Pokémon Stars
1 Uma nova jornada
Notas iniciais
Em uma bela manhã ensolarada na paradisíaca região de Alola um garoto corria em direção à cidade Iki através da rota 1.
Seu rosto empolgado combinava com sua aparência chamativa: Um cabelo vermelho espetado, pele levemente bronzeada, uma camisa vermelha no estilo tipico de alola com palmeiras amarelas e bermudas de mesma cor.
“É hoje o dia, é hoje o dia que eu vou ganhar meu primeiro pokemon!”, pensou aumentando o ritmo da corrida.
“É isso aíííííí!”, gritou ao longo da rota, fazendo com que as outras pessoas que passavam pela estrada olhassem de forma estranha. Sua mãe, porém, apenas o observou à distancia e sorriu enquanto acenava para ele.
Não demorou para que chegasse à Iki, mas ele estava, porém, esbaforido.
Quando se recuperou, olhou ao seu redor e não viu nenhuma outro jovem de sua idade, o que o fez comemorar.
“Haha, eu sou o primeiro!”, exaltou-se o rapaz.
“Que droga, e eu achando que tinha acordado cedo o suficiente!”, exclamou uma voz que vinha logo atrás de si.
A voz pertencia a um rapaz com a mesma idade do primeiro, que também parecia vir de uma corrida, pois aparentava cansado e estava suando.
Ele trajava bermudas verde-oliva camufladas, uma camisa básica com o desenho de alguma berry, um boné preto com o desenho de uma pokéball em amarelo e óculos quadrados com a borda azul.
“Ah, Comet, alola!”, disse o rapaz.
“Alola! Você é muito rápido, Star!”, comentou Comet retirando o boné e revelando um cabelo preto com franjas curtas.
“Hehe, isso é porque eu decidi que eu serei o novo campeão de Alola! E por isso eu tinha que começar com o pé direito, e nada melhor do que ser o primeiro a pegar meu pokemon!”
“Se você diz...”
E assim ambos começaram a rir juntos.
Star era um nativo de Alola, mais precisamente da ilha Melemele. Quando Comet chegou à região vindo de Johto há cerca de um ano, logo ambos de tornaram grandes amigos.
Após um tempo conversando na sombra, Star, já cansado da espera, começou a reclamar.
“Aaaah, que droga, eu acordei tão cedo pra conseguir meu pokémon, já estamos aqui há quase uma hora, o quanto será que o Kahuna ainda vai demorar?”
“Sei la, cara... Para de reclamar, se não o calor vai aumentar...”, respondeu Comet retirando uma garrafa de água de sua mochila preta.
“Ah, mas ele vai ver!”, levantou-se subitamente o ruivo. O moreno apenas observava com olhos como se fossem pontos. “Eu vou partir pra cima dele! E vou dar um jab, depois um direto, e aí vou mandar um lariat e acabo com a raça dele!”
Acima deles, a uma enorme ave voou silenciosamente.
“Uau, eu gostaria de ver isso!”, comentou alguém que passava logo atrás de Star, que gelou com a voz.
Era um rapaz moreno de 17 anos e de aspecto bem relaxado. Seu cabelo esverdeado estava amarrado em um coque, com duas mexas caindo pela lateral de seu rosto. Vestia-se com shorts brancos e uma camisa verde folgados por debaixo de um casaco amarelo aberto no meio e que descia até a altura de seus joelhos.
Ao seu lado pousou uma enorme coruja azulada com olhos afiados, um Decidueye shiny. Os olhos de Comet brilharam ao ver o pokémon.
“A-alola, Kahuna Hau...”, cumprimentou Star nervosamente.
“Alola, Star e Comet!”, disse em uma expressão amigável e perguntou como se não entendesse o nervosismo de Star, “O que houve, algum problema?”
“Nada não...”, disse o rapaz enquanto voltava ao normal.
Ao fundo, Comet ria discretamente da situação.
“Enfim, foi mal aí, eu me atrasei porque fui comprar algumas malasadas!”, explicou retirando alguns embrulhos de uma sacola de papel. “Querem algumas?”
“Vou recusar, Kahuna, eu acabei de comer...”, respondeu Comet.
“Ei, ei, Kahuna! Eu só queria saber uma coisa, e nossos pokémons?, perguntou empolgado o ruivo.
Hau sorriu, deu uma abocanhada em uma malasada e retirou de seu bolso três pokéballs, as quais arremessou no grande palco de madeira no meio da pequena cidade.
“Bom, a terceira treinadora ainda não chegou... Não posso culpa-la, ela mora do outro lado da ilha, mas acho que já está na hora de começarmos!”, iniciou o Kahuna, “Eu estava sentindo que este ano seria especial de alguma forma, então pensei que eu deveria buscar os mesmos pokémons que meu avô entregou no ano em que comecei minha jornada! Mas isso eu já tinha falado pra vocês! Sem enrolar mais, podem escolher seu pokémon inicial. Rowlet, o pokémon de grama, Litten, o pokémon de fogo e Popplio, o pokémon de água!”
