Pokémon : Masta

4 Capitulo 4 : A Floresta orvalhada!


Notas iniciais
Masta Praia das conchas Após uma longa batalha contra um grupo de Pokémons selvagens nada como um dia de praia para acalmar, mas a folga não pode ser muito longa, pois ainda ha muito para se ver pela frente.

A noite na praia é tão linda! Pena que não tenho com quem compartilhar (chorinho). Depois de tudo que rolou, eu acabei bem ferida e preocupei os outros, mas agora estou bem e eles estão dormindo em suas camas. Enquanto eu estava sendo tratada eu tive bastante tempo para descansar e agora estou cheia de energia.

— A lua esta tão bonita... – Tentei ignorar o fato de que não tinha ninguém com quem me abrir agora.

Eu estava errada, eu tinha a Chichi, ela é quem mais importa para mim agora. Eu a soltei de sua Pokébola, aquela prisão sem graça, ela estava fofa como ode costume e graças ao Pokécenter suas feridas estavam tratadas; “Você precisa andar com seu Pokémon em sua Pokébola, é onde é mais seguro para ele.” Foi o que a enfermeira me falou, acho que a Chichi não liga se está ou não na Pokébola, então acho melhor eu fazer o que é melhor para ela.

(Chiko? Chiko?) Ela inclinou sua cabeça.

— Chichi... – Eu me preocupo muito com ela. – Se você não quiser mais lutar eu ficaria muito feliz, sabe.

— Quer obrigar sua Pokémon a não lutar? – A voz veio por trás de mim, quase pulei no susto.

— AHHH! – Pulei de susto...

Era o Flyn, ele estava com seus Pokémons, o gorducho e na cabeça dele esta o torradinho, Flyn estava segurando um balde de praia.

— Te assustei?

— Pareci assustada? – Eu não podia dizer que sim.

— Parecia, sim...

— É que seu rosto é tão feio que pensei que era um monstro.

Mun e Chichi riu, a risada deles acordou o Cynda.

— Mun, você concorda com ela? – Ele se virou para seu Pokémon, que concordou com a cabeça. – Traíra... Mas voltando ao assunto anterior, você não quer que a Chichi lute mais.

— É, foi muito perigoso hoje e não quero que aquilo se repita.

— Calma, nos ainda somo inexperiente, quando pegarmos o jeito não vamos ter que nos preocupar tanto mais.

O Pokémons correram juntos pela areia, Cynda desceu da cabeça do Mun para brincar também, eles pareciam felizes, mesmo que tenho apanhado bastante hoje.

— Eu nunca fui fã de luta, por isso nunca fui de fazer coisas na academia.

— Então o que você fazia lá?

— Medicamentos caseiros e doces.

Os olhos do Flyn brilharam, ele segurou as minhas mãos de maneira que parecia que ele ia revelar seu amor por mim, nossa, esse seria o momento mais romântico da minha vida; mesmo que eu tenha de dividi-lo com o Flyn ( Nojinho); uma confissão de amor em uma noite de lua cheia na praia, o que fala é apenas as mais belas três palavras que sozinha são como nada, mas juntas são...

— Sabe fazer Cookie?

..........Eu odeio esse garoto.........

— NÃO! – Dei um tapa na cara dele para ver se aprende. – Nunca faria um brigadeiro para você, moleque idiota.

— Desculpa.

— Sabe, depois disso eu senti até ânsia de vomito. – Fui até minha querida Chichi. – Venha Chichi, vamos para cama antes que eu passe mal.

(Chiko!)

No dia seguinte.

— Que liiiiiindo! – Disse andando em uma estrada de pedra olhando para o mar ao longe. – As casas são por aqui mesmo Alexa?

— Bem... Foi o que o aquele senhor me disse, mas... – Ela olhou paras as casas, elas eram todas iguais, pequenas, de madeira e em fileiras, parecia uma escadaria composta por casas no morro, é bonitinho, mas não passam de xales. – Eu não sei qual é a casa da diretora.

Nessa manha todos nos jogamos nossos antigos uniformes fora, agora estávamos vestidos como a gente quiser. Alexa estava calçando um tênis de uma marca qualquer, ótimos para corrida, uma meia calça que ia de seu pé de lancha até seu short jeans claros, sua blusa sem mangas branca e sem graça é bem ajustada em seu corpo, o que mata é seu casaco com pintura militar, é grande e feia.

