Pokémon - Revoluções
1 Que comece o segundo período de Betas
Notas iniciais
Espero que goste~
Mais informações lá em baixo-
Seu nome era Ash Ketchum, da cidade de Pallet e seu objetivo era se tornar um mestre Pokémon.
O garoto sorriu ao imaginar como aquilo soava bem, olhando ao redor com clara euforia. Tudo parecia real de mais e ao mesmo tempo, muito surreal.
Virou-se para encarar estranho rato amarelo que havia recebido. Ele havia pagado muito caro pelo pack do inicial alternativo, claro que era um risco sendo que tudo dependia da sorte, mas esperava ao menos alguma coisa com aparência mais poderosa. O animal retornou o olhar com algo que ele jurava ser despontamento mútuo, mas logo decidiu tirar aquela ideia da cabeça.
Afinal, programas não possuíam emoções.
Mundo: Kanto – Status: Conectado.
Sem instabilidades no servidor.
***Uma semana atrás***
4/05/20XX – Sábado, 12:37
Satoshi se espremeu por entre a multidão de pessoas com a esperança de chegar mais perto do palco. Ele não acreditava que tanta gente havia sido escolhida como Beta Tester só na sua cidade. Por um segundo ele havia se achado especial, mas claramente não havia sido uma seleção tão aguçada.
“Pare com isso” ele disse à si mesmo “Com certeza bem mais pessoas foram rejeitadas, agradeça por estar aqui”.
Não demorou para sua mente voltar a flutuar nas imagens de Game Play que a primeira leva de Betas disponibilizava no OurTube e como ele achava incrivelmente impossível elas serem tiradas de um jogo. Tudo era tão real que ele sentia-se extremamente decepcionado por não ter dado atenção quando ouvira que a Nintendoh lançaria um novo jogo considerado ‘revolucionário’ e estaria selecionando Betas para testa-lo. Por ter acabado de comprar o novo Nitendoh DS High XL, o ultimo portátil lançado pela Nintendoh, que havia superado todos os antigos em gráficos ainda mantendo sua caracterização portátil, ele não via necessidade em comprar um novo tipo de console que servia apenas para um jogo, até porque sua mãe não lhe daria mais dinheiro aquele mês. Nessa linha de pensamento, era mais sensato esperar o tal jogo revolucionário lançar e só então compra-lo.
Era por isso que ele não gostava de ser sensato.
Os óculos de realidade virtual se mostraram com uma tecnologia inovadora que nenhuma outra empresa havia sido capaz de desenvolver, logo se tornando o assunto mais falado entre os gamers na internet, e com seu uso limitado apenas aos Betas, todos estavam ansiosos para seu lançamento.
Mas Satoshi não estava só “ansioso”. Não. Como fã da Nintendo desde seus 10 anos de idade e otaku de carteirinha, ele PRECISAVA daquele jogo.
Quando foi anunciado que uma segunda leva de Betas seria escolhida, provavelmente ele foi uma das 10 primeiras pessoas ao fazer o teste de classificação. O teste era simples, porém bem comprido, contendo desde perguntas básicas até as mais difíceis. Provavelmente a Nintendoh pretendia através dele selecionar tanto os jogadores mais experientes quanto os iniciantes, o que o levou a pensar se a seleção não havia sido simplesmente pontuações aleatórias mesmo.
Forçou-se a tirar novamente a porcaria da seleção da cabeça, mas não teve muita dificuldade. Logo um homem apareceu no palco, iniciando a palestra do evento que ele a tanto já esperava.
A palestra explicava sobre as regras e básicos do jogo e era acompanhada por um grande monitor que exibia em tempo real imagens dos primeiros Betas demonstrando a aplicação dessas regras e como se realizar os controles dos personagens. Apesar de ser diferente do usual, não parecia difícil e Satoshi se surpreendia como a maioria das coisas eram realizadas por controle de voz, mas não demorou para sua excitação se tornar tédio e, consequentemente, seu tédio se tornar FOME. Logo o que ele mais queria era sair dali, e pouco importava se havia almoçado a pouco mais de uma hora.
Ele deu um resmungo em resignação e olhou de relance para o garoto ao seu lado, que olhava concentrado para a explicação. Ele possuía cabelos e olhos escuros, escorridos e uma expressão séria no rosto
- Ei, você não acha que está demorando muito?
O garoto moveu de leve a cabeça, o encarando por menos de meio segundo antes de voltar a se concentrar na palestra. Não houve resposta.
- Ei! – Satoshi tentou chama-lo novamente, uma estranha sensação de familiaridade lhe passando pela cabeça. Perguntou-se se não o conhecia de algum lugar.
- Cale a boca.
O garoto disse cético, sem desviar a atenção do monitor. Satoshi bufou.
- É falta de educação falar com as pessoas assim!
O garoto, voltou a encara-lo, como se para ver se o ser ao seu lado estava falando sério. Quantos anos ele tinha? Sete? Encarou por um, dois segundos, depois soltou um meio suspiro antes de desistir e voltar a concentrar-se na explicação. Satoshi tinha certeza que já o havia visto em algum lugar.
- Ei... Eu te conheço?
Houve mais alguns segundos de silencio, levando o garoto a pensar que estava sendo ignorado outra vez. Com um resmungo de resignação, estava prestes a desistir quando ouviu uma voz fria ao seu lado.
