Pokémon Revolution
9 O Enterro de Ash e o Nascimento da Revolução.
Notas iniciais
O Enterro de Ash e o Nascimento da Revolução.
Em Pallet.
Délia estava aos prantos, ela estava na mesa de sua casa, sendo amparada por Misty, que chorava muito. Tracey estava na sala, junto dele estavam Gary, Brock, Paul, Trip, Clemont e Alain assistindo o noticiário que mostrava o local da explosão na Ilha dos Campeões, os que estavam presentes lá foram trazidos a Kanto pela Oficial Janny. Bonnie e Manon estavam tristes e com as roupas sujas, com somente dois arranhões em suas bochechas, diferente dos mais velhos, que se colocaram na frente da explosão para proteger as meninas, estavam com roupas totalmente sujas e arranhões nas pernas, braços e rosto.
Os garotos assistiam a TV, que falava que a polícia inteira estava procurando Ishido, mas até agora não o encontraram. Os meninos não pareciam tristes, estavam com raiva, muita raiva.
Brock – Maldito Ishido. – Ele amaldiçoou com as mãos tremendo de ódio.
Clemont – Esse cara tem que pagar pelo que ele fez. – Ele falou, sua voz tremia ligeiramente.
Alain – Eu vou caçar esse cara, nem que seja a última coisa que eu faça. – Ele disse, o ódio era evidente.
Paul – Ele tinha que ser explodido também, esse miserável. – Ele falou com seu corpo tremendo.
Trip – Explodido, decepado membro a membro e ser espalhado pelo mundo. – Ele falou.
Gary – Ódio não nos leva a nada. – Ele explicou. – Temos que confiar na justiça.
Tracey – Tem razão, Gary. – Ele afirmou. – Vingança não gera nada, pelo menos, nada de bom.
Eles continuaram a prestar atenção em tudo que a jornalista falava. Depois de vinte minutos, May, Max e Dawn chegaram procurando por Ash. Antes que qualquer um pudesse explicar, Serena, Íris e Cilan chegaram sendo guiados pelo Professor Carvalho.
Serena – Onde está o Ash? – Ela perguntou. – Ele escapou do disparo?
Quando não recebeu a resposta, viu o estado dos amigos e notou a falta da presença de Ash, Serena percebeu o que tinha acontecido e começou a chorar. Todos os presentes estavam tristes ou chorando sem exação, já eram quatro horas da manhã quando o telefone tocou e Délia correu para atendê-lo.
Délia – Alo? – Ela viu o rosto da oficial Janny, que estava triste.
Janny – Não encontramos Ash Kethum. – Ela hesitou em fazer uma das piores partes de seu trabalho. – Foi dado como morto.
Ao ouvir isso, Délia saiu da sala e correu para o quarto do filho, na esperança de encontrá-lo lá, mas ela sabia que jamais veria Ash novamente. Na sala, o Professor Carvalho foi finalizar a conversa com a polícia.
Janny – Estamos tentando acha-lo, mas ainda não encontramos nada, a não ser isso. – Ela mostrou o boné que Ash usava. – Vamos continuar a procurar seu corpo.
Carvalho – Obrigado. – Ele olhou para trás e viu que todos tinham ouvido a conversa, e percebeu as lágrimas caírem de todos os rostos presentes, até do seu próprio.
Carvalho decidiu ir ao laboratório, e contar a pior notícia para os Pokémons de Ash. Ele sentia que estava indo para a sua própria morte, mas era o que iria fazer o que tinha que fazer.
Ao chegar ao laboratório, o professor se lembrou da primeira vez que vira Ash. Ele tinha se atrasado e ficado com o último Pokémon que lhe sobrou, Pikachu, com quem teve uma grande amizade. Ele se dirigiu aos fundos, onde estavam todos os Pokémons de Ash, eles estavam muito preocupados e Pikachu chorava no canto. Quando foi percebido, o senhor foi cercado pelos Pokémons, e foi isso que matou Carvalho por dentro, ver a esperança nos olhos de cada um, pensando no bem estar de seu treinador.
Carvalho – Pessoal, eu queria dizer que tudo vai ficar bem, que tudo vai voltar ao normal, mas... – Ele hesitou, respirou fundo e continuou. – Mas não vai, Ash Kethum, amigo de cada um e vocês, não está mais entre nós.
Ao ouvirem isso os Pokémons começaram a chorar e urrar de dor. O professor não aguentou ver a cena e começou a colocar os Pokémons nas pokebolas, todos, exceto Pikachu. Quando foi a sua vez de retornar a pokebola, o Pokémon fugiu, é claro que Carvalho foi atrás do rato elétrico, mas quando percebeu para onde ele ia, o professor desistiu. Pikachu corria para a casa e seu treinador.
Carvalho deixou o Pokémon ir a sua casa e entrou no laboratório, ao chegar lá, viu todas as mensagens que os professores de outras regiões haviam lhe mandado para saber o que tinha acontecido com Ash. Ele deixou para responder depois, se sentou e começou a chorar. Ninguém saiu da casa de Délia é o professor não saiu do próprio laboratório por dias até que ele percebeu a situação mundial e teve coisas a resolver.
