Pokémon School

9 Boato - Part. 1


Notas iniciais
Ta, eu concordo q esse foi um dos capítulos mais sem nexo e sem sentido da fic, mas fds, to repostando, então apenas aceitem sksksksksksksks

Leyla P.o.v.



A aula havia começado já faz horas, o Professor de Matemática já estava no segundo quadro, por mais que eu adorasse Matemática, ainda estava meio concentrada em algo que havia ocorrido comigo hoje mais cedo.

Skylet: Ei, por que parou de copiar? — perguntou fria quando viu que eu estava distraída demais pensando que esqueci de copiar para ela.

— Desculpa. — falei séria, ai copiar de novo, mas parei — Sky, você sabe o que se faz num encontro? — perguntei séria.

Skylet: Um encontro?

— Sim, quando um cara te convida para sair, o que você fala e o que você faz? — perguntei.

Skylet: Tch, eu tenho cara de quem entende desse tipo de coisa. — disse irritada.

— Bem, tirando sua força absurda e comportamento masculino, você é uma garota bem avantajada, não duvidaria se alguém já não tivesse tido algum interesse em você. — falei sem pensar, ela pareceu incomodada com isso e apenas virou a cara.

Skylet: Apenas copie e cale a boca. — disse rude.

Fiz o que ela mandou, apesar de ainda estar sentindo aquilo que dizem, "Butterfrees no estômago". Sai da sala sem pressa, quando sou surpreendida pela braço de Matt envolvendo meu pescoço.

Matt: Humm, Um encontro, hein. — disse sorrindo malicioso — Vai comer um pouco do fruto do pecado hoje?

— Fruto do... o que cê tá falando? — perguntei confusa, ele ri.

Matt: Um dia eu te explico. — disse sorrindo de canto — Vamos ver. — disse e do nada um papel surgiu em sua pata, não pode ser.

— Ei, devolve isso! — mandei irritada.

Matt: Hum. "... no momento que te vi logo soube que você tinha algo especial, algo que me fez admirar tudo em você. Sua grande personalidade e jeito forte... " — leu uma parte da carta e me olhou — Você sabe que isso é só papinho pra você transar com ele, né? — perguntou enojado.

— I-isso não é papo para sexo! — falei falei batendo pé — Acho que ele tava tentando ser romântico.

Matt: Essa melosidade me enoja de uma forma que até dá graça... — disse — "... Ass. por... Derek Scott."?! — me olhou novamente — Vai sair com o Derek Scott, o reserva do time de Basquete?! — perguntou irritado.

— Sim, ouvi dizer que ele é legal e simpático.

Matt: Tch, papo furado dos lambe ovo dele. — disse revirando os olhos.

— Bem, eu vou sair com ele e vou determinar se é verdade ou não. — falei grossa, não gosto que fiquem me julgando pelas minhas escolhas — Agora, devolve o bilhete.

Matt: HA! Fala sério, Leyla, se eu soubesse que você é tão fácil de se enganar eu mesmo já teria dado em cima de você faz tempo. — disse balançando negativamente enquanto se afastava e jogava o bilhete — Ele é do tipo de gente que eu mais desprezo. — Ouvi murmurar irritado enquanto sumia de vista.

— Qual é o problema dele? — me perguntou emburrada.

Peguei o bilhete de chão e sai para o campo, no caminho pode notar alguns alunos murmurando quando eu passava, me senti desconfortável e muito incomodada, não sei o que está acontecendo... Será que é por causa do encontro com o Derek?

Foi então que fui surpreendida por um puxão, alguém havia me puxado para dentro de uma das salas vazias sem que notassem e me colocou literalmente contra a parede.

Brukno: Leyla.

— Brukno? Ai, que susto, nunca mais faça isso. — falei assustada me recuperando do repentino puxão.

