Pokémon Pyro Max
363 PPMAX-343: Chuva de cura
As pedras de granizo caíram por horas mesmo após Casform voltar para a sua forma original e descansar. A cidade Beehive começou a drenar toda a água para os lençóis freáticos abaixo, o nível diminuiu. O gelo demorou a derreter, não causando sérios problemas ao povo.
Enquanto isso, as autoridades descobriram o grande complô entre a Cue Ball, o secretário Brown e o Major Gear. A morte do prefeito foi uma notícia nacional. Todos os meios de comunicação reportaram.
Mas ainda faltava o principal: as pessoas atingidas pela chuva serem curadas pelo antídoto. Por isso, uma coletiva foi programada. A pessoa que falaria era Jota Melo. Diria tudo sobre os planos da Cue Ball e como solucionaria.
— Eu não estou com saco para essas chatices — falou Shingo ao sair da sala em que o pulpito foi colocado com os microfones.
— Se quiser descansar, pode ir. O Jason está atualmente dormindo no subsolo — comentou Jota ao amigo.
— Prefiro dormir sentado em algum lugar. Boa sorte com a sua entrevista.
— É coletiva.
— Que seja.
...
Jeepo entrou no ginásio e viu a sua mãe pela primeira vez depois de dois anos. O adolescente correu e deu um abraço nela. Martha estava feliz por estar com os gêmeos.
E a coletiva começou. Todos os habitantes que acessaram a TV descobriram que logo uma segunda chuva aconteceria, mas que era um antídoto.
— Eu espero que todos que se sintam doentes, saiam das suas casas e deixem que o antídoto aja em seus corpos. Confiem em mim!
...
Gary supervisionava o trabalho dos engenheiros quando recebeu uma ligação de Milla. Por fim, o professor atendeu. A doutora respirou aliviada e falou tudo sobre a ida de Arthur Poirrot à Cocconut.
Ilha Cocconut
Poirrot acordou com a doutora batendo na porta do quarto. Ela deu o celular ao detetive.
— Detetive? Milla me falou sobre a sua visita. Eu estava muito ocupado o dia inteiro. Sinto muito.
— Professor Oak! Não se lamente. Eu decidi esperar pois o senhor é o unico que pode me ajudar.
Poirrot falou tudo sobre o seu plano investigativo contra a Equipe Black. O que ele queria com Gary. Tudo.
— Não posso ir agora, mas daqui a uns dias eu retorno para Cocconut.
— Não tenha pressa, professor.
Gary lembrou do que Magenta Randawa havia dito horas antes na rodoviária. Talvez a Equipe Black estava por trás do sumiço dos pássaros lendários. E se Poirrot estiver certo, a PokéBlack e Yamashida estavam por tras de tudo. Gary sentiu que pisava numa estrada lotada de ninhos de Beedrills. Qualquer passo em falso, seria letal.
— Jason... você está se metendo com essa gente perigosa. Nem mesmo a polícia consegue acabar com essas pessoas.
— Falando sozinho, professor?
— Britney!
— Assustei?
— Um pouco. Mas agora que derrotamos a Cue Ball, creio que voltarei para Cocconut. Jason e Luiza prosseguirão para outro distrito em busca das insígnias.
A garota percebeu a tensão.
— É o detetive, não é? Papai deve ter aprontado mais uma.
— Pode ser que sim, mas o mundo não é Yamashidacêntrico.
A loira falou que iria com Gary para Cocconut.
— Não seria melhor ir para Aqualaguna? Sua irmã te enviou para lá.
— Papai pode me encontrar lá.
— Por quê?
— Por causa dos Jogos Oceânicos. A empresa dele é a patrocinadora master há uns 4 anos consecutivos. Papai sempre é convidado para ser o presidente dos jogos, mas quem acaba indo é o vice-presidente da empresa.
— Se havia o risco, por que Victoria te mandaria para lá?
— A líder de ginásio é amiga dela. Também é capitã da marinha de Atlantique. Talvez pensou que eu estaria a salvo das garras do meu pai se ficasse perto dos militares.
— Victoria pensou bem, mas agora existe um risco real de que Yamashida tenha calculado que você apareceria por lá. Ele está querendo a cabeça de Jason. Provavelmente soube que Jason está aqui em Beehive e que ajudou na queda da Cue Ball.
— Mas professor... o Jason pode estar em risco também.
— Com aquele Charizard? Eu duvido. Não precisa se preocupar. Victoria também confia nele.
— Espera. Vicky? O que ela tem a ver com ele?
Gary desconversou.
...
Horas passaram. Amanheceu em Mantisk. A chuva de granizo acabou. O canhão de chuva estava preparado para funcionar mais uma vez. O antídoto foi transformado em uma bomba climática pronta para explodir no céu.
— Conseguimos — Os engenheiros aplaudiram.
— Por favor, só mais um pouco — comentou Melo ao lembrar das pessoas doentes.
Luiza, Java e Jeepo ardiam em febre e sentiam os efeitos do veneno. Faltava 1 hora para toxina fazer o efeito completamente. Jason, porém, não se entregou à doença e permaneceu em pé com os braços cruzados.
— Ele é bem durão — comentou Vinnie.
— Não faz ideia — respondeu Shingo.
Jason estava rodeado por seus pokémons. Preferia a companhia deles durante a espera pela chuva.
A bomba foi colocada dentro do canhão. Este subiu pelo elevador central até o terraço do ginásio. Girou para ficar num ângulo de 90°, apontando a sua boca para o céu. Contagem regressiva e o tiro. A bala subiu milhares de metros até as nuvens. Explodiu.
As nuvens voltaram a ficar carregadas. Uma chuva de coloração azul/safira caiu sobre Beehive.
— Vamos todos tomar banho de chuva!! — falou Melo.
Todo mundo saiu do ginásio e aproveitaram o antídoto. Milhares de pessoas também saíram e tomaram banho da cura. Naquele dia, Beehive foi curada da enfermidade tóxica da Cue Ball.
...
PokéBlack — White City
Merik e Baron sentaram à mesa de reunião. Naquela manhã, Yamashida, que havia viajado, autorizou uma reunião especial.
— Só podia ser você. Vice-presidente — falou Baron com desdém.
— O presidente ficará quanto tempo fora? — perguntou Merik.
— Duas semanas.
O vice-presidente era um homem bem vestido num terno cinza e que sempre usava luvas pretas. Tinha os cabelos pretos bem penteados para o lado. Olhos negros, puxados e penetrantes. Por baixo da roupa, era notável ser um homem atlético.
— Falaremos sobre a queda do governo de Hokkaishin. Chegou a hora da Black governar o país. Falta pouco para o projeto Missingno ser concluído.
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