Notas iniciais
Yeeeeey! *u* Tudo bem, amores? Sei que demorei um pouco, mas vocês não tem ideia do quanto meu colégio tá puxado! Sério, é teste, trabalho em grupo, trabalho individual, tudo numa mesma semana... É, tá uma merda. Mas cá estou eu com mais um capítulo. E tenho a honra de falar que... FINALMENTE CONSEGUI APRESENTAR TODO MUNDO! AEHOOOOOOOOOOOW! Na verdade, ainda tem uma outra personagem para aparecer, mas é a segunda ficha de um outro leitor, então... Enfim, sinceramente não acho que o capítulo ficou lá essas coisas de bom. Acho que ficou muita enrolação numa coisa só. Mas espero que gostem ^^'' Ah, e avisando desde já: A trilha sonora alternativa é uma música de Deathcore, ou seja, gritos e mais gritos. Como sei que aqui provavelmente ninguém gosta, aviso desde já (Se alguém aqui gosta, por favor se manifeste, porque é muito raro achar alguém que curta *u*). Até lá embaixo, boa leitura ^-^

Liepard Pov's

– Então você tá me falando que existe um lugar onde Pokémon de todo o mundo se juntam, para elaborar os mais diversos planos para ir atrás de Mewtwo e vingar a morte de algum familiar seu que morreu em algum desses fenômenos naturais malucos que vem acontecendo ultimamente? E também está me dizendo que esse lugar se chama Resistência, que você é a líder desse grupo e que é aqui o tal lugar em que vocês se encontram?

– Resumidamente, sim. – Respondo calmamente, com pouca emoção nas palavras. – E a partir de agora, você também fará parte do nosso grupo. Seja bem-vindo à Resistência, Salamence.

Salamence me olha surpreso, boquiaberto. Por um longo momento ficamos nos fitando, até que o dragão azulado finalmente resolve olhar para a grande construção à nossa frente. Uma enorme porta dupla de madeira polida, situada num beco razoavelmente espaçoso. Mesmo o beco sendo um tanto largo, ainda não creio que um Pokémon daquele porte conseguiu se enfiar aqui.

– O-oh, é muita gentileza sua, Liepard. – Ele diz, meio encabulado e envergonhado. – Porém não sei se posso aceitar sua oferta. Não sei se devo. Pelo que ouvi até agora deste lugar, você e seus ‘’vice-presidentes’’ são bem exigentes quanto a quem entra em seu grupo. Acho que não conseguirei cumprir as suas exigências. – Ele termina, cabisbaixo e com a voz falha nas últimas palavras.

Mesmo após ter escutado isso dele, eu ainda sabia que, no fundo, o real motivo por não querer se juntar a nós é por ainda desconfiar de tudo à sua volta. Não o culpo por isso. Ver seu governante ser morto bem na sua frente, ver sua cidade ser totalmente destruída, isso tudo por alguém que antes era de tanta confiança de seu povo...
Isso tudo sem contar a imensa culpa que ele deve estar sentindo agora. De certa forma, ao tentar ajudar, a única coisa que fez foi declarar a morte desse tal Garchomp.

– Você me deu informações bastante valiosas. Graças a você, agora sei que Mewtwo mantém um exército à seu favor. Ai ai, parece que as coisas são bem mais complexas do que pensei... Como um agradecimento por tudo o que me disse, te deixarei ficar aqui conosco. Claro, se você quiser. Não te obrigarei a nada. – Digo, serena e acolhedora.

Salamence estava bem pensativo. Olhava para todos os lados, como se a procura da ‘’resposta certa’’, como se procurasse por algo que o dissesse o que escolher. Até que ele olha confiante para mim, com determinação no olhar, um sorrisinho de canto no rosto. Dá um pequeno aceno positivo de cabeça, como se aceitando minha proposta. Retribuo o sorriso, e com um leve empurrão, abro as portas que dão para a ‘’base secreta’’ da Resistência.

O dragão arregala os olhos assim que entra no local, impressionado com tamanha grandiosidade do salão. Uma sala muito espaçosa, com um teto bem alto. Azulejos azuis-acinzentados e reluzentes cobriam o chão, as paredes eram de mármore vermelho. Um grande tapete vermelho que ia da porta até uma espécie de trono, que era vinho com detalhes em prata. O conjunto de tudo que havia ali dava ao lugar um ar antigo.

