Paralisantes, Antídotos e algumas Ultra Balls. Foi uma boa aquisição para o estoque. Despreocupadamente eu me movo para o norte da cidade, indo em direção à saída. Pouco a pouco o cenário urbano foi se tornando mais rural, e o cheiro mais característico da rota 39 podia ser sentido. Resolvo que estava na hora de deixar meu fiel amigo Steven andar comigo e o retiro da Pokéball.

— Bom dia, garoto! – digo, acariciando o Pokémon.

— Laii! – Responde, respondendo com outro sorriso no rosto.

— Bem, vamos ter que andar tudo de volta até Ecruteak para podermos seguir em frente. Vai ser meio cansativo, mas a gente consegue!

— Ron!

Click!

Eu pude ouvir um leve clique de câmera. De primeira, achei que era apenas impressão minha, mas logo noto que Steven também parecia ter ouvido, e parecia sentir alguma presença.

— Steven, você também ouviu isso, não?

— Lairon! – Respondeu, com um olhar sério.

Click!

Outro clique pode ser ouvido. Antes do clique, eu podia jurar ter escutado um murmúrio. Parecia alguém muito excitado com alguma coisa. Steven e eu não gostávamos da situação nem um pouco, e começamos a olhar ao nosso redor para procurar pelo que estaria provocando aqueles sons. Eu então acabo olhando para um arbusto perto de uma pequena ladeira e noto um brilho.

— Steven, acho que encontrei a fonte do problema!

Eita nós! — Escuta-se uma voz masculina, enquanto o arbusto treme levemente, e o brilho desaparece. Parece que tinha alguém nos observando.

— Melhor você sair daí, ou vamos sair da defensiva!

— NÃO! NÃO ATAQUEM! DESCULPA! – Gritava quem quer que seja que estivesse atrás do arbusto. O dono da voz dá alguns passos para a direita e revela um rapaz com os olhos fechados e as mãos levantadas, pedindo paz. Em uma de suas mãos, podia se ver algum tipo de aparelho – Eu... Só queria tirar umas fotos...

— Sem nossa permissão?

— Oh... Be-bem... É que vocês estavam tão naturais... Eu não queria ver vocês posando e tals... Mataria um pouco da essência da imagem...

— ... Tá... Tudo bem, vai... – Eu dou alguns passos até o rapaz e ofereço-lhe a mão – Quer uma ajuda aí?

— Sim. Obrigado!

Eu seguro na mão do homem e ajudo ele a sair da ladeira. Ao sair, ele sacode a poeira das roupas e eu começo a ver mais detalhes dele. Ele era alto, tinha cabelos castanhos escuros e curtos, mas mais cortados em suas laterais, com um cabelo mais bagunçado e maior no topo da cabeça. Ele tinha uma barba que diferia da cor do seu cabelo, tendo um tom de ruivo acastanhado. Seus olhos eram azuis e seu nariz era levemente grande. Ele usava uma camiseta com capuz azul, com detalhes em preto e uma calça marrom ocre, com um fone de ouvido branco saindo de um de seus bolsos. Ele também usava uma tênis branco com cadarços azuis e uma Great Ball estampada em suas laterais. Olhando melhor para o aparelho em sua mão, era possível perceber que ele possuía um Photopad – e de ultimo modelo!

— Hey... Eu conheço você?...

— Talvez... Eu sou Thomas Snap. Esse nome te diz algo?

— Sei lá... – Respondo, coçando a cabeça e olhando para cima, tentando relembrar — ... AH PERA LEMBREI! Você é um fotografo amador do Switter, né?

— Aham! Fotografia é meu hobbie favorito! Mas eu na verdade queria ser um repórter um dia. Eu vou fazer vestibular de jornalismo em breve na Universidade de Goldenrod.

— Hm... Parece uma boa. Mas as fotos que você tira são realmente muito boas!... Mas você deveria parar de tirar tantas fotos sem camisa...

— Logo essas? São minhas melhores fotos. Já viu o tanto de curtidas? Acho que eu não tenho um corpo tão ruim assim né? Hehe... – Falou, arqueando as sobrancelhas e fazendo uma expressão orgulhosa na sua face, dando uma leve coçada em seu peito.

