Notas iniciais
Aloha! Caso não me conheçam (o que é muito provável), me chamo Mahou, ou Marrom para os mais chegados, e sou autor dessa fic maravilhosa chamada Pokémon School(PS).

Nos ultimos 2 anos, escrevi ela sendo uma fanfic interativa, mas depois de ocorridos nesse ano, decidi me precaver e encontrar uma outra plataforma para eu postar meus capitulos. A fic atualmente conta com o número total de 81 capítulos com 400 mil palavras ?” ainda em andamento. Pretendo postar os primeiros 5 capitulos da fic nessa plataforma para ver se eu consigo me apegar a esse ambiente novo, e caso as coisas deem certo e o povo goste desses 5 capítulos, eu posso postar o resto.

Outra coisa: A fic tem um serve no discord, tem fanarts disponíveis no Pinterest e Deviantart. Vou deixar os links todos nas notas finais.

Leyla P.o.v.

Isso mesmo gente, vou iniciar minha narração do jeito mais clichê: Com o início do meu dia. Não reclamem, porque eu posso fazer isso, sim! Além do mais, se todos podem começar a narrativa assim, então por que eu não posso? Mas antes eu vou me apresentar para não pensarem que sou mal educada.

Meu nome Leyla Parker, tenho 17 anos, e moro em Unnameable City, uma cidade mediana na região de Sinnoh. Sou uma Braixen normal, tendo nenhuma característica física que me torne diferente da aparência padrão das Braixens, sendo bem possível de alguém conhecido acabar me confundindo com uma outra Braixen na rua. Eu gosto de me divertir, mas também gosto de ficar na minha algumas vezes, sabe, paz de vez em quando, tenho poucas amigas e nesse momento estou com um puta vontade de ficar na cama dormindo. Não me entenda mal, eu sou alguém que estuda quando sabe que tem que estudar, mas não posso simplesmente dizer que não tenho preguiça de demonstrar a meu lado "aluna estudiosa", que fica escondido no interior do meu ser, conhecido também como "profundeza da preguiça".

Continuo deitada sentindo os fortes raios de sol batendo na minha cara, ainda estou de olhos fechados torcendo mentalmente para meus pais esqueçam de passar no meu quarto para me acordar. Mas, como nem tudo na vida é um morango, ouço o som da porta sendo aberta e alguém entrando no quarto.

Mãe: Leyla, acorda! Hoje você tem aula! — chamou batendo na panela, ela é uma bela Delphox chamada Cármen. Ela me teve cedo, então ainda tinha os dotes físicos de uma mulher sedutora, o qual muitos costumam admirar.

— Já tô descendo. — resmunguei sonolenta, ficando feliz quando o som da porta se fechando — Saco. — reclamo me sentando na cama, sentindo a mais forte das preguiças — Vamos para mais um dia de aula… — murmuro me espreguiçando, antes de me levantar da cama.

Como de costume, lavei o rosto, escovei os dentes, escovei o meu pelo com cuidado, vesti o uniforme da minha escola e coloquei a mochila nas costas. Essa prática diária acaba se tornando tão automático que fica até engraçado de mencionar e notar que a bastante coisa que se faz em tão pouco tempo.

Andei até a porta pronta para sair do quarto, mas parei na frente dela.

— Como sou idiota. — bati na minha testa, fui até o meu criado mudo, onde estava o meu spray de pimenta, meu celular e a varinha de madeira super preciosa da minha família que é entregue de geração a geração para lembrar-nos sempre do poder no mundo Pokémon antigo — Quase me esqueci de pegar. — digo, jogando a varinha velha de lado para pegando meu celular — Me esqueci mais alguma coisa…? — olho de novo para o criado mudo para ter certeza — É, tanto faz. — dei de ombro, saindo do quarto.

Desci as escadas pensando sobre como seria esse início da minha vida escolar esse ano. Esse ano eu vou cursar o 2° do Ensino Médio na Pokémon Academy Central, uma escola próxima da minha casa e a que eu frequento desde criança. Não nego que é uma escola boa, mesmo que tenha outras melhores, eu até que gosto dela.

Chegando na cozinha, eu vejo meu pai, um Chesnaught chamado Steve, tomando café e lendo um jornal sentado na mesa da cozinha. Era um costume dele, nada tão incomum até onde eu sei. Junto dele estava minha mãe, que lia o seu livro favorito enquanto tomava o chá favorito dela de maçã, cravo e canela.

