Pokémon Pyro Max
397 PPMAX-369: Morpeko - O intruso bipolar
Simon leu o folheto contendo todos os detalhes do Escudo de Pallas. O objeto era no formato de três pontas no topo, feito a partir de nuggets fundidos com outros metais, cravejado de cristais amarelos ao redor, com quatro pedras azuis rodeando uma pedra vermelha. O peso do objeto variava de 35 a 50 quilos, pois os cristais se retraíam quando ninguém o segurava.
— Dizem que esse escudo dá grandes poderes a quem utilizar. Foi o que eu li — disse Light a Simon.
— Você acredita mesmo nisso? Pra mim não passa de uma lenda — falou Simon, desconfiando da credibilidade do que Light disse.
— Cara... você não conhece nada de história? Dizem que esse escudo foi responsável por acabar com um país tirânico inteiro. Dizem que pokémons extintos dominavam países e escravizavam humanos. E esse escudo era usado para derrotar esses pokémons. Na verdade não sabemos bem se eram pokémons ou outra coisa.
Bernardo Greco se juntou aos dois.
— Pokémons governando humanos? Isso é um absurdo. Afinal, pokémons são boas ferramentas para nós. Olha só quem está aqui.
Simon tentou puxar Light para longe, mas Bernardo provocou.
— O que o ruivo faz aqui? Cadê o seu amiguinho Jason? Eu o vi recentemente no shopping e tivemos um bom reencontro. Estão separados? O casal se desentendeu?
— Maldito!
— Calma aí, Simon — Light interviu.
— Deixa ele. O máximo que vai conseguir é se cansar tentando me bater. Não tem chance.
— Você é um energúmeno. Por sua culpa, o pai do Jason foi sequestrado pela Equipe Black. É impossível te perdoar por isso.
Bernardo gargalhou, chamando a atenção dos outros.
— Eu não preciso do seu perdão ou do de Jason. Não fiz mais do que o meu trabalho. Faria de novo. Dane-se! Se me derem licença, tenho que cair fora. Boa sorte nos jogos.
Light suspirou ao evitar uma briga ainda no armazém.
Bernardo pilotava uma moto. Sua pokédex nova também possuía um localizador. Ele também trabalhava para que a sua vingança contra a Black se concretizasse.
Porto de Aqualaguna
Os carros da Equipe Black entraram no porto com a ajuda de alguns funcionários que ajudaram sob suborno.
— Jaws, você ficará aqui encarregado de entregar os objetos ao comprador. Voltaremos para o submarino — falou Maytsa.
Jaws saiu do carro e acompanhou outros blackers.
Numa parte menos movimentada, o submarino emergiu e atracou nessa parte do porto. Uma parte do veículo subaquático abriu como uma comporta e fez surgiu uma ponte retrátil. Os carros passaram por essa ponte e entraram. Era assim que os veículos entravam e saíam do submarino.
— Hora de trabalhar, rapazes — Maytsa saiu do carro, deixando Chucky e Gamb para trás.
Enquanto isso, o pokémon intruso saiu pelo porta-mala do veículo.
...
Jason venceu a segunda luta, mas não podia recuperar Raticate e Sylveon. Charmander retornava do tratamento e já estava novo em folha.
O desafio seguinte era a cúpula que a ocarina abriria a seguir. Assim que pôs os pés no interior do ambiente, percebeu que uma corrente de ar permanente percorria todo o recinto.
— Que lugar é esse?
A pergunta dele era compreensível. O chão não era o fundo da cúpula. Havia um fundo de pelo menos uns 20 metros abaixo das passarelas. As passarelas eram como pontes metálicas azuis que se convergiam até o centro, que tinha um grande tubo amarelo que dava para o teto e além. Seria fácil chegar até o meio, mas havia grandes ventiladores potentes que começaram a soprar com bastante força.
— Não posso deixar que um vento me impeça.
Uma ventania de 100 km/h foi de encontro com Jason, arrastando-o para a porta de saída.
— Pyro... o vento diminui a sua chama. Pode aumentar? — Charmander assentiu e fez o fogo virar fogaréu.
Os dois correram pela ponte (não havia algo para segurar), mas sofreram a consequência do vento.
— Isso é brincadeira. Temos que tomar cuidado para não cairmos lá embaixo.
Acima do tubo amarelo, um tubo transparente que dava para a superfície. A arena era acima do nível da água e o desafiante esperava.
— Conseguimos!!
O tubo na verdade era um elevador. Eles entraram na cabine e subiram a toda velocidade. Passaram por dentro da plataforma de petróleo. O elevador criou propulsão e subiu uns 100 metros acima da plataforma. Havia uma arena voadora.
— Bem-vindo, Jason. Eu sou Enrick. Sou responsável pelo desafio voador. Vejo que venceu os meus fortes ventos.
— Deu pro gasto.
— Realmente. Impressionante que já sou o terceiro desafiante. Parabéns.
A arena era no formato de um estádio de tamanho médio (possuía até arquibancadas). Potentes hélices e propulsores davam a habilidade de sempre voar. A arena era alimentada por energia solar.
— Bom, o meu pokémon será o Swanna. E o seu?
— Dratini.
Mas Jason não estava certo de que Dratini venceria. Era um bebê pokémon. Não havia certeza.
...
Bernardo Greco não pensou em nada além da sua vingança. O que ele mais queria era destruir a Equipe Black, porém seria difícil encontrar o líder. Para isso, o primeiro passo seria golpear pelo menos a operação do grupo em Aqualaguna. Porém, assaltar objetos que seriam vendidos ao leilão do mercado negro não seria mais suficiente.
— Conto com você, Morpeko.
Ele havia capturado um pokémon chamado Morpeko nesse meio tempo. E aproveitou para fazer com que se infiltrasse no local de encontro dos blackers. Morpeko entrou no veículo de Maytsa e depois no submarino. E tudo isso com um colar com uma pedra azul. Um localizador.

Bernardo vestiu uma roupa de mergulho, cilindro de oxigênio e uma jetpack marítima. Mergulhou. Greninja foi na frente.
— Preparem o meu almoço — falou Maytsa ao blackers subordinados.
O capitão viu algo no radar. Nadava rapidamente. Bateu com tudo no casco, causando uma rachadura. Era Greninja. O anfíbio abriu a escotilha que separava o assoalho do submarino e o oceano. Blackers apontaram armas ao pokémon, mas Morpeko mudou de forma e deu várias rajadas de eletricidade. Bernardo entrou.
— O que quer? — indagou Maytsa.
— Agora eu sou o chefe aqui — respondeu Bernardo.
JOGO PERIGOSO DE BERNARDO GRECO!!!
Fale com o autor