Notas iniciais
Oi gente! Essa fic eu havia postado ela em outra conta, mas eu exclui e resolvi fazer nessa aqui. Espero que gostem!

Estava completamente assustado. Incrédulo, ao ver o corpo de seu pequeno companheiro jogado no chão. Ele caminhava lentamente na direção do Pokémon.

— Grow? — se ajoelhou ao lado do canídeo de pelagem laranja, que possuía também grandes riscos pretos por seu corpo.

Sentiu sua respiração falhar ao ver a poça de sangue que estava formada ao lado do corpo de Growlithe. Sua mente tentava processar tudo o que estava vendo. Não sabia quem havia feito aquilo, nem o por quê. Estava confuso, olhando para o lado, tentando localizar quem havia feito aquilo com seu Pokémon.

O silêncio tomou conta do imenso galpão. Era possível ver a respiração descompassada do pequeno menino.

— Kevin? — uma voz grossa corta o silêncio.

O pequeno se vira, encarado o homem que adentrava no galpão.

— P-pai! — correu até o homem, que aparentava ter uns 37 anos. — Alguém machucou o Growlithe!

O adulto apenas olhou para o Pokémon caído de relance, voltando os olhos para seu filho logo em seguida.

— Eu sei disso. Quem fez isso fui eu! — deu um pequeno sorriso de canto.

Após ouvir essas palavras, o coração de Kevin acelerou. Suas pernas tremeram e, mesmo que tentasse, não conseguiu conter as lágrimas. Aquelas palavras proferidas por seu pai, fizeram ele perder o chão.

— Quê? — arregalou os olhos, sentido as lágrimas descendo em seu rosto. — O senhor?

— Sim, eu. — respondeu tranquilo. — Me agradeça depois...

Aquilo foi o cúmulo para o pequeno Kevin.

— Agradecer? — murmurou, incrédulo. — Você acha que eu vou agradecer por isso?

O mais velho riu.

— Claro. Depois de algum tempo, irá notar uma diferença crucial nesse seu Pokémon. Digamos que, ele irá ter mais... Brilho!

A tristeza logo se transformou em raiva.

— Você... — o garoto procurou uma palavra que achou ser muito ofensiva para um adulto. — é um maldito!

Em questão de um segundo, ele foi levado ao chão. Pela primeira vez em toda sua vida, seu pai havia o batido. E não foi qualquer pancada, sim um forte chute direto na boca do estômago.

Ele caiu, levando as mãos até a barriga.

— Olhe o respeito para com o seu pai, seu fedelho! — desta vez sua voz soou ameaçadora.

Respirava com dificuldade, mas não deixaria barato; nunca teve o hábito de ficar calado quando alguém o fazia mal. Mas nunca, nunca havia respondido seus pais — e estava decidiu que aquela seria a primeira vez. Iria falar para seu pai tudo que estava entalado em sua garganta.

— Pai? — levantou a cabeça, encarando seu progenitor com o semblate de raiva. — Você só considera a Ashley e o Silver como seus filhos... — chorou com mais força. — Sempre me desprezou. Você nunca me deu sequer um abraço! — ele conseguiu recuperar o fôlego. — Agora, fez mal ao meu único amigo e quer que eu te reconheça como pai? Pai é quem cuida, quem dá carinho, você acha que fez alguma dessas coisas por mim? — Kevin o encarou direto nos olhos. — Meu tio Mark é mais pai que v...

Não conseguiu nem terminar a frase, apenas sentiu o punho do homem atingido seu rosto com violência. Ele caiu no chão, com o nariz sangrando.

— Levante. Ou vai continuar chorando? — ele começou a caminhar vagarosamente. — Seja homem. Ou não irá cumprir o seu objetivo quando for mais velho.

— Objetivo? Que objetivo? — perguntou ele inocentemente.

— Por ser o mais velho, você que será o chefe da família daqui á alguns anos. Isso inclui também, a nossa empresa. Pra isso, você necessita ter um coração duro feito pedra e um pulso firme, precisa se tornar um homem o mais rápido possível. E o encarregado de fazer você se tornar um homem sou eu, por isso não a tempo para isso de carinho.

— É por isso que você me trata tão mal? — o mais velho assentiu. — Você... É um monstro!