Brukno: Foi mal, mas eu tinha que conversar com você. — falou sério me olhando nos olhos — É verdade o que eu ouvi? Você vai ter um encontro com Derek Scott?

— Sim, como sabe? — perguntei confusa.

Brukno: Durante a aula recebi uma mensagem sobre essa novidade e decidi confirmar. — disse suspirando pesado — Como aconteceu?

— Bem... eu estava saindo durante a tarde do meu dormitório domingo, quando acabei encontrando um bilhete na porta para mim e esse bilhete era do Derek dizendo para mim me encontrar no Ginásio de Basquete para a gente bate um papo. Eu foi isso que eu fiz, me encontrei com ele lá, conversamos por um bom tempo e decidimos conversar mais hoje só que fora da escola. Simplesmente isso. — expliquei não encontrando nada de mal.

Brukno: E o que te levou a aceitar um encontro com ele?!

— Ue, achei ele simpático e legal, qual o problema de sair com ele um dia desses? — perguntei revirando os olhos, ouço ele suspirar.

Brukno: Leyla, você já foi num encontro alguma vez? — perguntou sério, eu coro com a pergunta.

— B-bem, não, esse será o meu primeiro. — admite constrangida.

Brukno: Olha, na maioria das vezes, nós, homens, costumamos marcar encontros pois prioritariamente queremos conhecer a garota com quem marcamos, entretanto, por mais inevitável que seja, nós já vamos lá pensando em segundas intenções. — disse sério — Você sabe, acabamos pensando um pouco com a cabeça de baixo. — disse fazendo sinais com as patas demonstrando um sexo anal, corei ainda mais.

— Sim, eu já entendi! — falei tapando o rosto.

Brukno: Pois bem, essa é a parte mais séria, Derek normalmente é conhecido por ser alguém que pertence a parcela de homens que deixa sua luxúria dominar por completo, fazendo com que ele faça coisas antes da hora... que faça contra a vontade da parceira... — disse serrando os olhos com desprezo, coloco minha pata na boca espantada.

— Ele é um...

Brukno: Sim, ele é esse tipo de cara, mas a pior e mais nojenta parte é que sempre ele consegue se safar sem nenhuma punição, levando ele a fazer mais de uma vez. — disse muito sério, ele me segura pelos ombros e me olha nos olhos — Você entende o que eu quero dizer, não é? Entende que se você se deixar ser enganada pelo o que ele diz, acabará como as últimas?

— Uhum... acho que sim. — disse assentindo, ele abre um belo sorriso e beija minha bochecha.

Brukno: Não leve a mal, Leyla, isso é um aviso de alguém que se preocupa com você. — disse andando até a porta — Não dê ouvidos demais ao Derek, certo? Isso só faz parte do jogo dele. — disse sério — Nos vemos na aula, não se atrase.

— Sim, tudo bem. — sorri para ele.

Brukno saiu da sala me deixando sozinha com meus pensamentos, talvez realmente seja melhor eu não ir, além do mais, ele... estuprar garotas... agora entendi o que Matt queria dizer com ele ser o tipo de cara que ele mais despreza. Mas... Será mesmo que é verdade? Tipo, são palavras ditas pelas pelos alunos que provavelmente nem devem ter certeza do que dizem...

(Quebra de Tempo — 14:00)

Agora entendo do porque Derek ter marcado nosso encontro para hoje, as aulas terminaram mais cedo por conta da reunião entre os professores, fiquei feliz, pois meu encontro será às 15:30, então tenho uma hora para descansar um pouco e meia hora para mim me arrumar. Hoje foi um dos dias mais irritantes da minha vida desde quando entrei nessa escola, tive que dar explicações para todos que eu conheço, além de ter que ouvir avisos deles, o Andrik até mesmo se ofereceu para me acompanhar escondido, porém eu apenas recusei e disse (assim como disse a todos) que vai ficar tudo bem que eu sei me cuidar.

