Pokémon - Revoluções

3 Motivos para querer ser filho único Parte 2


Notas iniciais
Parte dois~ Yaay! Como eu falei, ela já estava pronta, só ficou absurdamente grande. Eu juro que eu tento escrever pouco ;^; Ao capítulo!~

Após mais de uma hora de risinhos, provas e um Max quase dormindo no sofá, a personagem de May estava pronta.

Haruka possuía cabelos castanhos claros, curtos, presos em um pequeno rabo de cavalo atrás da cabeça, quase imperceptível, deixando algumas mechas maiores transparecerem soltas. Os olhos eram no mesmo azul profundo dos de May. A cabeça acompanhava um laço amarrado para cima, vermelho.

Usava uma camisa regata vermelha com preto, um short branco com uma legginq preta que ia até pouco antes do joelho e um par tênis amarelos. Uma bolsa amarela estava presa à sua cintura.

– Muito obrigada por tudo Mary! – Ela exclamou feliz ao olhar-se no espelho, satisfeita com a aparência. Não havia uma diferença tão arrebatante do visual original, mas Haruka se achava bem mais bonita. Era incrível como, afinal, não havia tanta coisa em si que desejava mudar.

– Não foi nada querida, tenha uma boa jornada.

A NPC deu outro de seus sorrisos que Haruka não conseguia imaginar serem falsos e ela se pegou pensando nas dicas e nas conversas bem elaboradas que tiveram juntas sobre qual tom de vermelho ficaria melhor nas suas roupas. Ela não podia ser um computador. Ou isso, ou os robôs de inteligência artificial não estavam tão distantes de dominar o planeta.

Max se levantou num pulo. – Já acabou? Ótimo, vamos embora!

– Ah quase me esqueço. – Mary se voltou a Haruka, quase como se tivesse realmente se esquecido. – Quer configurar seu modificador de voz, flor?

– Modificador de voz? — Haruka colocou a mão atrás da cabeça, já se acostumando a mexer-se no jogo sem necessariamente fazer algo na vida real, era surpreendente como quase sentia que aquele corpo era seu verdadeiro.

– É uma medida de segurança. – A NCP fez um movimento com a mão e uma nova tela surgiu. Nela haviam algumas barras ajustáveis como timbre, tom e outras coisas que ela sequer reconhecia. Estranhou não encontrar o teclado virtual.

– Como eu ajusto?

– Ah, não se preocupe, apenas mexa nos botões até conseguir um efeito desejado.

Haruka nem se surpreendeu mais com o fato da tela ser touch screem. Aquilo era o máximo.

Não era difícil configurar a voz. Ela ia mexendo nos botões e falando para testar, até achar um tom que sempre sonhou ter. Mesmo sendo um modificador, a voz soava natural, como se realmente pertencesse à ela. Quando estava satisfeita, agradeceu a Mary e a tela desapareceu.

– Não foi nada querida. Por aqui, agora você vai receber seu pokemon inicial.

Ela apontou para uma ala onde as roupas e acessórios cessavam.

– Poké... O que?

Foi a vez de Max dar um tapa em si mesmo.

– São os monstros que você viu! Só vai logo! – Gritou, escorregando no sofá, claramente entediado. Ele era um homem, por que tinha de ser forçado a escutar o porquê de magenta ficar melhor que escarlate em uma blusa?

– Ta, ta, calma. – Não era segredo que ela não estava muito ansiosa com essa parte do jogo. — Você vem comigo Mary?

– Não, querida, meu papel acaba por aqui. Tenha uma boa aventura.

Haruka ficou um pouco deprimida ao ouvir isso de uma maneira tão natural e fria, acabara por gostar da robozinha. Deu de ombros e seguiu seu caminho pelo corredor branco.

– Você sabe que ela é só um computador, não é? – Como se lesse seus pensamentos, Max a cutucou.

– Ah... Mas ainda assim é tão incrível!

Preferia guardar seus pensamentos sobre robôs dominando o mundo para sí.

– Não é?!

Ela foi levada a uma sala super tecnológica onde uma grande tela era exibida. Pouco depois de ter examinado todo ambiente, uma mensagem apareceu.

“Escolha o mundo”

Kanto

Johto

Hoenn

Sinnoh

Unova

– Qual eu escolho? – Se voltou a Max que já estava atento e animado com a tela da TV outra vez.

– Hoenn! – Ele respondeu imediatamente – É o que tem os Pokémons mais maneiros.

Ela soltou um suspiro, clicando em Hoenn. A tela se alterou para “Em que cidade você nasceu?”, as opções sendo tão variadas que nem Max sabia o que escolher. Simplesmente escolheu qualquer uma que tivesse um nome mais interessante, o primeiro que apareceu sendo “Petalburg”.

A grande tela se acendeu e a imagem de um homem rechonchudo, de cabelos castanhos, uma barba e usando jaleco apareceu, sorrindo. Ela percebeu que, diferente de Mary, aquilo era uma gravação.

“Olá! Desculpe a mantê-lo esperando! Bem vindo ao mundo Pokémon! Meu nome é Birch, mas todo mundo me chama de Professor Pokémon. Isto é o que chamamos de "Pokémon".”

Ele tirou do jaleco uma esfera bicolor como a que havia visto na sala branca de login. Apertando um botão que estava em seu meio, um estranho monstrinho azul com uma cauda preta e uma bola do mesmo tom da pele em seu fim se materializou. O monstrinho olhou para a tela, como se assustado.

“Este mundo é habitado por criaturas conhecidas como Pokémon. Nós, seres humanos, convivemos com os Pokémon, às vezes ficando juntos como amigos e, às vezes ajudando uns aos outros. E, às vezes, nós gostamos de nos divertir lutando contra os outros como nós!”

