Pokémon Pyro Max

380 PPMAX-352: Chucky e Gamb de volta à ativa


— Eu não posso acreditar. Eu não acredito. Caímos numa cilada! — esbravejou Jason, correndo atrás do porco bípede.

Um quadriciclo surgiu na frente do aeroporto. Uma garota que parecia ser adolescente e cabelos azuis chamou Grumpig. Alguém já estava atrás dela... e bem... era o garoto que estava chorando antes.

— Garoto?!!

— Hehehehe. Foi fácil te enganar.

— Ora... seu!

Grumpig pulou atrás do garoto e os três fugiram.
Jason não deixaria barato e pediu ajuda de um táxi parado ali. O garoto implorou ao motorista que seguisse o quadriciclo.

— Eu vou puxar a orelha daquele pivete!! Pé na tábua.

Enquanto isso, Luiza e Victoria correram para fora do aeroporto, mas já era tarde.

— O que ele pensa em fazer? — indagou Luiza.

— Vamos ter que ir atrás... mas... Eu tenho que comprar as peças do avião.

As duas se lamentaram.

...

Gamb foi ate a pilha de objetos e procurou por algo raro, mas não teve paciência. Pediu para uma mulher sequestrada tentar achar.

— Mas o que o senhor quer?

— Sua burra! Você quer que eu bata em você?

O marido dela correu e empurrou o vilão. Gamb ficou com muita raiva e ordenou que chicoteassem o casal.

— O que tá havendo aqui? — indagou Chucky.

— Eu fui empurrado!! Não vou tolerar isso...

Gamb levou um cascudo de Chucky e disse para ele não roubar nenhuma mercadoria, pois Maytsa poderia acabar com ele.

— Mas... eu só queria uma joiazinha.

— Nem uma joiazinha. Você quer encarar a fúria daquela bruxa? Tudo que está aqui pertence aos compradores que são donos dos leilões do submundo. Lembre-se que estamos roubando os pertences valiosos dessa gente e vamos receber nossa comissão.

— Okay então... Ai! — Chucky cutucou a testa de Gamb.

— O que há com esse "okay então?". Vamos ganhar o nosso dinheiro. Se continuarmos a respeitar os nossos limites, continuaremos vivos.

Depois do conselho, Chucky pediu que o casal permamecessem juntos, mas que continuassem o trabalho.

O marido abraçou a esposa e falou que os seus filhos cumpririam a promessa de libertá-los.

...

A perseguição continuou nas ruas da cidade. O quadriciclo subiu uma ladeira, depois passou por uma praça com chafariz, depois numa calçada cheia de flores e atravessou uma ponte de pedra que passava por cima de uma lagoa.

— Foi mais fácil do que pensei, Nizo — falou a adolescente.

— Eu demorei mais de uma hora me fazendo que chorava hehehehe. Agora, Nona, precisamos levar essa pokédex pra aquele lugar.

— Não tenho certeza se vão cumprir a palavra, por isso o Grumpig será nossa carta na manga.

Atrás do quadriciclo, o carro não passou por uma rua estreita.

— Vamos perde-los. Droga.

Pyro subiu no teto do carro e aumentou o fogo do rabo. Jason entendeu o recado e pediu a Charmander para evoluir.

— Você tem que pagar a corrida...

— Tome.

— O troco... Uau! — O motorista viu o menino subir nas costas de Charizard e continuar o trajeto.

Luiza tentava ligar para Jason, no entanto nenhuma das suas ligações eram respondidas.

— Kayden já tá me perturbando outra vez. Tenho que ir até uma loja pra aviões. Você vem comigo?

— Vou. Pena que Jason não atende as minhas ligações. Aconteceu alguma coisa — falou Luiza bastante preocupada com Jason.

Ambas chamaram um táxi.

— Qual é o destino, senhoritas?

Vicky analisou a sua pokédex e viu tudo a respeito da cidade, incluindo lojas profissionais.

— O que foi?

— Não tem nenhuma loja que venda boias para aviões anfíbios. A única que existe por perto fica em Aqualaguna.

— E agora?

— Vamos comprar a máquina de solda primeiro. Senhor, pode nos levar para tal endereço? — Vicky mostrou o endereço.

O taxista assentiu e deu a partida.

...

Os pais de Nizo e Nona era o casal que foi maltratado por Gamb há pouco. Eles eram um próspero casal que possuía uma loja de eletrônicos. Mas tudo mudou uma semana atrás quando a Equipe Black ameaçou os seus filhos e levou todos os produtos para o mercado negro. Depois de dias trabalhando forçado, eles tiveram uma garantia: seriam libertados sob a condição de um pagamento de 2 milhões de pokedólares à vista. Esse dinheiro era toda a economia da família.

— Continuem a trabalhar! Daqui a pouco vem mais um carregamento — avisou um grunt.

A mulher quis chorar, o seu marido pediu para ela ser forte e aguardar os seus filhos chegarem.

Nizo, Nona e Grumpig pararam a uma distância de 500 metros da fábrica abandonada. Eles passaram por toda a estrada com floresta ao redor até um mirante numa colina onde alguns veículos ficavam estacionados.

— A gente tem que planejar muito bem. Fomos enganados uma vez, por isso não podemos mais ser dessa vez — explicou Nona ao caçula.

— Nona, tenho medo que façam mal com os nossos pais.

Nona abraçou Nizo e prometeu que salvaria todos eles. Ela olhou para Grumpig e combinou com o porco para ser a garantia. Grumpig assentiu.

— Então vamos. Nizo... seja firme.

Os três voltaram para a estrada e foram em direcão à fábrica.

Os blackers ouviram o motor do veículo se aproximar e avisaram Chuck e Gamb.

— Eles vieram mesmo. Que ingenuidade hahahaha — comentou Chucky com toda a sua maldade.

— Ficamos ricos e ainda por cima vamos levar mais coisas — revelou Gamb. Chucky deu um cascudo nele e pediu para ele calar a boca, pois fizeram um serviço extra-oficial.

O fato era que Chucky e Gamb sequestraram os pais de Nizo e Nona. Pediram um resgate de 2 milhões e prometeram aos irmãos que libertariam os pais. Entretanto, mesmo após o pagamento, a dupla não libertou e ainda pediu mais relíquias. Esse roubo não teve conhecimento da Equipe Black e foi para ambos luxarem a grana da família de Nizo e Nona.

— Por fim chegaram. Não aguentava mais esperar — falou Chucky ao ver os dois irmãos no quadriciclo.

— É. Não aguentava mais — repetiu Gamb.

— Vocês da família Olliver são muito fáceis de ler. Podiam ter chamado a polícia, mas preferiram trazer mais objetos valiosos para a gente. Vamos, cadê?

Nona exigiu que mostrassem os seus pais antes de dar a pokédex.