Os dois garotos se entreolharam, ambos sorrindo, empolgados com seus futuros novos companheiros.
No palanque estavam os três pokémons, uma pequena coruja esférica coberta de grama qie observava ao seu redor, um gato com um aspecto quieto e reservado, e uma energética foca palahaço.
“Bom, vocês podem decidir como quiserem, tomem o tempo que for necessário!”, disse Hau.
“Beleza, sendo assim, eu vou primeiro!”, exclamou Star dando um passo à frente.
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Enquanto isso, pelas ruas de Hau’oli, uma garota com um olhar desesperado corria como se não houvesse amanhã.
Ela se vestia com shorts brancos e curtos, um top preto com uma caveira no centro, um boné preto e carregava uma bolsa branca com amarelo. Sua pele era parda e seus cabelos de altura mediana eram pretos.
“Maaaaaaaaaaaas queeeeeeeeeeeee drogaaaaaaaaaaaaaaaa!”, pensou a garota. “Eu dormi demais, vou me atrasar, vou me atrasar, vou me atrasar e não vou conseguir meu Litteeeeeeeeeen!”
Ela estava ofegante, mas não parava de correr.
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“Eu escolho o Litten!”, exclamou Star enquanto levantava o indiferente gato negro e vermelho.
“Isso já era esperado, você vive falando que queria ter um Litten pois foi o primeiro pokemon do campeão, né?”, comentou o moreno.
“Oh, então parece que acertei na escolha, ein!”, comentou Hau, “mas não basta somente você escolhe-lo, ele tem de te aceitar!”
“Me aceitar...”, pensou o ruivo.
E ele começou a encarar o Litten.
E Litten o encarou de volta.
Ele continuou a encarar o Litten.
E Litten continuou a encara-lo.
E ambos ficaram por um tempo, encarando-se mortalmente e em silêncio.
“Meow!”, exclamou o pokémon, surpreendendo o treinador que estava extremamente concentrado.
Litten gostou da reação e demonstrou uma expressão feliz.
“Bem, parece que ele te escolheu também, é isso aí, hahahaha!”, disse o Kahuna, “Você escolheu o Litten porque quer ser como o Sun, Star?”
Star pareceu meio sem jeito, mas logo respondeu quando perceber o Litten enroscando-se em suas pernas.
“Sim, eu sempre o admirei por todos os seus feitos aqui em Alola! O primeiro campeão! Dizem que ele até mesmo domou o lendário Solgaleo! Meu objetivo é ser tão grande quanto ele um dia, e depois eu irei vence-lo!”, finalizou com excessiva confiança.
“Bem, isso não vai ser nada fácil, ein. Até hoje eu nunca consegui vencer dele uma vez sequer!”
Star parecia um misto de empolgação com temor.
“Bem”, continuou o Kahuna “Sua vez, Comet!”
O moreno assentiu positivamente e calmamente caminhou até o palanque.
“Eu sempre admirei o seu Decidueye, Kahuna, por isso eu já estava decidido de que eu escolheria...”, e antes que ele pudesse terminar sua frase, a pequena bola de penas voou e pousou em cima de sua cabeça, fazendo barulhos alegres. “Bem, parece que foi ele quem me escolheu, hahaha!”.
Hau observava os dois jovens treinadores alegres com seus pokémons e sentiu certa nostalgia ao lembrar do inicio de sua jornada e de seus velhos amigos.
Quando de súbito uma voz interrompeu o momento.
“EU. CHEGUEI.”, Exclamou uma garota esbaforida com a corrida. Ela parecia que ia morrer a qualquer momento.
Hau apenas sorriu.
“Você chegou!”, ele assentiu.
Enquanto ainda recuperava seu fôlego, ela observou os outros dois rapazes da sua idade com seus respectivos pokémons. O de bermudas camufladas com seu Rowlet, o do cabelo vermelho com seu Litten... E foi quando ela travou.
“Bem, você chegou meio atrasada, então os outros já escolheram seus pokémons. Infelizmente o único que tenho sobrando é o Popplio aqui!”, explicou o Kahuna. “Pessoal, esta é Cheese, ela é a outra que iniciará uma jornada, tal como vocês!”
Lentamente ela caminhou para o palanque, com uma cara petrificada, enquanto observava a pequena foca azul que pulava alegre.
“O que você acha? Popplio é um excelente companheiro para iniciantes!”
Ela olhou para o Kahuna, depois olhou de volta para o pokémon, que fazia truques com bolhas de água.
“Você por acaso não teria outro Litten?”, perguntou a garota monotonamente.
“Não, só o que já está com o Star!”, respondeu o sorridente Hau.
“Nenhum outro pokémon?”, insistiu a garota.
“Só capturei esses, foi mal!”, continuou o Kahuna.
“Não tem nadinha mesmo?”, choramingou Cheese.
“Eu posso te dar uma malasada se quiser!”
Ela olhou mais uma vez para o pequeno pokémon azul que sorria para ela e se virou cabisbaixa para Hau.
E gritou.