- Somos do mesmo colégio.
Um hamster correu na rodinha do cérebro de Satoshi e ele sorriu com um pulo ao lembrar-se de um garoto calado que sempre sentava no fundo da sala da turma B. Ele era da A, não tinha obrigação de saber o nome de todo mundo. Logo seu sorriso se transformou em um calafrio enquanto puxava de seu subconsciente mais lembranças da figura e se lembrou dos boatos que o perseguiam. Aquele não era o garoto que diziam ter sido expulso de 5 escolas, arrumado encrenca com o clube de basquete e ainda ameaçado o diretor da escola?
Satoshi lutou para lembrar-se do nome dele.
- P- Paul... – Murmurou com hesitação quando um nome brotou subitamente em sua cabeça, dando um passo para trás.
Paul observou a cena com uma expressão nula, sem desviar o olhar.
- Patético – Murmurou, começando a se afastar – Me deixe em paz.
Logo Paul estava camuflado na multidão de pessoas, e Satoshi deixou escapar um suspiro.
- Poxa, ele não precisava ter me tratado assim.
Agora ele estava oficialmente emburrado. Não querendo mais saber de palestra, abriu espaço entre a multidão de pessoas e se dirigiu para o refeitório do evento. Ele sempre conseguia pegar os comandos do jogo por conta própria mesmo.
Não havia quase ninguém lá, o que não era de todo ruim sendo que assim não teria fila também. Ele pediu um salgadinho grande e uma Cola-Coca e sentou-se em uma das muitas mesas vazias.
- Agora... É hora de-
- Hora de comer! – Ele ouviu uma voz próxima a sua mesa e notou a presença de uma outra garota igualmente familiar a Paul sentada com Natchos e agua na boca. Um garotinho de aproximadamente 7 anos se encontrava ao lado dela, impaciente e encarando a comida como se fosse algum chefão de ultimo estagio que ele quisesse destruir para zerar o jogo. Não, Satoshi não estava jogando RPGs de mais.
- May!!! Para de comer e vamos logo para a palestra!! – O garotinho de óculos implorou – Eu preciso aprender a jogar!
- Ai Max – Ela disse de boca cheia – Não sou eu que vou jogar! Vai sozinho!
- Os guardas não me deixam passar sozinho!! Maaaaaay!
A garota se enfezou.
- Max, eu já vim aqui com você não foi?! Você ainda botou o MEU nome e a MINHA carteira de identidade naquela inscrição, só por que era novo demais para jogar! – Ela bufou – Ao menos espere eu acabar de comer!
- Mas esse é seu terceiro prato...! – Max disse choroso, se rendendo e sentando na mesa, a cara enterrada nos braços.
Satoshi se lembrou da garota como May, uma menina que ele sempre encontrava nas recuperações de sua escola e que era da mesma sala de Paul. Após a experiência nada agradável com o garoto de expressão fria e por perceber que a garota não parecia no melhor dos humores, decidiu deixar de lado a conversa e se concentrar na sua própria comida.
- Só tem gente estressada nesse lugar... – Murmurou para si mesmo, tomando um gole de seu refrigerante. — Que seja, ao menos o jogo vai ser incrível.
***
Servidor acessado.
Username: R-E-D324
Password: ********
Carregando...
Login Completado. Bem vindo Red.
Mundo: Kanto – Status: Conectado.
Sem instabilidades no servidor.
A visão de Red logo foi tomada pela imagem da cidade de Pallet, um lugar simples e longe de ser o mais complexo do jogo, mas pelo qual ele havia tomado bastante simpatia. Acessou o menu e retirou Pika da Pokébola.
— Como vai amigão? – Ele falou para o ratinho com um meio sorriso. Este respondeu com seu usual barulhinho e um olhar que ele jurava ter uma pontada de alegria. – Vamos andando, tenho algumas coisas para fazer hoje.
O monstrinho pulou no ombro do garoto, fazendo-o sorrir. Um Pokémon que muitos consideravam fraco para o campeão de Kanto e o melhor Beta, mas ele não se importava. Gostava muito de Pika.
Suas memorias vagaram para a notícia da palestra que havia acontecido no mesmo dia para os novos betas. As coisas iam ficar animadas de novo.
Notas finais
Ou só saiu rolando a pagina pra ver o tamanho do capitulo e decidiu ler aqui?
Enfim. Desculpem se tiver ficado meio confuso, era mesmo só para termos um prologo aqui.
Vou incluir a maioria dos personagens do manga e do anime até Unova, tirando algumas exceções.
A historia vai se desenvolver em dois planos, um no mundo virtual Pokemon onde vou fazer algumas referencias ao enredo original, adaptado para seguir a historia, e um no mundo real, com os personagens vivendo uma vida chata igual a nossa.
* Enquanto os personagens estiverem no mundo do jogo, serão narrados com nicknames, como por exemplo, Satoshi tem como nickname Ash.
* Enquanto na vida real, vou adicionar características possíveis aos peonagens, como por exemplo, tirar o cabelo roxo do Paul e botar preto. Não se preocupem, no jogo terão as mesmas aparências que nós conhecemos e amamos
Esepero que tenha gostado, até a proxima~
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