Pokémon Mystery Dungeon: Liberators of Fate

20 Dungeon 20 - De volta onde começamos


Na estrada, uma carruagem era levada por um Zebstrika, que cavalgava calmamente, olhando a paisagem e a floresta, lembrando-se de quando foi sequestrado pela matilha de Mightyenas. Dentro do veículo estavam um Croagunk, um Zoroark e um Lucario.

— Fico feliz que tenham me chamado, quando vi a carta fiquei surpreso, já faz um tempo que não nos vemos! – o Pokémon venenoso comentou rindo.

— Ia levar muito tempo pra chegar sem carona, então... obrigado. – Lance disse enquanto desviava o olhar, seu rosto vermelho.

— Caramba, ele agradeceu de verdade! É hoje que o mundo acaba! – Brian riu, fechando os olhos.

— O que andaram fazendo nesse tempo todo? Eu e o Marty acabamos viajando muito...

— Lidamos com um Luxray naquela vila que vocês nos deixaram e quando chegamos no nosso objetivo, tivemos que lidar com uns mercenários. Mas conseguimos no final. – o Lucario voltou o olhar para o Croagunk, o encarando com uma expressão neutra.

— Entendo... isso explica a evolução de vocês, parecem ter amadurecido... fico feliz.

— Valeu... – o Zoroark passou a mão em sua cabeça.

— Nós chegamos, meninos! – a voz do Zebstrika indicou para eles e a carruagem parou de se mover.

— Aqui está o dinheiro que combinamos... – Lance pegou da mochila um punhado de moedas, entregando para o Croagunk. Em seguida, ele saiu do veículo junto do irmão.

— Em casa, finalmente... – o Zoroark se espreguiçou, dando um bocejo.

— Sim. Vamos lá... – dando um sorriso, Lance seguiu andando com Brian.

A cidade natal do time estava com um fluxo normal de Pokémons, que realizavam seus afazeres, tendo muitos indo em direção à guida. Pensando em onde começar, os garotos decidiram ir para a casa do pai. Após chegarem na entrada, o Zoroark bateu na porta e ficou esperando.

— Já vou! – a voz de dentro disse e logo abriu a porta.

Na frente deles estava um Lucario, mas ao contrário do pelo azul que Lance possuía, o pai deles tinha a pelagem de um azul mais cinza, devido á sua idade. Também possuía algumas olheiras em seu rosto. Ao notar os filhos, ele deu um sorriso.

— Vocês vieram... – Nick deu espaço para os dois entrarem dentro da casa.

— Bom dia, pai. – Lance disse e logo foi para dentro.

— Nós estamos de folga, por assim dizer... – Brian seguiu logo atrás do irmão.

— Eu também estou, a última missão foi bem desgastante... querem algo pra comer? – trancando a porta atrás de si, Nick olhou os filhos com um sorriso no rosto.

— Um milk-shake de Oran... estou com vontade de tomar, agora entendo o motivo de você reclamar de calor quando vai para alguma dungeon desse tipo.

— Eu posso fazer, gostaria de saber o que fizeram nesse tempo, além de... se mudarem.

— Nossa, essa conversa vai ser longa...

A família passou uma hora conversando entre si, os meninos explicando tudo o que havia acontecido, desde o incidente com o Zebstrika até o confronto com os mercenários. O pai deles estava feliz de ver o quanto os garotos haviam crescido, mesmo que ainda se preocupasse com eles.

— E quanto a você, pai? O quão longe teve que ir dessa vez? – Lance então tomou um gole da sua bebida, aproveitando o sabor doce de Oran.

— Estávamos em uma ilha chamada Cydonia, o rei de lá nos chamou para ajeitar umas coisas.

— Hm, tudo bem. Algo a mais interessante pra dizer?

— Tinha um templo dedicado ao Entei... aparentemente os Pokémons que moraram lá há séculos construíram. – coçando o queixo, o Lucario disse para a dupla.

— Quem sabe algum dia a gente encontra um lendário... ou até recruta um pra nosso time! – Brian falou alto, pensando no que poderia acontecer.

— Eles são lendários justamente por não se misturarem com a gente, mas admito que seria legal... – Lance deu uma risada enquanto dizia.

Dentro da guilda, o Sceptile conhecido como Yukino estava andando com um pequeno Pokémon de olhos azuis, que tinha o corpo preto, com dentes largos e uma capa amarela de formato triangular. Os dois andavam pelo prédio, observando tudo ao redor.

— Meggie, sei que você não conhece nada daqui, então eu vou te guiar, essa é a guilda que eu criei com meus amigos, é o melhor lugar para você começar a aprender... – o réptil olhou para a Snorunt fêmea.

— O...Obrigada... por estar me ajudando tanto. – a garota estava envergonhada, mas não queria recusar a ajuda de Yukino.

— Não precisa agradecer, estava sozinha em um mundo desconhecido. Mas vou ser sincero, eu não acreditaria na sua história se não conhecesse o Swampert do meu time. Se quiser, pode falar mais com ele, está na mesma situação que você, só que por mais tempo.

— Eu realmente agradeço, mas não sei o que fazer! Esse corpo é estranho e eu estou gelada o tempo inteiro! – ela gritou, parecendo desesperada enquanto olhava o próprio corpo.

— Eu vou cuidar de você, não se preocupe...

— Que coisa mais inédita, o Yuu tá sendo responsável... – do outro lado os dois viam um Swampert se aproximando com um largo sorriso.

— Não enche, bafo de Magikarp.

— Relaxa erva daninha... eu ouvi meu nome e quis ajudar, em que posso ser útil? – Shiron riu, se aproximando do amigo.

Sem saber o que fazer direito, Meggie saiu correndo dali enquanto os dois adultos conversavam. Ela estava em uma situação desconhecida e, embora gostasse da ajuda do Sceptile, ainda não tinha certeza se era a coisa certa a se fazer. Fora do prédio da guilda, ela decidiu ir para algum lugar em que pudesse refletir melhor. Então, a Snorunt seguiu na direção da praia, sem falar nada com nenhum dos aldeões.

Ao chegar no local, ela viu um Lucario perto do mar, olhando o horizonte. Procurando não incomodar o Pokémon, ela ficou parada no lugar.

Aquele Sceptile mal me conhece e quis me ajudar, eu... deveria aceitar, vou conseguir descobrir mais sobre o que está acontecendo assim... – ela pensou, olhando para o chão, tentando decidir se deveria voltar para a guilda ou não.

— Você está bem?

Virando o rosto para cima, ela viu o Lucario de antes em sua frente, a encarando com os braços cruzados. Engolindo seco, ela deu um passo para trás.

— E... estou sim... desculpe, eu fiquei nervosa por um tempo, mas acho que estou bem agora.

— Dá pra perceber que não está. Era uma pergunta retórica. Enfim, talvez eu possa te ajudar, qual o seu nome? Eu me chamo Lance...

— Meu nome é Meggie, mas eu não acho que ninguém possa me ajudar... não sei, aquele Sceptile disse que o Swampert iria fazer isso...

— Ah, eu conheço eles, são praticamente meus tios, mas o que faz você dizer que não conseguirá ajuda?

— Ninguém ia acreditar em mim... – ela desviou o olhar.

— Tenta. Duvido que vai ser um choque tão grande quanto pensa.

— Eu... – respirando fundo, Meggie tomou coragem para falar – sou uma humana!

Continua...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.