Pokémon - Two Steel Friends

20 O Gym das Sombras! A Batalha pela quarta Insígnia!


Notas iniciais
Ohayo! Fala pessoas, pessouos e pessoal geral! Tá tudo legal com vocês? Primeiramente peço desculpas se o capítulo de ontem ficou meio “sem-sal” pra um capítulo de evolução de um “Pokémon Principal”, mas bem... Na minha mente ficou legal, hehe... De qualquer maneira, vocês devem ter notado que eu atualizei algumas coisas na fic, como o Disclaimer e a Sinopse. Pois bem. A partir de agora, pessoal, eu decidi colocar “temporadas” nos episódios, algo que eu já tava querendo faz um tempinho e vai ser melhor para me organizar quando for tentar transformar a história em HQ, por exemplo (Eu to com um projeto para transformar a fic em uma HQ um dia. Em breve farei um piloto e avisarei vocês). Mas, sem mais delongas, vamos ao capítulo de hoje.

Era uma bela manhã de Terça. Pidgeys voavam e piavam pelo céu e Hoothoots se escondiam nas árvores. Folhas secas caiam do alto das árvores e pousavam ao chão, onde se juntavam a outras e eram carregadas pelo vento. Um violinista treinava tocando seu instrumento na praça. A melodia que o rapaz tocava fazia parte da orquestra que a cidade sempre faz durante o dia de Outono. Eu estava sentado em um banco da praça checando a minha Pokédex.

– Não... Aqui não há nenhuma informação sobre Lairons... – Falava, ainda sem tirar os olhos da Pokédex. Eu queria checar as informações de Steven, afinal, eu nunca o chequei, nem quando era Aron – Quem sabe se eu... – Selecionei a opção de Escanear Pokémon e logo aponto para Steven. O que recebi foi uma negativa da Pokédex, avisando que não havia dados sobre tal Pokémon. Um pouco frustrado, suspiro e falo para Steven – É, cara. Acho que a Pokédex não tem informações suas.

– Lai...

– Acho que o remédio é ligar pro Professor Carvalho. Ele quem fez esse troço. – Falei enquanto abria o Pokégear, que estava como um relógio no meu pulso. Era comum entre os jovens usá-lo assim, mas isso podia dar chances para um furto, então era recomendado que seus donos os portassem no bolso. Mas eu muito convencido na força de meus Pokémon, ainda mais agora que Steven evoluiu, fora que ele fica a maior parte do tempo fora de sua Pokéball, e também me parecia muito mais prático para usá-lo no pulso. Eu seleciono o numero do Professor. Depois de alguns toques, o Professor atende.

– Alô. Professor Carvalho falando.

– Hmm... Professor? Sou eu! Sony!

– Sony?...

– O cara pra quem você deu a Pokédex.

– ... Ah! Sim! Eu lembrei agora! Como vai Sony?

– Ah, eu to legal... Queria falar sobre a Pokédex.

– Oh, Sim. Sim. Você está fazendo um ótimo trabalho na coleta de dados não?

– Sim, mas... Eu queria perguntar uma coisa sobre ela.

– Diga.

– É que eu fui escanear um Pokémon e a Pokédex não reconheceu...

– Hmm... Pode-me dizer que Pokémon é esse?

– Oh, errm... Um Lairon. Isso.

– Hm... Deixe-me ver... Ah, sim. É por que sua Pokédex está no Modo Regional.

– Modo Regional?...

– Sim. Uma Pokédex no Modo Regional só mostra dados de Pokémon mais comumente vistos na região configurada, neste caso, Johto.

– Então isso quer dizer...

– Isso quer dizer que como é muito raro de se encontrar um Lairon em Johto, ele não consta na lista.

– Ah... – Respondi decepcionado.

– Mas há o Modo Nacional, que permite mostrar os dados de Pokémon que se tem informação.

– Se... Sério? E como eu ativo esse modo? – Perguntei, ansioso.

