Pokémon Pyro Max
467 PPMAX-439: Pôr do sol vermelho, azul e amarelo (9)
Baron cruzou os braços e sorriu ao ver Simon se esforçando para proteger o escudo. Mas o top executivo não demonstrou a intenção de pegar o objeto dos braços de Lavana.
Bernardo não gostou da presença do seu algoz. Para ele, Baron estar ali era um golpe do azar.
Simon não se conteve e falou sobre o pacto que tiveram a fim de pegar o escudo em troca da mega-pedra. A questão principal para o ruivo era a Houndoominite.
— Por favor, a mega-pedra.
— Você é muito apressado, garoto. O fato de eu estar aqui é que não pude confiar totalmente na sua capacidade.
—Eu tenho capacidade! Achei o escudo antes dele!!
Baron colocou a mão no rosto e riu. De repente, os seus dois lacaios mais fortes, Jaws e Zeitgeist, surgiram.
— Você me prometeu que pegaria o escudo em troca da pedra — Zeitgeist entregou o objeto parecido com a mega-pedra a Baron. — Aqui está. Mas agora eu percebo que não quero perder uma boa luta.
— Mas eu já peguei o escudo! Lavana, pode entregar a ele?
— Espera, primo. Tem certeza?
— Vai logo!
Bernardo impediu que a moça caminhasse para perto do trio.
— Canalha. Deixa ela passar.
— Acha mesmo que eu deixarei que entregue o escudo assim de mão beijada? Ainda estamos em batalha, ruivo.
Simon ficou enfurecido com a atitude de Bernardo.
Baron bocejou e disse que a briga entre os adolescentes havia se tornado chata e que não havia interesse dele de levar o escudo. Baron falou para Simon para vencer Bernardo se quisesse a mega-pedra.
— Estarei esperando no meu barco.
— Espere!
— Vença a luta, eu darei o escudo.
Jaws e Zeitgeist acompanharam o vilão e perguntaram se era prudente deixar o escudo para trás.
— Eu quero aquele escudo, mas nada me tira a vontade de saber como essa luta vai terminar. Minha presunção é forte demais para me fazer votar atrás.
— E quanto o garoto chamado Jason? — perguntou Jaws.
— Aquele também está na minha mão. E já imagino que haverá um combate entre amigos — Baron gargalhou.
— Não é perigoso os membros da Equipe Neo-Rocket chegarem e roubarem o escudo?
Baron parou e olhou para o reverendo. A preocupação era válida, mas algo dizia que os subordinados de Kumamoto jamais teriam o escudo.
Nesse ínterim, o barco aportou entre as pedras da ilha rochosa do monastério. Chucky e Gamb ficaram vigiando Robert.
— Isso não é justo, Chucky. Você só pega as cartas com os melhores pokémons.
— Cala a boca, idiota. Não tenho culpa se não tenho um qi de macaco.
Ambos brigavam por causa de um joguinho de carta com imagens de pokémons.
Robert olhou a dupla e suspirou.
— Como podem continuar nessa vida depois das duas derrotas que tiveram?
Chucky olhou para Robert e ameaçou tampar a sua boca com fita adesiva.
— Não entendo como vocês continuam na Equipe Black.
— Continuamos porque pagam bem.
— Cala a boca, Gamb. Não fale com ele. A qualquer momento eles voltam.
Robert tentou argumentar sobre a sujeição cega deles às ordens dos vilões da Black. Maytsa, Dark Ling e Baron jamais respeitaram a dupla.
— Eu entendo o que quer dizer. Quer que fiquemos contra Baron, não é? Não nos subestime, papai do Jason.
— E ainda tem o lance dos milhões daquele cheque gordo.
Chucky deu um cascudo em Gamb e falou para ele calar a boca. Gamb, com um galo, desculpou-se.
E Robert precisava sair daquela situação rapidamente.
...
Enquanto isso, o barco com as três gurias navegava pelo oceano, com uma rota ainda pela metade. A ex-capitã pilotava.
— O que foi?
— Só um pouco enjoada.
Luiza sentou ao lado da Marylan.
— Você devia ter ficado. Ainda não está totalmente recuperada da intoxicação.
— Tomei remédio para enjoo. A minha preocupação mesmo é com a integridade de Rondy. Eu prometi ao avô dele que voltaríamos sãos e salvos.
Luiza colocou a mão no ombro da moça e falou que tudo seria resolvido. O "perrengue" atual passaria.
— Meninas, achei a ilha — disse Rihanna ao verificar o mapa digital no painel da cabine.
As duas entraram e viram o desenho da ilha. A chegada até ela levaria uns 30 minutos.
— Só torço para que Jason não tenha sido pego numa armadilha — disse Luiza.
...
A batalha entre Zoroark e Greninja continuou. Alem disso, seus treinadores, Simon e Bernardo, ficaram a um passo de se agredirem fisicamente.
— Então culminamos nesta batalha, não é? Quem merece levar o escudo. Mas saiba que você é que tá mais na desvantagem aqui.
— Não preciso ouvir conselho de alguém como você.
— Trabalhar com alguém da Equipe Black é arriscado. Eles não são confiáveis.
Mas Simon não quis mais ouvir as palavras de Greco.
— Você vai ser traído, imbecil — Bernardo empurrou Simon, que caiu sobre uma pilha de madeira.
No lado de fora, Lavana ficou sentada num degrau em frente a escadaria da porta da entrada. Ela protegia o escudo, sentando-se sobre ele.
— Tudo isso por causa da ideia idiota de vingança. Aquele burro.
De repente, uma fita segurou o escudo e levou direto para Jason.
— Bom trabalho, Sylk.
— Quem é você?
— Acho que já te vi antes... ou não.
— Não me respondeu.
— Relaxa aí, menina. Eu sou Jason Krueger. Ficarei com esse escudo.
Lavana ficou furiosa com Jason e mandou o protagonista devolver o objeto. Mas ele coçou o ouvido e assoprou o dedo.
— Melhor parar de tagarelar. Encontrei o escudo.
— Você me roubou!
— Ah... mil perdões. Achei que não tinha ninguem aqui. Mas mesmo assim eu vou ficar com ele.
A ruiva ficou com tanto ódio que liberou o seu Infernape para bater em Jason. Ameaçou atacar com o seu macaco de fogo.
— Devolve!
— Não. Achado não é roubado.
— Infernape, soque a cara dele.
O macaco de Sinnoh correu e foi na direção de Jason.
Jason colocou o escudo para se proteger do soco. O impacto fez Jason cair longe e o escudo se dividir em três partes.
— O escudo se dividiu — disseram.
Duas partes voaram pelo céu. A terceira caiu no chão.
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