Nove dias se passaram desde o ataque de Ishido na Ilha dos Campeões, os amigos e Ash estavam tão concentrados em seu luto que mal perceberam o que acontecia no mundo lá fora. Ishido apareceu dois dias depois de sua primeira aparição, e pediu o controle sobre todas as Regiões, e é claro que seus Presidentes recusaram o pedido e assim começou uma Guerra Mundial, a mais curta da história. Em dois dias, Ishido venceu as seis Regiões, graças ao Canhão de Magma e suas estratégias de batalha, assim, ele destruiu as cidades em que os Presidentes cresceram, matando centenas de pessoas no processo e rendendo os maiores líderes das grandes regiões. Nesse dia, todo o poder foi centralizado nas mãos do novo Imperador, Ishido, que mudou tudo, incluindo leis e sistemas. Seu primeiro ato como Imperador foi à criação de leis novas e a modificação de outras antigas, a primeira lei foi a Lei da Ação Reação, que dizia que qualquer ato de revolução ou contra o Império seria punido com prisões ou mortes, dependendo do caso. A segunda lei foi a Lei Segunda Chance, que constava que prisioneiros teriam segundas chances para se alistar no Império, e foi assim que Imperador libertou todos os líderes das equipes Rocket, Aqua, Magma, Galáctica, Plasma e Flare. Ishido deu uma chance a Giovanni, Archie, Maxie, Ghetsis, Lysandre e todos os generais da equipe Galáctica, pelo fato de Cyrus estar desaparecido, e os designou com os mais altos cargos de Coronéis das Regiões em que foram derrotados, teriam como função administrar as Regiões e relatar ao Imperador o que acontecia nelas. Ao acabar a “guerra”, Ishido decidiu se aliar com as pessoas mais influentes além dos Presidentes, os Professores, com quem teve uma grande reunião para negociar os termos de seu acordo, no qual, Carvalho pediu três dias para que ele e seus amigos tivessem a chance de se despedir de Ash de uma maneira convencional, o que o Imperador aceitou se todos se aliassem, e assim foi. Nem mesmo as enfermeiras Joy e as oficiais Janny escaparam da submissão, todas tiveram que jurar fidelidade ao Império. As Ligas Pokémon, Batalhas de Ginásio, Torneios e Performers não continuaram a mesma devido a Lei Submissão, a mesma que fez todos se aliar ao Imperador, que dizia que todas as batalhas, Torneios e Performers seriam assistidos por um Coronel ou um de seus generais.
Um dos outros atos que ele fez, foi montar um Senado que incluía todos os cientistas imperiais e outros ministros que representavam as Regiões e seus Coronéis, e delegados que representavam o povo. Apesar de muitos votos contra o Império, havia os que eram a favor, donos e empresas e pessoas que estavam desgostosas com o antigo regime. E assim a coisa foi o Império agora estava no comando do mundo, e mesmo que alguém quisesse ninguém tinha a coragem de se rebelar contra Ishido e seus seguidores, ou será que tinha?
Num Cemitério em Kanto.
Havia muitas pessoas presentes no local onde haveria o enterro de Ash. Délia, como não tinha encontrado o corpo do filho, trouxe uma antiga muda de roupas de Ash para colocar em seu túmulo. Ela estava morrendo por dentro, perder o filho é a pior coisa que pode acontecer a uma mãe, tanto que, na hora de fazer o discurso ela se recusou a ir, pedindo a Brock para ir primeiro. Brock segurava Pikachu, que chorava muito, ele ficou com Délia a semana inteira lamentando a morte de seu treinador. Brock deu Pikachu a Délia e foi à frente para discursar.
Brock – Bem, estamos aqui hoje para nos despedir de Ash Kethum, o meu melhor amigo. – Ele respirou fundo e continuou. – Ash Kethum foi o meu primeiro amigo, ele me deu a chance de viajar pelo mundo com ele e poder aprender tudo o que eu sei sobre Pokémons, eu pensei que viajaríamos mais e vivêssemos como amigos. Infelizmente, isso não aconteceu, mas mesmo que eu caminhe para o futuro, jamais esquecerei o que aconteceu com você. Adeus, Ash e obrigado.
Brock depositou uma flor no caixão e voltou para junto da multidão, a segunda que foi a frente foi, Misty.
Misty – Quando te vi pela primeira, achei que você não era nada além de um fracasso e um bebê chorão, e o tempo me provou estar errada. Você era uma pessoa boa e um grande amigo, adeus. – Ela chorava e cochichou. – Você ainda me deve uma bicicleta.
Misty colocou a flor no caixão e correu para abraçar Tracey, o garoto pediu que Gary fosse à frente.
Gary – Ash, você foi o meu rival por muito tempo, até o dia em que me superou, só então viramos amigos, e sinto muito em dizer isso só agora, mas... – Gary depositou a flor e se voltou à plateia. – Você é meu amigo.
