— Por que você tem interesse no escudo logo agora? Nunca havia demonstrado. Escute, chefe, o escudo foi feito por Pallas Aldine, meu antepassado. Tenho todo o direito de reavê-lo.

Yamashida saiu da sacada e sentou na poltrona.

— Aquela história de que ele servira como selador das forças governantes de outrora de Hokkaishin é verdadeira?

Baron deu de ombros. A história que ouviu foi de que o escudo era uma relíquia inestimável da família Harris.

— Ingenuidade sua — Anthony se levantou e entregou uma enciclopédia antiga ao rapaz.

— Que isso?

— Leia o capítulo 127. Depois me devolva quando sobrar tempo — Yamashida abriu a porta. — Até amanhã em WC.

O executivo saiu indignado, mas curioso com o que Yamashida queria dizer.

...

Naquela noite, Jason contou toda a verdade para Robert.

— Desde então venho recebendo ameaça dele para conseguir o 1° lugar e ter o escudo.

Robert pôs a mão no rosto.

— Filho, nunca imaginou na possibilidade de você não ganhar esse jogo? E como ficaria depois disso?

O fato era que Jason pouco se importava no que faria, desde que a segurança do seu pai estivesse garantida. O ponto fora da curva havia sido a hospitalização de Marylan por culpa de Baron. Aquilo deixou Jason arrasado.

— Tenho como me defender. Fui treinado exaustivamente para isso. Mas não pude prever que ele machucaria outras pessoas. Sinto muito.

As palavras do menino deixaram Marylan emocionada. Falou que o culpado de tudo era o tal Baron.

— Mas agora você vai ter que sair dessa, filho. Não quero vê-lo roubando o escudo.

— Tudo bem, papai. Eu já queria mesmo sair daquilo. Meu medo era Baron machucá-lo.

Robert colocou a mão no ombro do jovem e falou para não ter medo. Não era de Jason a responsabilidade por sua segurança.

— Não me perdoaria se o senhor fosse sequestrado outra vez.

— Passei maus bocados no cativeiro, mas nunca duvidei de que um dia nos veríamos. Filho, confio na sua força e na sua capacidade de vencer. Por isso não faz sentido você se submeter às exigências de um bandido.

Ambos se abraçaram. A cena comoveu Luiza e Marylan.

...

Ainda à noite, Baron leu o capítulo da enciclopédia. Era uma história acerca do país séculos antes. E que o escudo havia sido um artifício para aprisionar os demônios que governavam Hokkaishin. Como Yamashida sabia da história? Ele nunca fora um homem que se interessava por história.

— Aí tem coisa, chefe.

A importância do escudo aumentou consideravelmente. De um item valioso para o seu clã para um item místico com poderes. Perder essa oportunidade seria um desastre. Nem Yamashida nem Kumamoto reinvidicariam o escudo.

...

Os preparativos para o último jogo começou bem cedo. As pessoas chegavam em caravanas e logo foram para a arquibancada. As emissoras mostravam as gravações de compilados sobre os jogos anteriores. A cidade havia esquecido do sequestro no dia anterior.


O programa de Peter Garcia e Klauss Cunnis iniciou bem cedo e com Peter atuando como repórter no parque olímpico.

— Peter, não tem ninguém aí no salão nobre?

— Ainda é muito cedo. Os participantes devem estar acordando. Mas quem está aqui é guia do próximo jogo. Mister Proton. Bom dia.

— Bom dia.

— Mr. Proton pode dar um adiantamento do que será o seu jogo para daqui a pouco?

— Pelo regulamento não posso dizer agora, mas saibam que será o melhor. Eu sinto muito aos meus colegas guias, mas o público vai gostar mais do meu.

— Quanta confiança! E você tá na torcida de quem vai vencer?

— É muito difícil definir um vencedor logo de cara. Acho que o jogo precisa começar e só então vermos os resultados. Tem alguns que se saíram bem. Por exemplo, Simon McQueen. Ele é bem forte.

— Eu também percebi que ele se deu bem na maioria das vezes. Olha... vou deixar livre agora. Ele se prepara para guiar os 30 participantes que restaram. É com você do estúdio, Klauss.

— E daqui a pouco teremos mais informações sobre os jogos olímpicos com Peter direto do parque.


Jason tomou banho e foi aproveitar o café da manhã que tinha direito. Ele apagou o número de contato de Baron Harris.

— Hoje está bem ensolarado.

— Pai, quero que o senhor fique separado de mim por um tempo.

— Como é que é?

Charmander também não gostou do que Jason falou.

— Conversei com Victoria. Ela vem buscar o senhor.

— Sem o meu consentimento? Que eu saiba o pai aqui sou eu.

— É que Yamashida está na cidade e Baron...

A campainha tocou. Robert abriu a porta e viu um empregado do parque entregar um bilhete.

— Quem era?

— Uma reunião com os competidores. É em vinte minutos.

— Pensei que a gente iria para a praia logo de cara. Será que mudaram algo? Vinte minutos? Vamos ter que nos apressar, Pyro.

Charmander assentiu.

...

A Equipe Neo-Rocket se preparou para invadir os jogos e roubar o escudo. Todos os subordinados do grupo do Proton estavam preparados, exceto Panthera que estava algemado e totalmente espancado.

Todos reunidos no armazém.

— Por que ele está assim? — indagou um grunt.

— Silêncio, idiota.

Neutron, Elétron e Quarks eram os comandantes da invasão.

— Tirem as algemas dele — disse Neutron.

Panthera ficou livre. Seu castigo aconteceu por causa da sua fuga. Neutron não perdoou.

— Da próxima vez será executado.

— Sim... chefe...

— Isso vale para todos.

...

Luiza saiu do quarto e foi até a porta do quarto de Jason, porém ninguém atendeu. Saiu para a arquibancada.

Rihanna chegou ao Parque Olímpico pouco antes do início do jogo. O intuito da sua visita era mostrar a Jason e Robert o conteúdo da gravação de Maytsa.

— Luiza.

— Oi, Rihanna.

— Viu o Jason por aí?

— Hoje não. Pensei que ele tinha ido à praia, mas até agora não o vi.

De fato, Jason sequer pisara na areia.

...

O bilhete foi uma armadilha. Tanto filho quanto pai acabaram de cair direitinho.

— Calma, Pyro. Não faça nada — Jason segurou o pokémon.

Yamashida e Baron surgiram na sala com alguns seguranças fortemente armados apontando armas para os três.


O SEGUNDO ENCONTRO!!!