— Podemos bater de porta em porta, sabe que nem halloween. – Erick parecia uma criança, usando um short branco um casaco azul bebe com detalhes amarelos e um tênis azul um pouco mais escuro que seu casaco. O bom de seu casaco era o bolso da frente, é grande, cabe a Pokébola dele ali. – Uma hora achamos a casa.

— Estou quase aderindo a ideia. – Disse a Alexa. – Pior é que eu não lembro o nome da empregada.

— São quantas casas no total? – Disse Kasuke, ele parecia estudante de anime, usando camisa branca de botões, uma calça preta e um sapato social. – Somos cinco, podemos achar fácil a casa, se nos espalharmos.

— Verdade. – Disse o Flyn, ele tinha encontrado um pirulito, daqueles enormes e coloridos, em algum lugar. Ele vestia uma calça jeans com tom de cinza bem básico, um casaco marrom com interior do forro da toca preto, como alguns outros detalhes do casaco, seu tênis é um cinza com detalhes em preto e vermelho, ele é o único dos meninos que não tá pagando micão.

— Acho que tem umas seis fileiras de casas. – Erick estava com o Turtwig fora da Pokébola, eu pensei bastante em deixar a Chichi também.

— É perfeito! – Alexa se agitou. – Cada um de nos procura por uma das fileiras de casas, depois nos encontramos na fileira final, caso a gente não encontre a casa.

— Serio? – Perguntei. – Não podemos encontrar de outro jeito?

— Não vejo como. – Alexa parecia certa de sua escolha. – Me diga outro jeito de acharmos a casa da diretora?

— Assim. – Flyn foi até a casa mais próxima, bateu na porta e esperou até ser atendido. – Olá, sabe onde uma senhora chamada Margareth mora?

— Ela é minha vizinha, mora nessa casa. – O moço apontou.

— Valeu moço. – Flyn voltou com sua cara de bobo como de costume. – Ela mora ali.

— Hum. – Kasuke riu por dentro. – Eu acho que esse plano foi melhor.

— Cala a boca Kasuke! – Alexa parecia estressada. – Ele deu sorte.

Fomos até a casa que aquele fulano disse ser da diretora, Alexa bateu na porta com um sorriso no rosto e postura de boa menina, mas algo de errado se ouviu dentro da casa.

— Quem é? – A voz era de um homem, Alexa tinha me dito que a casa estava com a empregada tomando conta, ou ela não é “ela” ou ela esta com o boy dela lá dentro.

— Me desculpa senhor. – Disse a Alexa. – Estamos procurando a casa de Margareth, a líder de ginásio da cidade de Salem.

A porta se abriu preguiçosamente, o homem que a abriu era alto e vestia uma camisa florida short brando, chinelos e um chapéu de praia feminino. Ele é alto, sua pele parece que nunca se encontrou com o sol, os olhos eram pequenos e sua barba era malfeita, pelos poucos cabelos grisalhos eu chutaria que ele tem no mínimo trinta anos, ele parece bem para a idade, ele esta bem magro.

— A casa é aqui sim.

Alexa ficou boquiaberta, ela olhou o moço de baixo para cima, será que ela se apaixonou por ele?

—Você... – Alexa começou a esboçar um sorriso gigantesco. – Você é o líder de ginásio do elemento raio! O Senhor é o senhor Arthur!

— É. – O Homem parecia tão agitado quanto o Flyn. – Vocês estão aqui por causa da encomenda da Margareth, não é? Entrem.

Alexa estava agitada, Erick também acabou ficando quando ouviu que ele era o líder de ginásio, Kasuke tirou uma foto dele, eu acho, quando ele tinha aberto a porta.

— Senhor Arthur, o que você faz aqui? Seu ginásio é tão longe. – Alexa seguia o homem que nem uma stalker.

—Estou de folga.

— Não sabia que vocês, lideres de ginásio, tiravam folga. – Kasuke mexia nas coisas da diretora.

— Verdade. – Alexa parou para ficar pensativa. – Como pode tirar uma folga? Há muitas pessoas querendo desafiar o senhor, não pode tirar uma folga quando bem entender.

