Pokémon Pyro Max
268 PPMAX-255: O Parque de Gelo
Notas iniciais

Todos os aliados entraram no centro com os patins brancos dados por Natasha. Jason ficou inconformado de não ter sido avisado.
— É grande — disse o garoto com o calçado bem folgado.
— Ele se ajusta automaticamente com qualquer tamanho de pé — explicou Natasha. — Aperta o botão no calcanhar.
Jason apertou. Os patins se ajustaram exatamente com o seu tamanho. Para os que não sabiam patinar, havia duas lâminas. E mesmo assim, Jason sentiu enorme dificuldade para manter-se em pé.
— Acredito que agora tudo foi resolvido. Novamente... Bem-vindos ao centro pokémon de Moscold. Aqui vocês vão encontrar os melhores tratamentos para os seus parceiros. Meu nome é Joyce.
A enfermeira tinha cabelos cor de rosa e bem cacheados. Ao seu lado, uma Chansey com um casaquinho azul de inverno.
A maioria dos pokémons atendidos eram da tipagem gelo e água, mas havia alguns de outros tipos. E o local era bem movimentado.
Enquanto os heróis recuperavam os seus pokémons, Natasha e os seus pais resolveram ir ao ginásio da família. Elza e Lorelei permaneceram no centro.
Minutos depois, Charmander surgiu sobre uma maca bastante satisfeito pelo tratamento. Toda a sua tensão e cansaço se foram. Os demais pokémons também foram tratados, mas dentro das pokébolas.
— Agora que tratamos todos, vamos ao meu ginásio. Senhor Iceburgh?
— Sim, senhorita Elza.
— Cuide para que Beartic esteja inteiro. Hoje à noite, preciso dele para o desafio no ginásio.
— Sim, senhorita.
Elza, Lorelei, Shingo, Jason, Pyro, Luiza e Simon saíram do centro e foram de bonde para o ginásio. Iceburgh ficou no local para esperar o fim do tratamento de Beartic.
A pista em frente ao centro tinha trilhos de bonde. Os aliados pagaram uma passagem e aproveitaram uma pequena viagem até o chamado Parque do Gelo.
— Obrigada. Eis o meu ginásio.
Todos olharam com surpresa. O ginásio pokémon de Moscold tinha o formato de um estádio. Ao redor existiam estátuas de pokémons feitas com diamantes frios. Havia uma fonte que jorrava cubos de gelo. Uma árvore de natal iluminava a entrada do parque.
— Vo-você é dona disso tudo? — perguntou Jason.
— A minha família é dona. Mas como eu sou a líder certificada, cuido de 51% da administração do parque. Aqui ficam as maiores pistas de patinação e também um ambiente de lazer com base no que o frio pode nos propiciar. Isso até me lembrou a letra de uma música — Elza patinava e tocava violão.
Existiam pessoas patinando e se divertindo com a família. Crianças felizes por toda a parte. Era um ambiente aconchegante, apesar do frio.
Luiza patinava com maestria, enquanto Jason e Simon se esforçavam para não cair. Ambos ficaram com inveja.
Elza e Lorelei chamaram todos a fim de entrar no ginásio. Aparentemente, o local estava sem nenhum evento, mas logo receberia os espetáculos. Passaram da catraca e foram para o elevador administrativo.
— Uau! Quanta tecnologia — falou Simon ao ver os botões do painel serem de touchscreen. Aliás, o elevador era um quadrado com partes de gelo.
— Esse é o elevador exclusivo para quem trabalha no ginásio. Os pagantes usam outros elevadores — explicou Elza. — Por falar nisso, quanto vão pagar para assistirem aos espetáculos.
Todos fizeram um "hã", haja vista acreditavam que teriam entrada gratuita. Elza, porém, não cedeu e cobrou a entrada de todos.
— Vocês poderão escolher assistir ao show de patinação ou ao hóquei no gelo. Não sejam mãos de vaca.
A porta do elevador abriu e mostrou um salão com pessoas com farda azul e boné branco. Andavam para lá e para cá; alguns com pranchetas e outros auxiliando os atletas. Havia um vidro ao lado com uma porta automática que dava acesso ao camarote do ginásio principal.
— Olha isso — Jason correu para dentro do camarote. Havia cerca de 25 cadeiras acolchoadas para o staff do ginásio sentar durante as partidas.
Elza explicou que a arena era a das partidas pokémons. Havia outras arenas para outras modalidades, mas que ficavam do outro lado.
— Você fez um desafio para mim, não é? Sabe se comportar diante de dez mil pessoas assistindo?
— Quê?!! Vai ter gente vendo? — Jason ficou nervoso.
— Não me fale que tá com vergonha? — indagou Luiza. — Você foi visto por milhares de gente na Fortaleza do Cacau, lembra?
— Mas aquilo foi diferente!!!
Elza chamou todos para um local diferente. Ela abriu a porta e revelou um salão cheio de taças, troféus e medalhas. No centro, um cristal maravilhoso. Tinha formato de um cristal de neve. Tinha uns 60 centímetros de diâmetro e brilhava tal como um diamante frio (mas não era da mesma composição).
— Que lindo — falou Luiza.
— Não sei se é isso que os criminosos querem, mas não é algo de grande valor monetário. Apenas um sentimental por ter sido achado por meu pai e meu avô paterno, que hoje é falecido.
De fato, era o segundo cristal que os criminosos estavam atrás.
...
Doutor Love observava a evolução do projeto biológico da Equipe Black. A cópia genética, porém mais encorpada de Mew, estava com mais de 70% concluída.
— Mewtwo precisa de ainda mais poder. Sequer os poderes de Zapdos, Moltres e Articuno conseguiram suprir toda a barra de estamina necessária — falou o cientista.
Yamashida usava um jaleco e observava Mew adormecido dentro de um cilindro. O corpo de Mewtwo estava sem as pernas num outro cilindro. E os 3 pássaros lendários adormeciam dentro de aquários fechados. Fios transmitiam os poderes dos pássaros para o projeto Missing-no, aka Mewtwo.
— É por isso que precisamos das últimas peças desse quebra-cabeça: os 5 cristais. Assim, concluirei o projeto da minha vida inteira.
El Charco entrou no laboratório e avisou que Maytsa havia saído sem autorização a fim de caçar Jason e os outros. Yamashida praguejou, pois ela poderia colocar tudo a perder para a Equipe Black.
Os soldados tentaram impedir a passagem da mulher, mas foram derrotados por Gyarados. Ela montou no seu pokémon e saiu da ilha misteriosa.
— Ela caiu bem na minha lábia Muahahaha!!!
O 5° general havia induzido Maytsa a se rebelar e ir atrás de uma vingança.
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