Como eu havia dito, eu tinha uma hora para descansar e mais meia hora para me arrumar, porém não consegui ficar calma e ansiosa, além do mais será meu primeiro encontro, quero dar uma boa impressão e ir arrumada de uma forma que faça ele pensar "Nossa, que sorte a minha ter um encontro com alguém tão linda", ao mesmo tempo que ele também pensa "Que garota fofa, inocente e doce que dá até cárie no meus olhos"... eu sei que é para ser no dente, mas entenderam que eu quero fazê-lo pensar que tem sorte de me ter por perto. Eu cogitei em pedir ajuda e conselhos para as meninas dirigentes do dormitório feminino, mas lembrei o que elas me disseram mais cedo:

"Victoria: Você vai ir no encontro? Pode ir se for o que quer, mas saiba que não adianta nos pedir ajuda para se arrumar, pois assim como ele não te merece, ele também não merece o esforço que vamos fazer para arruma-la. — disse virando a cara orgulhosa, as demais meninas do grupo concordam com a cabeça."

Decidi ir somente com uma camisa branca com uma cruz negra no meio e calças jeans azul, mas ainda estava cedo para estar pronta, então decidi passar uma maquiagem. Mesmo eu me divertindo bastante me arrumando, não pude deixar de pensar o que poderia acontecer nesse encontro. Provavelmente vamos sair, conversar e se tudo ocorrer bem a gente pode até mesmo ficar, essa última parte foi o que me fez tremer um pouco, talvez seja um sinal de que possa ocorrer algo além do necessário nessa "ficando" contra a minha vontade... ou talvez só seja frio mesmo. Sim. É frio! É melhor eu levar um casaco comigo.

Depois de pronta, eu sai do meu quarto trancando-o ao passar pela porta, peguei o elevador para descer no último andar e sair do dormitório feminino. Fui até o Ginásio de Basquete onde eu havia marcado com ele para nos encontrarmos, quando estava próxima do ginásio pude ver um Typhlosion na frente da entrada do ginásio conversando divertidamente com um Feraligatr e uma Bayleef. O Typhlosion tinha uma usava uma camisa preta Ac/Dc, uma flanela vermelha e calças jeans cinza, estava bem atraente na minha opinião, enquanto que os outros dois utilizavam os uniformes do Ensino Médio. Me aproximei aos poucos, quando eles notaram minha presença o Feraligatr e a Bayleef se despediram do Typhlosion enquanto se afastava.

— Oi, desculpa te atrapalhar, Derek. — falei sem jeito.

Derek: Capaz, eles já estavam de saída, então você chegou na hora certa. — disse sorrindo.

— E quem eram? — perguntei por perguntar.

Derek: Meus amigos de infância, Carol e Casey. Ela é ajudante do professor no Clube de Agricultura e ele é capitão do meu time de basquete. — explicou.

— Olha só, você anda só com gente bem socialmente. — disse sorrindo brincalhona.

Derek: Bem, eu sou o único reserva do meu time, tecnicamente eu sou o pior dos jogadores, então acho que dei sorte por fazer amigos populares porque se não eu seria um fracassado sem muitos amigos, eu acho. — disse sorrindo sem jeito, rimos juntos.

— Então vamos? — perguntei sorrindo de volta.

Derek: Sim. Vamos, eu já tenho uma ideia de onde a gente pode ir. — disse sorrindo ansioso, pegando na minha pata e me puxando, fui infectada por sua ansiedade e corri junto.

(Quebra de Tempo)

Depois de cruzarmos a cidade conversando e contando mais sobre nós mesmos, chegamos em uma loja de bolos, eram muitos bolos de sabores diferentes para diversos gostos, até bolo de pimenta tinha. Pedi um bolo de amendoim e ele um de cereja com chocolate, que não demoraram me 10 minutos para eles servirem, comemos enquanto conversamos.

Derek: Sério mesmo que ele simplesmente jogou um balde de água em você enquanto comia?! — perguntou rindo.