— Posso sim. – Ele entrou em um dos cômodos ao fundo, eu não consegui ver como era o lugar para onde ele foi, pois eu estava vendo a tevê na sala.

Ele voltou com uma enorme caixa, ele começou a tirar dentro dela pequenos cilindros, a altura era igual à de uma Pokébola, depois uma espécie de panela pequena, percebi que era uma panela porque ela tinha uma espécie de alça, e seis tablets com capas coloridas e por fim canetas; eu acho... eram grosas demais para ser uma caneta, mas grandes demais para ser um batom.

— ... – Ele olhou para nos. – Esta faltando um.

— Um oque? – Erick perguntou.

— Uma pessoa.

— Você tem um presente para cada um de nos?

— É, né... mas pelo visto levarei uma Pokédex para casa.

— Não precisa senhor! – Erick correu até o homem. – Eu levarei a Pokédex do garoto que falta.

O Homem deu de ombros, ele parece não se importa com essas coisas.

— Eu tenho comigo três mini hospitais, uma panela especial, e duas varas de pescar portáteis (ele segurou o “batom” estranho), decidam entrem vocês o que cada um vai ficar.

— Eu fico com a panelinha! – Falei animada. – Eu sou ótima na cozinha!

— Essa panela é boa para prepara medicamentos em forma de comida, misturando frutas de cada tipo, você pode fazer um medicamento mais poderoso que a fruta normal ofereceria.

— Eu fico com a vara de pesca! – Disse o Erick. – Eu tenho um Pokémon de grama, para mim vai ser ótimo poder enfrentar Pokémons aquáticos.

— Eu prefiro o hospital portátil. – Alexa parecia confiante como de costume. – O nome me agradou muito.

— Ele ainda é um protótipo. – Desse o homem pegando o mini hospital. – Ele é capaz de curar as feridas e os problemas de status de um Pokémon, mas demora certo tempo e ele possui um limite médio de o quanto ele pode ajudar, no futuro você pode ir até mim para procurar atualiza-lo.

— Bem, ainda tem dois mini hospitais e uma vara de pesca... – Kasuke pensou bastante. – Acho que vou de vara de pescar mesmo.

— Mas ai você teria mais de um Pokémon aquático. – Flyn se meteu.

— Quero deixar o hospital para quem quiser.

— Bem, acho que eu vou ficar com a vara de pesca, afinal eu tenho o Mun, com ele consigo enfrentar Pokémons aquáticos.

— Então eu fico com o hospital mesmo.

— Então o outro hospital será do Wellington! – Erick pegou o hospital e colocou em sua mochila.

— Eu tenho uma Pokédex para cada um de vocês, tenho das cores...

— Quero o rosa! – Tive de ser rápida, vai que o Erick escolhe o Rosa para o Wellinton.

—Então... – Ele continuou. – Agora eu tenho o azul, vermelho, verde, preto e o branco.

— Meninos, vocês podem ficar com o Azul vermelho e verde, para combinar com os seus Pokémons, eu fico com o branco, porque o preto combina com o Wellinton.

— Ok! – Kasuke pegou as Pokédex e passou adiante.

— Bom, é melhor vocês irem correndo até o próximo ginásio, vocês não tem muito tempo.

— Como assim? – Perguntei.

— O ano tem doze meses... – Alexa começou a dar aulinha. – E em Masta há doze ginásios, a cada mês, 12 pessoas podem ganhas uma insígnia em cada ginásio, mas você só tem três tentativas por mês para enfrentar um ginásio.

— Aaaatá... – parei para pensar um pouquinho. – Pera ai! O mês vai acabar em três dias!

— EXATAMENTE! – Alexa gritou. – Por isso queria ir logo para a cidade de Normalia!

— Temos que correr então. – Erick também ficou preocupado.

— Mas se falta apenas três dias, então a chance de ter ainda uma insígnia lá é baixa. – Flyn argumentou.

— Melhor certificar. – Alexa ajeitou o mini hospital em sua mochila. – Vamos não temos muito tempo.

— Sabem os requisitos para enfrentar o ginasio né? – o Homem perguntou.

— Claro que sei! Não se preocupe. – Alexa sorriu confiante e correu até onde pode ir.