— Aceito seu elogio de bom grado. — riu maléfico. Aquele homem exalava maldade. — Vou garantir que você seja um monstro, assim como eu!

Depois dessas palavras, ele voltou a agredir Kevin com violência máxima.

2 Horas depois...

Estava difícil de respirar. Seu corpo estava extremamente dolorido, seus olhos roxos, os lábios completamente cheios de sangue e inchados. O sangue escorria por seu rosto totalmente destruído.

Aquela tortura havia acabado fazia algum tempo, mais ele não conseguia se levantar. Sentia sua consciência se esvaindo lentamente.

Mas, quando estava prestes a apagar completamente, ouviu o choro baixo de seu Pokémon, recordando que ele precisava de ajuda.

Mesmo sentindo uma dor imensa, ele se arrastou até o corpo de seu companheiro, que o olhava tristonho.

— Growlithe... — ele rastejava com dificuldade. — Amigo...

Ele repousou ao lado de seu Pokémon, levando as mãos até o pescoço do Pokémon, que estava encharcado de sangue.

— Vai... Ficar tudo bem... — esboçou um sorriso fraco.

A porta do galpão se abriu novamente. Logo, Kevin ouviu passos lentos, vindo em sua direção.

— Kevin? — escutou a voz de seu irmão o chamando.

Ao ver o estado do irmão, logo ele correu, se agachando do seu lado.

— Irmão? O que houve? — ele já estava chorando enquanto fazia as perguntas.

— Chama a... — tossiu sangue, sentindo um dor agudo no pulmão. — Chama a mamãe rápido Silver...

— Certo! — ele se levantou e começou a correr o mais rápido que pôde.

...

— É hoje que ele vai voltar, anime-se Kevin! — a mulher de cabelos castanhos sorriu para ele. — Depois de três meses, ele finalmente irá voltar!

O garoto deu um sorriso fraco.

— Finalmente. Depois de tudo aquilo, ele ficou bem... — sentiu seus olhos marejarem ao lembrar daquele fatídico dia, mas jurou a si mesmo que não iria fraquejar mais. — É um milagre!

Ele olhou para seu braço esquerdo, que estava engessado. A agressão lhe renderam ematomas que não sairiam da sua pele tão cedo.

— Mais uma vez Kevin, muito obrigado por não contar nada para seus irmãos! — a mulher colocava o café manhã na mesa. — Nem para seus tios. Se o Mark soubesse o que seu pai fez, ele iria vir se queixar com seu pai e o resultado não seria bom para seu tio.

A expressão de Kevin se fechou.

— Eu sinceramente não te entendo. Como pôde deixar que ele levasse o Silver e a Ashley para Celadon depois de tudo que ele fez comigo?

— Ele não irá fazer nada com eles. — respondeu fria. — E ele só fez aquilo para te pôr no caminho de um excelente líder.

Basicamente ela havia dito que seu pai só iria bater nele e sim, ela não iria dizer uma palavra contra o mais velho, mesmo ele espancando um de seus filhos. É como se aquele tipo de comportamento fosse normal.

— Você tá escutando o que você tá falando? — ele não pôde acreditar no que ouviu. — Está sugerindo que o problema sou eu? Que aquele maldito está certo em me espancar?

— Mais respeito com seu pai! — ela elevou o tom.

— Mais respeito um caralho! — gritou, batendo com o braço que não estava machucado na mesa. — Ele quebrou meu braço e quase fez o mesmo com minhas DUAS pernas! Eu tive que ficar três dias no hospital, TRÊS!

— Se não ficar calado e ter mais respeito comigo, eu termino o que ele começou! — gritou, se pondo na frente de seu filho e o encarando.

Finalmente sua mãe estava mostrando sua real face. Ela sempre o tratou com amor, mas pelo visto tudo passava de uma mentira.

— Parabéns, Délia! — ironizou. — Você é uma ótima mãe!

— Eu estou te avisando... — murmurou, prestes a explodir. — Você é filho e me deve respeito! A mim e ao seu pai!

— Realmente, os dois são um par perfeito! Um par de lixos! — com algumas conversas que teve com seu pai depois do ocorrido, aprendeu bem como ofender alguém.

— Seu maldito! — Délia virou um tapa na cara de Kevin, que já esperava tal atitude.

