Pokémon Pyro Max
410 PPMAX-382: Esquadrão Posídon (1)
A chuva não surgiu de maneira inesperada, e sim pela força exercida por Lugia ao usar o Rain Dance especificamente sobre a plataforma. A sua chuva era mais intensa do que aquela chamada por Swanna, pois vinha com muito vento. As gotas não só caíam no assoalho mas também escorriam até onde o fogo proliferarava.
Marinheiros, que já sabiam que aquilo era obra do monstro voador, aplaudiram. Eles viram o fogo acabar e a fumaça escura se tornar branca. A plataforma de petróleo estava a salvo.
— Esse é o nosso almirante — dizia um marinheiro.
O comandante conhecia perfeitamente o almirante e já foi recruta deste quando ainda era capitão da marinha. Ele entrou em contato com Titanic e descobriu que já estava em Aqualaguna.
— Não, almirante. A capitã está com o paradeiro desconhecido — falou pelo celular.
Lugia pousou no heliponto e descansou por um tempo.
Luiza fez Drampa pousar até o mesmo local em que saíram. Robert perguntou sobre Jason e todos que ficaram na base.
— Temos que ser sérios aqui. Não temos como salvá-los no momento. Vamos aguardar o governo tomar a iniciativa — respondeu o comandante.
— Mas será que eles têm como se alimentar, beber? O oxigênio é suficiente? — indagou o pai muito preocupado.
Mas o comandante não respondeu.
...
Victoria, Rihanna e Kayden tiveram ajuda da guarda costeira e iniciaram o plano para prenderem os blackers que emergiam por falta de oxigênio. Depois que Primarina atacou os vilões, retornou para a treinadora e terminou o serviço.
— Não se mexam ou vamos atirar — falou um oficial em um megafone.
— Levantem as mãos — Rihanna pegou o megafone e falou aos bandidos.
Os blackers levantaram os braços e pediram clemência. Mais de 20 pessoas foram presas.
...
O barco com Baron Harris atracou num porto menor e pouco usado de Aqualaguna. Chucky e Gamb agradeceram por terem sido salvos pelo executivo.
— Não pensem em mais nada, colegas. Vocês agora trabalham para mim — Baron colocou os braços em volta dos dois. — Eu sei que estão de saco cheio de serem capachos de comandantes da Equipe Black. É até incrível que chegaram ao ponto de fugirem de Maytsa. Mas eu sou diferente.
— Nós preferimos trabalhar para o senhor — respondeu Chucky.
— Faremos um bom trabalho — disse Gamb.
Baron apertou os dois.
— Não sou idiota como Dark Ling e Maytsa. Sei que logo vão ter pensamentos do tipo "melho cairmos fora e fugirmos desse babaca". Porém, eu sou diferente. Eu não sou um comandante da Equipe Black. Eu trabalho diretamente para o Yamashida. Tenho livre acesso tanto na área legal quanto na ilegal. E agora o nosso chefe quer se tornar governador. Isso quer dizer que a Black vai virar governo. Acesso a dados de inteligência será uma realidade. Fugirem de mim será impossível.
A dupla tremeu na base.
— Bom, está na hora de encontrarmos Zeitgeist. Aquele que vai se ocupar com Jason e os outros que são uma pedra no sapato da nossa organização.
...
A personalidade de Maytsa era intrinsecamente desordeira e explosiva. Sequer ouvia os seus próprios subordinados, que alertavam sobre o sumiço dos outros membros do lado de fora da base. Ela estava pouco se lixando dos avisos.
— Calem a boca!! — esbravejou aos blackers. — Em vez de me atrapalharem, por que não invadem a base lá?
— Certo, comandante.
— Vamos.
Jason não podia impedir a ida dos bandidos ao encontro da base, pois o seu Charizard estava ocupado demais com Gyarados.
— Agora não pense que vou deixar que fujam assim. Jason e esse seu lagarto voador idiota. Mufufufufufu. A minha vingança vai se concretizar.
— Essa mulher é louca — Jason falou.
Os blacker correram e tentaram invadir a base. Alguns vilões foram parados pelo caminho, mas um punhado deles conseguiu entrar. E assim iniciou um conflito dentro do local de operações. Dree recebeu ajuda de Pitt, Enrick e Rave. Os três utilizaram os seus pokémons.
— Mas não se pode usar poderes aqui dentro. Vai acabar destruindo os computadores — avisou Dree.
Mas os blackers já invadiram atirando em tudo que parecia eletrônico. Dree se escondeu atrás de um balcão. A sala de operações era invadida. E um estrondo ocorreu.
— O que faremos, vice-capitão? — perguntou a tenente Nath.
— Precisamos entrar em contato com a superfície. Não vamos ter muito tempo ate o oxigênio da base acabar.
Tanto Charizard quanto Gyarados se enfrentaram. O lagarto usou a sua cauda para chicotear o monstro marinho. Este usou a cabecada para tentar um acerto. Gyarados destruiu o teto de um dos domos (usado por Pitt).
— O quê? — Jason recebeu uma chamada de alguém. Abriu a pokédex e viu a imagem da sua irmã na tela. — Vicky!
— Graças ao Arceus! Você está bem.
— Por enquanto. As coisas aqui estão piorando. Eu estou no meio de uma guerra aqui.
Maytsa não gostou de ser ignorada e apontou uma arma para Jason.
Victoria olhou a expressão de medo no semblante do irmão. A voz ameaçadora de Maytsa deixou a campeã apreensiva. Ela perguntou se Jason estava bem. Um barulho de tiro tomou conta da transmissão.
— Jason! Jason!!
Mas o protagonista não respondeu.
...
Lugia salvou o dia quando fez a chuva apagar o fogo. Entretanto, os causadores do incêndio conseguiram escapar. Eles não foram pegos pelo grupo de Victoria nem voltaram para ver onde estava o submarino. O grupo com 30 pessoas usaram os propulsores nas costas para sair em disparada pelo oceano até chegar numa parte da cidade.
— Vamos deixar de lado essa guerra idiota e fugirmos. Nem Maytsa e nem a Black.
— É!
Mas a felicidade de pobre durava pouco. Um grupo com cinco pessoas começou a persegui-los. Um grupo em suas pranchas automáticas.
— Quem são aqueles?
A imagem era de que o grupo era pequeno. Dariam conta de duas dúzias e meia de blackers? Mas nenhum blacker sabia que os sujeitos nas pranchas eram do grupo do Esquadrão Posídon, ou seja, o grupo de elite da marinha.
— Quanto tempo acham que vamos acabar com aqueles insetos? — perguntou o líder.
— Talvez 10 minutos ou menos.
Todos os cinco possuíam pokébolas.
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