– É naquele trono que faço minhas ‘’declarações’’. – Esclareço logo, pois sabia que uma hora ou outra ele me perguntaria. Eu estava prestes a voltar a falar, mas dois vultos passam rapidamente à nossa frente, assustando Salamence. O mesmo não aconteceu comigo, já sabia quem eram os tais vultos.

– Bem que esse Salamence disse, mestra. Hydreigon e seus dois aliados realmente estão vindo para cá atrás de nós. Brevemente estarão aqui. – Fala o primeiro vulto, aterrissando à minha frente. Era o Blaziken, um de meus vice-presidentes.

Blaziken foi quem iniciou a Resistência comigo. Ele vivia em uma Academia Pokémon, junto com outros diversos Pokémon, que ele considerava seus irmãos de criação. Até que um dia essa academia foi atacada por uma gente bem suspeita. Somente Blaze sobreviveu, e segundo ele, o ‘’comandante’’ do ataque à academia foi Mewtwo. Ele vem buscando vingança desde então, e protege tudo e todos à sua volta. É um ótimo amigo também, pode parecer um chato assim à primeira vista, mas possui um bom coração. Ah claro, não posso esquecer de detalhar: Blaze carrega um bracelete em cada braço. No braço esquerdo, um bracelete dourado com alguns enfeites, no braço direito, um bracelete prateado com um pequeno fragmento de Mega Stone.

– ‘’Mestra’’. Urgh, mais puxa-saco impossível. – O outro vulto surge ao lado de Blaziken. – Um Hydreigon, um Banette e uma Purugly. Se quer minha opinião, o único que aparenta dar trabalho é o dragão. Mesmo assim, nada que um Blizzard meu não resolva. – Esse era o Weavile, que agora estava de braços cruzados e cabeça erguida, se vangloriando antes do tempo.

Weavile perdeu seu bando quando um vulcão que não era ativo à mais de 5.000 anos entrou em erupção da noite pro dia, e pegou de surpresa seus companheiros. Weavile também foi atingido pela lava do vulcão, mas por pouco conseguiu sobreviver. É um Pokémon de personalidade forte, mais teimoso do que uma porta e talvez o ser mais implicante, ranzinza e mal-humorado que você conhecerá. Mas mesmo com tantos defeitos, pode ser uma ótima companhia se o conhecer por completo. Tem uma certa inveja de Blaziken, por isso provoca o mesmo sempre que pode. Blaze não costuma dar muita atenção, mas às vezes se irrita e acaba brigando com o Pokémon de gelo. Não se espante caso os dois caírem na porrada á qualquer momento.

– Hum, hum. Bem, se nos dá licença, Salamence, temos uma luta agendada pra daqui a pouco. Não acho que vá querer enfrentar aquele Hydreigon novamente, portanto pode ficar aqui se quiser.

– E-então vocês vão mesmo lutar? – Uma quarta voz, fraca e assustada, surge no salão. Vinha de detrás do trono. Uma pequena criatura sai de lá e vem em nossa direção, mancando um pouco. – V-vocês tem certeza de q-que é uma boa ideia?

– Não se preocupe Zigzagoon, tudo ficará bem. – Blaziken fala, sorridente e esbanjando confiança. Um pequeno sorriso surge no rosto de Zigzagoon ao ver seu amigo confiante daquele jeito.

Zigzagoon se juntou recentemente à Resistência. Sua história é um tanto longa e complicada, não dá para explicar tudo agora. Resumidamente, o pequeno foi abandonado ainda bebê em um orfanato, onde foi cuidado por uma Blissey, que virou uma verdadeira mãe para ele. Ele sempre foi excluído pelos outros, só Blissey lhe dava o amor e carinho que merecia. Um certo dia, um terremoto trouxe abaixo o orfanato, e Blissey faleceu ao tentar salvar Zigzagoon e todas as outras crianças. Antes de morrer, a Pokémon o entregou um pingentinho em formato de ovo, pingente esse que ele carrega consigo até hoje. Zigzagoon passou a vagar sem rumo por ai, até que Blaziken o achou, ouviu sua história e o trouxe para cá. Os dois tem uma ligação bem forte, é como se Blaze fosse um irmão mais velho que Zigzagoon nunca teve.

– Chega de conversinha. Vamos nos preparar para o que virá. Zigzagoon, você vem também? – Pergunto. Vejo o pequenino assentir positivamente, e prossigo. – Ótimo. Sempre é bom ter mais um para ajudar. Sigam-me.


{...}

(Trilha sonora de batalha)
(Trilha sonora alternativa)

– Cuidado! – Alerto Blaziken, que ao ver que uma Shadow Ball vinha em sua direção, desviou rapidamente e sem muita dificuldade. Nunca entendi como Blaziken’s conseguem ser tão rápidos e ágeis por natureza...