Mas aquilo mal fez efeito no garoto. Ele estava á mil, a adrenalina percorria todo seu corpo. Lembrou das palavras de seu pai.

"Eu vou te tornar um monstro."

— Já que vocês querem tanto que eu me torne uma pessoa ruim... — cerrou o punho, juntando toda a força em seu braço direto, se preparando para fazer o que nunca imaginou que faria um dia.

Com isso, ele desferiu o soco mais forte que ele poderia dar, direto no rosto daquela que lhe deu a luz.

O soco foi tão forte e carregava tanta raiva que instantaneamente a mulher caiu por cima da mesa.

— Dorme, vagabunda! — deu um sorriso macabro.

A mulher não fez mais nada, apenas ficou olhando o garoto saindo de casa.

Saiu de lá correndo, rumando á casa de seu tio, que também morava em Viridian. No meio do caminho, encontrou o conhecido gerente da clínica veterinária que havia deixado seu Growlithe.

Ele pegou a Poké Bola e cumprimentou o homem, fingindo que estava tudo bem. Agora, ele só precisava ir até a casa do seu tio e se fazer de vítima.

Correu o mais rápido que pôde até a casa do irmão de sua mãe, que ao contrário dela e de seu pai, era uma pessoa boa e que nunca o maltratou, muito pelo contrário.

Quando abriu a porta, encenou um choro. Seu tio se levantou do sofá assustado, indo até ele.

— Kevin! — ele se ajoelhou na frente de seu sobrinho, preocupado. Kevin se sentiu um pouco mal por enganar seu tio, mas já não tinha mais volta.

Ele abraçou Mark com força, chorando.

— Eu não quero mais ficar lá tio! Ela é um monstro!

— A Délia? — ele perguntou.

— Sim. Ela me bateu!

— Eu vou conversar com ela! — irritado, Mark se desvencilhou do abraço. — Sua tia está aí. Não se preocupe, daqui a pouco eu volto com suas coisas, a partir de hoje você mora aqui!

Assim que o tio bateu a porta, Kevin esboçou um sorriso vitorioso. Logo, ele amparado por sua tia, que chamou ele para dentro para tomar um copo d'água.

...

Tudo havia sido resolvido. Para o alívio de Kevin, Mark não quis nem ouvir o que Délia tinha a dizer, assim não soube que ele havia desferido um soco em sua própria mãe.

Agora, ele apenas estava arrumando seu novo quarto. O quarto de hóspedes seria seu.

Kevin não conseguia parar de sorrir, nunca havia se sentido melhor. Para o Kevin de antigamente, isso tudo seria imperdoável. Mas, agora, ele estava totalmente tranquilo e até feliz pelo que fez.

Depois de arrumar o quarto, ele lembrou de Growlithe. Foi até a cômoda que iria ficar ao lado de sua cama e pegou a Poké Bola, liberando o pequeno cachorro.

Growlithe estava diferente. Seu pêlo não estava mais alaranjado, e sim amarelado. Seu corpo estava emitindo um brilho fraco.

— Não acredito... — Kevin esbravejou. — Ele fez tudo aquilo com você... Pra isso?

Ele socou a cama e levou as mãos ao rosto, tentando se controlar.

— Maldito seja, Giovanni! — murmurou. — Eu juro que você vai me pagar. Eu juro, Giovanni! Você vai pagar pelo que fez comigo e com ele, Giovanni!

Kevin se virou para Growlithe. O Pokémon estava triste. Logo, Kevin percebeu que tinha o assustado.

— Desculpa Growlithe. — ele se abaixou e o abraçou. — Eu ainda gosto de você, só estou bravo. — ele encarou o Pokémon, abrindo um sorriso doentio. — Eu vou fazer ele pagar pelo que fez a você. Eu juro! Você vai me ajudar, não vai?

Growlithe entendeu perfeitamente oque Kevin sugeriu, e se sentia mal. Ele mesmo percebeu que Kevin estava mudado, não era mais o garoto gentil de antes. Mesmo assim, ele iria seguir seu amigo, estava decidido.

Pokémon New Kanto

Notas finais
Eai, sacaram qual é a "empresa" que o Kevin vai ter que assumir?
Espero que tenham gostado!