Haruka achou aquele papo extremamente forçado e até um pouco infantil.

“Mas apesar de sermos próximos, nós não sabemos tudo sobre os Pokémons. Na verdade, existem ainda muitos, muitos mistérios que os cercam. Eu estudo para tentar desvendar esses mistérios. Mas já chega de falar de mim!"

Misteriosamente, 3 das esferas bicolores apareceram em uma mesa à frente de May, ela recuou um passo.

“Você agora vai embarcar no mundo Pokémon, ele pode ser bem traiçoeiro se não tiver um companheiro contigo. Escolha um dos três iniciais que selecionei para você.”

– Escolhe o Treecko! – Max se balançou em Haruka, fazendo-a se desequilibrar. A visão do jogo tremeu junto com a real e ela se balançou no jogo também.

– Max! Me larga...! – Tirando o irmão de cima de si, ela caminhou até as esferas, imitando o professor ao apertar o botão em seu centro.

Um ser azul que ela não conseguia descrever muito bem saiu da primeira esfera, envolto por uma luz vermelha. Ele possuía bochechas que a lembravam de uma luva de médico, uma nadadeira na cabeça e um olhar de peixe morto.

Uma mensagem apareceu

“Você deseja Mudkip como seu pokemon inicial?”

Haruka não pensou duas vezes ao clicar em não.

Mudkip ficou sentado, olhando para ela. Ignorando a sensação de estar sendo julgada, seguiu para a próxima esfera.

Da segunda um lagarto verde que parecia ser feito de folhas surgiu. Haruka detestava repteis.

– Escolhe esse! – Max insistiu em seu ouvido.

“Você deseja Treecko como seu pokemon inicial?”

– Nããããão... – Dengosa, ela apertou em não, levando Max a protestar incansavelmente ao seu lado.

Ignorando o fato do irmão estar quase arrancando sua cabeça, dirigiu-se até a última esfera, receosa.

“Por favor seja bonitinho, por favor seja bonitinho...” Repetia para si mesma ao aproximar a mão da bola vermelha e branca.

Uma espécie de pintinho vermelho se apresentou, encarando-a como se a garota tivesse acabado de acorda-lo de um bom sono. Ia servir.

“Você deseja Torchic como seu pokemon inicial?”

Apertou sim antes que Max pudesse fazer qualquer outra coisa para protestar.

– May!!

– Max!! – Ela o imitou, com a intenção de mostrar sua indignação. Max emburrou ao seu lado.

“Sua própria aventura está prestes a começar. Tome coragem e salte para o mundo Pokémon, onde os sonhos, aventuras e amizades te aguardam! Bem, eu vou estar esperando você mais tarde. Venha me ver em meu laboratório um dia desses!”

Então tudo ficou branco, e antes que pudesse sequer piscar, estava em um lugar completamente diferente, com arvores, casas e pessoas andando. Tudo real de mais.

– Nossa... – Ela se dirigiu ao irmão – Ei Max, por que eles usaram uma gravação, lá?

Max, emburrado, a ignorou.

– Vamos, não seja assim. – Ela foi em direção dele, fazendo-lhe cocegas. Haruka, no jogo, fez o mesmo. Ignorou o fato de provavelmente estar parecendo uma doida. – Vamos, é melhor uma largatixinha ou um galo? Em?

Sem conseguir se conter, Max começou a rir.

– Ta bom, ta bom... – Ele parou um segundo para tomar ar – Ele era um professor pokemon, ou seja não era um NPC.

May tombou a cabeça para o lado, Max suspirou.

– Um professor Pokémon é um dos produtores do jogo que participa para ensinar os iniciantes e testar eles próprios algumas funções.

– Ahh... – Haruka olhou em volta mais uma vez. – E agora, o que eu faço?

– Bem de acordo com a palestra, o melhor para treinadores iniciantes é...

Aquele seria um longo dia... May trocaria aquele pintinho por uma viagem turística para aquele mundo sem nem pensar. Pokémons não a interessavam.

***

Servidor acessado.

Username: WildSEA13

Password: *****

Carregando...

Login Completado. Bem vinda Sapphire.

Mundo: Hoenn – Status: Conectado.

Sem instabilidades no servidor.

Sapphire bocejou, entrando no laboratório de seu pai. Ainda tinha de agradece-lo por Rono, o Aron que ele a havia entregado era sem dúvidas fortíssimo. Ser filha de um dos produtores do jogo tinha suas vantagens. Toro, seu torchic, também se provou ter a alma de um guerreiro.

Para treinar e ajudar seu pai com suas pesquisas, decidiu ir a uma área mais isolada para pesquisar os pokemons e seu comportamento. Havia parado só para almoçar, pedido do pai por ter jogado o dia todo. Era culpa dele não ter deixado ela participar da primeira leva de Betas, só por que seria lançada na semana de provas! Ela teve que esperar quase um ano inteiro para poder ser parte da segunda leva.

Não achou o pai em lugar algum, então pegou um papel e escreveu um bilhete. O jogo tinha tantas funcionalidades que mesmo ela estava surpresa.

Foi até o banheiro e vestiu sua roupa de folhas. Se ela ia pesquisar pokemons, tinha pensar como um pokemon, e eles não usam nada sintético.

Agora tudo estava pronto.

Ia ser a melhor treinadora.

Ia superar Red!

Notas finais
Pronto! Fim do capítulo dois! Hmm, me pergunto qual personagem devo narrar agora... Hoenn e Unova são os que eu mais quero escrever, mas só vou poder fazer o de Unova quando o jogo tiver avançado um pouco, então nada de N para alegrar nossas vidas... Obrigada por ler até aqui~~ See ya~