Pokémon Tsubasa Chronicles: Kamui - Sombras do Mar
2 Capítulo 2 - Fantasmas e a Garota Escarlate
Notas iniciais
Eu demorei um pouco mais nesse capitulo por que percebi que eu gosto de fazer diálogos, tanto que no word ficou quase que uma página só o diálogo principal do Kamui com a Nathy.
Além do mais temos a apresentação de mais dois personagens, Nathy, criada por mim e Seth, criado pelo meu amigo Naoru pra usar no nosso RPG. Espero que gostem de ambos.
Se por acaso acharem o Kamui idota em alguns momentos, por favor, não odeiem ele, ele não tem culpa...
Não demorou muito pra chegarmos em Saffron. Assim que desci do trem eu tirei Arthur da pokébola pra andar comigo, acho que farei disso um hábito, sempre deixar algum Pokémon caminhando comigo. Essa cidade é grande, e descobri que parece quem tem dois ginásios, mas somente um é considerado oficial, e foi nesse que eu entrei. Abri a porta com força e gritei:
– Meu nome é Kamui Ryujin e eu estou aqui pra desafiar o líder desse ginásio. Depois de algum silêncio eu vi um rapaz de cabelos roxos, lisos e caídos até o pescoço, ele não tem muita expressão no rosto. Está vestido com um sobretudo verde-água com detalhes da mesma cor dos seus cabelos, calça jeans escura, coturnos e acho que uma camiseta preta, mas não vi por baixo do sobretudo.– Ela não está aqui. – disse ele de maneira fria.– Quem?– Ela. – fez uma pausa. – Sabrina.– Ah, agora entendi. Então no caso eu desafio você a uma luta. – minha barriga roncou – Mas só depois de eu almoçar, sabe onde eu posso comer?– Centro Pokémon. – ele disse de maneira fria novamente e agora muito baixo, tive que parar e pensar um pouco pra entender.– Muito obrigado, quando eu voltar a gente batalha. Ah, espera, onde Ele fica mesmo? O garoto fez uma cara de levemente irritado e apontou a direção, eu a segui por um tempo e tive de perguntar pra algumas pessoas onde ficava, até que finalmente achei o Centro Pokémon. Depois de comer um frango xadrez com shitake e dar algo pro Arthur comer também, eu decidi voltar ao ginásio, que dessa vez estava vazio. Sem opção, fui perambular pela cidade. Encontrei algumas coisas legais, como uma garota que adorar copiar pokémon e que me deu uma pokédoll, mesmo eu não gostando muito de Clefaries eu fiquei com ela. Tentei visitar o prédio as Silph Co., mas ele não estava aberto pra visitação e no primeiro andar havia somente uma sala com alguns eletrodomésticos abandonados e uma aura estranha pairava o lugar. Decidi sair de lá e ir para o segundo ginásio da cidade, pra treinar um pouco. Aqueles pokémon lutadores até que eram bem fortes e deram algum trabalho pro Arthur, mas nem o mestre do dojô foi um desafio tão grande. Ele queria me dar um Pokémon, mas eu não aceitei. Então finalmente voltei para o ginásio da cidade e quando cheguei lá, encontrei o mesmo garoto de antes, agora ao lado de Sabrina, a líder daqui.– Ora, então você voltou. Meu irmão me falou sobre você, que tinha vindo mais cedo mas eu estava ocupada. Peço perdão por isso Kamui. – disse ela.– Tudo bem, líderes devem ser meio ocupados. Mas peraí, como você sabe meu nome?– Você está num ginásio Psíquico, e eu tenho poderes psíquicos. Sei que seu nome é Kamui Ryujin, e sei seus objetivos em sua jornada.– Então não preciso dizer que estou aqui para derrota-la. Vai Arthur!– Você só tem esse Nidoran, acha que ele pode me vencer? Melhor voltar aqui quando tiver outros pokémon garoto. Um tipo Veneno tem fraqueza contra tipos Psíquicos, você perderia apenas com um golpe.