Gary voltou para o lugar onde estava e Tracey foi à frente, deixando Misty temporariamente aos cuidados de Gary.
Tracey – Ash me deu uma chance, e me deu uma casa no lugar onde eu resido agora. Quando Misty e eu começamos a namorar, pensamos que você nos julgaria mal, mas você ainda falou “demoraram muito”. Obrigado, Ash. – Ele deixou o buquê de flores caírem no buraco.
Tracey voltou para a namorada e continuou a amparar Misty. May foi à frente, ela não trouxe seu irmão, do mesmo jeito que Clemont e Alain não haviam trazido Bonnie e Manon, achavam que eles eram muito novos para verem o que acontecia ali.
May – Antes de conhecer o Ash, eu só queria fugir das minhas responsabilidades e viajar. – Ela chorou. – Mas você me mostrou um sonho e me levou numa viagem que eu nunca esquecerei, muito obrigada, Ash.
Ela colocou a flor e saiu do palco, quase correndo. Dawn foi à próxima.
Dawn – Ash me ensinou muitas coisas na nossa jornada, uma delas é o poder da amizade. – Ela depositou a flor no caixão. – Você foi um grande professor e um grande amigo, sentiremos saudades.
Ela saiu do palco soltando várias lágrimas. Cilan estava prestes a ir, mas Íris passou na sua frente.
Íris – Eu vi o Ash inspirar pessoas, encoraja-las e proteger seus amigos, além de derrotar muitos oponentes. Infelizmente, você só não derrotou um inimigo, o que todo o humano teme. – Ela depositou as flores. – A morte.
Íris andou até Cilan, que a abraçou e foi ao palco.
Cilan – Ash me ensinou muitas coisas durante nossa jornada, uma das mais importantes foi dar valor aos amigos, e eu sei, sem sombra de dúvida, que nós fomos amigos. Adeus, Ash. – Ele se despediu ao deixar as flores caírem no buraco.
Clemont foi à frente.
Clemont – Ash me amparava quando minhas máquinas explodiam e ainda dizia que elas eram incríveis. Mas agora, a única máquina que eu quero montar, é uma máquina do tempo para poder voltar aquele dia e te salvar. – Ele despejou as flores. – A ciência ainda não conseguiu tudo, Ash.
A próxima era Serena, ela foi à frente, e se controlou para poder falar.
Serena – Ash, você me salvou quando éramos pequenos, e me ensinou há nunca desistir antes de chegar ao fim. Naquela noite, eu queria te dizer algo, uma coisa eu nunca irei sentir novamente. – Ela despejou as flores e disse para o buraco. – Amor.
E assim continuaram vários discursos foram feitos, mas Délia não queria ir a frente, então por último, foi o Professor Carvalho, seu olhar estava distante, num enorme pinheiro ao longe. Foi à frente parecendo preocupado, algo que poucos notaram.
Carvalho – Ash Kethum foi um dos treinadores que foram ao meu laboratório atrás do primeiro Pokémon. Ele começou com o pé esquerdo, mas foi com força a todas as batalhas até chegar a ser o Campeão. – Ele olhou para o mesmo pinheiro. – Sua luz era tão forte, que nem mesmo a explosão da escuridão pode apagar as chamas brancas de seu coração.
Após essa metáfora, o velório encerrou. Todos começaram a deixar o cemitério, exceto por Clemont e Brock que ficaram em frente ao tumulo por minutos, Brock segurava Pikachu, o mesmo dormia em seus braços.
Clemont – Ainda seremos amigos? – Ele perguntou. – Quer dizer, depois de tudo o que aconteceu?
Brock – Claro que sim. – Ele respondeu. – Isso não irá mudar nada.
Clemont – Então, obrigado. – Ele falou.
Brock – Vamos sair daqui. – Eles começaram a se dirigir a saída. – Você percebeu que o Professor Carvalho estava esquisito?
Clemont – Eu também achei que era loucura, mas ele estava bem esquisito. – Ele falou.
Eles chegaram à saída, onde o próprio professor os esperava, parecia nervoso, e preocupado.
Carvalho – Olá aos dois. – Ele os cumprimentou. — Vocês podem vir comigo?
Brock – Ir a onde? – Ele perguntou desconfiado.
Carvalho – Por favor, é importante. – Ele pediu, é os dois decidiram segui-lo.
Clemont e Brock seguiram o Professor Carvalho até o seu laboratório, era uma caminhada de dez minutos até o laboratório. Ao chegarem perto do riacho do local, os garotos perceberam a grande quantidade de Lapras ali, até Pikachu parecia surpreso.
Clemont – Por que tem tantos Lapras aqui, professor? – Ele perguntou, mas o professor não respondeu.
Eles caminharam até dentro do laboratório, lá dentro estavam os Professores Elm, Birch, Rowan, Juniper e Sycamore junto de Gary, Paul, Trip e Alain. Eles estavam sentados na mesa grande e redonda de madeira, todos olhavam para o último lugar que era preenchido por Ash.
