Pokémon Ohana Adventures
1 Capítulo 00- Welcome Back
Calem
Não sei o que eu tinha fumado para ter aceitado tal missão de risco. Talvez estivesse sendo movido por estar num completo tédio naquela região... Saí de uma região tão, mas tão diferente de Alola, de um clima de frio e com as quatro estações do ano para uma que tem o verão o ano inteiro, pelo menos é o que dizem! Nunca me recordo de nada de Alola após ter deixado aquela região quando era um pequeno garotinho. Pedi para vir com a minha tia para Kalos e nem sei como a minha Mãe aceitou, e hoje sou Campeão Regional.
Derrotei a Diantha em uma batalha disputada e deste então ninguém tomou coragem para me desafiar, decidi ficar por ali mesmo, voltar para Alola seria uma perca de tempo e como era um novo campeão em anos, iria perder diversas entrevistas (a melhor parte de ser campeão é essa), sendo chamado dia e noite pelas principais cidades e vilas de Kalos e compartilhar o amor e a paz para todos. Depois de passar os primeiros meses, vi que na verdade ser campeão não é um mar de rosas, além de estar sempre em reuniões com representantes de outras regiões e tomar conta da parte administrativa de Kalos, também tenho que tomar conta do meu legado para não ser derrotado por nenhum ''novato'' que aparecesse para acabar com meu reinado.
Foi então que em mais um dia de trabalho fui chamado por um dos representantes de Alola... Professor Kukui, meu primo de sangue e grande amigo meu. Me chamou devido a diversas causas paranormais acontecendo em minha região natal, não sendo ainda vistas pela maioria do povo, mas que o caso acontecia constantemente e estava a piorar cada vez mais... sem nada para fazer e cansado daquela vida, aceitei.
A princípio achei uma boa ideia, iria rever os diversos pokémon que já nem lembrava que existiam e principalmente ia voltar para minha casa, ver a minha família, meu pai, minha mãe e principalmente o meu irmão mais novo: Kai
Mais novo que eu dois anos. Depois de ter deixado Alola apenas o via pelo computador, graças as redes sociais e ao Skype. E agora com seus 16 anos, ele vai iniciar a sua jornada Pokémon pelo arquipélago aloliano. Resumindo seria só vantagens para mim e ainda poderia ajudar o meu irmão em sua jornada.
Mas eu mal sabia que o que iria acontecer em Alola era muito mais que isso. E que eu e o meu irmão e seus amigos nos meteríamos em uma enorme alhada.
***
Estávamos na parte de fora de casa, num pequeno campo que meu pai fez durante a minha ausência para o Kai brincar com os pokémon quando criança, não sei porque, mas a casa que eu conhecia estava tão diferente... parecia maior e mais acolhedora, diferente da casa da Tia Jane que era mais pequena. Kai era tão parecido comigo, mas ao mesmo tão diferente sabe? Sua personalidade é muito forte e quando se olha para ele, tem-se logo uma vontade enorme de sorrir, ele é um garoto radiante e orgulhoso... deve ter sido por isso que ele deve ter escolhido como seu ''codinome'‘, a palavra Sun.
Iríamos iniciar uma batalha pokémon, ele ainda não era bem um treinador Pokémon, na verdade ainda nem tinha recebido o seu inicial, mas tinha já uma familiaridade com dois Pokémon que viviam em casa e eram domésticos, Rockruff e o Persian e pelo pouco que já via em batalha, o garoto aparentava possuir um potencial e um estilo de batalha muito agressivo.
— É hoje que eu lhe derroto, Calem! — Já era nossa quinta batalha, desta da minha chegada de uma semana atrás, ele estava usando o seu Rockruff em batalha contra o filho do meu Tyranitar: O Larvitar.
Este pequeno recém-nascido já estava em dois ou três níveis acima do Rockruff, mas era um dos únicos pokémon que eu possuía com nível mais baixo, todas as outras batalhas eu usei meus Pokémon de campeão.
Desumano.
Eu sei, mas não tinha grande escolha...
— Ruff ataque e não pare! Rock Throw!