— Sim, sério. Eu fiquei encharcada e fui furiosa atrás dele querendo matá-lo de tanta raiva. — falei rindo por ele estar rindo — Não ria, isso não tem graça!

Derek: Se não tem graça então por que você tá rindo junto? — perguntou rindo.

— Ue, to rindo porque você ta rindo. — falei sorrindo — Além do mais, eu gosto de fazer os outros rirem.

Derek: Então temos algo em comum, pois eu também gosto. -disse sorridente — Sendo um pouco mais poético, o sorriso revela não só a beleza como também sentimento por trás. Tem sorriso forçado, sorriso de canto, sorriso maldoso...

— Sorriso de fechado, sorriso aberto, sorriso malicioso.

Derek: Exatamente! Mas enfim, existem muitos sorrisos que transbordam muitos diferentes sentimentos, com isso podemos entender melhor os outros. Tudo através de um simples ato de mostrar os dentes. — disse sorrindo.

— Uhum. — concordei, ele se aproxima do meu rosto.

Derek: Agora me diga, Leyla, que sentimento você acha que o meu sorriso está refletindo? — perguntei sorrindo, corei fortemente, eu estava (por mais que eu não me orgulhe) com um pouco de medo.

— N-não sei, o que é? — perguntei sorrindo torto, pode ver seu sorriso murchar levemente.

Derek: O meu sorriso está refletindo minha fome, então é melhor você comer logo esse bolo se não eu como por você. — disse brincalhão, suspirei baixinho.

— O QUE?! NUNCA, EU DIGO, NUNCA AMEACE DE ROUBAR A COMIDA DE UMA DAMA! — falei comendo metade do meu bolo, ele ri.

Derek: Ui, desculpe, mas cadê a dama? — perguntou.

— Hahaha, engraçadinho. — falei forçando uma risada.

Depois de pagarmos pelos bolos ele me perguntou onde eu gostaria de ir e eu sugeri a praia da cidade, quando chegamos nos sentamos em um lugar qualquer de lá e ficamos conversando enquanto observamos o sol se pôr em silêncio, quando escureceu um pouco ele se deitou na areia sem se importar com se sujar e, vendo que ele parecia bem mais relaxado desse modo, eu também me deitei ao seu lado.

— Ei, Derek. — chamei.

Derek: Fala.

— Por que você me chamou para um encontro?

Derek: Gostei de conversar com você domingo, no caso ontem, e quis conversar de novo hoje, além do mais você é divertida. — disse sorrindo — Agora posso te perguntar algo?

— Tenho grandes ouvidos que servem muito bem para ouvir. — ele ri.

Derek: Por que você aceitou vir hoje? — perguntou.

— Como assim? Porque eu também gostei de conversar com você. — falei me sentando e olhando-o nos olhos.

Derek: Mesmo sabendo o que eu "fiz"?

— Está falando... — não quis terminar a frase, ele riu abafado e se sentou ao meu lado.

Derek: Vai dizer que não sabe dos boatos sobre mim? — perguntou erguendo uma sobrancelha.

— Bem... eu ouvi muito sobre isso hoje...

Derek: Então por que veio? — perguntou sério.

— Bem... meu pais sempre me ensinaram a sempre ouvir os dois lados da história para que eu consiga entender tudo e possa chegar a uma decisão. — disse séria olhando as ondas — Então eu até queria saber o seu lado da história, mas eu não encontro necessidade, sabe. Não costumo julgar as pessoas pelo o que fizeram antes, mas sim o que elas irão fazer no futuro. — disse olhando ele nos olhos séria, pude ver ele corar levemente com minhas palavras.

Derek: Entendi. — disse desviando o olhar — Mas, você quer saber?

— Você acha que mereço saber? — perguntei.