Brock e Clemont – Ash? – Eles pareciam perplexos, como todos da sala. Pikachu ouviu nome do treinador e se levantou para vê-lo.
Ash – Oi pessoal. – Ele cumprimentou normalmente, ele parecia estar exausto, usava um jeans e uma blusa preta com zíper e a estampa de uma pokebola no canto direito. Ao ver o treinador, Pikachu pulou para abraça-lo, ato que foi retribuído pelo amigo. – Que saudades, Pikachu.
Clemont – Como você pode estar...? – Ele não conseguia terminar a frase. – Vivo?
Alain – Ele não responde. – O garoto explicou. – Eu já tentei, acredite.
Ash – Antes eu não podia, tinha que esperar vocês chegarem. – Ele indicou Clemont, Brock e Carvalho com a cabeça. – São as instruções que eu recebi.
Brock e Clemont foram até Ash e o abraçou, o garoto retribuiu o ato, logo eles se separam e todos começaram a pedir explicações.
Carvalho – Calma pessoal, Ash está exausto, esperem um pouco. – Ele falou, mas Ash sorriu fraco.
Ash – Calma, professor, eles tem que saber. – Ele disse, respirou fundo e começou. – Uma simples resposta, sorte. Eu sobrevivi por sorte.
Flashback On.
Ash estava preso dentro e loja, antes da porta de aço se fechar, ele havia jogado à garota para fora do estabelecimento, ficando para trás e se prendendo.
Ash – Droga. – Ele tentava empurrar a porta, mas desistiu e correu para a janela. Ash analisou o vidro e começou a espanca-lo, na tentativa e quebrar o mesmo, mas nem isso adiantava.
O garoto já não tinha mais esperanças ao ver o feixe de luz branca se aproximar da loja. Do outro lado da rua, Ash viu Pikachu se aproximando, atrás dele estavam seus amigos, o treinador percebeu as lágrimas nos olhos do Pokémon e a última coisa que fez foi sorrir para o amigo.
Depois e sorrir ele ouviu o disparo acertar a loja, exatamente e precisamente, ao seu lado. Em menos de segundos o local atingido explodiu. Ash sentiu seu corpo ser lançado para trás, é se erguer do chão, sua vista ficou escura, mas sua mente estava ativa, apesar da dor e da sensação de sua pele estar pegando fogo. Tudo isso continuou, até Ash sentir-se caindo em algo duro, porém molhado, o que o garoto supôs que era o oceano, abriu os olhos e percebeu que acertou sua suposição e começou a lutar contra a correnteza que o puxava para as profundezas.
Flashback Off.
Elm – Nossa você deve ter ficado desesperado. – Ele disse e Ash afirmou.
Ash – Eu perdi as esperanças, comecei a pensar que deveria ter morrido na explosão. – Seu olhar ficou distante.
Juniper – Você ficou muito tempo na água? – Ela perguntou levemente chocada.
Ash – Por horas. – Ele afirmou e acariciou Pikachu carinhosamente, o Pokémon parecia estar feliz em estar com seu treinador. – Pensei em desistir, em me deixar morrer afogado. Até que senti algo debaixo de mim, uma coisa que me levantou da água e me carregou nas costas.
Alain – Os Lapras lá fora, não são? – Ele perguntou.
Ash – Exato. – Ele respondeu. – Um dos Lapras era meu, ele é líder do grupo e me ajudou a chegar a terra.
Brock – Mas como você conseguiu chegar aqui? – Ele perguntou e Ash o encarou confuso. – Quer dizer, chegou aqui com algum recurso?
Ash – Eu estava sem nada, sem Pokémons, pokebolas, poções e sem o meu comunicador. – Ele falou. – Além disso, achei que os Lapras me abandonariam quando eu cheguei a terra, mas não o fizeram.
Birch – Se não for incômodo, em que tipo de lugar os Lapras te deixaram? – Ele perguntou curioso.
Ash – Disso nem eu sabia. – Ele falou.
Flashback On.
Ash havia acordado, a viagem que os Lapras lhe proporcionaram foi longa e o garoto descansou nas costas de seu antigo Pokémon, que parecia preocupado com o estado de Ash. Eles haviam chegado a terra firme quando entardecia no dia seguinte, o garoto fez um abrigo e procurou algo em sua mochila, agora destruída. Sua roupa não estava melhor, sua blusa, a mesma que usou em Kalos, estava suja e rasgada, suas calças estavam em condições de uso assim como sua camisa.
Ash tirou a blusa e a amarrou na cintura, ele olhou em volta, no mar os Lapras dormiam, estavam tão exaustos quanto Ash. O treinador procurou algo nas árvores onde encontrou várias frutas, ele as colheu e acendeu uma fogueira.
O garoto ficou acordado a noite inteira, esperou amanhece para saber em que lugar estava, e tentar se comunicar com algum de seus amigos.
Flashback Off.
Rowan – Você não tinha ideia de onde estava. – Ele falou.
Ash – Eu só descobri que onde estava, quando amanheceu. – Ele explicou.
Gary – Você conhecia o lugar depois de descobrir onde estava? – Ele perguntou.