Larvitar era lento, ele tinha noção e abusava disso, é algo comum na linhagem evolutiva de Larvitar, nunca foram rápidos, mas compensavam na sua resistência e no seu dano absurdo. Infelizmente meu Larvitar tomava todas as pedradas sem chance de desvio, era uma perca de tempo eu pedir para ele tentar realizar tal coisa, o maluco era pesado (muito pesado MESMO). De momento pude ver um sorriso malandro no rosto do meu irmão. Finalmente ele tinha uma esperança na luz do túnel de poder vencer o campeão de Kalos, mas estava muito enganado
— Amigo! Fique calmo — Disse para o meu companheiro que parecia estar cada vez mais irritado de tomar tanta pancada. — Sandstorm! — Gritei.
O plano começou a iniciar-se, agora cada ataque de Rockruff iria acertar com menos dano e sem contar na dificuldade implantada de Rockruff não poder ver nada naquela tempestade de areia fortíssima.
— Bite! — E sem precisar repetir duas vezes Larvitar lançou-se para cima do canino mordendo o seu pescoço com raiva e ferocidade impedindo Kai de conseguir realizar qualquer ação seguinte devido a dor que seu pokémon passava, gritando e implorando por ajuda.
— Não tem para aonde eu escapar agora! — Ele estava certo. — Ruff! Use Rock Blast no chão, agora!
Que bela ideia, mas séria bom de todo? O Pokémon apontou o seu rabo para baixo e então rapidamente foi empurrado para cima graças a força que exercia para conseguir lançava aquelas rochas em formato de seta em direção ao solo que ia rachando e perdendo aquele verde vivo. Larvitar foi obrigado a larga-lo, mas sem grande preocupação, de qualquer maneira Rockruff voltaria para o chão.
— Caiu no bait! — Gritei
— Ah não! Desta vez não! Ruff ataque com Rock Throw de novo!
— Larvitar, Hidden Power!
Gritamos os dois ao mesmo tempo, aquilo parecia uma cena de Dragon Ball Z para ver quem possuía mais poder de luta, as pedras bateram repetidamente sobre o projétil que vinha em direção como um Kamehameha, mas eram facilmente desintegradas por causa do Sandstorm, resultado: Venci mais uma vez.
— Você é mesmo forte — Falou, se aproximando de Rockruff que olhava para o seu treinador com uma cara triste sabendo que tinha falhado em vencer do Larvitar, Sun pegou no seu pokémon e abraçou-o com força, — Mas você, por mais que não tenha vencido, é mais forte ainda Rockruff.... Só precisamos de treinar cada vez mais amigo.
— Tem razão, eu só consegui ser forte graças aos mil treinamentos que tive, e você ainda nem recebeu seu inicial, mas já sabe lutar muito bem, lembre-se Sun nem sempre o melhor é atacar, a melhor ataque é a defesa...
— Eu sei.... Só estava pensando no ataque, no ataque e no ataque! Sem parar e acabei me perdendo na minha própria estratégia. Para a próxima eu vou pensar no que me disse, mas eu juro que vou lhe derrotar e me tornar o primeiro campeão de Alola... (Ele fechou o seu punho por tempos olhando para ele e logo em seguida apontou para mim com um olhar sério) SÓ UMA QUESTÃO DE TEMPO! — E junto com ele, Rockruff latiu para mim
Lillie
Ainda não consigo acreditar... a minha mãe, Gladion, pai, Cosmog...
Tudo na minha cabeça parece explodir e ainda não sei porque eu continuo a lutar... Sinto que algo maior me diz para seguir em frente, será isso que tanto chamam de fé? Será que conseguirei fazer com que minha mãe volte a ser a mesma mulher que eu tanto idolatrava?
E-Ela está tão diferente desde o sumiço do pai... Eu não quero que ele morra.... Espero que ele esteja vivo seja lá onde for, só para trazer a paz, para ser tudo como antigamente... Sem nenhuma mãe louca ou nenhum outro monstro aparecendo pela Aether.