– Lamento, mas só eu poderia fazer isto para você.

– Aww...

– Eu acho que não vou para Johto tão cedo, mas se você passar por Kanto, venha me ver em Pallet! Eu atualizo sua Pokédex.

– Tá... Até logo... – Respondi, já desanimado. Eu desliguei o Pokégear e suspirei de cabeça baixa – Bem, acho que pelo menos podemos ir para o Gym...

– Lairon. – Concordou Steven

Passeamos pela cidade, procurando pelo tão almejado Gym. Assim que o encontrei, não hesitei e entrei na instalação. Acabei por tomar um grande susto. Não havia luz no Gym. Estava tudo escuro. Eu odiava lugares escuros. Nunca me dei bem em lugares no qual não consigo ver, e eu tinha a estranha sensação de ser observado. A vontade que eu tinha era de sair daquele lugar, mas eu não conseguia enxergar a porta do qual eu havia passado há poucos segundos. De fato, era como se eu nunca tivesse passado por ali. Mas o porquê do Gym estar todo escuro? O Líder do Gym havia saído e esqueceu-se de trancar? Não. Aquilo não parecia ser o caso. Eu gritava para tentar chamar os Guias de Gym, mas parece que ninguém me ouvia. O que eu deveria fazer? Eu escutei um som. Parecia que o som eram passos. A presença que eu sentia estava se distanciando. Eu não sabia o que fazer, então tentei simplesmente seguir o som que acabara de escutar.

Parecia que acompanhar o som seria fácil, mas eu estava errado. Eu quase havia caído em algum tipo de buraco, mas por sorte, Steven havia me puxado. Comecei a tentar sentir o que era chão e o que não era, cuidadosamente deslizando os pés no chão. Pelo jeito, eu estava lidando com um labirinto. Seria este o desafio do Gym? Passar às cegas por um labirinto? E o quão grande este era? Andando um pouco por isto, que realmente me parecia o desafio do Gym, começo a ouvir risadas. Não qualquer tipo de risada. Era uma risada que me dava arrepios. A sensação de estar sendo observado voltou, porém diferente. Era como se várias “pessoas” me observassem, se bem que a sensação que eu tinha não era como se pessoas me observassem, pelo menos não vivas. As risadas e as presenças pareciam ficar mais próximas. Algo me rondava, mas eu não conseguia ver. Já estava difícil encostar no chão, quando eu senti algo chegar muito próximo a mim, e então eu desequilibrei. Ao cair, não percebi que não estava mais sobre uma plataforma. Parecia que eu estava num lugar seguro de novo. As risadas também cessaram, mas as presenças não. E então, escuto uma voz, um pouco longe. Era uma voz meio preguiçosa, porém, ainda sim, era de algo “vivo”.

– Parabéns.

– Quem... Quem está aí? – Perguntava, olhando pros lados, sem sucesso devido à escuridão.

– Eu?... Eu sou Morty. O Líder de Gym de Ecruteak. – Ao pronunciar tais palavras, as luzes finalmente foram acesas. Quem tinha falado essas palavras era um rapaz loiro, com um olhar um pouco vago e um sorriso leve, como se estivesse morrendo de preguiça. Então este é o líder do Gym desta cidade. Por curiosidade, olho para os lados para ver se acho quem estava dando risadas, mas tudo que vejo foi o labirinto atrás de mim – Quem tava rindo de você foram Gastly, Haunter e Gengar.. – Falava Morty, adivinhando o que eu estava procurando.

– Ah.. Ok...

– E então garoto... Você quer uma batalha, né?... – Falava o loiro, enquanto mexia seu ombro. Após fazer a pergunta, um Gastly saiu das costas, fazendo caretas, mas logo voltou para trás dele, escondendo-se novamente.

– Sim.