Ash – Sim. – Ele respondeu. – Estava na cidade de Pastoria.
Paul – Pastoria, em Sinnoh? – Ele perguntou e Ash afirmou.
Ash – Mas quando cheguei lá, era tarde demais. – Ele falou.
Flashback On.
Ash caminhava pela praia, no mar, os Lapras os seguiam, ele carregava um saco cheio e frutas nas costas. Ele caminhava há horas sem destino até avistar uma cidade ao longe.
Ash – Pessoal, esperem, por favor. – Ele pediu aos Lapras que afirmaram.
Ele caminhou para dentro e cidade e logo notou que o lugar estava vazio. Ash entrou em vários estabelecimentos, primeiro a PokeMart, lá encontrou inúmeros suprimentos como alimentos, poções e antídotos para vários tipos de efeitos, pegou lanternas e algumas cordas e uma garrafa de água. Ele saiu do local e foi ao Centro Pokémon para tentar ligar para alguém, mas isso se mostrou inútil devido ao prédio estar sem luz e gerador.
Ash foi até a saída e encontrou um Mapa da região Sinnoh e um mapa do mundo. O garoto pensou em ir encontrar Dawn, mas demoraria muito para chegar a sua cidade e ela podia nem estar lá. Ele voltou à praia e encontrou seus amigos Lapras.
Ash – Pessoal. – Ele os chamou enquanto olhava para algo em seu mapa. – Antes de ir para casa, preciso ver uma coisa.
Flashback Off.
Sycamore – Você tinha algo em mente? – Ela questionou.
Ash – Sim, eu pensei que algo pudesse ter acontecido com toda a cidade, algo que envolvia Ishido. – Ele explicou. – E, já que eu não encontrei pokebolas, decidi reunir uns amigos.
Ash pegou do bolso quatro pokebolas, caminhou até perto e saída e jogou-as no ar liberando seus Pokémons, um Squirtle, um Goodra, um Butterfree e um Lapras, mas logo depois os retornou.
Trip – Eles são seus Pokémons? – O garoto perguntou olhando para os animais que voltavam as pokebolas, Ash afirmou com a cabeça.
Brock – Os seus antigos, não é? – Ele perguntou.
Ash – Exato, era eles que eu estava procurando. – Ele explicou. – Não foi difícil.
Flashback On.
Ash estava nas costas de Lapras, eles subiam o rio, é já se fazia quatro dias desde a explosão na Ilha, o garoto estava procurando ajuda de seus antigos Pokémons.
Lapras continuou o caminho até chegarem a um lago, lá Ash pediu para os Lapras se esconderem enquanto ele continuava a jornada a pé.
Ash – Eu já volto pessoal. – Ele continuou a caminhada, pois sabia que mais a frente ficava o parque em que seu Butterfree se encontrava.
Ele andou por alguns minutos, atrás dele, a mochila provisória carregava todos os objetos que Ash pegou em Pastoria, incluindo sua blusa antiga. Ao se aproximar de um arbusto, Ash ouviu o som e vários passos passando pela estrada principal ao seu lado.
O garoto não perdeu tempo e se escondeu atrás da moita para poder ver o que acontecia. Quando se aproximou, Ash viu um grande grupo e Pokémons sendo escoltados por um senhor, um Goodra e uma Florges, em sua frente, um bando de Squirtles com óculos escuros e nos céus, dezenas de Butterfrees sendo que dois deles chamaram a atenção de Ash, uma rosa e um com um laço em volto do pescoço.
Ash – Mas será? – Ele se revelou, em sua frente, Goodra e Florges se prepararam para atacar. – Calma, sou eu, o Ash.
Ele anunciou, ao dizer seu nome, Goodra, Squirtle e Butterfree correram para abraçar o treinador, os três choravam emocionados, o que Ash supôs, fosse porque os três achavam que o garoto estava morto. O senhor que os guiava se aproximou.
Senhor – Você conhece esses Pokémons, jovem? – Ele perguntou educadamente, embora, seu semblante cansado era evidente.
Ash – Eu os conheço, eles eram meus Pokémons, senhor. – Ele explicou, ao perceber que o número de Pokémons era bem maior que o estimado, Ash perguntou. – Se me permite senhor, para onde está levando esses Pokémons?
Senhor – De onde você é garoto? – Ele perguntou surpreso. – Nós estamos no meio de uma Guerra Mundial, tenho que tirar todos esses Pokémons dos parques pelo mundo.
Ash, ao ouvir a notícia, ficou surpreso, então era por isso que Pastoria estava vazia, será que era Ishido que está em Guerra? Ele se perguntava.
Ash – Mas o que isso tem haver com essa imigração? – Ash perguntou e o senhor suspirou.
Senhor – Escute no passado, quando tiveram outras guerras, os soldados iam até os parques Pokémons para os capturarem e os obrigarem a batalhar. – Ele explicou, a tristeza era evidente. – E para evitar isso, estou removendo todos os Pokémons dos parques para levá-los a um local seguro.