– Eu não contaria muito com isso.– Ok, se você acha que consegue então vamos lutar, mas não diga que eu não avisei. Como você não tem nenhuma insígnia será uma batalha de um contra um. Preparado?– Já nasci preparado.– Vai Alakazam! Sabrina nem mesmo se moveu pra jogar a pokébola e um Alakazam surgiu no meio da arena.– O primeiro golpe é seu.– Ok, então Arthur, use Poison Sting! Agulhas venenosas atingiram o Alakazam, que nem mesmo se mexeu, ele ficou parado e logo seus olhos brilharam, Arthur começou a cambalear e a andar pros lados, trançando as pernas como se estivesse bêbado.– Arthur, recomponha-se e use Double Kick!– Seu Nidoran é bem persistente pra resistir a um Psychic do meu Alakazam, mas já chega. Termine o serviço com Psy Beam. Um raio roxo saiu da testa de Alakazam e atingiu Arthur em cheio, fazendo-o cair pra trás, inconsciente. Eu não acredito que perdi a minha primeira batalha de ginásio assim.– Eu não disse garoto. Seu Nidoran não tinha chances contra mim.– É, mas eu fiz você errar em algo. Você teve de usar dois golpes pra derrotar meu Pokémon, mas tinha dito que ele cairia em apenas um. Sabrina riu.– Você é engraçado garoto Ryujin, gostei de você e por isso vou te dar uma dica. Vá até a Torre Pokémon em Lavender, lá você poderá treinar e pegar algum Pokémon que tenha vantagem sobre os meus.– Obrigado, mas não pense que eu desistirei tão fácil assim de pear sua insígnia. Sai do ginásio e passei no Centro Pokémon para curar o Arthur, e parti em direção a Lavender. O caminho não era tão longo e eu cheguei lá antes de escurecer. Quando estava procurando um lugar pra ficar um velhinho me chamou a atenção no Centro Pokémon.– Olá meu jovem, como vai? Eu vi que precisa de um lugar pra ficar. Bem os viajantes não gostam muito de ficar em Lavender por causa dos pokémon Fantasma que saem da Torre Pokémon à noite, então essa cidade não tem um local para abrigar os treinadores. Mas eu sei de um local onde pode ficar.– Nossa, obrigado Senhor...
– Fuji, eu sou o Senhor Fuji. E venha comigo meu rapaz, sou um pouco lento por causa da idade, mas posso te guiar até lá. – ele saiu d Centro e eu o segui – Não estranhe muito, pois se trata de um orfanato, mas eles são bem hospitaleiros. Chegamos. Era uma construção de madeira, bem simples, mas ainda assim era grande. Ele bateu na porta e fomos atendidos por uma senhora, que depois de vê-lo pediu para entrarmos. O Senhor Fuji estava comentando com ela que eu precisava de um lugar pra ficar, e ela disse que ia achar um lugar pra mim, mas eu deveria deixar Arthur na pokébola, por ele ser do tipo Veneno podia fazer mal as crianças. Eu jantei junto com os jovens que moravam lá, e foi quando ela explicou a situação e as crianças menores começavam a me rodear, perguntando coisas sobre como ser um treinador Pokémon, quantos pokémon eu tinha, e coisas assim. Mas eu percebi que havia uma garota que me obervava ali. Ela era muito bonita, tinha cabelo vermelho, parecia ter a minha idade, e usava uma camiseta preta com um Tyrantrun estampado, uma jaqueta de couro vermelha, um shorts jeans, meias 7/8 pretas e coturnos. Depois fomos todos dormir e eu fiquei na cama que me recomendaram, um beliche no canto mais ao longe do quarto masculino, na parede que separava do quarto feminino. A ansiedade não me deixou dormir, eu tinha participado da minha primeira batalha de ginásio e perdi facilmente daquele jeito. Tentei pensar em outras coisas pra aquietar a minha