– Ótimo. – Respondeu, enquanto o Gastly passava novamente por detrás dele, fazendo caretas – Não sei se você percebeu, mas eu sou um usuário de tipos fantasma. – Morty então percebe que eu estava tentando me segurar para não rir de algo – Qual o problema?.. – Perguntava o rapaz, fazendo uma cara confusa, mas ainda sim, meio preguiçosa. O que era ainda mais engraçado.

– Nada, heheh.

– Ah, então para de rir e vamos batalhar logo. – Disse ele, pegando uma Pokéball do bolso – A batalha será de 3 contra 3. Ok?

– Certo.

– Muito bem... Gastly, em frente! – Disse ele, jogando uma Pokéball no campo de batalha.

– Certo, Steven! É com você!

– Pode começar.

– Ok. Steven! Iron Hea--

– Sucker Punch! – Gritou Morty, antes que eu completasse o ataque. Gastly, então, rapidamente driblou Steven e o atacou pelas costas.

– Mas o...

– Heheheh. Sucker Punch é um ataque surpresa, no qual o usuário ataca antes que o seu oponente. Surpreso?

– Hmpf! Nem um pouco! – Respondi, ajeitando meus óculos, fazendo-o brilhar, refletindo as luzes do ambiente – Steven! Rock Slide!

Steven criou no ar várias pedras pontiagudas e lançou-as sobre o Gastly, que começou a se debater, enquanto tentava se desviar daquele “deslizamento”.

– Bem, acho que é hora da carta na manga... – Dizia Morty, um pouco receoso, dando de ombros – Gastly! Use Curse!

– Gasss... – O Gastly começou a se envolver em uma aura negra que parecia se expandir para fora do corpo do Pokémon. E então, seus olhos brilharam e a aura acaba por atacar o Pokémon, que geme e acaba desmaiando.

– Mas o que... o que você fez?...

– Você já descobrirá... – Dizia o loiro, retornando seu Pokémon, com um sorriso convencido em seu rosto.

Após dizer isso, uma aura negra, igual ao que atacara o Gastly, se formava ao redor de Steven. A aura, que se expandia em baixa velocidade, perturbava o Pokémon. O que era aquilo? Após a aura parar de se expandir, meio que indicando seu limite, em grande velocidade se direciona ao corpo de Steven, fazendo-o se debater de dor.

– Viu? Esse é o efeito do movimento “Curse”. Este ataque “arranca” sua própria vida para jogar uma maldição no oponente. – Morty falava tais coisas com certa tranquilidade. Como poderia? Esse movimento era muito cruel! Ele detalhava o movimento como se estivesse falando de um Tackle. Logo o rapaz saca outra Pokéball em seu bolso – E então? Vai continuar a partida?

– Sim!

– Ótimo. – Dizia o rapaz, sacando uma Pokéball e lançando-a no campo de batalha – Vai, Haunter!

– Muito bem... Steven, consegue continuar?

– Lai... Lairon!... – Afirmava Steven, em um tom meio forçado, como se estivesse se esforçando para aguentar a dor. Eu sentia que Steven não estava bem, mas ele estava com toda uma garra e determinação para continuar, então eu o deixei participar deste round.

– Ótimo. Força! Você consegue!

– Vamos lá, Haunter! Shadow Ball!

– Laaai!! – Gritava Steven, ao receber o golpe. A dor era incrementada pela maldição que lhe fora empregado pelo Gastly de Morty.

– Steven... Acho melhor que você volte.

– Lai?! Lairon! – Resistia o Pokémon, se negando à sair do campo.

– Vai, Steven! Confia em mim! Será melhor você sair agora do que sofrer as conseqüências depois!

– Lai... Ron. – Steven concordou e voltou ao meu lado.

– Desiste?

– Não! Ainda não! – Respondi, sacando uma Pokéball – Ghast! É com você! – Grito, enquanto lanço a Pokéball no campo de batalha, assim, liberando o Pokémon Fantasma contido dentro dela – Ghast! Você está preparado?