Ash pensou por alguns momentos, ele queria pegar seus Pokémons de volta, mas também precisava ajudar o senhor a achar um local seguro para seus amigos.
Ash – Já sei, podemos negociar. – Ele ofereceu. – Conheço um lugar, bem afastado daqui, pacato e silencioso, minha cidade natal em Kanto, Pallet.
Senhor – Mas Kanto está em Guerra, já lhe disse. – Ele falou.
Ash – Pode ser, mas Pallet é uma cidade afastada, basicamente, um vilarejo. – Ele explicou. – Além disso, há um laboratório Pokémon ali. Todos esses Pokémons serão livres e nas serão atormentados por ninguém.
Senhor – Mas a que custo você irá me levar para lá? – Ele perguntou Ash já sabia o que queria.
Ash – Duas coisas, a primeira é poder pegar meus Pokémons de volta. – Ele disse e Goodra, Butterfree e Squirtle se animaram.
Senhor – Alguns têm família, você pode levá-los se prometer deixa-los com suas famílias. – Ele alertou e Ash afirmou. – E qual seria a segunda?
Ash – Você pode me emprestar seu comunicador? – Ele perguntou e o senhor sorriu.
Senhor — Era só pedir. – Ele explicou sorrindo. – Mas como iremos para essa sua cidade, pode não parecer, mas eu estou velho.
Ash – Não se preocupe, tenho amigos que podem nos ajudar. – Ash explicou sorrindo.
Flashback Off.
Ash – Eu viajei dois dias até chegar aqui, o senhor que me acompanhou, agora está descansando. – Ele explicava, parecia estar muito cansado. – Eu enviei um sinal para o Professor Carvalho e cheguei de noite.
Clemont – Mas você podia ter nos dito que estava vivo, nós o ajudaríamos. – Ele falou e dessa vez o Professor Carvalho respondeu.
Carvalho – Ash não podia se revelar assim. – Ele explicou e Ash abaixou a cabeça. – Se mostrasse seu rosto, Ishido poderia tentar repetir os disparos do Canhão de Magma e Ash poderia não sobreviver.
Brock – Mas não há outra saída para esse problema? – Ele perguntou.
Carvalho – Chegou num ponto importante, Brock. – Ele disse e limpou a garganta. – Existe sim algo que pode salvar a vida de Ash, e que nós já discutimos ontem à noite, o projeto Revolução.
Flashback On.
Ash estava sentado na mesa, o senhor que tinha vindo com ele já estava dormindo encostado na cadeira, o garoto tremia de frio. Carvalho apareceu na porta com uma blusa e duas xícaras.
Carvalho – Aqui, acho que isso irá te esquentar. – Ele entregou a blusa e Ash a vestiu, logo depois virou o chá com um gole só. – Está com sede, não é?
Ash – Desculpe professor, é que estou no mar há tanto tempo, que nem percebi que estava com fome. – Ele explicou e começou a brincar com a xícara. – Soube da guerra.
Carvalho – Então sabe o resultado, não é? – Ele perguntou e o garoto afirmou. – Essa guerra custou à liberdade do mundo.
Ash – Além da minha, não é? – O professor ficou confuso. – Vamos lá professor, você sabe que eu não posso aparecer vivo o por aí, se fizer, morrerei.
Carvalho – Você teria que fugir para sobreviver. – Ele adivinhou.
Ash – Não é o tipo de vida que eu quero. – Ash estava triste, pensou que perderia toda a liberdade, mas uma luz apareceu.
Carvalho – Porém, há outra opção. – Ele falou e Ash levantou a cabeça para encara-lo. – Uma que pode libertar você e o mundo.
Ash – Que alternativa? – Ele perguntou, mas o professor não respondeu. – Por favor, professor, me diga, se for para poder salvar meus amigos e a mim, você precisa me dizer.
Carvalho respirou fundo e olhou para Ash.
Carvalho – Há um projeto que eu e os professores criamos em caso de necessidade, mas tem um custo, Ash, um custo muito alto. – Ele tenta argumentar.
Ash – Qual é o preço a pagar? – Ele pergunta sem hesitar
Carvalho – Você terá que sacrificar tudo e todos, não poderá ser Ash Kethum, terá que criar um álter ego, não terá um lar ou alguém por perto a não ser quando solicitado. – Ele explica e Ash fica pensativo. – Você estaria disposto a fazer isso por tempo indeterminado, Ash?
Ash – Desse jeito eu sei que pelo menos há uma chance para que eu volte para casa, mas viver como um fugitivo não terá volta. – Ele disse para si. – Eu aceito, professor.
Carvalho – Se é assim, vou lhe contar sobre o projeto Revolução. – Ele começou a explicar sobre o projeto.
Flashback Off.
Gary – O que seria esse projeto? – Ele perguntou.
Carvalho – Bem, quando a Team Flare foi derrotada em Kalos, começamos a suspeitar que houvesse alguma mente por trás de todas essas organizações. – Ele explicou e suspirou. – Infelizmente, acertamos.
