Brian acordou bocejando, ele havia dormido no sofá de seu novo apartamento. Coçando os olhos, o garoto se levantou. Na cozinha estava seu irmão, comendo algumas panquecas em silêncio.

— Não sabia que você era cozinheiro... – rindo, ele se sentou em uma das cadeiras.

— Eu pedi para entregarem aqui. Acho que o meu conhecimento de culinária se resume a sucos de fruta. – Lance falava calmamente.

— Então qual é o plano do dia, senhor Masterchef? – o Zorua pegava uma das panquecas, dando algumas mordidas.

— Vou procurar alguma missão na guilda, precisamos criar uma reputação.

— Bem, deve ter algum Caterpie que ficou preso em um buraco por aí.

— Aliás, hoje é o seu dia de lavar a louça. O meu é amanhã. – Lance falava pegando seu prato e colocando na pia.

— Ei! Quem disse que você podia decidir essas coisas?! – arregalando os olhos, Brian falava resmungando.

— Para começo de conversa, eu que arrumei o apartamento. – ele saía em direção ao banheiro.

Depois de arrumarem a casa, os irmãos saíam para a cidade. Como no dia anterior, as ruas estavam cheias de movimento. Na frente da guilda eles viam um Pokémon entrando rapidamente no local. Curiosos, a dupla seguiu o desconhecido.

Dentro do prédio, eles tinham uma visão melhor do Pokémon, que parecia um pequeno tiranossauro. Ele tinha um papel em sua mão e pulava, tentando colar na área de missões com seus pequenos braços. O garoto parecia desesperado.

— Com licença, está tudo bem? – Lance perguntava, se aproximando do Tyrunt.

— Hm? – o dinossauro se virou. – Moço, moço! Pode me ajudar?!

— É para isso que estamos aqui! – Brian disse, rindo.

— Meu pai... ele tá sumido... já fazem quatro dias! – no papel havia a imagem de um Druddigon.

Lance arregalou os olhos, a fala do Tyrunt trazendo algumas memórias à tona. Seu irmão, percebendo isso, ficou apreensivo, mas deixou uma cara de sério em seu rosto.

— Ninguém aceitou seu pedido de ajuda? – o Riolu cruzava seus braços, olhando o garoto.

— Não... papai é um político, alguém deve ter feito ele desaparecer!

— Garoto... Nós vamos encontrar seu pai, pode contar conosco! – cerrando seus punhos, Lance mostrou uma expressão de raiva.

— Obrigado... ele ia se candidatar para prefeito. Aliás, eu me chamo Tyler. – ele forçou um sorriso.

— Ok, vamos nessa! – Brian declarou, saindo do prédio correndo, seu irmão logo atrás.

Parando na entrada, Lance colocou sua mão no queixo, pensativo. A hipótese de ser um atentado parecia ser a mais viável possível. Seu irmão olhou o prédio da prefeitura, pensando em um plano.

— Maninho...

— É, nós podemos tentar isso, mas não acho que dê para ver o prefeito sem ter hora marcada.

— Não se você for um membro de um time de exploração famoso! – rindo, ele se transformava em um Lucario, uma cópia de seu pai. A única indicação da ilusão era a cauda, que tinha uma ponta vermelha.

— Essa... não é uma má ideia, vamos!

Parando na entrada, os dois entraram em silêncio. A secretária do prefeito estava sentada em sua mesa, lendo um livro. Se aproximando, o “Lucario” pigarreava.

— Com licença...

— O que posso fazer para ajudá-los? – a Gothitelle dizia sem sequer os olhar.

— Sou Nick, membro do Time H.E.R.O e esse é meu filho, Lance – ele apontava para o Riolu.

— Bom dia... precisamos falar com o prefeito. – o garoto falava com um olhar sério.

— Deixe-me ver com ele. – ela ligava o telefone, chamando o prefeito e em seguida, concordava com a cabeça.

Subindo as escadas, eles iam para dentro da sala do prefeito, que estava em sua mesa.

— A que devo a visita desse time? – o Alakazam falou para os dois Pokémons, seu olhar fixado neles.