cabeça, até contei as vigas do teto acima do beliche onde eu estava, eram 37. Então comecei a pensar naquela garota que me observara, ela era muito linda. Mas a forma que olhava pra mim, parecia que tinha inveja ou algo assim. Enquanto eu estava absorto em pensamento, um Gastly atravessou a parede e me deu um baita de um susto que me fez cair do beliche e lembrei que o Senhor Fuji disse que os pokémon Fantasma costumam sair da Torre Pokémon durante a noite. Aquilo me deu raiva e eu resolvi sair e ver as estrelas, havia algum tempo que eu não parava pra olhar a lua como eu gostava de fazer antes. Quando sai me deparei com aquele Gastly de volta, ele estava indo pra cima, no telhado, onde havia uma escada,e eu resolvi subir por ela. Chegando lá encima eu avistei a mesma garota de antes.– Ah, desculpe, não sabia que tinha alguém aqui. – eu disse.– Não se preocupe, cabe mais uma pessoa aqui encima. Você é o treinador que veio passara a noite conosco não é?– Sim, eu sou Kamui, Kamui Ryujin. – respondi enquanto me ajeitava no telhado.– Ryujin? Como aquele clã do Lugia?– Esse mesmo. Um dia meu primo disse que eu lembrava ele um Charizard e inventou um apelido meio bobo. O Jovem Charizard do Clã Ryujin.– Você não parece ser um Charizard, não tem cara de Dragão.– Não assim. – Eu ri – Ele disse que sou bem esquentado e tenho vontade de voar alto.– Ah, agora faz sentido. Mas deve ser legal ter uma família grande assim.– Não o clã Ryujin. Sabe o ruim dos Dragões? Eles são orgulhosos. E muito orgulho reunido não faz bem. Poucos são os que você pode realmente confiar. Meu pai por exemplo, nunca deu bola pra mim, só teve olhos pra minha irmã, Samui. Minha mãe trabalha num Centro Pokémon, e antes que pergunte ela não é uma Enfermeira Joy, mas por causa disso era difícil ela vir me visitar nas Wihrl Islands. Só pra você ter uma noção, um dia meu pai me deu de aniversário um Poké-gear.– Mas o que tem de errado com o poké-gear?– Acontece que eu tinha comprado um naquele mesmo mês. Ela riu por algum tempo.– Poxa, deve ser legal ter uma família, mesmo que ela não funcione tão bem.– Mas por que você está nesse orfanato? Ah, e eu não sei o seu nome.– Meu nome é Nathy. Bem, eu morava em Johto, na cidade de Eucruteak, onde os Hikinasa moram. Não lembro bem o porquê, mas um deles começou uma luta contra um cara, eu nem sei quem era, estava em casa, quando o minha casa começou a pegar fogo por causa da luta. Meus pais fizeram de tudo pra que eu pudesse fugir, mas eles não conseguiram e a casa caiu encima deles. Parecia que meu mundo tinha caído junto com a casa.– Nossa, eu... Sinto muito.– Tudo bem, é uma história velha já. Mas e você grande treinador? Não consegue dormir?– Não sou um grande treinador, na verdade esse foi meu primeiro dia e eu perdi feio pra Sabrina porque meu Pokémon é tipo Veneno. Ai eu vim pra cá treinar, um senhor me disse que eu poderia passar a noite aqui, mas estou completamente sem sono e ainda me assustei por causa de um Gastly.– Um Gastly? Você diz esse aqui? – ela fez um sinal com a mão, como se mostrasse algo ao lado dela e dois grandes olhos surgiram, depois uma borá e logo depois o gás e, volta deles, mostrando um Gastly completo.– Esse mesmo! — Eu levanto com um salto e quase caio do telhado.– Cuidado, você vai cair!– Ah, não se preocupe com isso, eu sou imune a acidentes. Eu tenho isso. – eu levanto meu lenço no pescoço e mostro minha Asa Prateada. – Isso é uma Asa Prateada, um amuleto bem popular até, que protege contra acidentes. Todos na minha família tem uma.