Elm – O projeto Revolução foi feito em caso desse alguém conseguir poder para dominar regiões inteiras. – Ele explicou. – Ishido conseguiu isso é foi ai que fizemos uma lista
Paul – Uma lista de que? – Ele perguntou.
Birch – Uma lista em que selecionamos treinadores por sua experiência, inteligência, poder e força é claro. – Ele explicou. – E uma grande dose de coragem.
Rowan – Quando houve a explosão na Ilha dos Campeões perdemos todas as esperanças, o projeto quase foi para o lixo. – Ele explicou.
Gary – A Ilha dos Campeões tinha alguma importância para o projeto? – Ele perguntou.
Juniper – Não muito, mas seis dos sete treinadores selecionados estavam no local. – Ela olhou pra os garotos presentes. – Todos vocês foram escolhidos para fazerem parte da Revolução. Ash, escolhido por sua força e experiência com nossos inimigos. Gary, escolhido por sua genialidade e experiência com territórios Pokémons. Brock, escolhido por sua experiência e conhecimento de medicina. Trip, escolhido por poder e grades habilidades estratégicas. Paul, escolhido por poder e inteligência. Clemont, escolhido por experiência e por genialidade em robótica e Alain, com muita experiência e adaptação com inimigos.
Trip – Então, nos sete fomos escolhidos para esse projeto? – Ele perguntou sério.
Sycamore – Exato todos vocês tem habilidades únicas e por isso escolhemos vocês, são os melhores entre os melhores. – Ele explicou.
Carvalho – Mas, há ainda um ponto que eu preciso que vocês confirmem. – Ele olhou os garotos. – Vocês aceitam se juntar a nós?
Os jovens se calaram e começaram a refletir, menos Ash, que já estava dentro do projeto.
Alain – Se nos juntarmos a vocês, poderão garantir a segurança de nossa identidade e pessoas que nós importamos? – Ele perguntou, provavelmente, um ponto importante no contrato.
Sycamore – Suas identidades estarão sob nossa proteção, agirão como sempre agiram, mas pelas sombras, estarão leais a nós. – Ele explicou. – Já seus entes queridos ficarão seguros se não falarem sobre suas identidades e faze-las não se expor muito, o que é obrigatório.
Ash – Eu já estou com vocês, não precisa nem perguntar. – Ash afirmou e olhou para os amigos.
Gary – Se for para libertar o mundo das mãos de Ishido, estou dentro. – Ele falou.
Brock – Sem pensar duas vezes, estarei leal a vocês. – Ele afirmou.
Paul – Não me importo em ter que sacrificar laços com amigos e família, se for para protegê-los, estou dentro. – Ele disse e soltou um leve sorriso.
Trip – Eu prometi que não deixaria as ações de Ishido passaram por barato, eu estou com vocês. – Ele afirmou.
Clemont – Eu quero um mundo onde pessoas e Pokémons possam viver em harmonia, é uma dessas pessoas é a minha irmã, eu aceito. – Ele falou.
Alain – O mundo não merece estar preso numa gaiola, eu protegerei aqueles que eu amo, eu concordo com seus termos e aceito a proposta. – Ele afirmou com a cabeça.
O professor Elm sorriu foi até a mesa e pegou sete mochilas já preparadas e entregou aos jovens.
Elm – Então, a partir de hoje, vocês estarão convosco, se um de nós cair, os outros o ajudarão a se levantar. Se um de nós for preso, os outros irão ajudar a liberta-lo. – Ele discursou.
Birch – Nessas mochilas encontrarão todos os seus Pokémons, mapas, poções e itens em geral, suprimentos que são usados numa jornada. – Ele explicou enquanto eles verificavam as mochilas.
Juniper – Saibam que não poderão ficar próximos uns dos outros por muito tempo, terão que se separar pelas regiões do mundo. – Ela disse. – Mas sempre podem se encontrar, por tempo suficiente.
Rowan – Lembre-se que, apesar da distância nos separar, nossas mentes estarão sempre juntas. – Ele explicou. – Assim como nossos objetivos, todos nós temos uma só meta, destruir o Império.
Carvalho – Temos mais algumas coisas a dizer e poderão ir embora. – Ele falou.
Depois de alguns minutos, a reunião acabou fazendo com que cada membro fosse a saída do laboratório. Os garotos estavam do lado de fora dando últimos detalhes em seus planos, cada um com uma pasta em mãos.
Brock – Você estava no seu velório, não estava, Ash? – Ele perguntou e Ash afirmou.
Flashback On.
O Professor Carvalho havia pedido a Ash para ficar próximo ao velório, o garoto subiu num pinheiro e acompanhou a cerimônia, vendo a maioria de seus amigos e sua mãe uma ultima vez antes de partir.
Flashback Off.
Trip – Nós temos que começar em algum lugar não é? – Ele perguntou mudando o assunto e Ash afirmou. – Irei para Unova.
Gary – Acho que começarei em Johto, eu conheço bem lá. – Ele falou.
Paul – Investigarei Sinnoh, é lá que eu moro. – Ele disse.