— Nós recebemos a missão de um Tyrunt, aparentemente seu pai sumiu. – O Lucario cruzou seus braços.

— Ele mencionou que o desaparecido era um político, e... – Lance falava, sendo interrompido.

— Vocês suspeitam que eu tenha algo a ver com isso, certo? É óbvio, olhando para vocês, dá para perceber algumas coisas...

Brian engoliu seco, mas tentou se manter calmo. Seu irmão deu uma leve olhada para ele e voltou a encarar o Alakazam.

— Bem, eu posso garantir que não fui eu. – ele se levantou, olhando pela janela de seu escritório. – É uma tragédia, certamente, mas uma em que eu não fiz absolutamente nada. Podem procurar o quanto quiser, se vai ajudar o garoto a ter um desfecho.

Lance cerrou os punhos. Dava para ver que ele estava mentindo pela aura que saía do corpo do Pokémon, mas ele respirou fundo. Teriam que achar provas que o conectassem ao caso, sinalizando para o irmão que eles deveriam sair.

— Entendo... desculpe atrapalhar você... – Brian se virou, saindo dali com Lance.

Enquanto os dois saíam, o prefeito via a cauda vermelha do Lucario, percebendo a ilusão do Zorua. Após estar sozinho ele ligou do seu telefone para sua secretária.

— Quero que contate a Companhia, preciso silenciar alguns pirralhos...

O dia passou e a dupla continuou procurando pistas. Eles resolveram interrogar alguns Pokémons próximos da vítima, mas a maioria não revelou nada de importante. O máximo que disseram foi que ele sumiu a noite e que saiu sozinho de sua casa. Os dois, então, foram para a sua casa, planejar o que deveriam fazer em seguida.

Em outra área da cidade, durante a tarde e em uma casa abandonada, três pokémons do tipo aço conversavam entre si, eles haviam recebido a mensagem do Alakazam fazia meia hora.

— Bom, qual de nós vai cuidar do alvo dessa vez? Um tipo sombrio e um tipo lutador. – o Aggron conhecido como Atlas perguntava.

— Eu me ofereço. – o Empoleon levantou sua nadadeira.

— Hmph, você só quer pegar o dinheiro para si como sempre. – o Bisharp comentava.

— Ele tem uma noção. Não podemos deixar o Flint, da última vez ele foi quem assassinou o alvo do cliente, seria suspeito! – Atlas parecia irritado.

— E como sempre a sua covardia nos previne de arrumar trabalhos melhores. – Napoleon comentava.

— Certo, então vamos deixar o aquático cuidar disso. Já sabemos onde eles moram? – Flint cruzou seus braços.

— O prefeito disse que eles se afiliaram à Black Skull, o que significa que devem morar em um dos apartamentos. Se eu pagar o síndico, ele deve me deixar passar sem problemas. – o Pokémon aquático comentou.

— Parece que a sua ganância vai ser útil, finalmente. Bom, vamos atacar à noite... – o Bisharp disse, seu olhar sério.

Lance estava em seu quarto, escrevendo em um caderno. Seu cérebro estava acelerado, pensando em várias hipóteses do que havia acontecido com o Druddigon. Do lado de fora da casa, a chuva caía e o céu estava escuro.

— Já anoiteceu? Eu perdi a noção do tempo de novo... – se espreguiçando, ele saiu de seu quarto, indo para a sala.

Seu irmão estava deitado no sofá, comendo algumas frutas que haviam encomendado. Ao notar o Riolu, ele desceu, esperando para ver o que ele ia dizer.

— Eu tenho certeza que o prefeito tá involvido nisso... – ele dava um longo suspiro.

— Posso infiltrar o escritório dele, não acho que ele vá ficar lá a noite inteira...

Enquanto eles estavam distraídos com a conversa, a maçaneta da porta começou a girar. O barulho fez com que os garotos se virassem, ficando em posição de combate. Então, a porta se abriu, mas não havia ninguém lá. Brian camuflou os dois com uma ilusão de que estavam invisíveis. Eles foram para o corredor do prédio.