Minha mãe, querendo matar os próprios filhos, como ela tinha coragem de maltratar tão mal aquele pequeno bicho? Pobre Cosmog, não sei ainda como ele ainda consegue confiar em mim mesmo sabendo que sou filha da mulher que tão mal o maltratou.
Gladion, ele sumiu também, assim como o pai, mas com ele eu ainda pude falar algo, mas... Ele não parecia mais o mesmo irmão que eu conhecia.... Estava rude e com um pokémon que me dava medo de chegar perto ou só de olhar para ele, talvez o Gladion tenha outro plano ou algo maior para fugir assim como eu fiz. Continuar na Aether é um inferno para mim, não podia continuar lá.
Peguei no Cosmog troquei minhas roupas e fugi, vim para Melemele para descobrir mais sobre Cosmog e esses bichos que minha mãe tem uma enorme fixação, quero a minha mãe de volta... meu pai, meu irmão.... Minha família.
Não sei como continuar... se nem lançar uma pokébola eu consigo, graças aos deuses descobri que nem todas as pessoas são como a minha mãe, maldosas e egocêntricas. Conheci o Professor Kukui que me abrigou nesta bela casa dele e da sua mulher Burnet que me trata como se fosse uma filha para ela. Tornei sua assistente e deste então, com ele, tenho vindo a aprender muita coisa sobre os Pokémon e estou tentando tomar mais coragem para me tornar uma treinadora pokémon, mas... Não sei porque.... Parece tão difícil. Vê-los a lutar por nós deve ser algo que os magoa, não consigo ver eles sofrendo pela minha vida inútil sendo que um dia eu morrerei...
Ai a minha mente... que coisa perturbadora.... Preciso descansar urgentemente. Mas tem acontecido tanta coisa nestes últimos quatro meses, não sei ainda como estou viva, eu e o Gladion. Recentemente, Kukui com a minha ajuda conseguimos desenvolver uma nova tecnologia que revolucionou as Poke Dex de todo o mundo: A Rotom Dex, dar-lhes-ei mais detalhes mais para a frente, estou muito cansada. Só neste dia Professor Kukui e eu tivemos que entregar diversos pokémon inicias à uma nova ordem de treinadores pokémon (100 treinadores inscritos para pegar os inicias de Alola) que estão prestes a iniciar a sua jornada.
Tenho que ajudar Kukui, fazer pesquisas e ainda meter Cosmog escondido dele e saber que criatura é essa e o que são esses monstros que deixaram minha mãe louca e sumiram com o meu pai.... Meu nome é Lillie, Lillie Aether e sou a garotinha de chapeuzinho que não sabe pegar nem em uma pokébola direito.
Bem-Vindos a Primeira Season de Pokémon Ohana Adventures
Notas finais
Ah esse prologo... muitos devem pensar que Calem é o protagonista da história, mas estão muito errados! Ele é um personagem que irá auxiliar os nossos verdadeiros protagonistas para os tornar mais maduros e fortes! Explicando-os diversas coisas sobre se aventurar em um Mundo desconhecido, além do mais ele não pode ficar saindo em jornada assim com eles, afinal, ele tem que ajudar Kukui e tentar descobrir o real problema da situação! Lembrem-se a história de Calem já terminou! (meio estranho falar isso sendo que n fiz fanfic a respeito desse personagem)
Lillie, a princesa de Alola tem muitos problemas na sua pequena vidinha e vocês conseguiram ver isso né? Pois é... a coitada sofreu bastante mas o que foi mostrado no prologo não foi nem 10% do que realmente aconteceu com ela e ao longo das temporadas iremos descobrir o que ela sofreu, o que lhe tornou uma garota tão introvertida...
Lembre-se, está fanfic não se trata de apenas uma simples jornada pokémon e você verá isso! Com vários problemas acontecendo já na primeira temporada que o deixará de certa forma louco! Quero dizer também que a primeira temporada serve para apresentar os personagens, suas motivações e todos os problemas que eles irão enfrentar ao longo do tempo, apenas na segunda temporada que irei aprofundar ainda mais nas suas personalidades, motivações e aquilo que todo o mundo mais gosta: Batalhas!
Então, não parem de ler e dêem sempre a vossa opinião!
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