Pokémon Stars
3 Island challenge, o caminho para ser um campeão!
Notas iniciais
“Vocês já tem seus pokémons, e aqui estão seus amuletos do island challenge! E como um bônus, aqui estão seus Z-rings!”
As três crianças olhavam impressionadas para o Kahuna conforme ele mostrava os itens necessários para sua jornada.
“Os amuletos serão necessários para identifica-los em sua jornada. Quando completarem algum trial receberão um Z-crystal, e é aí que entram os Z-rings. Com a junção dos dois vocês poderão usar um poderoso Z-move em suas batalhas!”
As crianças nada disseram, estavam excitadas apenas com o pensamento de saírem desbravando a região.
“Eu serei o melhor dos melhores!”, pensou Star.
“Eu poderei ir para onde quiser, quando quiser!”, pensou Comet.
“Eu poderei finalmente ser forte!”, pensou Cheese.
“Quanto a como funciona o island challenge... Vocês já devem saber, mas nunca é demais explicar!”, continuou Hau, ”Espalhados na região de Alola temos diversos sítios de desafio onde serão realizados os trials. Cada ilha tem seus próprios trials, e vocês podem cumpri-los na ordem que bem desejarem! Assim que completarem os trials de cada ilha vocês terão direito a desafiar o Kahuna de cada ilha no grand trial!”
“Mal posso esperar para te derrotar, Kahuna Hau!”, disse determinado o ruivo.
“Mal posso esperar para enfrenta-lo, Star!”, respondeu, “Ah, e antes que me esqueça, vocês vão precisar de pokéballs na jornada, darei cinco para cada um. Caso precisem de mais, vocês podem facilmente conseguir nos centros Pokémon. Jovens, aqui começa a grande aventura da sua vida, desejo a melhor sorte para vocês!”
“Obrigado, Kahuna!”, agradeceu educadamente Comet.
“Agradeço, mas é claro que minha força irá contar muito mais do que essa sorte!”, disse de forma arrogante Cheese.
Em momentos eles se dispersaram, cada um com seu objetivo em mente. O Kahuna era um misto de nostalgia com orgulho. Ele sorria.
“Caaara, por que será que eu sinto que esse ano será incrível de alguma forma?”, pensou consigo mesmo.
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“Tora, use Ember!”, ordenou o ruivo para seu companheiro, que concordou quietamente com a cabeça.
Sem perder tempo, no mato perto da cidade Iki, Star já havia arranjado uma batalha com um Pokémon selvagem. Seu Litten estava tendo um certo trabalho ao enfrentar um Pikipek selvagem. O pequeno pássaro era muito mais ágil do que o gato.
A fagulha que o felino lançara pela boca não havia chegado nem perto de atingir o voador, que parecia rir do bichano.
“Ember! Ember! Ember!”, exclamara o já irritado garoto. Um dos golpes passou raspando nas asas do Pikipek, diminuindo sua velocidade de voo, mas não o suficiente para realmente machuca-lo. “Use Ember agora! Aproveite a chance!”
Tora estava cansado. Seu fogo saía com muita dificuldade, mas ele conseguira um acerto crítico em seu adversário, que agora estava desacordado no chão.
“Isso aí! Agora é só captura-lo!”, exclamou o garoto com felicidade.
Ele se preparou e jogou a pokebola, acertando-o em cheio...
Mas nada aconteceu...
A pokebola apenas bateu no animalzinho desacordado e depois caiu inerte no chão.
Seus olhos ficaram como pontos enquanto ele fez um sorriso bobo.
“Que?”, se perguntou, “O que houve?”
Ele balançou sua cabeça e após se recompor caminhou até a pokébola e bateu nela com a ponta do dedo.
“Será que tá quebrada? Será que joguei forte demais? Já é a quinta vez que isso acontece...”, pensou enquanto olhava para o Pikipek desmaiado “Bem, acho melhor ajudar esse carinha, ficar desmaiado aí no meio pode ser perigoso...”
Ele então usou uma potion que carregava consigo em casos de necessidade e escorou o pequeno em uma árvore.
“Ao menos assim eu não me sinto culpado!”, exclamou vitorioso, “Oh, aquele ali é o Comet? Será que ele está tentando capturar um Pokémon também?”
Ele pegou Tora nos braços e correu para a direção onde se encontrava seu amigo.
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Em um gramado próximo ao laboratório do professor estava Cheese e seu Popplio, vitoriosos.
A garota estava com os braços cruzados e ria como uma maníaca. Popplio saltitava feliz por ter agradado sua treinadora.
“Bwahahahahaha! Contemplem o verdadeiro poder, insetos!”, riu a garota na direção de uma pilha de Grubbins derrotados. “Nada melhor do que um alvo lento para treinar a sua mira, Umi. Vamos precisar disso! Aquela humilhação vai ter volta, podem anotar isso, seus babacas! Principalmente você, ladrão de Littens!!”
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Na grama alta, Ace, Rowlet de Comet, encarava seu oponente com tranquilidade. Era ele contra um Yungoos, um feroz mamífero de dentes afiados.
“Certo, Ace, lute com calma! Você tem a vantagem de estar no alto. Ele é ágil, mas confio na sua velocidade!”, encorajou o rapaz de óculos
O voador e o terrestre se encaravam, ambos com confiança de que sairiam vitoriosos nessa luta.