– Urgh, vocês são mais chatos do que pensei. – Fala, impaciente, a Purugly. Sabe, não costumo julgar às pessoas à primeira vista (Mesmo aquelas que já chegam me atacando), mas tenho que dizer que aquela Pokémon me pareceu bem nojentinha!

– Cale a boca, sua voz é irritante! – Weavile diz, com uma cara de nojo tão engraçada que me fez soltar alguns risinhos. Purugly ficou visivelmente irritada com aquele comentário, e rapidamente partiu para cima de Weavile em uma tentativa falha de investida.

Já tínhamos começado a lutar há um tempo. Estávamos naquele mesmo beco, porém na parte mais próxima da rua, um pouco longe na entrada da Resistência. Poucos minutos depois que eu, Blaze, Weavile e Zigzagoon saímos da base, Hydreigon, Purugly e Banette apareceram. Não pareciam surpresos ao ver que já sabíamos que eles viriam. Salamence optou por ficar na Resistência. Creio que ainda não esteja preparado para ver Hydreigon novamente... Admito que gostaria muito se ele estivesse aqui lutando com a gente, seria de grande ajuda para derrotar o Dark/Dragon, mas Weavile pode dar um jeitinho nisso.

Vejo o tal Banette se dirigir à mim. Ele tinha um impiedoso e aterrorizante sorriso em seu rosto... Não costumo sentir medo de outros Pokémon, mas tive que abrir uma exceção para esse. Não será tão difícil derrotá-lo, afinal sou Dark, tenho vantagem contra ele.

Geralmente espero me atacarem para só depois revidar, mas desta vez resolvi fazer diferente. Lancei uma espécie de raio negro puxando pro roxo para cima dele, um Dark Pulse. O ataque o acertou, e uma pequena porém considerável cortina de fumaça subiu. Pensei que já o havia derrotado, mas me espanto ao ver, quando a fumaça se dissipou, que não tinha nem um arranhão no meu rival. E... seu sorriso estava mais assustador.

Então, uma aura negra começou a cobrir Banette, e essa mesma aura começou a tomar uma forma. Acima do fantasma, um outro fantasma surgia. Aparentava ser um Pokémon também, porém de uma espécie que eu nunca tinha visto...

– Diga oi para o GHOST. – Disse Banette. Era a primeira vez que ouvia sua voz, preferia não ter ouvido. Era uma voz rouca e grave, com um certo ar sanguinário. Me senti como se um serial killer estivesse me ameaçando de morte.

A tal aura negra tinha acabado de tomar forma completa. Tinha forma arredondada, dois olhos e uma boca sorridente, duas mãos ‘’flutuantes’’, chegava a lembrar um pouco um Haunter. Ao que parece, o nome dele é GHOST.

Ghost então põe suas mãos acima, e no chão um brilho de ofuscar os olhos começa a se centralizar à frente de Banette. Quando já centralizado, uma esfera mais luminosa ainda e azulada/esverdeada é elevada até as mãos do Pokémon marionete, e então ele a lança contra mim.

– Droga, esse bicho sabe Dazzling Gleam?!? – Me espanto. Usei um Protect na mesma hora, afinal se eu fosse acertada levaria um belo de um dano. A esfera vinha se aproximando, tive de fechar os olhos para não ficar momentaneamente cega com tamanha luz que o ataque emitia. Esperei o ataque bater em minha barreira e se desmanchar, porém sinto algo extremamente potente me arremessando para trás. Bato em uma parede próxima ali, e caio no chão. – Argh, quanto poder num ataque só. Não me admira que meu Protect foi quebrado. – Digo meio que para mim mesma. O engraçado é que durante o tempo que o observei lutar com Blaziken e Weavile, não o vi usando um ataque realmente forte. De algum jeito, aquele tal GHOST aumentou bastante suas forças.

– Liepard! Você está bem?!? – Zigzagoon corre até mim, preocupado. Até aquele momento ele estava escondido num cantinho, com medo de ser atingido. Ele sempre fazia isso, ia para as batalhas mas somente ficava observando. Zigzagoon é muito inseguro, e se acha um completo inútil. Já tentei de tudo para convencê-lo que ele também tem sua importância no mundo e que pode ser tão forte quanto eu, porém não adiantou de nada...

– Não se preocupe, eu est...