— Com certeza é o prefeito, ele deve ter mandado alguém atacar a gente, mas quem? – Lance pensava, sua mão em seu queixo.

De repente, o local se iluminou, uma rajada prateada de energia sendo disparada. Mal tendo tempo para desviar, a ilusão foi desfeita, os dois irmãos olhando o inimigo. Do outro lado estava o Empoleon contratado para lidar com eles.

— Vocês são novos aqui e já arrumaram um inimigo bem poderoso... – ele comentou sorrindo.

— Quem foi que contratou você? – Lance permanecia sério, seus punhos à mostra, como se estivesse preparado para atacar.

— Pursuit! – Brian declarou, avançando rapidamente contra o corpo do Empoleon, o golpeando, mesmo sem ser muito efetivo pela tipagem.

O pinguim riu do ataque de Brian e, com sua barbatana envolta em um brilho prateado, o golpeou em cheio, o atirando contra o irmão. Lance foi atingido e os dois saíram rolando pelo chão.

— Tenho que pensar rápido, ele pode ser um Pokémon no terceiro estágio, mas eu não vou morrer aqui! – se levantando, Lance passou a mão no rosto para tirar seu suor. Dando uma olhada para trás do Empoleon, ele viu uma janela.

— Agility! – O corpo de seu inimigo começou a brilhar em um tom branco e ele correu, sua velocidade havia dobrado.

— Copy...cat! – Brian disse, copiando o movimento do Empoleon, ele empurrava o irmão para a parede com alta agilidade, indo logo atrás e desviando do golpe.

— Hm... vocês não são tão ruins moleques!

— Cross Chop! – Lance dava um passo para frente, seus braços em posição de X e brilhando. Ele dava um salto, tentando acertar o pinguim.

O inimigo dava um passo para trás, esquivando do golpe e abria sua boca, uma energia branca dentro dela. Brian correu, ainda tinha o aumento de velocidade de antes, suas patas brilhavam como as de Lance.

— Copycat! Cross Chop! – ele golpeava o Empoleon em cheio ao mesmo tempo que este disparava a energia, empurrando Brian para o outro lado do corredor. Ele batia na parede e caía no chão, sem conseguir se mexer muito.

Enquanto os dois trocavam golpes, Lance se preparava para acertar o pinguim. Ele fechou seus punhos, que reluziam em um tom azul, mirando no Pokémon de aço.

— Force Palm! – declarando o nome do golpe, ele disparou uma rajada de energia azul.

— Protect! – uma barreira surgia na frente do pinguim, o protegendo do ataque.

— Tsc... – resmungando, o Riolu partiu para cima do Empoleon, que simplesmente desviava.

Vendo a janela, Napoleon percebeu uma oportunidade enquanto o Riolu estava distraído. Suas nadadeiras eram envoltas em água, dando a impressão de que ele havia feito lâminas. Então, com sua velocidade aumentada, o Pokémon avançou contra Lance, o cortando com as espadas que havia feito.

— Liquidation!

O impacto foi tão forte que Lance foi atirado da janela, caindo da altura de dois andares, caindo em uma lata de lixo. No prédio, o Empoleon sorria, achando que seu trabalho estava feito. Bem, se o prefeito quisesse eles mortos, ele deveria pagar mais para a Companhia. Em silêncio, ele saiu do local.

— L... Lance! – Brian correu para fora do prédio, indo até onde o irmão havia caído, vendo que ele estava machucado, com vários cortes no corpo.

— H... hospital... – ele falava cospindo um pouco de sangue.

A noite caía com os dois irmãos indo para o hospital local de maneira apressada para que Lance pudesse sobreviver ao ataque. O agressor já havia saído da área e eles tinham que pensar melhor sobre as próximas ações que iriam tomar.

Diário da aventura

Itens:

5x Oran Berry

1x Sun Ribbon

1x Escape Orb

2x Apple

Lance

Espécie: Riolu

Idade: 16 anos

Level: 21

Moves conhecidos:

Force Palm

Cross Chop

Brian

Espécie: Zorua

Idade: 16 anos

Level: 21

Moves conhecidos:

Pursuit

Copycat

Shadow Ball

Fury Swipes