“DEVOLVA O MEU LITTEN, SEU DESGRAÇADO!”, exaltou-se balançando o Kahuna pela gola, o que o fez recuar um pouco assustado. “EU SÓ ME ATRASEI UM POUQUINHO, EU NÃO ACREDITO QUE POR CAUSA DISSO EU NÃO VOU PEGAR O LITTEN, EU TO SONHANDO COM ISSO FAZ TEMPO, SÓ PRA CONVENCER MEU PAI A SAIR EM UMA JORNADA POKÉMON JÁ FOI UM TRABALHÃO, NĄ FAZ ISSO COMIGO, POR FAVOR!!!”
Hau simplesmente não tinha respostas.
“Ela é bem extravagante, né?”, cochichou Star.
“Mais até do que você...”, respondeu Comet.
Depois de um tempo ela se calou e permaneceu cabisbaixa. Star, Comet e Hau a observavam preocupados, quando ela gritou mais uma vez.
“Que se dane! Popplio, você vem comigo!”, e ao dizer isso o pequeno azul saltitou de alegria em sua direção.
Alguns minutos se passaram enquanto os jovens treinadores estavam conhecendo mais seus pokémons. Star e Litten pareciam brincar de algo que hora parecia sumô, hora pega-pega. Rowlet voava ao redor de Comet, que vez ou outra estendia o braço para que ele pudesse pousar. Cheese estava sentada em um canto mexendo na areia enquanto Popplio tentava lhe impressionar com alguns truques.
“Bem, bem, por fim, só tenho uma pergunta a fazer... Gostariam de dar algum apelido aos seus pokémons? Só para que saibam, Rowlet e Litten são machos, já Popplio é fêmea.”, perguntou o Kahuna.
Comet sequer hesitou.
“De hoje em diante o nome dele é Ace!”, e o pequeno aparentou alegre com o seu nome, “Pois ele será o principal do meu time!”
Cheese foi logo depois, sem muito entusiasmo.
“Umi, já que ela é um pokémon marinho, né...”
Star ainda não tinha se decidido. Ele sentou de pernas cruzadas no chão, pensou, pensou, pensou...
Ele parecia estar realmente se esforçando para isso.
Foi quando Litten ficou bem de frente para ele e miou.
E foi quando Star enxergou ali um verdadeiro tigre.
E foi quando ele se levantou de sobressalto, levantou o dedo indicador para o céu e exclamou.
“Você, meu amigo, pode não ser um tigre hoje, mas um dia será! Seu nome, de hoje em diante, será TORA!!!”
“Se você diz...”, comentaram Comet e Cheese com olhos que pareciam pontos.
“E com ele, eu vou me tornar o maior treinador de Alola!”, finalizou Star.
“Hahaha, que piada, vocês são muito ridículos!”, comentou um garoto que estava por perto.
Ele tinha cabelos louros e arrepiados para todos os lados, com uma franja pontiaguda na altura dos olhos. Vestia-se com uma calça negra rasgada, uma camisa com o símbolo de uma banda de rock com raios e em seu pescoço fones de ouvido amarelos com detalhes negros. Seu olhar era ao mesmo tempo feroz e orgulhoso, o que era estranho para um garoto de onze anos. Ele também tinha braceletes com espinhos em cada braço, o que o deixava com uma aparência bem punk.
“O que você disse?”, perguntou irritado o ruivo.
“Eu disse que vocês são ridiculos”, disse fazendo uma expressão de ‘fazer o que’, “mal conseguiram seus primeiros pokémons e já tão se achando os donos do mundo, achando que já vão vencer a liga! Eu vou deixar algo bem claro, o maior treinador de Alola será o grande eu, ouviram, perdedores?”
“Presta atenção no que você tá falando, meu irmão!”, respondeu Cheese ao desafio, “Pode vir com o pokémon que quiser que eu e quebro molinho! Eu posso não ter conseguido meu Litten, mas o Popplio aqui é mais do que o suficiente pra você!”
“Pff... Popplio! Que piada! Não se preocupe, princesa, não precisa se sentir culpada de perder para o grande eu!”
“Princesa é a tua mãe, seu...”
“Ei, calma aí.”, interrompeu calmamente Comet.
“É, a gente quer acabar com ele primeiro, já que tá se achando o bonzão!”, concluiu Star.
“É, mas eu vou primeiro.”, continuou o amigo.
“Isso mesmo, o Come... Não, pera aí, eu vou primeiro!”
“Você já foi o primeiro a pegar o pokémon, agora é minha vez!”
“Se essa é a tua lógica, então quem vai primeiro sou eu!”, reclamou Cheese.
“E quem é você?”, perguntaram ambos os amigos com um olhar frio.
“Assim vocês me magoam...”, se recolheu a garota.
“Pode vir quem quiser, eu acabo com a raça de vocês!”, desafiou o jovem misterioso.
O Kahuna Hau sorria nervosamente, sem saber como acalmar a confusäo.
E a briga foi só aumentando, mais e mais, até que uma voz familiar se sobrepôs às outras.
“Nesse caso, que tal honrar as tradições de Alola e realizar um classico e divertido battle royal?!”
“Um battle royal?”, se espantaram os 4.
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