– Eu to precisando de uma dessas. Eu gostei de você Kamui, não sei por que, mas você é a primeira pessoa em muito tempo que eu vejo que eu posso confiar, tanto que eu nunca consegui conversar assim tão abertamente com alguém.– Ora, eu fico lisonjeado – respondo sem jeito. – E já que precisa de uma, bem, pode ficar. – Eu tiro a minha Asa do pescoço e entrego a ela.– Mas é sua Asa Prateada, e sua imunidade a acidentes?– Ela vai diminuir um pouco, mas eu tenho mais uma, essa que estou te dando era da minha mãe.– Mas deve ser importante pra você.– E é, por isso eu acho que vai te proteger bem.– Nossa, muito obrigado. Não sei como agradecer.– Espere, você ouviu isso?– Eu não ouvi nada.– Tem alguém, pedindo ajuda... – eu desço a escada correndo e quase tropeço e corro até onde parecia ser a origem do pedido, só reparei que Nathy estava atrás de mim quando eu parei de correr.– Kamui, não tem ninguém pedindo ajuda. E por que você saiu correndo em direção a Torre Pokémon?– Eu ouvi alguém pedindo ajuda. E parece que é alguém lá dentro. Eu vou entrar, você vem comigo?– Até parece que vou te deixar entrar sozinho na Torre Pokémon à noite sendo que você não conhece nada por aqui.– Obrigado Nathy. Então vamos. Subimos as escadas e estava tudo muito escuro, e parecia que alguns vultos nos seguiam por alguns andares.– Kamui, isso aqui tá muito estranho. Onde estão os pokémons Fantasma? Tá quieto demais.– Que dizer que isso era pra estar cheio de Fantasmas?– Não conhece a lenda da Torre Pokémon? Ela sempre foi usada para enterrar pokémons mortos, e seu seus treinadores vinham aqui pra prestar suas ultimas homenagens, mas depois decidiram que seria uma boa ideia usa-la como Torre de Rádio, mas parece que os pokémons não gostaram disso e começaram a assombrar a torre, então ela foi desativada, mas o pokémons Fantasma continuaram saindo toda noite, foi quando resolveram que seria bom ter um ginásio aqui, e agora Yami Tobasu é líder do ginásio daqui, e sempre protege as pessoas com seus pokémons Noturnos. Antes que eu pudesse dizer algo, um vulto passou em nossa frente, andamos silenciosamente alguns passos e vimos um Psyduck andando de costas para nós.– Ah, é só um Psyduck. – eu disse tranquilo.– Mas, não deveriam ter Psyducks aqui.– Aquele negócio de aqui ser um cemitério de pokémons?– Sim, e ser assombrado também?– Oh droga... Se ele é assombrado, quer dizer que... O Psyduck olhou para nós, mas ele não tinha olhos, mas dois buracos escuros em seu lugar, ele ficou parado por alguns instantes e nós ficamos observando ele também. Quando ele correu em nossa direção. Com nós dois assustados eu puxei Nathy pelo braço e corri na direção oposta, onde encontramos uma Chikorita com a mesma aparência do Psyduck anterior, e tivemos que mudar de direção, mas os pokémons zumbificados não paravam de aparecer.– Ok, eu acho que não temos escolha senão lutar. – eu disse.– Lutar? Mas como? São zumbis.– Da mesma forma que nos filmes ora. – eu tiro minha mochila das costas e de dentro dela eu tiro a katanna que Ryura me deu.– Como você colocou uma katanna na mochila?– Ué, se cabem bicicletas numa mochila, por que não caberia uma katanna? Eu começo a abrir caminho por entre os pokémons zumbificados com a minha katanna e assim conseguimos chegar aos andares mais altos, onde havia um pouco mais de luz, o que parecia que eles não gostavam. Quando paramos pra descansar eu ouvi algumas vozes atrás de mim.
