Era uma noite de sábado qualquer na portuária cidade de Slateport, Hoenn. A lua estava cheia, brilhante como nunca, e a ausência de nuvens no céu deixava mais evidente a quantidade de estrelas que havia naquela imensidão escura no céu. Nate estava deitado no gramado de sua imensa casa, lendo livros sobre pokémon, fazendo sua lição de casa, e observando o céu e as estrelas ao lado de seu único pokémon, dado por seus pais: um Shuppet, ou como Nate o chamava, Petti. Nate era um garoto muito inteligente, e vivia lendo e aprendendo sobre pokémon o quanto podia: as prateleiras em seu quarto estavam lotadas de livros, principalmente sobre os pokémon do tipo fantasma e noturno, seus preferidos. Era alto, moreno e tinha olhos muito escuros, o que, quando olhando para sua família, obviamente se percebia que havia herdado de sua mãe. Ele morava com os pais, Ocean, que era muito morena e tinha olhos da mesma cor de seus cabelos, e Matthew Wegils, que era alto e possuía cabelos muito azuis. Ambos faziam parte de uma elite de treinadores de seu continente, a Elite dos 4, junto com mais três treinadores(sendo sua mãe a líder). Devido à posição de seus pais, viviam uma próspera vida, apesar dos inúmero inimigos e desafiantes que batiam a porta de sua casa diariamente, mas que eram facilmente mandando embora devido à força de seus pais.
- Nate, venha jantar! – gritava sua mãe da janela, quando Nate acabava de ler o capítulo 3 da edição 3 do livro \'Lendas de Fantasmas em Sinnoh\'.
- Pera ai, mãe! Deixa a gente acabar de ler sobre esses fantasmas em Sinnoh, to me interessando! Sabia que tem um pokémon lá que chama Spiritomb?
- Espera, você falou \'a gente\'? Quem tá ai com você?
- O Petti né!? Quem mais?
- Nathaniel Wegils, olha como fala com sua mãe! – gritou seu pai, que estava na porta de casa, esperando seu Noctowl voltar com a mensagem de um de seus amigos. — Imagina se você fala assim com uma Enfermeira Joy por ai quando sair na sua jornada?
Foi quando Petti começou a se agitar.- Shuppet! Shuppet! – gritava ele, olhando para o céu.
- O que foi Petti? – disse Nate, preocupado.
Foi quando ele percebeu o que causou aquilo em seu pequeno pokémon. Vinda do céu, uma imensa e estranha máquina se aproximava, iluminando todo o imenso gramado da casa em que a família Wegils vivia. - Filho, rápido, pegue o Petti e se esconda embaixo do sofá. — disse o pai de Nate, ao olhar para o céu. — Querida, eles estão aqui!
- Mas...como? Como eles descobriram aonde nós morávamos? – perguntou minha mãe, com o pânico evidente em seu rosto. — Achei que ficaríamos bem aqui dessa vez...
Ao ouvir a conversa que seus pais estavam tendo, Nate entrou correndo em casa, no mesmo momento em que aquela máquina pousou bem aonde ele estava sentado minutos antes. Parecia um imenso helicóptero, com duas hélices, e metralhadoras preparadas para serem usadas em sua parte lateral: dezenas e dezenas de homens vestidos com capas pretas saíram de lá. Ao verem aquela cena, Matthew e Ocean saíram de casa rapidamente, e uma discussão se armou. Nate estava escondido onde seu pai havia mandado, embaixo do sofá, de onde ouvia barulhos de pokémons saindo de suas pokébolas e de gritos e palavrões incessantes. Resolveu colocar sua cabeça na janela, para ver o que acontecia naquela noite tão maravilhosa que se tornaria a mais obscura de sua vida. A cena que viu realmente o chocou: seus pais lutavam com uns doze homens e mulheres enquanto outros esperavam na máquina, todos usando pokémons totalmente diferentes, mas todos insetos. Seus pais eram treinadores extremamente experientes e poderosos, mas pareciam estar perdendo humilhantemente para aquelas pessoas estranhas.- Scizor, use o Metal Claw! – disse um dos encapuzados à seu pokémon grande e de uma cor vermelho metálico, que estava em sua frente.