Pai: Bom dia, filhota. — cumprimentou sorrindo, deixando de tomar seu café para me olhar.- Bom dia. — cumprimentei, me sentando junto a eles na mesa.

Pai: Dormiu bem? — perguntou sorrindo.

— É, dormi sim. — respondi sem muito o que comentar. Realmente minha vida tem ficado bem… monótona e desinteressante, afetando um pouco meu humor.

Mãe: Você está bem, filha? Está nervosa para o primeiro dia de aula? — perguntou calma.

— Sim, mãe, eu estou bem, e não estou nervosa. — falei serenamente, já imaginado que aquele seria um dia comum de aula — Na verdade, acho que o dia de hoje vai ser bem comum, apesar de ser o início das aulas.

Pai: Entendi. — disse sorrindo de canto, notei uma rápida troca de olhares entre ele e minha mãe — E você não está cansada da sua escola atual?

— Bem, ela é bem… sem graça, mas eu tenho opinião mediana sobre ela. — digo sinceramente, sem muito o que dizer — Por que a pergunta? — perguntei curiosa.

Mãe: Nada não, somente queríamos saber se você está se sentindo bem na sua escola, só isso. — disse sorrindo.

— Ah… Então tá. — dei de ombro, e voltei a comer meu café em silêncio, ouvindo eles mudarem de assunto.

Quando terminei de comer, paguei minha mochila e me despedi dos meus pais com um beijo nos dois. Ao sair de casa, fui andando sem pressa até a escola, que não era tão longe assim, e quando cheguei encontrei uns conhecidos meus, que não eram muito meus amigos, mas eram bons para conversar as vezes. Fomos até a sala conversando sobre assuntos aleatórios, mas nada de tão interessantes vinha daquela, por exemplo, "como o clima de hoje está agradável", "como foi o fim de semana na casa dos pais divorciados", "o que terá de matéria hoje", etc.

Tinha alguns caras que me enchiam o saco durante o trajeto perguntando se eu tinha um tempo livre hoje e eu sempre falava que estava ocupada, para tentar fazê-los me deixar em paz. Não me entendam mal, eu sinceramente gosto de romance e sou um pouco iludida, mas ninguém daqui faz meu tipo, então tendo só ficar na amizade com todos.

Quando chegamos na nossa sala, eles se sentaram com seus grupos, enquanto que eu fui me sentar ao lado de algumas amigas minhas. Elas eram legais, mas eram aquelas amigas somente escola, que não marcam nada e somente se falam quando estão na escola. Eu pretendia falar alguma coisa, para tentar me juntar a conversa delas, mas o professor entrou na sala e tivemos que ficar em silêncio.

Tivemos dois períodos de Matemática, um de Física, um de Sociologia, um de Química e mais um de Geografia. Eles passaram três trabalhos, uma atividade avaliativa matéria e duas aulas normais. Depois de quatro horas e meia de aula, fomos liberados dando fim a mais um dia de aula.

Fui seguindo o caminho de volta para casa acompanhada das minhas amigas, até nos separarmos um certo ponto do caminho, seguindo cada uma para sua casa. Eu não estava com pressa para chegar em casa, então mudei meu caminho para uma praça ali perto, e quando cheguei procurei um banco para me sentar. Lá, eu fiquei olhando o movimento do parte, notei que alguns dos alunos da minha escola foram para lá também, aproveitarem o clima belo que fazia naquele dia.

Respirei lenta e profundamente, sentindo o aroma da grama fresca, fechei os olhos e fiquei somente ouvindo o som das crianças brincando e outros Pokémons passando.

— Mais um dia chato… Aaah! — exclamei manhosa me deitando no banco, imaginando que teria que aturar essa rotina por mais dois anos — É meio errado eu reclamar por ter uma vida normal, mas seria bom uma mudança de ritmo… Tô ficando cheia dessa vida chata. — digo manhosa — Bem, não é como se eu quisesse salvar o mundo, ou ser conhecida como "a linda jovem Pokémon que descobriu a cura do câncer", mas eu queria que minha vida tivesse mais um... "chã", sabe. — murmurei emburrada, logo, percebendo as besteiras que eu estava dizendo — O que eu to falando?! — sento novamente no banco e bato em minhas bochechas — Minha vida é normal, isso é bom, então porque reclamar disso?! — perguntei séria a mim mesma, julgando-me por críticas a sua vida.

