Pokémon Pyro Max
434 PPMAX-406: 2 Panpour 1 Simipour
— Escutei a sua breve conversa com a garota dos cabelos cor de rosa. Você também está sendo ameaçado.
— Jura que vou me aliar a ti? Eu tenho amigos, sabia? Prefiro desistir do meu sonho a ter que te ajudar em algo.
— Não me perdoou mesmo.
Jason subiu na lancha.
— Não seja cínico. Você nunca se arrependeu do que fez comigo. Você quer apenas uma ajuda para livrar a sua pele. Quem mandou se aliar aos blackers?
Bernardo jogou a artball e Jason pegou.
— E o que é isso?
— Um presente meu como boa ação. Quando estiver em apuros, sabe onde estou.
— Muito convencido. Por que eu aceitaria isto? Não quero te dever nada!
Bernardo foi embora.
— Bisquit... o que eu faço? Ele me entregou um avatar.
— Aceite. Pior pra ele.
Jason pensou no que Bernardo dissera. Havia uma ameaça maior e comum: Baron.
...
Cinco horas se passaram desde o início dos jogos. O 61° competidor mostrou os três avatares. Ainda faltavam muitos outros espalhados pela baía.
— Hora do lanche — disse uns garçons com pratos para os competidores que chegaram.
— Comam. Vocês precisam se alimentar entre jogos. Não sabemos até que horas os 200 avatares serão recolhidos — respondeu Yuri.
Na arquibancada, Robert ficou muito preocupado. Horas se passaram. Charmander dormia em seu colo. Rihanna decidiu se ausentar. Marylan tagarela querendo saber de Rondy. Robert sabia que o seu filho era capaz de vencer uma prova simples como aquela, mas havia outros competidores no meio do caminho.
— Com licença... — Baron chegou ao lado do homem. — Esse canto está vago?
— Sim. A moça que estava conosco foi embora — respondeu Robert.
— AHHHH RONDY!!! CADÊ VOCÊ, SEU PESTE???!!!
Robert pediu para Marylan calar a boca pois estava chamando atenção. Baron sentou ao lado.
— Ali de cima é um pouco ruim de ver. Melhor aqui. E você?
— O que tem eu?
— Tá torcendo pra quem?
— Ah sim. Meu filho tá competindo.
— Belo Charmander.
— Obrigado.
— Então vou torcer para ele também. Como é o nome?
— Jason.
— Jason. Sim, tenho certeza que é um ótimo competidor.
...
Bernardo se arrependeu de ter dado seu único avatar a Jason, mas tinha que manipular a opinião do outro de alguma maneira. Mas ele não era um competidor ordinário. Cruzou o caminho de um homem e, com a ajuda de Greninja, roubou a sua artball. Foram umas cinco pessoas. Apenas uma delas possuía um avatar. Depois foi roubar um outro competidor.
— Aqui. Passa pra cá.
O homem jogou a artball com o boneco do Magikarp. Greninja liberou o participante e seu pokémon (ele usava lanças e shurikens para ameaçá-los).
— Ainda falta um. Bora à caça, Greninja.
Ele viu a lancha de Light e preparou o ataque. No entanto, a lancha simplesmente flutuou e foi embora.
— Que foi isso?
Por sorte o Slowking de Light conseguia flutuar e levar outras coisas junto.
...
Bisquit observava algo no binóculos e confirmou a Jason que havia um navio abandonado naquela parte da baía.
— No radar tem 8 pontos verdes. Oito avatares.
— Mas a gente não pode esquecer que podem ser avatares de outros competidores.
O garoto sabia dos riscos. A última ilha havia sido uma armadilha. Mas faltava apenas um boneco para concluir a prova. Não podia retroceder.
— Vai tentar roubar de alguém?
— Talvez. Mas antes preciso verificar as coisas lá. Vamos.
A lancha se aproximou do navio.
— Sequer vejo barcos por aqui — falou Bisquit com cautela.
— Não precisa temer. Mesma coisa. Se algo acontecer, foge.
— Pra você é fácil falar.
Jason subiu por uma escada enferrujada na parede do convés e entrou no navio por uma janela que dava a um quarto. O quarto era velho, escuro e cheio de buracos na parede. Mas o corredor do lado de fora era estranhamente bem preservado. De repente, algo veio por trás e jogou um cobertor preto sobre o garoto. Este caiu e foi arrastado.
— Achou mais um? — uma voz masculina soou.
A pessoa tirou o pano de cima de Jason.
— Quem são vocês?
Antes mesmo do menino segurar a pokébola para tirar Seismitoad, um outro pokémon veio e roubou. Era um macaco de coloração azul e pelos que lembravam cabelos humanos caídos. Seu nome era Simipour.
— Ops... Agora já é tarde demais para você, coleguinha — disse o homem com uma bandana de pirata na cabeça. Era alto e gordo.
— Quem é você?
Mais duas pessoas saíram de trás dele. Eram dois anões! Ambos vestidos de piratas.
— Eu sou o Capitão Basco e esses são os meus marujos Jolly e Roger.
Os pequeninos também tinham pokémons. Eram a pré-evolução do macaco maior. Dois Panpour.
Basco apontou uma lança feito de pedaço de ferro do navio velho. Ameaçou Jason e exigiu as artballs. Pouco tempo depois, levou o protagonista para o cativeiro junto com outros quatro participantes.
...
White City
Enquanto a atenção do país era voltada aos jogos oceânicos, Gary fazia o seu movimento mais decisivo. Com a ajuda de um policial disfarçado, atraiu a secretária de Yamashida a um quarto de hotel barato e lá usou o seu Drowzee para hipnotizá-la.
— Será questão de tempo até ela nos revelar as plantas da ilha — falou Poirrot dentro da van na rua em frente ao hotel.
— Seu amigo foi muito bem. Pena que sobrou para ele ter que seduzir a ninfomaníaca — comentou Magenta.
— Eu devo muito a ele...
Gary abriu a porta deslizante e perguntou sobre alguma atualização. Poirrot avisou que o seu Pikachu estava com um gravador no quarto.
A secretária sonhava que estava num restaurante com o seu amado. O Drowzee começou a sentir calafrios a cada minuto que entrava na mente dela. A secretária acordou. Viu o pokémon e o homem. Saiu correndo, mas deu de cara com um Hypno.
— Foi esperto, professor.
— Agora vamos entrar no sonho profundo dela. Mas algo me diz que sua mente está sendo bloqueada por uma força oculta.
Deitaram a secretária no chão. Hypno e Drowzee tentavam entrar em seus sonhos. Um espectro surgiu bem ao lado dela. Era uma sombra tal qual o que tinha no Yamashida.
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