As garras do pokémon ganharam um estranho brilho metálico, ele correu para cima do único pokémon que estava entre os dois, um Walrein, que já estava altamente debilitado, e o acertou com um arranhão poderoso, lançando-o contra a parede da casa, causando um forte estrondo e uma imensa rachadura.- Nós avisamos para não se meterem com a gente, insolentes! – disse um dos encapuzados cuspindo no chão, tomando a frente e tirando seu capuz. Ele era incrivelmente estranho: cabelos azuis espetados com tons de roxo nas pontas, olhos brancos, muito brancos, o que o fazia parecer estar usando lentes de contato.
Os dois continuaram quietos, sem dizer uma palavra, estáticos.- Não vão dizer nada, é? Agora vocês terão o que merecem! – disse o homem, puxando um revólver.
- Mamãe, papai, não! – disse Nate, pulando a janela. – Petti, use o Shadow Ball naquele homem!
Petti começou a juntar toda a escuridão que os rodeava e a transformando em uma esfera, que ele rapidamente lançou sobre aquele homem que ameaçava os pais de seu treinador. O golpe o acertou em cheio.- Ora, ora, ora...o que temos aqui? O insolentezinho da família, é? – disse ele, enquanto estendia a mão para Nate, olhando para ele e seus pais alternadamente, com ar de superioridade. — Você deve ser o Nate, prazer.
- O que você fará, chefe? – perguntou um dos encapuzados, tomando a frente, enquanto Nate ficava cada vez mais assustado.
- Não sei...mas eu posso fazer o que eu quiser, certo? – disse o “chefe”, gargalhando. – Vou acabar com o pequeno primeiro, ele não será problema.
Ao dizer isso, ele levantou seu revólver, apontando-o para a direção aonde Nate estava. O garoto estava paralisado, sem reação, não sabia o que fazer.- Por favor, faça o que quiser, mas não atire no meu filho! – sua mãe finalmente resolveu falar, chorando muito. — Faremos tudo o que você quiser, mas não faça isso!
- Tudo mesmo? – dizendo isso, ele levantou o revólver, e um enorme estrondo foi ouvido. Ele havia atirado em Ocean.
- Mamãaaae! – gritou Nate, correndo em direção a sua mãe, que estava estática, mas não conseguia ver nenhum sangue, talvez devido à blusa vermelha que ela vestia.
- Seu idiota! Olhe o que você fez! Você vai pagar! – o pai de Nate finalmente resolveu falar também.
Matthew correu em direção ao homem misterioso, com uma expressão de ódio que Nate jamais esquecerá.- Você está louco, Matt? Mas já que é assim... – ele levantou o revólver novamente, e puxou o gatilho. Matthew também caiu, estático.
- Papai! Papai, acorda! – gritava o garotinho ao lado de seu pai, desesperado, mas ele não se mexia.
- Vamos embora. – disse o homem, friamente.
- Mas e o garoto, chefe Sean? – questionou uma das mulheres encapuzadas.
- Deixe ele, ele sofrerá mais com a vida do que a morte. – respondeu, olhando com nojo para Nate, e subindo em seu helicóptero, aonde todos os outros encapuzados o aguardavam. — Ele viverá sozinho a partir de agora.
- Mamãe...Papai...Vocês vão pagar! Vocês estão ouvindo? Eu e Petti vamos achar vocês, e vocês vão sofrer! – gritava Nate, chorando como nunca, ao lado do corpo de seus pais, enquanto o helicóptero partia, mas o barulho era tanto, que era difícil ouvir o que o garoto gritava. — Vão sofrer como vocês fizeram eu e meus pais sofrerem hoje, escrevam isso!
Ele então se deitou, aconchegando-se entre seus pais, e abraçou Petti. E assim adormeceu, adormeceu como um bebê no gramado florido e cheio de arbustos onde a batalha da vida de seus pais havia acontecido, com uma expressão que misturava tristeza e ódio. Um bebê que agora teria que crescer.
Notas finais
Essa fanfic já foi postada em vários fóruns, mas, devido à uns problemas com um deles, eu tive que parar no capítulo 13. Tô de volta agora, com capítulos refeitos e revisados, e postando ela onde eu conseguir. Realmente espero que gostem, porque é uma história que foge dos padrões normais.
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