Passei quase quinze minutos reclamando e falando comigo mesma ali naquele banco, todos que passavam me olhavam estranho, provavelmente pensando que eu era uma maluca. Eu soube que já estava na hora de parar quando notei que os pais estavam afastando seus filhos de perto de onde eu estava. Respirei fundo tentando me acalmar. Estou pensando alto demais no lugar errado e na hora errada.

Me levantei, peguei minha mochila novamente e voltei a andar até a minha casa. Decidi deixar esse assunto de lado, focando em qualquer assunto aleatório para que eu pudesse me distrair mentalmente durante o trajeto de volta para casa. Fiquei tão entretida com esse meu pensamento aleatório, que somente percebi que já estava em casa quando bati de cara na porta do meu quarto.

Eu estava tão perdida em meus pensamentos que devo ter passado pela minha mãe sem cumprimentá-la, depois eu peço desculpas.

Meu pai já não estava em casa, ele trabalha na administração financeira de uma concessionária, e costuma sair cedo para trabalhar, diferente de minha mãe que saí para trabalhar um pouco depois de eu chegar em casa. Até hoje eu não sei ao certo no que a minha mãe trabalha, acho que é em um restaurante, ou algo assim.

Deixando isso de lado, eu abro a porta do meu quarto esperando poder me jogar na minha cama, mas me espanto quando vejo meu quarto quase todo vazio, o guarda roupa estava lá, assim como a cama e o meu criado mudo.

— AAAH!! MÃE! MÃE! — gritei assustada.

Mãe: O que foi, filha? — perguntou se assustando com os meus gritos, subindo as as escadas com a vassoura em suas patas.

— Minhas coisas... foram roubadas! Onde está as minhas coisas?! — perguntei desesperada apontando para o meu quarto vazio. Minha mãe, em resposta, volta a suspirar aliviada solta uma risada abafada logo em seguida — Qual é a graça?! Chama a polícia!

Mãe: Não se preocupa, não fomos roubados, suas coisas estão na sala. — disse sorrindo, soltando a vassoura.

— Na sala? Espera, eu vou dormir lá agora?! Por favor, não me diga que a tia Jasmine vem passar a noite aqui! — implorei manhosa, me lembrando das manias nojentas da prima do meu pai que me traumatizaram durante anos — Ainda não entendo como alguém consegue vomitar enquanto dorme de barriga para cima...

Mãe: Reclama, mas não foi você quem teve que limpar depois... — disse sorrindo torto, sentindo calafrios daquele dia — Mas, não se preocupe, porque não é isso. Você somente vai passar um tempo fora. — disse sorrindo divertida, achando engraçado no meu desespero.

— Como assim, "um tempo fora"? — pergunto confusa.

Mãe: Ah, isso me lembra que isso aqui é para você. — disse sorrindo, retirando um envelope amarelo já aberto de dentro do bolso do avental que usava.

— O que é isso? — perguntei confusa, abrindo o envelope e tirando a outra folha branca de dentro — "Prezada, Leyla Parker, sua matrícula para aluno(a) da Escola Interna Estadual Pokémon School foi aceita pela direção da escola…"? — li em voz alta, espantada — Mas eu nem concordei em--

Mãe: Continue lendo. Continua! — disse sorridente, e seguindo a emoção dela, decidi fazer isso.

"... Cordialmente convidamos você para se apresentar na direção da escola para confirmar seu início de frequência nas aulas, assim como tratar de assunto como turma, matérias que você terá, regras e outras assuntos. O Diretor Raikou, aguarda pela ansiosamente a sua presença no dia 29 de…". — parei para olhar vem essa data — Isso é hoje?! — perguntei surpresa — Mãe, que droga é essa?

Mãe: Bem, filha, eu e seu pai queríamos ter dito isso para você antes de ir a escola, mas matriculamos você na Pokémon School, uma escola do outro lado da cidade, que é bem famosa e elogiada. — disse sorrindo de canto — E nessa escola, você terá que morar lá, mas poderá nos visitar todos os fim de semanas e feriados. — acrescentou animada.

— Mas por que fizeram isso?! Eu estou bem na minha escola atual! — digo irritada, vendo minha mãe suspirar pesadamente.

