Pokémon Pyro Max
426 PPMAX-398: Aqualaguna em festa! O pré-jogo oceânico
Desde que chegou em Aqualaguna, Jason ficou mais tenso e desconfiado. Ele até disfarçou bem na maioria das vezes, mas não o suficiente para convencer Luiza de que realmente estava tudo bem. A chantagem de Baron fez o guri um refém. A vida do seu pai estava em risco.
E Luiza, que não era besta nem nada, adivinhou que havia algo anormal com o comportamento do amigo. Ela sabia e sabia muito. Antes dos acontecimentos em Sahaarian, ela disfarçava que tudo estava bem, e não estava! O fato dela virar uma ladra e seguir uma aventura com Jason foi um alívio temporário para esquecer da mazela em sua terra natal.
— Pode parar um pouco? — falou o protagonista ao motorista do táxi.
Robert e Luiza perguntaram o motivo e receberam uma explicação vaga. Jason queria mandar uma mensagem oculta até mesmo do pai. Saiu do veículo e ficou em pé na calçada.
— Tem algo de errado com ele que eu tô por fora? — questionou Robert.
— Não faço a mínima ideia — Luiza olhou para Jason.
De volta ao carro, Jason nem tocou no assunto. Ele ficou provocando Luiza sobre a sua participação nos jogos. Mas era nítido que o clima ali havia azedado.
O prédio do parque olímpico tinha o formato de uma colônia de esponjas do mar de cor rosa. Havia estátuas de pokémons aquáticos na parte da frente do local. Muitos veículos num grande estacionamento. E filas imensas para a entrar para as arquibancadas.
— Hoje parece que haverá recorde de púbico — falou o taxista.
A sorte era que os competidores e familiares entravam por um túnel de vidro até a área vip do outro lado.
Enquanto Jason e seu grupo entravam no parque olímpico, Simon saiu de casa com o intuito de aguardar o pequeno ônibus chegar. Esperou por dez minutos até o veículo parar bem ao seu lado.
— Chega mais, Simon — disse Light da janela.
O fato era que aquele ônibus fazia parte da organização de Kumamoto para os jogos. Além dos participantes que sobraram, capangas do bilionário também estavam no ônibus.
Simon sentou ao lado de Light.
— Até que o velho Kumamoto é organizado. Ele até trouxe um transporte para nós — comentou Light.
— Quantos participantes existem aqui? — Simon olhou para os assentos.
Light respirou fundo e avisou que até agora 41 pessoas entraram.
— De 72 pessoas para 41. 31 morreram explodidas?
— Ah não — Light sussurrou. — Foram 7 pessoas. O resto fugiu com o dinheiro.
— Mas como?
— Lembra que eu falei que tava ajudando os participantes a tirar os explosivos? Eu tirei. Pelo menos 23 decidiram cair fora de Aqualaguna.
Simon se sentiu mal pela morte das sete pessoas, mas era menos do que as outras 23... 23? Certo seria 24.
— Estamos chegando no parque olímpico — disse um capanga que ficou na liderança.
De repente, o ônibus parou. O último participante subiu. Era Bernardo Greco.
— Aquele cara outra vez — Simon desviou o olhar e mostrou desprezo.
Bernardo sorriu e parou perto do assento do Simon (que estava do lado do corredor). O vilão perguntou se o ruivo vira Jason, mas Simon permaneceu calado. Greco provocou, falando que Jason havia morrido no incidente da base da marinha.
— Maldito...
— Calma!
Light não queria falar naquele momento que ele havia salvo Jason. Tentou acalmar Simon.
...
Paralelamente aos jogos, a marinha trabalhava na reconstrução da base e nos blackers preso. No entanto, o momento era adverso: mais de 10 blackers foram encontrados mortos.
— O prefeito disse que vai ao parque olímpico. Pelo menos fomos poupados de ver aquele ser corrupto — disse o comandante amigo de Titanic.
O almirante sequer tinha cabeça para se importar com o que o prefeito fazia e com os jogos, exceto na questão de segurança. O lance acerca das mortes dos blackers chamou muito mais atenção.
— Papai.
— Rihanna?
O comandante saiu do recinto.
— Hoje me encontrarei com Yamashida.
— Não faça isso!
— O senhor não tem meios de me impedir. Aquele homem precisa ouvir algumas verdades.
O almirante se levantou e pôs a mão no rosto. Revelou que estaria disposto a renunciar o posto de almirante da marinha. Rihanna protestou. Titanic disse que apenas se Yamashida vencer as eleições.
— Você fez algo muito corajoso, filha. Isso me deixou frustrado, mas depois percebi que foi um ato nobre. Você preferiu não se rebaixar a esses políticos podres. E é por isso que não darei o gostinho daquele homem de me demitir.
O comandante entrou rapidamente e avisou que mais dois blackers foram mortos.
...
O salão nobre dos participantes era amplo e mais parecia o interior de um palácio real. Quase tudo ali era feito de ouro e pérolas. Havia poltronas, sofás, garçons e outros serviços para atender aos competidores e seus acompanhantes.
— Que luxo! — Luiza arregalou os olhos ao ver um chafariz de ouro puro.
— No seu tempo de princesa não tinha isso? — Jason perguntou.
— Claro. Mas eu nem me lembro muito.
Robert caminhava quando esbarrou com uma senhorita. Ela se virou e pediu desculpas.
— Ah!! Você é... — Jason apontou para ela.
— Marylan Flores... opa. Eu conheço vocês. Já sei. Vocês que pediram ajuda da Erika para a chuva de Beehive!
Robert ficou por fora do assunto, pois não a conhecera antes. Jason explicou tudo sobre os eventos em Mantisk.
Minutos depois...
— Eu não vou participar — Marylan tirou um pokémon da sua pokébola. — Esse é o Ivysaur.

Nome: Ivysaur
Designação: Pokémon semente
Número: 002
Tipo: Grama/ Veneno
Sexo: Fêmea
Grupo de ovos: grama / monstro
Peso: 13 kg
Altura: 0,95 metro
Razão de gênero: 87,5% masculino; 12,5% feminino
Estado: Ataque Especial e Defesa Especial
Marylan afirmou que estava acompanhada de outra pessoa. Além disso, estava de férias do ginásio de Celadon.
— Um Ivysaur é bem a cara da dona Erika — comentou Jason.
— E quem você está acompanhando?
Um garoto de dez anos se aproximou e chamou pela "prima". Marylan apresentou-o para os outros.
— Esse é Rondy. Ele é o neto do famoso Chuck de Johto.
Rondy era um jovem black belt. Vestia um quimono e uma faixa azul na cintura. O pokémon ao seu lado era um Totodile.
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