Pokémon School

4 Dormitório Feminino


Notas iniciais
^3'

Leyla P.o.v.



Andando sem muita pressa até a entrada do dormitório, vejo que tem muitas meninas andando pelos corredores em grupinhos, algumas só ficavam na porta de seus dormitórios provavelmente fofocando. Nunca estive em um lugar desses, então estava tudo sendo novo para mim.

— Certo, acho melhor eu procurar meu quarto... — disse olhando para os lados — Mas... eu recebi um papel dizendo onde é? — me pergunto — Ah, vai ser bem mais difícil de achar... — suspiro manhosa.

Nesse momento vejo as garotas olharem para a minha direção, eu coro com os múltiplos olhares para cima de mim.

???: Poderia sair da frente, por favor? — perguntou uma voz feminina atrás de mim.

Me virei assustada me deparando com um grupo de meninas compostas de uma Tsareena, uma Glassion, uma Umbreon, uma Banette e uma Sneasel, todas vestiam um tipo de uniforme de Líder de Torcida, que consistia numa mini regata azul com bordas brancas e no meio ela estava escrito "Thunder Beasts", acredito que seja o time o qual elas torcem, também havia uma saia azul com amarelo.

Glassion: Urgh Quem é você? — perguntou com desgosto me olhando dos pés a cabeça.

— Meu nome é Leyla Parker, sou nova por aqui. — falei sem graça.

Tsareena: Ah, temos uma nova aluna hoje, meninas. — disse sorrindo, as amigas se animaram — Meu nome é Victoria, essas são Vanessa, Crystine, Ketlyn e Jeovana. — disse apontando para as amigas.

Meninas: Oi, Parker. — cumprimentaram juntas.

Victoria: Somos as Lideres de Torcida da escola. — disse orgulhosa.

— Eu já imaginava. — pensei com uma gota na cabeça.

Ketlyn: É sua primeira vez no dormitório feminino? — perguntou curiosa, Ketlyn era a Sneasel.

— Sim, estava sendo guiada por um cara estranho, mas ele não quis entrar aqui. — disse sem jeito.

Vanessa: Meninos não entram aqui a não ser que TODAS as meninas estejam de acordo. — disse a Banette sorrindo maldosa.

Victoria: Licença, meninas. — disse abrindo o caminho — Hum. — ela se aproxima de meu rosto me analisando, corei com a aproximação — Você até que não é tão feia. — disse séria, ela assobio as amigas dela começaram a me rodear.

— Obrigada. — agradeci desconfortável.

Crystine: Não tem tanto peito assim. — disse a Glassion abraçando meu ombro e agarrando meu seio direito.

— E-ei, não aperta isso. — falei muito corada, me afastei com as patas no seios.

Jeovana: Mas ela tem muita bunda! — disse a Umbreon surgindo atrás de mim e me dando um tapa na bunda.

— Kyaa! — gritei assustada.

Ketlyn: Pelo menos sua cauda é bem cuidada e atraente; Sexy para ser mais exata. — disse, ela acaricia minha cauda.

— Considerando o que já fizeram, acaricia minha cauda é o menor dos abusos. — pensei, até estava gostando do carinho.

Victoria: Acho que concordo por todas que seu corpo é lindo de níveis aceitáveis. — disse sorrindo.

— Aceitável? Isso é bom ou ruim...? — perguntei constrangida.

Victoria: É aceitável. — respondeu sorrindo.

— Não achei sua resposta aceitável...

Ketlyn: Agora venha, vamos te mostrar nosso "domínio". — disse animada, ela e Jeovana passaram seus braços pelos meus me fazendo andar com elas.

Subimos até o 5° andar onde fiquei surpresa com a quantidade de garotas no chão chorando, todas estavam encostadas nas paredes com lenços de papel ao seu lado deixando as lágrimas rolarem.

Vanessa: Essa é o 5° andar, onde é permitido que as garotas fiquem nos corredores chorando e recebendo conselhos das amigas, todas que quiserem chorar um pouco são bem vindas no corredor desse andar. — disse enquanto passávamos pelas garotas chorosas.