“Ok, Ace, faça como treinamos, faça um avanço para cima dele!”, comandou seu treinador.
E assim o fez, voando de rasante na direção do Yungoos, que se preparava para receber o ataque com um tackle.
Assim que eles estavam para se chocar, o treinador deu mais um comando.
“Ace, agora!”, comandou com vontade.
E a pequena ave mudou subitamente a direção de seu voo, passando pelo lado do oponente quando ele estava em meio ar, quase levando o golpe em cheio.
“E pra finalizar, Leafage!”
Sem que pudesse reagir, o Yungoos desmaiou ao levar o golpe de folhas em suas costas, finalizando a batalha.
“É isso aí, somos os melhores!”, disse Comet para seu Pokémon, acariciando-o quando ele pousou em seu ombro direito. “Você quase foi acertado dessa vez, mas isso é questão de treino, tenho certeza de que vamos dominar essa tática no tempo certo!”
Ele passou mais alguns momentos brincando com o Rowlet quando ouviu a voz de seu amigo Star chamando-o.
— Hey, Comet, tentando capturar pokémons também? – perguntou Star.
— Oh, Star. Na verdade, não... Estou treinando o Ace primeiro! Ei, o que houve com seu Litten? Ele parece acabado!
— Oh? É verdade, ele parece meio cansado... Eu estava tentando capturar pokémons, mas por algum motivo a pokéball não estava funcionando...
— O Pokémon tava desmaiado quando você jogou a pokéball? – perguntou Comet com uma cara neutra.
Star parecia chocado.
— C-como descobriu?
— Chute, imaginei que não soubesse disso, já que quando o Professor Kukui foi nos ensinar como capturar pokémons você faltou porque dormiu demais...
Star desviou o olhar e coçou atrás de sua cabeleira ruiva.
— O-o que dizer, né?
Comet começou a rir.
— Bem, tanto faz, pelo menos agora você sabe! Ah, e caso fique em dúvida, funciona em “sono forçado”, como quando um Pokémon usa “sleep powder”.
— Certo, certo, professor, anotado!
— De qualquer forma, estou dando uma passada em Hau’oli pra comprar umas encomendas pra minha mãe. Quer vir junto? Podemos passar no centro Pokémon, sem contar que eu também preciso resolver umas coisas lá.
Star concordou com a cabeça e ambos se dirigiram para lá.
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Ambos caminharam com calma até a cidade portuária da ilha Akala, conversando, excitados, sobre as batalhas que tiveram ao longo do dia, trocando ideias, estratégias e planejando que pokémons gostariam de pegar.
Comet logo foi comprar algumas coisas que a mãe lhe pedira no salão de beleza e se encontrou com Star no centro Pokémon.
— Cara... Que vergonha ter de ir comprar essas coisas... – comentou Comet com uma gota atrás da cabeça.
— Ei, relaxa! Foi só uma encomenda que sua mãe pediu, o que tem demais nisso?
— Nada, eu acho... Só que é embaraçoso ainda assim...
— A menos... Que na verdade seja pra você! – disse Star tirando sarro.
Comet ruborizou.
— Q-que? Claro que não!
— Hahaha, tanto faz! Vamos logo, o Tora tá merecendo uma tratada!
Comet olhou ainda levemente irritado para seu amigo, que entrara na frente.
Após conversar com a enfermeira e deixar seus pokémons para tratamento, logo Comet foi para um dos telefones fazer uma vídeo-chamada.
— E aí, o que é que você tinha de resolver aqui? – perguntou Star em uma das mesas enquanto tomava um suco.
— Vou fazer uma vídeo-chamada com o Professor Elm, lá de Johto. Ele é um velho amigo da família e minha mãe me disse que ele tinha algo para falar comigo...
— Imagino o que é... – comentou Star.
Passado algum tempo, o professor atendeu.
— Oooh, olá Comet! Como vai?
Quem dizia era um homem de meia idade, ele parecia cansado e seu laboratório estava meio bagunçado.
— Professor, há quanto tempo!
— Ei, nesse tempo que passou em Alola você cresceu bastante, ein? Mas não é disso que eu queria falar! Eu quero que você vá para o sistema de transferência Pokémon, preciso que pegue algo que eu mandar!
— Pera, que?
E de repente, em uma máquina atrás de si, surgiram dois ovos com estampas estranhas.
— Bem, melhor eu explicar logo o que está acontecendo. Como bem sabe, eu sou um especialista em Pokémon Breeding, e esses ovos fazem parte de minha pesquisa atual, a qual não posso revelar ainda! Espero que possa cuidar bem desses dois ovos, e conto com você para me ligar assim que souber o resultado! Também conte como um presente por se tornar um treinador Pokémon, boa sorte na jornada!
Comet levou um momento para processar enquanto olhava para os ovos.
— Bem, tenho de ir, muito trabalho aqui, até mais!
— E-ei, espere! – disse Comet, sem conseguir responder o Professor direito.
Ele passou um tempinho olhando para os ovos novamente.
— E aí, o que era? – perguntou Star.
Comet lhe respondeu confiante.
— Um sinal de confiança. Star, você fica com um deles e eu com o outro.
— Pera, do que você está falando?
— Nós vamos chocar ovos de Pokémon! – disse o quatro-olhos empolgado.
— Pera, o que? – respondeu Star ainda sem entender.
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