Alain – Se é assim, irei para Hoenn, tenho muitos contatos lá. – Ele explicou.
Clemont – Ficarei com Kalos. – Ele anunciou.
Brock – Então ficarei aqui em Kanto mesmo. – Ele disse. – E você, Ash?
Ash estava prestes a responder, mas Carvalho saiu do laboratório com vários panos pretos em seu braço.
Carvalho – Esqueci-me de entregar isso a vocês. – Ele entregou vários mantos aos meninos. – Usam isso quando estiverem em missão em público, você deve usar sempre, Ash.
Ash olhou a capa e a vestiu, ela era totalmente escura com uma pokebola no botão acima do zíper e um capuz.
Ash – É, vai servir. – Ele se olhava, Pikachu olhava para o treinador. Ash abriu o zíper e o Pokémon pulou dentro, se remexendo e revelando o rosto sorridente. – Não posso me chamar Ash enquanto o Império existir.
Carvalho – Então, já escolheu um nome para ser usado? – Ele perguntou.
Ash – Acho que Light é a melhor opção. – Ele falou e o professor concordou.
Carvalho – Se é assim. – Ele voltou a encarar os jovens – Lembre-se que nessas maletas existem informações que coletamos do Império, leiam com atenção.
Os garotos afirmaram com a cabeça e olharam para as pastas.
Carvalho – Logo entrarei em contato com vocês para envia-los em Missões. – Ele disse e se despediu dos garotos entrando em seu estabelecimento.
Ash pegou uma pokebola e soltou seu Charizard que olhou para o garoto com felicidade
Ash – Charizard preciso que me leve para as Ilhas Laranja. – Ele pediu e o Pokémon permitiu que o treinador subisse em suas costas, Ash se virou para os amigos antes de colocar o capuz. – Até mais pessoal.
O Pokémon voa para o alto e levou o treinador para seu destino.
Brock – Vamos. – Cada um se dirigiu até os locais em que planejavam ir, sem saber que enquanto eles lutavam para tentar parar o Império, havia aqueles que estavam a juntando ao mesmo.
Em Cerulean.
Misty – Tracey, você tem que dizer que está brincando comigo? – Ela perguntou indignada.
Tracey – Não, Misty, não estou. – Ele afirmou. – Essa é uma chance que eu terei para limpar minha barra.
Misty – Então você não se importa em se aliar as mesmas pessoas que mataram o Ash? – Ela perguntou. – Não se importa com o fato deles terem machucado milhares de pessoas?
Tracey – Nada disso importa mais, só me importa a nossa posição nesse mundo. – Ele falou. – Ou estamos juntos do Império ou contra.
Misty – Você não vê que ficar com eles é doença? – Ela perguntou entre as lágrimas. – Que não vira nada de bom se ficar com eles?
Tracey – Claro que terá. – Ele tentava explicar. – Pense bem, se eu me juntar a eles, nossas cidades não serão destruídas, milhares de vidas serão poupadas.
Misty – Mas e aqueles que forem contra o Império? – Ela perguntou chorando.
Tracey – Esses serão exterminados. – Ele disse, deixando Misty chocada.
Misty – Se é assim, é aqui que nós paramos. – Ela falou.
Tracey – Então você vai me abandonar? – Ele perguntou, mas Misty não respondeu. – Tá bem.
Misty – Espera. – Ela segurou seu ombro. – Você pode ficar comigo, se houver uma parte de você que se importa comigo, sua namorada, não irá me deixar.
Tracey encarou a garota, mas afastou sua mão e saiu do ginásio deixando a ruiva em prantos.
Em Unova.
Íris e Cilan estavam tendo a mesma conversa sobre o fato do garoto querer se juntar ao Império.
Cilan – Chega de discutir, Íris. – Ele gritou para a menina que chorava.
Íris – Você fixou cego, Cilan? – Ela perguntou chorando. – Você não se sente frustrado com o fato deles humilharem Ash e todas as Regiões do mundo?
Cilan – Claro que sinto, por isso que eu estou me juntando ao Império, para nunca mais me sentir humilhado desse jeito. – Ele explicou.
Íris – Então você irá sacrificar tudo que tem para se juntar aquele idiota do Ishido? – Ela perguntou berrando.
Cilan – Farei o possível para proteger tudo o que amo, até afastar meus amigos. – Ele explicou.
Íris – E eu aqui achando que um dia você iria perceber meus sentimentos por você, Cilan. – Ela o encarou. – Eu achei que te amava, mas parece que você não me ama.
Cilan – O que isso tem haver, Íris? – Ele perguntou com raiva.
Íris – Eu te amo seu idiota. – Ela começou a correr sem deixar o garoto responder. – Divirta-se com o Império, traidor.
E assim começou, de um lado estava a Revolução, um pequeno grupo que lutava pela liberdade do mundo pelas sombras, e do outro estava o Império, a maior ameaça mundial da história que agora detinha o poder de controlar o destino. Mas também tinha o meio, onde a humanidade se encontrava e só caberia a eles decidir a que lado entregar sua lealdade.
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