— Que cara convencido. — Pensei. Para não deixá-lo no vácuo apenas dei de ombros e soltei um “meh”.

— Oh, sim! Eu me apresentei, mas... Eu não te conheço ainda...

— Eu sou Sony! Sony Goldsteel! Eu estou coletando insígnias para competir na Liga Johto!

— Ah, a Liga Johto! Eu já quis competir nela, mas achei que era muito difícil e meus pais não me deixavam sair do colégio que eles “pagaram um monte para que eu entrasse” para me aventurar no mundo. Mas o que me reconfortava era que tinha o curso de batalhas e tinha um ginásio perto da escola... Ah, a primeira insígnia a gente nunca esquece...

— Hey, legal! Qual foi?

— Qual foi o que? – Perguntou, confuso.

— A sua primeira insígnia, ué.

— Sabe, nem lembro, e eu perdi ela.

— PERDEU? MAS É IMPORTANTE! É UMA INSÍGNIA!

— Calma, garotão! Eu não perdi por burrada. Eu perdi pra alguém.

— Como assim?

— Bem, só por que eu estudava em um colégio particular não quer dizer que não haviam valentões. Um dia eu cheguei no colégio e mostrei a todo mundo a minha insígnia. Aí veio um cara e me deu um soco no estômago e tomou minha insígnia. Eu ia contar a diretoria, mas ele me ameaçou bater mais, então eu deixei quieto...

— Nossa... que triste...

— É, mas eu consegui viver com isso. Eu nunca fui tão bom assim em batalhas mesmo, então eu superei rápido.

— Bom saber... – Eu dou mais uma rápida reparada no Photopad que o rapaz tinha na mão, o que me aguçava a curiosidade – Err, esse Photopad aí, ele é o novo modelo?

— Hm? Sim, sim! Ele é um Photopad SI3. – Disse, mostrando o aparelho a mim – Eu ainda tô pagando ele.

— Massa! Deve ser muito caro...

— É... Mas valeu a pena trabalhar como garçom todo aquele tempo, heh. – Respondeu, guardando o aparelho, olhando pro céu com uma expressão de satisfação. Após dado momento, o silêncio tomou conta da conversa. – Hm... Então... Você é um treinador que está coletando as insígnias e tals?...

— Oh, err, sim. Eu tenho no momento 6 insígnias... Deixa eu mostrar... – Eu retiro a mochila das minhas costas e vasculho pela caixa de insígnias. Assim que a encontro, abro-a e mostro minhas insígnias – Agora eu estou à caminho de Mahogany. Lá eu vou tentar batalhar por mais uma insígnia.

— Parece uma boa... – O rapaz volta a olhar pro céu e parece pensar um pouco – Olha... Eu tava pensando em ir pra Mahogany também. Tem uma coisa que eu queria muito fotografar por aquelas bandas... Posso ir com você?...

Eu resolvo pensar um pouco antes de dar qualquer resposta. Eu apenas conheci ele há alguns minutos e ele não me deu a melhor das impressões tirando uma foto minha sem me consultar antes. Mas de personalidade, e o pouco que eu conheci dele das redes sociais, ele passava alguma confiança. Fora que é até melhor viajar com um certo grupo que sozinho. – Acho que não vai ser tão ruim assim... – Respondi, ainda um pouco receoso.

— Ah, valeu! É sempre bom viajar com uma companhia, não acha?– Respondeu Sorridente.

Logo após isso, percebeu-se uma grande movimentação no local. Várias pessoas com câmeras, muitas profissionais e outras simples câmeras digitais ou Photopads com baixa resolução. Eles estavam fazendo gravações, tirando fotos e conversando uns com os outros, vasculhando toda a área em que estávamos.

— Mas o que tá acontecendo?

— Você não soube que um Raticate dourado foi avistado por aqui? – Pergunta um rapaz.

— Raticate dourado?...

— É. Ele é todo dourado. Foi o que os fazendeiros disseram.

— Hm... Parece mais um boato daqueles falsos. – Falo, com a mão no queixo – Né, Thomas?

— VAMOS PEGAR AQUELE BICHO! – Gritou, com o Photopad na mão, correndo para as árvores.

— E-ei!... – Eu suspiro e me abaixo, olhando nos olhos de Steven – A gente vai atrás dele ou segue caminho?