– As baterias já estão acabando, não vamos conseguir usar os bloqueadores psíquicos e as lâmpadas de emergência por muito tempo.– Ah deixa de ser frouxo, a gente só tem que aguentar até de manhã pra levar o Ralts desse garoto embora.– Ei, — eu falei baixo pra Nathy – tem gente aqui.– Você sabe quem são? – Ela respondeu.– Não, mas vou lá dar uma olhada. Eu tento me esconder atrás de algumas caixas na sala pra observar mais de perto e ouvir um pouco mais da conversa deles, quando eu bato em algo e faço barulho derrubando uma das lâmpadas deles.– Essa não, eles chegaram!– Cala a boca, foi só o vento. – um dos homens se aproximou para levantar a lâmpada que eu derrubei. – Mas eu não sabia que o vento tinha um cabelo vermelho. Saia daí garotinha intrometida! Nathy tentou se esconder mais, mas o homem correu atrás dela e a agarrou, levando pra luz, ela não parava de se debater.– Olha o que eu achei, uma bela garotinha. – disse o que estava segurando Nathy, que parecia ser o maior ali.– Uma bela garotinha mesmo, será que é uma das moradoras do orfanato? Acho que podemos pedir um bom resgate por ela. Por mais que eu esteja bravo por Nathy não ter se escondido direito, eu fiquei mais bravo ainda com o homem que a agarrou e não pensei duas vezes em sair do meu esconderijo.– Ei você, solte ela agora! – eu gritei.– Olha só, mais um garotinho intrometido. Acho que o orfanato deve pagar um resgate maior ainda por dois moradores de lá. – disse o maior.– Eu não sou do orfanato meu caro, e já falei pra vocês soltarem ela. Quando termino de falar o Gastly de antes aparece dando um grande susto no home que estava segurando Nathy, a ponto de derruba-la no chão e corri pra ver se ela estava bem.– Quem você pensa que é garoto, mandando esse Gastly pra cima da gente?– Já que você perguntou eu vou responder. Eu sou Kamui Ryujin, o jovem Charizard do clã Ryujin! Mas esse Gastly não é meu...– Não importa se é sue ou dessa garota, vocês não vão passar por cima de nós. Não depois de conseguirmos o Ralts daquele garoto. Agora eu consigo enxergar melhor os dois, eles estavam usando roupas todas pretas, um moletom, uma calça e um quepe, sendo que na blusa havia um grande R vermelho estampado. Também consegui ver ao fundo alguém amarrado, uma pessoa usando um casaco verde-água e azul.– Ei garoto, nós vamos acabar com vocês. Vai Ivyssaur!– Vai Zubat!– Arthur, é hora de lutar! Nathy, pode me ajudar com seu Gastly?– Mas, esse Gastly é selvagem, ele me visita sempre, mas eu não tenho nenhum Pokémon.– O que? Mas, ele anda com você, te protegeu.– Sim, mas eu não tenho uma pokébola pra carrega-lo.– Ivyssaur, Vine Whip! Por causa da minha distração Arthur recebeu o golpe em cheio, mas o golpe foi pouco efetivo.– Zubat, use Supersonic!– Arthur, pare o ataque com a Poison Sting! Mesmo não sendo efetivo, o Zubat se sentiu incomodado e parou o golpe.– Droga, como vou enfrentar dois pokémons só com o Arthur? Nisso o Gastly olha diretamente para Zubat e lança um raio roxo claro nele, causando certo dano, eu aproveito a oportunidade e mando Arthur usar o Double Kick no Ivyssaur, que é arremessado longe. O Zubat usa então o Wing Attack em Arthur, mas ele é interceptado por Gastly, que toma o ataque em si e tenta usar Hipnose, mas não deu certo. E eu mandei Arthur ataca-lo com um Horn Attack. Quando Ivyssaur levantou, Gastly usou o mesmo ataque contra ele, mas foi atingido por um Razor Leaf, mas que foi contra-atacado como Poison Sting do Arthur.– Desistam enquanto podem, vocês não podem vencer.– É o que você pensa rapaz. Ivyssaur, Solarbeam!– Arthur, termine isso com um Horn Attack! Arthur correu com toda a força enquanto energia era carregada na flor do Ivyssaur e Gastly termina lambendo ele. Zubat usa Wing Attack em Arthur pelas costas, mas recebe um Fury Attack e Gastly termina o serviço com o mesmo golpe que usou pela primeira vez.–Eu não acredito que fomos derrotados por crianças. – disse o menor.– Só nossos pokémons, ainda podemos dar uma lição neles. –retrucou o maior.