Crystine: Você, se quiser, pode vir em uma delas e ouvir seus problemas, aconselhá-las e ou somente acalmá-las. — disse sorrindo, foi até uma das garotas chorando e deu uns tapinhas no topo de sua cabeça — Calma, calma, vai ficar tudo bem. — disse carinhosa, a garota para de chorar, sorri e foi embora — Viu? Algumas só precisam somente de um carinho para melhorar, um pouco de atenção, mesmo que seja muito pouco, sempre ajuda na tristeza. — disse sorrindo.

— Incrível. — admirei o quanto um pouco de atenção a alguém triste pode melhorá-la.

Victoria: Para o próximo andar! — disse já apertando no botão.

Pulamos alguns andares e fomos até o 10° andar, dessa vez nos deparamos com algo assustador, um monte de garotas brigando e se estapeando. Era um caos, mas todas que passavam apenas ignoravam como se fosse normal.

— Meu deus, o que é isso tudo? -perguntei assustada, me abaixei para desviar de um vaso de planta que quase me acerta na cara.

Jeovana: Esse é o 10° andar, sabe aquele filme? Uma Noite de Crime? Pois é, aqui é quase igual.

Victoria: Muitas garotas costumam não gostar umas das outras, então criamos a regra desse andar onde permite que essas garotas briguem a vontade. Isso ajuda a aliviar o estresse e desentendimentos para que não levem seus problemas e inimizades para os campos da escola. É vergonhoso quando garotas perdem suas composturas em público. — explicou orgulhosa de seu trabalho naquele andar, mesmo que tenha visto algumas garotas pedindo para ela entrar na porrada com elas — Essas brigas ocorrem às segundas, quartas e sextas, para que não irrite as moradoras do andar. A diretoria e o Grêmio Estudantil não sabem sobre o que fazemos aqui, e vamos manter assim.

Jeovana: Aquela ali é a Verônica? Ai, eu to com uma vontade de bater naquela cara de piranha desde quando ela entrou na escola. — disse sorrindo maldosa.

Crystine: Jeovana, nós vamos prosseguir sem você. — avisou.

Jeovana: Sim, sim, eu alcanço vocês depois. — disse sorrindo — VERÔNICA, SUA VACA SEM NOÇÃO! — ouvimos o grito e logo as portas do elevador se fecham.

Pulamos para o último andar do prédio, o 12° andar, onde pelo jeito era bem normal em comparação aos outros, apesar de ser bem vazio e silencioso.

Victoria: Siga-me ao meu quarto. — disse sorrindo.

Fomos até uma das portas no meio do corredor, ela abre a porta e fico quase cega com tanto brilho vindo daquele quarto, quando me acostumei com a iluminação pude ver o quarto absurdamente todo rosa. Mas o que chamou mais minha atenção em meio a tanto rosa do quarto, era um musculoso Incineroar que somente usava uma coleira, mordendo uma rosa de forma sexy e segurava uma bandeja com taças.

Victoria: Glenn, para o armário, mais tarde um chamo você. — ordenou batendo palmas duas vezes, o Incineroar faz uma reverência e entra no closet dela.

Vanessa: Então, Leyla, o que achou do dormitório feminino? — perguntou curiosa.

— Ele é interessante, novo por assim dizer. — falei sorrindo.

Victoria: Uhum, nós somos as dirigentes daqui, decidimos as regras aqui e fazemos o máximo para que todas possamos conviver juntas e unidas, algo que nós, mulheres, devemos fazer. — disse sorrindo orgulhosa.

Todas: Sim. — assentiram sorrindo.

Victoria: Você nos chamou a atenção hoje...

— Mas eu não fiz nada... — pensei.

Victoria: ... E digo pelas demais do nosso grupo que queremos que se torne uma de nós. Nos ajude a tornar a convivência no Dormitório Feminino melhor do que já está, mantendo eles estável. — pediu sorrindo — Sem falar que você poderia entrar nas Líderes de Torcida.

Crystine: O que você diz, vai ser uma de nós? — perguntou curiosa.

Todas: Vai? Vai? Vai?

— B-bom, eu nunca me vi como uma Líder de Torcida, muito menos alguém de sumo importância a ponto de ajudar na administração social de algo... — aceitei sorrindo sem jeito diante dos olhares ansiosos delas — Mas será uma experiência interessante, então eu topo. — concordei sorrindo.