– Gasslty! — Respondia o Pokémon Gasoso.

– Hmm... Um Gastly azul... – Observava Morty, ao ver meu Pokémon – parece ser especial, mas... Ele pode superar o meu Haunter? SHADOW BALL!

– Ghast! Rápido! Use Protect!

– Esperto. Muito esperto. Vamos ver se você consegue escapar desta. Hypnosis!

O Haunter de Morty começa a encarar Ghast, de certa forma que o mesmo não conseguia desviar seu olhar. Após isto, Ghast acaba caindo no sono.

– G... Ghast?

– Hmpf. Não seja bobo, garoto. Seu Pokémon agora está sonhando!

– Droga! Ghast! Acorda!!

– Não adianta. Este é um sono beeeem profundo... Hehe... Haunter, hora de papar os sonhos desse dorminhoco! Dream Eater!

O Haunter se aproximou de Ghast e começou a segurar seu corpo. Suas mãos começam a brilhar e então ele abre sua boca. Pequenas esferas luminosas começavam a sair de Ghast e entrar na boca do Haunter. Ghast se debatia enquanto mais e mais esferas saiam de Ghast.

– PARE! – Eu gritei – Deixe os sonhos do Ghast em paz!

– Ok. – Respondeu Morty, com um olhar cínico, rindo da situação – Já que você quer que seu Pokémon tenha sonhos... Haunter! Solte-o! Use Nightmare!

O Pokémon obedeceu e o soltou, fazendo com que Ghast parasse de se debater. Haunter, então, se afasta um pouco e solta uma energia negra de suas mãos, atingindo Ghast, que começa, ainda dormindo, a se desesperar e se debater de novo, porém de forma mais séria, como se fosse alguém se afogando em uma piscina funda.

– MAS O QUE...

– Não sei se você sabe, mas... Há pesadelos que são tão sérios que pode fazer a “vitima” morrer. É quase isso que o golpe “Nightmare” trás. Se ele não acordar, já era.

– N... Nã... NÃO! PARA COM ISSO!

– Mas não sou eu quem controla os sonhos dele. Ele só pode sair desses pesadelos se ele acordar.

– AH QUE DROGA!! GHAST! ACORDA! ME ESCUTA!!

– Desiste, garoto. Esta batalha já está ganha.

– G... Ghast... – Eu caio de joelhos. Lagrimas escorrem dos meus olhos. Aquilo estava sendo demais para mim e ainda mais para o pobre Ghast. Mas o que eu podia fazer? Não havia maneira de acordá-lo. Aquela cena estava me consumindo. Ghast se debatendo por um pesadelo enquanto Morty e seu Haunter sorriam. Em desespero, acabei gritando – GHAST! RESISTE! EU SEI QUE VOCÊ CONSEGUE! ACREDITO EM VOCÊ!

Ghast, então para de se debater. Mas... Por quê? Ele não esboçava mais reação alguma. Apenas flutuava no ar, parado. Havia tudo aquilo, acabado? Era o fim? O Pesadelo havia matado Ghast? Não. Impossível. Ghast é um fantasma, não há como morrer de novo. Mas, por que ele não se move mais? O pesadelo acabou? Não. Morty acabara de dizer que ele só acaba se o afetado acordar. Mas... Não parecia que ele havia acabado. Morty apenas continuava com seu sorriso convencido. Isso me deixava confuso. Ghast estava bem, ou estava tudo acabado?

Notas finais
Muito bem, pessoal! Esse foi o capítulo de hoje! Desculpem se eu demorei para postar de novo o capítulo, aliás, desculpem por ter cortado o capítulo em duas partes, mas eu quero deixar vocês apreensivos para ver o próximo capítulo. Eu gosto de histórias que me deixam apreensivo, pois elas me prendem pra saber o final da história. Espero que vocês também sintam o mesmo, heheh! Muito bem, até mais!