– Eu acho que não. – eu apontei minha espada para eles, em tom de ameaça – Quero que vocês saiam daqui, agora, e deixem tudo o que trouxeram, inclusive os pokémons. Podem levar uma das lâmpadas pra chegarem até o chão em paz. Eles obedeceram e assim pudemos ver o que estava acontecendo de verdade. As caixas estavam cheias de antigos aparelhos usados na Torre de Rádio, e eles pareciam estar usando pra hackear transmissões.– Hein Nathy, por que não me disse que o Gastly não era seu?– Porque você não perguntou. Ninguém no orfanato tem pokébolas. Mas não acha que é melhor ajudar esse garoto marrado aqui?– Ah sim, desculpe. Eu cortei a corda com a minha katanna e tiramos a venda dele. E foi quando eu reconheci que era o mesmo garoto que eu vi no Ginásio de Saffron.– Ah, você é aquele garoto do ginásio!– E você é o esquentado que desafiou a minha irmã.– Você é irmão da Sabrina!? Um pouco de silêncio.– Sou Seth Harmonia.– Sou Kamui Ryujin.– Você já disse seu nome quando chegou no ginásio.– Eu sou Nathy Scarlet.– Obrigado por me ajudarem, não pensei que ouviriam meu chamado psíquico.– Então a voz que eu ouvi, foi você?– Sim, aqueles caras estavam usando bloqueadores psíquicos, pra não sofrer com a Hipnose dos pokémons Fantasma daqui. A minha irmã foi chamada pra investigar algo aqui, pois o líder de ginásio local está ausente, mas ela não pode e eu vim no lugar dela, mas fui capturado enquanto tentava me livrar dos pokémons zumbis.– Bem, então o Ralts que eles roubaram era o seu? Por sorte nós o recuperamos.– Obrigado Kamui. Mas agora vamos sair logo daqui.– Ei Kamui, — chamou Nathy – o que você vai fazer com os pokémons deles? Vai pegar pra você?– Não, se eu fizesse isso eu seria igual a eles, que roubam pokémons dos outros. Eu vou solta-los. Quando descemos as escadas afastamos os pokémons com a luz que pegamos emprestado lá de dentro e Seth agradeceu por termos salvo ele e seu Ralts, mas estava com pressa e voltou pra Saffron. Eu levei as pokébolas pro Centro Pokémon pra que eles fossem tratados e pedi pra Enfermeira Joy soltar eles assim que estivessem melhor, logo depois Nathy e eu avisamos a Oficial Jenny sobre o que ocorreu na Torre Pokémon e voltamos ao orfanato, onde finalmente eu consegui dormir. Na manhã seguinte, nós levantamos, tomamos café da manhã e eu fui me despedir, pois teria que voltar a Saffron pra conseguir minha insígnia, pois ao que parece o ginásio de Lavender ainda estava sem seu líder. – Foi bom te conhecer Kamui. Venha visitar o orfanato mais vezes.– Antes de ir, quero te perguntar uma coisa Nathy. Por que você não sai em jornada?– Porque eu não tenho família que me apoie. O orfanato agora libera pessoas que queiram sair em jornada, mas eu não tenho quem em ajude, não tenho pokébolas ou um Pokémon pra iniciar uma.– E aquele Gastly? Nesse instante ele apareceu ao lado dela.– Ele tem me ajudado e me visitado sempre, mas não posso dizer que ele é meu se não o capturar. Eu fiquei parado um pouco, pensando, e decidi então o que seria o melhor a fazer.– Então eu sei como ajudar você. Tome, eu achei isso na Torre quando voltávamos de lá. Eu estendo a mão pra ela, entregando uma pokébola.– Mas, eu não posso aceitar.– Pode sim, tanto que eu não aceito nenhuma resposta negativa. – eu pego a mão dela e coloco a pokébola e um pokégear. – Ele já tem meu numero e de uma pessoa que vai te ajudar muito registrados.– Espera, seu pokégear!– Eu disse que meu tinha me dado um quando eu já tinha comprado não é? – mostro o meu pra ela, de cor preta pra ela – E esse combina com você, é da mesma cor que o seu cabelo.– Eu não sei como agradecer.– Eu sei. Nós nos encontraremos na Liga Pokémon. Ou antes até.– Obrigada Kamui. Ela me deu um braço forte e caloroso que quase me fez perder a noção do tempo. Mas logo depois eu tive que correr, pois um ginásio me esperava. E eu devo dizer que não foi ruim pra um primeiro dia em uma jornada Pokémon. Agora resta saber que desafios me aguardam daqui pra frente.
Notas finais
Seth foi criação do meu amigo Naoru, enquanto Nathy é criação minha baseada numa pessoa que eu conheço.
Eu ia escrever um epílogo, mas só lembrei disso na hora de postar, então vai ficar pro próximo capitulo.
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