Todas: EBA! — comemoraram animadas, me fazendo perceber que elas eram muito diferentes na questão de personalidade em comparação a Líderes de Torcida de filmes.

Victoria: Só tem mais uma coisinha... — disse sorrindo, em meio a animação de todas — Você é virgem?

— Bem, sou. — respondi envergonhada.

Todas: Seja bem-vinda ao Dormitório Feminino e espero que consiga muitas amizades. Tchau. — disseram juntas sorrindo, fechando a porta na minha cara, me deixando no silêncio do corredor do 12° andar.

— E lá se vai minha chance de ser popular. — falei sorrindo torto.

Olhei ao redor para analisar esse corredor e pude ver uma porta no fim do corredor, era escura e tinha uma sensação ruim emanando dela, como se fosse para fazer todas se afastarem, eu ia até lá quando sinto alguém pôr a pata no meu ombro.

Jeovana: O que está fazendo? Tá louca? — perguntou me segurando pelos ombros e até me deu um tapa na cara — NUNCA vá até aquele quarto, o demônio mora lá. — disse assustada.

— D-demônio? — perguntei curiosa.

Jeovana: Skylet Arnold, a garota mais forte e selvagem da escola, ela faz parte do Clube de Luta da escola e costuma bater em todos que entram no seu quarto ou em quem incomode-a. Ela é um monstro, já brigou com 75% dos meninos da escola fazendo eles quase entrarem em coma. Ela é a única que é proibida de passar no corredor do 10° andar pois ela pode destruir todas as garotas que brigam lá. — disse assustada.

— Meu deus, por que ela não foi expulsa até agora? — perguntei horrorizada.

Jeovana: Pois todos os anos ela participa do Torneio de Luta Escolar e ganha o prêmio de R$10.000 que ela entrega para escola. Além dela também ser, pelo menos nas notas dela, uma aluna modelo. — explica séria.

— Meu deus, dá até medo de ver ela pessoalmente. Acho melhor manter distân... Por que minhas malas estão na frente da porta dela?! — perguntei aterrorizada, Jeovana suspira.

Jeovana: Não se preocupe, ok? Saiba que dá última vez que ela teve uma colega de quarto eu e as meninas sempre visitávamos a coitada no hospital. Não vai ser diferente com você. — disse sorrindo amigável entrando no quarto da Victoria.

— Isso era para mim me animar?! pensei triste.

Fui andando devagar até a porta sentindo ainda a energia maligna incrivelmente intimidadora, quando eu estava frente a frente com a porta era como se eu estivesse olhando para o precipício e que cada movimento meu me levaria a morte certa. E adivinha o que me fez congelar ainda mais? A porta foi aberta, eu dei de cara um Mega Lopunny, que vestia uma camisa social azul de manga curta, estava aberta deixando à mostra seu sutiã esportivo e calças pretas. Ela tinha uma expressão de puro ódio em seu rosto, eu não soube o que fazer, a não ser esperar ela dizer algo, mas nada disse, então eu mesma decidi iniciar a conversa.

— O-o-ole.... digo, O-olá, meu no-me é. ... é Ley-Ley... Parker.... — gaguejei assustada.

Skylet: Leyley Parker? — perguntou ergueu a sobrancelha ainda com sua cara de fúria.

— N-não... É Leyla... Parker.

Skylet: Eu estava dormindo quando senti alguém se aproximar da porta e aqui está você. Por sua causa vou demorar para dormir de novo. Como podemos resolver isso? — perguntou fria estalando os dedos enquanto se aproximava.

— B-bem eu só.... eu-eu só e-estava... — eu recuava, foi então que ela parou.

Skylet: Malas? — perguntou olhando para minhas malas perto de seus pés — Você é nova aqui? — perguntou fria.

— Sim... cheguei hoje e não sabia onde era o meu dormitórios, então vi minhas malas aqui e pensei que fosse aqui... — disse assustada.

Skylet se aproximou do meu rosto olhando-me bem nos olhos, suei frio com aquele olhar assassino em cima de mim.

Skylet: Entre. — disse dando as costas, jogou as minhas malas dentro do quarto e me puxou pelo pulso.

— Socorro... — sussurrei choramingando enquanto ela me puxava e fechava a porta logo depois.



Continua..........................