— Lai. Lai-ron! – Responde, apontando para aonde Thomas tinha ido. Deduzi que ele quis dizer que deveríamos correr atrás dele – afinal quem sabe o que poderia ocorrer?

Andamos dentre as árvores da rota, passando por uma área mais alta da rota, aonde finalmente vimos Thomas e algumas outras pessoas. No entanto, eles pareciam desesperados, alguns até chorando.

— Thomas?! O que aconteceu??

— Fomos assaltados! Foi isso! – Respondeu, com um tom de voz alterado e falando de forma rápida e descontrolada – Veio um cara de moto e roubou nossos Photopads, câmeras, TUDO!! Eu ia soltar algum Pokémon meu, mas ele tava armado e eu fiquei com medo... Ai droga, aquele Photopad ainda tem umas 7 prestações pra pagar!! OQUEQUEEUFAÇOOQUEQUEEUFAÇO????

— Calma, cara! – Digo, segurando seus braços, tentando fazê-lo voltar ao controle – Vamos resolver isso!

— MAS COMO VAMOS RESOLVER??

— Com licença... – Disse uma garota com cabelos curtos e castanhos, com algumas mexas em rosa e roxo, e usando um vestido marrom e uma jaqueta jeans. Ela estava com uma Pokéball na mão e veio até nós – Eu tenho um Pokémon que tem um faro forte mas... Eu não sei se vai dar pra controlar...

— Ótimo, vai ser de grande aj--

— BOTA LOGO ESSE BICHO PRA FORA E VAMO!! – Interrompeu Thomas, aos prantos.

— Ok... Swinub! Preciso de sua ajuda! – Disse a garota, soltando seu pequeno Pokémon da Pokéball.

— Hm... Swinub... Eu nunca vi esse Pokémon fora da TV... – Eu rapidamente puxo minha Pokédex e resolvo escaneá-lo.

— Bip! Swinub, Pokémon Porco. Seu nariz é muito sensível, e ele não sente problema em usá-lo mesmo em superfícies congeladas para procurar por comida.Se ele sente o cheiro de algo que o interessa, ele corre até a fonte do aroma. Ocasionalmente, este Pokémon pode encontrar fontes termais.

— Hey, parece que ele é bom com cheiros!

— Sim. Principalmente com cheiros de comida. Aí é que está o problema.

— Ué?...

— Bem, é que mesmo que eu consiga dar o comando pra ele seguir um cheiro em particular, ele simplesmente acaba desviando e indo atrás de comida... – Diz, olhando pro lado, com uma cara meio decepcionada.

— Oh... Bem, pelo menos podemos tentar, né...

— Mariah. – Responde.

— Bem, Mariah, podemos pelo menos tentar, né? – Respondo, dando um sorriso gentil e otimista.

— Bem, acho que você tem razão, Sony! – Disse, dando uma leve risada.

— C-como você sabe meu nome?

— O gatão do Tom falou sobre você! Ahuhu... – Disse, ficando com a face levemente rosada e rindo muito.

Eu entorto a cara e olho para Thomas, que estava dando de ombros com uma expressão meio sem jeito. – Tá. Vamos logo com isso, né?

Mariah então pede para que o seu Swinub siga o caminho por onde o assaltante passou e seguir o seu cheiro. Acabamos chegando no meio da rota 39 novamente, aonde Swinub parou do nada, e ficou farejando uma parte do chão do local.

— Ué, ele parou!...

— Acho que ele sentiu alguma coisa! – Respondeu Thomas – Vamos, Swinub! Encontre aquele ladrão safado!

— Swi... Swi... S... SWIIIIIII!!!! – Gritou o Pokémon, pulando em círculos, de um lado pro outro.

— Ué, o que deu nele? – Perguntou Thomas.

— Acho que ele encontrou o cheiro certo! – Respondi.

— Talvez... – Disse Mariah, suspirando.