– Hey!! – Sou interrompida por um grito de Blaziken. Um outro Dazzling Gleam vinha em minha direção, porém desta vez acertaria eu e Zigzagoon. Blaziken rapidamente corre para onde estávamos e se joga encima de Zig, o protegendo. Eu por minha vez usei um Protect, que desta vez funcionou, ainda bem. – Isso aqui á tá enchendo o saco. Liepard, cuide de Purugly. Weevy, dê um jeito nesse Banette encapetado aqui. Zigzagoon, tome cuidado para não ser atingido, não queremos que nada de mal aconteça com você. Eu termino com aquele Hydreigon. – Ordenou. Eu somente assenti, e fui correndo na direção da gata que eu fui encarregada de derrotar. Blaziken sempre analisa muito bem seus oponentes, e se ele pediu para cuidarmos de tal Pokémon, é porque sabe que temos alguma vantagem contra tal.

– Weevy?!? Não me chama assim cara, é gay demais. – Weavile fala, enquanto acerta um Metal Claw em Banette e GHOST, por trás. Os fantasmas, pegos de surpresa, caem para a frente, mas ainda não estavam fora de combate. – Nada contra você e seus similares, Blaziken. – Prosseguiu, como uma espécie de provocação.

– Vai te ferrar, babaca. – Blaze, a fim de dar uma ‘’lição’’ em Weavile, arma um fraco Blaze Kick e o acerta no abdômen do mesmo. O Pokémon Dark dá uma cambaleada para trás, e prepara um X-Scissor para revidar.

– Nossa, sério isso? Como vocês planejam unir forças para nos derrotar, sendo que brigam entre si? Como pretendem trabalhar em grupo desse jeito? – Hydreigon diz, provocador. Vi um sorriso sarcástico em sua face.

– Cuido de você depois, bad boyzinho. – Blaze dá um pequeno empurrão em Weavile, o jogando contra Banette, como um aviso do tipo ‘’Hey! Você ainda tem que terminar seu trabalho por aqui!’’.

– Ora, ora. Acha mesmo que consegue me derrotar? Você?!? Haha, não vá pensando que só porque você é um Blaziken vai me vencer! – Hydreigon ri, ironicamente.

– Tenho mais cartas na manga do que você pensa. E vou usar minha primeira carta agora. – Dito isso, Blaziken coloca seu braço direito em frente à seu rosto, eu já sabia exatamente o que ele iria fazer.

A Mega Stone de seu bracelete começou a brilhar intensamente, e uma aura roxa envolveu o Pokémon de fogo. Podia-se ver a forma de Blaze mudando um pouco aqui e ali, mas só foi possível ver claramente sua ‘’outra forma’’ quando a aura sumiu.

– Então você sabe Mega Evoluir? Rún, Como se somente isso fosse o suficiente para parar Hydreigon. Você não tem noção do poder dele. – Fala Purugly, autoconfiante sobre seu parceiro de time. – Agora, deixa eu cuidar de você. – Ela diz se referindo à mim. Rapidamente a gata vem em minha direção, e ao chegar bem perto de mim, empunha a pata dianteira esquerda. Suas unhas brilham levemente, e então já sei que ela usaria um Scratch, e bem no meu rosto. Dou uma leve jogada de cabeça para o lado, não daria tempo de usar um Protect. O ataque passa a milímetros de mim, porém não me acerta. Contra-ataco com o mesmo ataque, também em seu rosto. A gata cambaleia para trás e cobre a parte atingida com a pata. Quando ela deixa todo seu rosto à mostra novamente, vejo que deixei minhas garras marcadas sobre sua bochecha e pálpebra.

Enquanto isso, Blaziken dava uma verdadeira surra em Hydreigon. Não me espanta, se em sua forma normal ele já é forte, Mega Evoluído então...

– Argh! Já disse o quanto odeio Pokémon apelões igual a você? – Hydreigon fala, se recuperando de um Flamethrower seguido de um Sky Uppercut.

Blaziken apenas ignorou o adversário, e correu em sua direção. Em certo momento, deu um salto impulsionado para frente. Quando já bem perto de Hydreigon, jogou uma de suas pernas para o lado, e logo após acertou um chute certeiro no lado esquerdo do rosto de Hydreigon, que não teve tempo de reagir. Mal isso aconteceu, Blaze já emendou um outro chute, desta vez do lado direito. Para terminar, um Blaze Kick (Muito bem dado por sinal) no queixo do dragão, que caiu quase que desacordado no chão.