Mãe: Não, Leyla, você não está feliz nessa escola. — disse séria — Seu pai e eu notamos que você tem ficado cada vez menos alegre, nunca falava sobre as coisas boas que acontece em sua escola, não mencionava nada sobre suas amigas e amigos da escola, e muito menos saia de casa para se divertir com eles. Você saia animada e voltava sem humor. — explicou pondo sua pata em meu ombros — Eu sabia que talvez seu problema fosse a escola, então eu pensei em mudar você para lá. Eu queria e quero que você tenha histórias divertidas e alegres para contar aos seus filhos sobre o seu tempo do Ensino Médio. — disse sorridente, me tirando uma risada abafada.

— Igual às que você me conta. — digo sorrindo, fazendo-a rir também.

Mãe: Sim, exatamente assim. Acredite em mim, Leyla, você vai gostar da escola e vai fazer muitas amizades lá. — disse sorrindo — Eu conheci seu pai quando ele ainda estava estudando lá, vai que você também encontre. — disse sorrindo de canto, tirando mais uma risadas de mim — Bem, vamos, que o Uber está chegando. — disse descendo as escadas.

Deixando qualquer pensamento de lado, eu desço com minha mãe e ajudo ela a levar minhas três grandes malas para a frente de casa, onde ficamos esperando o Uber chegar. Quando ele chegou, não demoramos para por minhas malas no porta malas do carro do Uber.

Mãe: Pronto, eu já paguei o Uber e ele vai te levar até lá em segurança. — disse sorrindo, mas logo não consegue conter a emoção — Ah, filha, vem cá! — disse sorrindo, me abraçando com força e eu retribuo com a mesma intensidade — Eu te amo, filha. Se cuida lá. — pediu sorrindo.

— Eu também te amo, mãe, e se despede do pai por mim. — pedi ainda no abraço.

Mãe: Seu pai não pode ficar para se despedir, mas ele disse para mim dizer que ele também te ama. — de fato, meu pai iria dizer isso conhecendo ele bem do jeito que eu conheço.

— Certo, mãe. — assenti, enfim saindo do abraço — Tchau, mãe. — digo sorrindo, enquanto entrava no carro.

Mãe: Me liga quando chegar! Estude muito, faça amizades e não se meta em encrenca! — disse preocupada quando o carro começou a se mover.

— Pode deixar! — foi a última coisa que disse a ela, antes do carro começar a andar mais rápido, até a minha casa ficar mais distante. Por fim, sumindo da minha vista.

Quando o carro havia saído da rua da minha casa, eu começo a repensar sobre onde estava agora e o quanto essa mudança que tanto pensou ocorreu rápido — literalmente em menos de meia hora depois de pensar nisso. Mesmo em silêncio durante o trajeto, eu estava levemente surtada com aquela mudança de ambiente.

Realmente, eu fiquei bem nervosa com essa novidade tão repentina, mas agora que a minha mãe disse essas coisas, eu me sinto mais calma. Tipo, eu pedi por algo novo e aqui estou. Pode não ser algo tão chamativo, ou surreal, mas está melhor do que ficar em casa somente no celular. Se bem que isso nunca foi ruim… Poxa, onde eu fui parar.

No final, eu estava gostando dessa sensação, talvez sendo essa a sensação que eu esperava e procurava. Finalmente, eu havia tido uma novidade que me fizesse ficar satisfeita por ter acordado essa manhã.

Motorista: Chegamos. — avisou, me despertando de meus devaneios.

Olho através do vidro da janela, vendo um edifício amarelo, com o nome "Pokémon School" escrito em azul bebê com o logo da escola abaixo do nome. Lá, pude ver alguns alunos saindo e entrando, alguns usando uniformes diferentes dos outros, mas todos eram da mesma escola.

Não pude deixar de ficar ansiosa em conhecer aquela escola grande, sendo a parte de explorar o ambiente novo a parte mais divertida de se mudar de escola. Depois de anos estudando na mesma escola, ver as mesmas salas, mesmos alunos e mesmos corredores se tornou tão tosco, quanto olhar o mesmo filme mais de 100 vezes.

Ainda meio nervosa e ansiosa, eu saio do Uber e continuo olhando para a grande escola em sua frente. Retirou de seu bolso o envelope de antes e o olhou por um tempo, antes de abrir um sorriso.

— Conhecer pessoas novas…? — murmuro sorrindo, lembrando-me de um dos motivos de estar ali. Olho — Vamos ver quem de interessante eu encontro aqui. — digo animadamente, dando primeiro passo para aquele início de vida escolar, um tanto que diferente para mim.

Continua..................

Notas finais
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