No exato momento em que eu ia perguntar o porquê do talvez, Swinub começou a correr desesperado. Sem pensar duas vezes corremos também, seguindo por todo local que ele passava. Por vezes ele entrava dentro dos matos ou passava por entre as árvores. As vezes ele passava por lugares pouco acessíveis, passando por buracos ou debaixo de troncos e raízes. Como eu não tinha o melhor preparo físico do mundo, eu já estava ficando de cansaço. Que o diga Steven — todo aquele seu peso não fazia facilitava em nada quando se trata de correr. Em questão de tempo, chegamos em um campo aberto, onde eu penso ser em alguma parte da rota 38. Naquele momento eu só me importava em descansar um pouco. Parei e me joguei no chão, onde lá fiquei deitado encarando o céu, junto de Steven, que estava totalmente ofegante – Vão sem mim!... Arf... Arf... Eu não posso correr mais!...

— Tudo bem, Sony. Chegamos à fonte do cheiro... – Respondeu Mariah.

Eu me sento e olho para o horizonte, onde se podia ver uma sacola com provavelmente comida dentro, do lado de uma moto. Swinub estava entrando na sacola e comendo tudo que havia nela.

— Bem, parece que dessa vez o Swinub seguiu o rastro certo! – Falou aliviada – O cara que nos assaltou devia estar levando comida na moto, por isso Swinub o seguiu.

— Agora só falta esperar por aquele babaca! – Esbravejou Thomas – Quando eu ver ele eu vou... OLHA LÁ ELE!! – Gritou, apontando por uma figura que saía por dentre as árvores. A pessoa estava com um capacete em uma das mãos, o qual o soltou quando percebeu nossa presença. Thomas rapidamente pegou uma Pokéball de seu bolso e a lançou – ARNIE! SAIA E USE HEAT WAVE!!

Da Pokébola saiu um enorme canino de cores laranja com listras pretas, com uma juba e cauda de cores laranja mais pálida. Aquele Pokémon era um Arcanine, não tinha dúvidas. O grande Pokémon, então, uiva e lança de seu corpo uma aura flamejante, que vai direto no bandido, que cai no chão coberto de chamas, gritando de dor.

— DEVOLVA MEU PHOTOPAD OU EU NÃO TEREI PIEDADE!

— POR FAVOR, NÃO ME MACHUQUE! EU DEVOLVO, EU DEVOLVO! ALGUÉM ME APAGA!! ISSO DÓI!

— Swinub, use Mud Sport. – Pediu Mariah.

O Pokémon, então, começou a pular e a criar lama por toda parte, jogando-a encima do ladrão.

— Ugh... Você me sujou inteiro...

— Você deveria estar agradecido! Se não fosse por isso eu deixava você queimar vivo! – Falou Thomas. Ele andou até o ladrão, o agarrou pela gola da camisa e o sacudiu – Agora, me devolva meu Photpad agora! – O ladrão então aproxima sua mão de sua cintura, provavelmente tentando pegar sua arma. Notando aquilo, grito para que Thomas preste atenção. Ele, percebendo o perigo, empurra o ladrão e pisa em sua mão – Nem pense nisso. – Thomas então levanta a camisa do bandido e remove o objeto de sua cintura. Dando uma melhor olhada naquilo, aquilo se parecia muito com uma arma, mas não era exatamente uma – Cara, você nos assaltou com uma arma de brinquedo?...

— Você sabe quanto custa uma arma, seu animal? Ugh... Sai de cima do meu braço!

— Não antes de você devolver o que é meu. Bora. Passa.

— Argh. Certo. Toma logo essa bagaça! – O ladrão coloca a mão num de seus bolsos e entrega o Photopad do rapaz.

— Obrigado, safado. – Respondeu, tirando o pé de cima do ladrão.

O ladrão levanta e começa a tirar a poeira do corpo. Ele vai até a moça e tira dos bolsos uma câmera pequena – Aqui. Essa deve ser sua câmera. Tem mais coisas que eu roubei na sacola que seu Swinub tava roendo – Ele então começa a andar, indo até seu capacete e pegando-o.

— Hey, aonde você pensa que vai? – Pergunto.

— Você acha que depois desse fracasso eu vou ficar parado esperando ser pego pela polícia? Bruh. Melhor pensarem de novo.

— É o mínimo que você deveria fazer. Ou você quer mais queimaduras? – Falou, com um sorriso malicioso, acariciando seu Arcanine.

— Gngh... Cala a boca, seu Playboyzinho da barba laranja! – Respondeu. O rapaz então pausou e começou a olhar para o rosto de Thomas, fazendo uma certa careta – Tom?...