– Hydreigon! – Purugly grita, e logo depois grunhe em sinal de irritação, talvez por saber que Hydreigon não aguentaria muito mais e ela e Banette teriam que lidar com meu grupo sozinhos.

Aproveito seu momento se distração e preparo um Night Slash. Chego por trás da gata, que percebe minha aproximação mas não consegue se distanciar, e meu ataque é certeiro nela. Purugly rola alguns metros para trás, e teve bastante dificuldade para se levantar novamente.

– Quando se está Mega Evoluído as coisas se tornam tão mais fáceis... Mas acho que dá pra facilitar mais ainda isso aqui. Não tô mais afim de lutar. – Blaziken disse, e então empunhou seu braço direito.

Seu outro bracelete começa a brilhar, e uma figura começa a se formar à nossa frente. Após essa figura ser totalmente formada, um rugido estridente é dado pelo mesmo. Pela cara dos nossos oponentes, eles não esperavam por isso.

– O que?!? Ele sabe invocar o Guardião?!? – Hydreigon indaga ao mesmo tempo que exclama.

– Entei, você sabe o que fazer. – Blaziken fala para Entei (Que era a tal forma vinda de seu bracelete). O Pokémon assente, e solta um rugido mais alto e estridente ainda. Não me espanto com o Lendário, não era a primeira vez que o via.

O chão começa a tremer levemente no início, até um verdadeiro tremor se estabilizar. Uma pequena rachadura se formou, e se ‘’direcionou’’ à Hydreigon, indo depois para Purugly, e por fim para Banette. A rachadura começou a se abrir.

– Calma, vocês não vão morrer. – Digo, vendo os olhos apavorados de Purugly, que se encontrava estirada no chão, não conseguia se levantar por causa dos danos que tinha recebido e por causa do tremor. – Só irão para uma dimensão negativa. Blaziken já esteve lá um vez, segundo ele não é tão difícil sair de lá.

A gata estava prestes a me dar uma resposta (Provavelmente bem grosseira), mas então as rachaduras se abrem e formam uma espécie de abismo., Abismo esse que ela e seus dois companheiros caem. Após, o abismo se fecha, Entei volta para o bracelete e aquele volta a parecer um lugar totalmente normal.

– ...Sério que você interrompeu a minha luta com aquele fantasma pra abrir um buraco no chão e mandar todo mundo pro limbo sombrio? Eu tava ganhando!! – Weavile protesta. – Já não basta tu poder Mega Evoluir, chamar Lendário, derrotar todo mundo e os escambau, ainda tem que se meter na MINHA luta e mandar meu oponente pra sei lá onde? Nem me deixou acabar com ele! Me senti um inútil agora, totalmente humilhado! Ah, quer saber de uma coisa? Vai-te à merda! – Ele sai, batendo pé e muito, mas MUITO irritado. Blaziken somente revira os olhos, sem dar muita atenção ao amigo.

– Sabia que conseguiríamos dar um jeito neles. – Digo. Olho para o céu por um instante, e vejo um Swellow vindo rapidamente em nossa direção.

– Hey, o que eu perdi? – Ele pergunta, pousando ao meu lado.

– Tudo. – Respondo, seca. – E então? O que conseguiu?

– Bem, Blaziken estava certo. Tem um grupo aparentemente liderado por um Arcanine vindo à nosso encontro. Bem, pelo menos tinha até alguns minutos atrás. – Ele fala, com um ar de preocupação. – Um Persian meio que ‘’teleportou’’ a Espeon do grupo para uma dimensão qualquer, um Manectric shiny está armando uma emboscada para o Arcanine e uma Absol está encarregada de cuidar dos outros membros do grupo, um Kirlia, um Vulpix com problemas locomotores, uma Eevee shiny e um Cubone. Não acho que vão se safar, pelo menos não com todo mundo vivo.

– Hey, temos que ajuda-los! – Blaze exclama. – Poderia nos levar até o local onde eles estão? – Swellow assente. – Ótimo. Zigzagoon, volte para a base. Liepard, Weavile, vamos!

– Espere! – Weavile grita. – Não acredito no eu vou falar agora, mas... Não irei com vocês. – Ele observa nossa expressão assustada. – Alguém tem que ficar aqui e cuidar da Resistência. Bem, não sei se vocês voltarão cedo, provavelmente não, e creio que alguém de confiança deveria ficar aqui como ‘’Líder Provisório’’.

– Vendo por esse lado... Ele está certo. Precisamos de alguém realmente confiável e forte para ficar no seu lugar, Liepard. Já que eu vou com você, não vejo outra pessoa mais apropriada a não ser Weevy. – Blaze muda de ideia e concorda com Weavile, o que é bem raro.

