Pokémon Pyro Max
444 PPMAX-416: Os 60 no tabuleiro
Lokar era conhecido como adestrador de pokémons e sabia do potencial desses seres na inteligência. Foi cérebro da fronteira por 5 anos e atualmente treinou alguns líderes de ginásio pelo mundo. E o jogo tinha a sua marca registrada: fazer os pokémons agirem sem os treinadores.
— Metade de vocês estão com roupas pretas, metade com roupas brancas. Seus pokémons serão levados a pontos distantes uns dos outros. Cada pokémon levará uma insígnia correspondente a cor dos seus treinadores.
— Mas eu não entendi o que eles vão fazer. E nós? — perguntou Luiza.
— Seus pokémons terão que se enfrentar e pegar a insígnia do oponente. A missão é sempre pegar a insígnia. Aí o treinador derrotado cairá.
— Mas que diferença faz se estamos em times separados? O que vale é sempre pegar a insígnia — indagou um outro jogador.
— Aí e que você se engana. Mesmo caindo, o jogador pode continuar no páreo. Porque no momento que ele cair, virará do time rival (o pokémon também ficará no grupo do time rival). E o time com mais jogadores na plataforma, vence.
Simon ouviu falar desse tipo de jogo. Jogos de tabuleiro sempre são uma caixinha de surpresa.
— O mais importante não é a insígnia, e sim o tempo — os jogadores se olharam. — O jogo só vai ter 8 horas de duração. Quando o tempo acabar, contarei quantos jogadores terão a cor preta e quantos a cor branca. 30 jogadores serão eliminados e 30 passarão para a última fase.
Jason percebeu que Rondy estava no lado branco, e ele no preto. Além disso, Simon e Bernardo estavam no lado preto; Luiza e Light no lado branco.
— Senhor guia — Jason levantou.
— Sim.
— Aqueles jogadores que passam para a nossa cor... eles passarão conosco?
— Não. Mesmo aqueles que mudam de cor, vão ser eliminados. Apenas os jogadores que são originais da cor serão recompensados.
O barco levou os jogadores até a plataforma. Jason ficou descalço e pisou no chão. Era um pouco liso. Parou na cor correspondente: preta. Já os demais também foram para os seus quadrados. Era como xadrez ou damas, isto é, cada "peça" ficava voltada para a "peça" rival.
— Não é uma ironia? Ficar no mesmo grupo do Jason e daquele ruivo perdedor? — Bernardo riu da situação.
— Por favor, que não me deixe avançar na garganta daquele traste — resmungou Jason.
Simon permaneceu quieto.
— Atenção, não saiam dos quadrados que escolheram. Uma vez escolhido, não pode ser trocado — falou Lokar num megafone.
Os 60 pokémons permaneceram no barco e foram levados até uma ilha fora da baía. A ilha tinha mais ou menos 5km² e possuía uma pequena floresta com algumas praias.
— Saiam todos de acordo com a numeração dos seus parceiros.
Havia um telão voador em que passava a filmagem em tempo real da ilha.
— Será que o meu Poliwhirl vai ter força suficiente? Ele evoluiu ontem — disse Luiza preocupada.
Já Bernardo não demonstrou preocupação. O seu Greninja era muito bem treinado.
Jason apenas observava o vídeo.
— O próximo é o Seismitoad. Pode descer.
O anfíbio correu do barco para a praia e adentrou no matagal. Muitos pokémons entraram no território antes dele. Seria perigoso demais ficar à toa. Então ele deu um salto e ficou sobre um galho forte.
...
Pink Town
Vários carros da polícia surgiram em frente ao portão da clínica. Os policiais, dezenas deles, arrombaram e deram aos seguranças o mandado de busca no local.
— Almirante, o senhor tem uma ligação — disse um marinheiro.
Titanic atendeu a chamada e soube que a operação em Pink Town fracassou. Sequer havia rastros de alguma clínica psiquiátrica funcionando recentemente.
— Obrigado.
Mas era muito estranho. O cartão descoberto no local da gravação parecia ser novo.
Enquanto isso, Kumamoto gargalhou ao saber da operação falha da polícia. Como Archer era inteligente a ponto de remover toda a clínica para outro lugar. De fato, seria uma perda inestimável se o ex-governador fosse resgatado.
— Parece que amanheceu feliz. Posso saber o motivo? — indagou Maytsa.
Ambos na suíte do hotel do magnata.
— Louco seria eu se te contasse tudo sobre a Neo-Rocket. Esqueça. Eu não sou tão bonzinho quanto o Yamashida.
— Não estou mais aqui. E sobre o Yamashida?
— Ele já sabe que você esta viva. Não era de surpreender com você andando por aí. Portanto, não quero mais que você venha. Seria uma questão de tempo para Yamashida descobrir nossa ligação.
Maytsa se levantou do sofá.
— Vocês são iguaizinhos. Ambos obcecados. Você, por exemplo, doido pelo escudo. O que faz uma réplica ser tão atrativa?
— Não te interessa, garota. Saiba apenas que réplicas também poder ser inestimáveis. Bata a porta quando sair.
Maytsa deu de ombros e saiu.
...
Robert olhou para os lados e sentiu falta de Marylan. Mais de uma hora se passou desde que ela saira. Charmander estava dormindo e seus braços.
— Com licença — disse às pessoas. Ele saiu para a seção dos banheiros.
Marylan e Ivysaur estavam desmaiados dentro do banheiro masculino. Robert tentou acordar a moça, mas não conseguiu.
— Preciso de uma ambulância!
...
Os pokémons começaram a se enfrentar poucos minutos na ilha. Os poucos que não tomaram a iniciativa incluíam Seismitoad, Greninja e mais alguns.
Ludicolo venceu uma luta e roubou a sua insígnia. O parceiro humano caiu da plataforma e mergulhou numa piscina com tinta preta da equipe rival.
Simon foi o primeiro a vencer uma batalha e pegar a insígnia. Mas outros também estavam dispostos a vencer.
— Greninja já sabe a sua vítima — disse Bernardo.
O anfíbio encurralou Totodile e conseguiu vencer a disputa. Totodile teve a sua insígnia roubada. Rondy caiu.
— Maldito Bernardo!!
— Jasonzinho, não esqueça que estamos na mesma equipe. Seria uma questão de tempo para alguém pegar a insígnia daquele moleque.
A fala de Bernardo fazia todo o sentido.
— Faltam 7 horas para o jogo terminar — comentou Lokar, animado.
As coisas começaram a tomar forma quando mais e mais pokémons se enfrentaram.
De repente, a árvore que Seismitoad estava foi acertada por um soco de Barbaracle. Isso fez com que o parceiro de Jason caísse.
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