— Como você sabe meu n-- – Thomas então começa a olhar de volta para o outro rapaz e parece reconhecê-lo – Jerry? É você?...

— Ao vivo e em cores. – Respondeu, dando um sorriso convencido e cruzando os braços, segurando o capacete com uma das mãos.

— Eu sabia que seu futuro não era promissor, mas isso?...

— E eu tenho. Só que por enquanto, eu prefiro “arranjar” as coisas. Trabalhar é muito cansativo.

— Típico do Jerry. – bufou Thomas.

— Bem, então como o Capt. Barba Ruiva anda?

— Eu não já tinha pedido pra parar de me chamar assim? – Respondeu, com uma face nada confortável – Gente... Vamos pegar a bolsa com os pertences e vamos embora.

— Como?... Mas vamos deixar esse bandido fugir?...

— É o Jerry. Não vale a pena. – Respondeu.

Eu fiquei tentando entender, mas resolvi esquecer isso. “Todos tem seus problemas”, pensei. Mariah pegou a sacola e a verificou. Todas os pertences das outras pessoas ainda estavam lá. Caminhamos de volta ao “corpo” da rota, aonde pudemos ver alguma movimentação e policiais. Informamos que encontramos a sacola com os pertences jogada por aí, mas não falamos nada sobre o “Jerry”. Nos despedimos de Mariah e continuamos nosso caminho até Ecruteak.

— Sabe, Thomas...

— Olha, se quiser me chamar só de “Tom”, por mim tá ok.

— Oh, bem, Tom. Eu acho que você foi meio... Como posso dizer... Não sei, você agiu sem pensar, eu acho...

— Como assim?

— É que você quase matou o tal do Jerry com um Heat Wave... Você mesmo falou que não teria piedade, sei lá, enlouqueceu... – Tom ficou sem palavras no momento – E também você agarrou o cara que podia estar armado! Eu sei que aquela arma era de brinquedo, mas vai que não era!

— ... Sigh... Você tem razão... Eu... Eu tava nervoso entende?...

— Eu entendo, eu também costumo agir assim, hehe... Só que você tem que tomar mais cuidado. – Neste momento, uma amargar veio ao meu estômago – Ugh... Aquela correria gastou todas as minhas energias mesmo... Preciso de combustível...

— Bem, este é um fato. Eu também estou com fome. – Respondeu, passando a mão na barriga – Eu sei de uma lanchonete que tem ótimos sanduiches lá em Ecruteak. Quer ir? É por minha conta!

— Já que insiste... – respondi, rindo.

Continuamos andando pela rota até finalmente chegarmos aos portões da cidade. A cidade estava ficando movimentada, e havia alguns cartazes espalhados por aí falando sobre o Concerto que haveria no dia seguinte. Decidimos que íamos acompanhá-lo. Estes concertos anuais de Ecruteak eram realmente lindos, e perder essa oportunidade de apreciar uma boa música seria bem viável. Já na lanchonete, Tom acabou sabendo que o boato do “Raticate Dourado” era fake. Um Raticate comum acabou tomando um banho de tinta e foi avistado por um fazendeiro. O fazendeiro contou pra seu filho, que publicou num fórum da Internet e então aconteceu o que aconteceu. Jerry possivelmente se aproveitou do fato de várias pessoas irem até lá para tentar roubar seus aparelhos fotográficos, mas acabou não dando certo. No fim, acabou tudo bem, e Jerry e eu ficamos conversando sobre essas coisas de boatos, e aí eu fiquei sabendo de um tal “Gyarados Vermelho do Lago da Fúria”. Pelo que parecia, este boato era real, e este era o motivo de Tom querer ir para Mahogany. Como ele não tinha muito o que fazer depois disso, ele decidiu me acompanhar enquanto eu coletava insígnias para a liga Johto. Parece que eu acabei arrumando meu primeiro companheiro de viagem!

Notas finais
E aí, pessoal, gostaram? Este capítulo foi bem importante por causa da entrada de um personagem secundário importante, por isso eu trabalhei muito nele. Mas este não foi o motivo da demora. Foi “maçada” minha mesmo. Anyways, eu espero que tenham gostado! Eu vou tentar demorar menos da próxima vez. See ya!