– Se quer assim. – Me aproximo de Weavile. – Weavile, a partir de agora, você é o novo Líder da Resistência. Peço que cuide muito bem de todos. E... Por favor, dê um bom apoio psicológico para Salamence, ele precisa muito. – O vejo assentir, com um sorriso sincero no rosto.

– Hey, eu sei que provavelmente vocês irão recusar, mas... Será que eu poderia ir com vocês dois? – Só agora Zigzagoon se manifesta novamente. Até tinha esquecido que ele estava ali o tempo todo.

– Ir com a gente? Pensei que se sentiria melhor ficando por aqui... Mas se quer ajudar, não vejo problema algum. E você, Liepard? – Blaze me pergunta, sorridente, e eu nego com a cabeça. Zigzagoon dá um sorriso, e vem para o nosso lado.

– Vamos indo logo, aquele grupo deve estar passando um perrengue agora. – Digo, indo direto ao ponto.

– Okay então. Liepard, Zigzagoon, uma boa viagem para vocês, espero que não sofram nada de tão grave, que os Lendários os guiem para o caminho certo. — Weavile fala, calmo, e podia-se perceber que ele realmente queria o melhor para nós dois. – E você, Blaziken. – Ele se virou para o Poké de fogo, com uma cara não muito amigável. – Espero que você MORRA! – Dito isso, se dirigiu para a base da Resistência.

– Também te amo, Weevy. – Blaze retrucou, irônico e com um sorrisinho forçado no rosto.

– Hm... É impressão minha ou aquele cara tá um pouquinho bolado? Não, tipo, só um pouquinho mesmo, nem dá pra perceber tanto assim... – Swellow pergunta, sarcástico. – Enfim, vou lhes guiar até o grupo. – Swellow levanta voo imediatamente, com Zigzagoon em suas costas. Blaziken, que ainda estava em sua Mega Forma, subiu com facilidade em um prédio próximo, decidiu ir por cima. E eu? Eu fui correndo mesmo, afinal não tinha outro jeito.

Meu coração de cristal azulado, que eu carrego sempre em meu pescoço, meu amuleto da sorte, começou a brilhar. Não entendi o motivo, mas acreditei que deveria ser por algo bom.

Sabe, naquele momento, em que ‘’abandonei’’ minha organização, minha família, sabia que tão cedo não voltaria para lá. Queria ter ao menos me despedido de todos. Não sei por que, mas senti como se algo extraordinário esperasse por mim e meus amigos. Uma súbita sensação de perigo e aventura me possuiu.

De algum jeito, eu sabia que estava indo para a maior jornada de minha vida.

Notas finais
Pra quem não sabe, GHOST é o Pokémon inicial, se me lembro bem, de uma CreepyPasta de Pokémon. Bem, o que acharam? Bom, uma merda, tão ruim que vocês pararam de ler no meio? Falem o que acharam, por favor. Bem, agora que todo mundo foi apresentado e talz, eu queria falar de um assunto com vocês: Como todos vocês sabem, eu vou fazer alguns casais ao longo da fic (ALGUNS! Não garanto que o seu personagem terá um par) e queria saber: Se eu por acaso for fazer um par com o seu personagem, posso juntá-lo com qualquer um? Ou tem alguma restrição? Só pra constar, quando eu digo ''Qualquer um'' é qualquer um MESMO! Ao pé da letra! Posso juntá-lo com um espírito, com o próprio Guardião, juntá-lo com algum vilão, com um personagem meu, com um personagem das fichas, com alguém do mesmo sexo que o seu personagem... Ah, vocês já entenderam, néah? U.ú Ah, e caso alguém esteja interessado em mandar a ficha quando as vagas re-abrirem: Bem, brevemente vou deixar novos personagens entrarem. Como já devem ter reparado, eu estou abrindo várias ''cenas'' nessa parte da história (Para quem ainda não captou, as cenas são: Espeon e Persian, o grupo do Vale do Crepúsculo, a Resistência e a última que irei abrir no próximo capítulo, já adiantando, o resto do grupo do Arcanine mais o Manectric e a Absol), e, assim que eu fechar todos esses arcos (O que, sinceramente, não sei em qual capítulo vai acontecer, porém garanto que até o capítulo 20 já organizei todo mundo) eu irei re-abrir as vagas. Ah, e como já devem saber, não revisei. Nunca reviso mesmo :v É, só isso mesmo. Beijinhos, até ^3^