Derek: Até agora, você é a que mais merece, pois é a que mais parece acreditar no que eu digo. — disse sorrindo, eu sorri de volta — Eu na verdade não entendo como e por que iniciou esse boato, mas sei que começou no início do ano passado. Eu me lembro muito bem, pois naquele dia eu fiz o meu teste para entrar no time de basquete, dei o máximo de mim e consegui surpreender tanto o Casey quanto o professor de Educação Física, que eram os avaliadores dos testes, eles anunciaram que iriam discutir entre eles para decidir os resultados dos testes e anunciar os novos jogadores. — disse sorrindo nostálgico — Porém não foram só o Casey e o Professor que haviam assistido o meu teste, Susan, uma das Líderes de Torcida daquele ano havia assistido ao teste e teve uma certa queda por mim a primeira vista, ela me chamou e depois de uns dias eu descobri que fui aceito no time de basquete, então decidimos ter um encontro oficial para comemorar minha admiração no time, foi um encontro fora da escola como o que estamos tendo agora. Comemos, nos divertimos e depois de horas voltamos para a escola onde cada um seguiu seu rumo... foi aí que aconteceu...

— Aconteceu o que? — perguntei curiosa e nervosa.

Derek: No dia seguinte todos me olhavam e me respondiam de forma agressiva, por todo lugar que eu ia via alguém me olhando com um olhar de desprezo e outros cochichando ofensas sobre mim, foi só quando eu fui falar com o Casey e Carol depois da aula que eu descobri o que estava acontece. — vi ele serrar os punhos — Susan havia avisado ao diretor na noite anterior que iria para a casa dos seus pais passar a noite lá por conta de uma festa surpresa de um de seus familiares... mas ela alegou que no caminho para a case deles ela foi... foi... agredida e estuprada por um cara que ela afirma ser a mim. — virando a cara, ele tremia um pouco enquanto contava, respirou fundo e continuou — Ela decidiu não me denunciar à polícia, mas ainda sim os alunos sabiam da história contada por ela, perdi grande parte dos meus amigos, os professores nunca mais me trataram como antes, principalmente as professoras, não me tiraram do time de basquete, mas me colocaram como reserva e quase nunca sou escolhido nos jogos, só quando tem realmente necessidade trocar de jogador e eu só não fui expulso da escola porque meus pais acreditavam em mim com todas as forças, fazendo o diretor, o que mais ficou com raiva com aquela história desistir da minha expulsão. Eu tentei contar o meu lado da história para todos que eu conhecia, o que realmente havia acontecido naquela noite, mas em quem eles vão acreditariam? Na vítima ou no criminoso? — disse com a voz falha — Até agora deve ter uns três ou quatro que acreditam em mim, até o Casey desconfia de mim às vezes... e eu acho que a Carol está quase acreditando também...

— Oh, Derek...

Derek: Eu conseguia suportar isso, sabe... Eu podia aturar as pessoas me tratando mal pelo resto da vida... mas as coisas pioraram... cada vez que eu saia com uma garota... sempre que eu conversava por muito tempo... até mesmo se eu pedisse o lápis para um garota no dia seguinte haveria boatos que eu as estuprei... — disse se encolhendo um pouco, me olhou com o canto do olhando, pude ver seu olhar de tristeza e desespero — Eu não sei o que eu faço...

— Derek, se acalma... — pedi triste.

Derek: Calma? Leyla, você não vê?E se não for totalmente mentira? E se realmente for culpa minha? E se alguém estiver querendo estragar a minha vida com esses boatos? Talvez... essa pessoa esteja violentando todas elas... e as obrigando a falar que fui eu... — disse olhando para o vazio, foi então que ele me olhou ainda mais assustado — E se ele vier atrás de você também? Eu não sei o q-

Ele para de falar após eu dar um forte tapa em seu rosto e (mesmo que suas mentes maliciosas fiquem ativas com o que eu vou fazer) sentei em seu colo e o abracei bem forte.

— Olha, eu não sei o que pode acontecer agora, mas, por mais que eu queira que seja mentira, esse alguém realmente vai atrás de mim hoje ou talvez amanhã.

Derek: Não... isso n-

— Shii! Eu não me importo com o que esse canalha faça comigo, nada que ele diga vai me convencer a amanhã mentir sobre você, porque hoje eu conheci alguém que todos acreditavam conhecer, conheci o verdadeiro lado de Derek Scott. — falei sorrindo bondosamente, os olhos dele brilham e uma lágrima escorre do canto de seu rosto.

Derek: Eu não quero que se machuque por minha causa... — disse tristemente, ri de sua preocupação.

— Você sabe como você pode me ajudar? — perguntei sorrindo.

Derek: Como? — pergunta esperançoso.

Me aproximo de seu rosto e selo nossos lábios iniciando um beijo suave, ele pediu passagem para a língua e eu aceitei naturalmente, passei meus braços pelo seu pescoço enquanto ele deslizava suas patas em minhas costas colando mais nossos corpos, o que eu adorei demais. Decidi parar o beijo porque pude jurar que vi alguém nos observando, mas se não fosse por isso... bem, não tenho muita vergonha de admitir que, por conta da escuridão do lugar e a grande falta de gente passando por ali, eu acabaria perdendo minha virgindade ali mesmo. Eu o olho nos olhos ainda trocando selinhos.

— Você quer me ajudar mesmo? — perguntei sussurrando tendo meus lábios roubados por mais um selinho dele, ele assentiu — Vai embora e não olhe para trás! — sussurrei sorrindo, lhe dei um beijo na bochecha.

Sai de cima dele, me ajeitei um pouco batendo nas partes que ainda tinha areia e olhei por cima do ombro, seu rosto mostrava tristeza e medo, sorri para ele.

— Sorria. — falei sorrindo — Você fica bonito sorrindo. — falei mandando uma piscadela e me afastando — Até amanhã, Derek. — me despedi, ele se mantinha em silêncio.

(Quebra de Tempo)

Lá estava eu, tentando ao máximo agir como a inocente e fácil próxima vítima do criminoso, mas até agora nada... passei horas nas horas, andando de rua em rua, passando por becos escuros e isolados esperando ser atacada, porém nada aconteceu, na verdade teve até uma hora que eu passei por uma idosa no beco e quando perguntei que horas eram ela pensou que eu ia assaltar-la.

Vendo que nada aconteceu, eu decidi voltar para a escola de ônibus e depois de quarenta minutos eu cheguei na escola, eram quase 20:30, já passava da hora de recolher então fui direto para o dormitório.

(Quebra de Tempo — Dia Seguinte)

No dia seguinte eu estava levantando um pouco mais tarde do que o normal porque eu tinha havia ido dormir mais tarde ontem por conta dos deveres de casa que deixei de lado para ir no meu encontro com o Derek, para terem noção, até a Skylet já saiu para a aula e olha que não precisa acordar muito cedo para acordar antes dela.

Quando eu terminei de me arrumar eu ia abrir a porta do quarto, quando ouço alguém bater na mesma, eu abro e vejo Brukno, ele estava de braços cruzados e com um olhar sem expressão.

— Brukno? O que foi? Eu já estava indo para a sala agora. — perguntei saindo do quarto e fechando a porta, mas antes que pudesse trancar, ele segura minha pata esquerda.

Brukno: Isso pode esperar. — disse ríspido me puxando até o elevador.

— Esperar? Brukno, você tá bem? Pensei que não gostasse de faltar aula.

Brukno: Não será eu quem vai faltar aula hoje. Vai ser você. — entramos no elevador e ele aperta o botão do último andar.

— Eu? Por que eu? — perguntei confusa.

Brukno: Leyla... — ele me olhou com um olhar que não pude descrever — A polícia quer ter uma conversinha com você.



Continua..................................