Eu e os meninos a seguimos, mas eu fiquei me perguntando, “eu vou mesmo participar disso?” eu ainda estou meio assustada coma ultima luta, mas não queria ser chata agora.

— Pera ai! – Erick gritou enquanto corríamos. – Quais são as restrições?

— Ter no mínimo dois Pokémons! – Alexa não parou. – Você não precisa se preocupar com isso mais, você já tem Pokémons o suficiente.

— Ufa!

Corremos até a entrada da cidade, foi uma correria bem cansativa, mas eles ainda tinham folego.

— Vamos Rose! – Alexa estava pronta para correr mais um quilômetro. – Sem corpo mole.

— Queria, eu tenho uma dieta refinada, seu eu estiver com o corpo mole então é sinal que eu comi pizza.

— Sem brincadeiras, vamos! Vamos! – Ela estava beeeem agitada, pelo menos ela não estava dando bronca.

— Tá.

Mais correria, só fizemos uma pausa para respirar quando chegamos ao cruzamento entre as Rotas, e ninguém tinha folego para continuar, isso inclui a Alexa.

— Acho que nunca corri tanto assim na vida. – Flyn sentou no chão quase não conseguindo respirar, ele tirou o casaco, mostrando a camisa branca meio rosada com a estampa da face de um Swirlix, o coitado estava pingando.

— Meus pés doem. – Kasuke tirou seus sapatos, realmente, aquilo não foi feito para correr. – Puxa! Eu vi um ou dois Pokémons vindo para cá, mas eu não pude parar, não queria ficar para trás.

— He! He, he... – Rick ainda conseguia ficar de pé, mas bufava muito. – Acho que não é bom a gente correr dentro da floresta.

— É... – Alexa não aguentava o próprio peso direito, ela se apoiava no próprio joelho. – Melhor recuperarmos um pouco o nosso folego, para poder entra.

— Sim... – Eu estava quase deitando no chão mesmo, não queria andar mais, estava toda doida.

Todos sentaram, mas não se passou nem cinco minutos e a Alexa já estava se levantando. Alongou-se um pouco e já veio avisando que nós estávamos de partida.

— Mas... – Eu ainda estava cansada.

— Temos de ir uma hora né? – Flyn se levantou bem devagar, pôs seu casaco e se despreguiçou. – Quero ir logo para aquela joça e poder ter um descanso decente.

— É, vamos logo... – Erick se levantou com dificuldade.

Todos se prepararam para partir, eu vi que Kasuke não tinha colocado seu sapato de volta, ele estava o guardando em sua mochila, acho que ele não quer sujar seu sapato. A floresta é úmida por dentro, tinha poças no chão como também bastante musgo nos troncos.

— Que lugar feio! – Eu não consegui me segurar.

Andando não muito na frente, Alexa caiu dentro de uma lagoa dentro da própria floresta, ficamos apavorados, aquilo não parecia ser fundo ao longe, parecia mais como uma poça, mas foi a Alexa cair nele que nos fez ver o quanto fundo era.

— Alexa, você tá bem? – Flyn perguntou assim que ajudou ao Kasuke a tira-la de lá.

— Sim... pensei que ia me afogar. – Ela estava tremendo.

— Você não sabe nadar? – Kasuke perguntou surpreso, mas sorrindo como um tarado.

— Nunca tive tempo de aprender... – Ela ajeitou o casaco no corpo, até esboçar uma cara estranha. – Ai meu deus! Cadê o Piplup?

— Você perdeu a Pokébola dele? – Flyn perguntou.

— Meu deus! O que eu faço agora?

— Vamos procura! – Erick pegou um de suas Pokébolas. – Asa, ajude a achar a Pokébola da Alexa!

— Totó ajude também. – Kasuke soltou o seu Pokémon.

Totó entrou na lagoa a procura da Pokébola e Asa o acompanhou pelo ar, Totó ia cada vez mais longe, sabíamos disso porque o Asa indicava onde o Totó estava.

— Precisamos de mais Pokémons procurando! – Erick usou isso como desculpa para usar sua vara de pescar nova. – Eu irei capturar um novo colega para ajudar!

— E com que Pokébola? – Alexa perguntou.

— Ora você pode me dar uma e...

— Desculpa, mas não posso.

— Eu te dou a minha. – Flyn ofereceu a dele. – Mun achou umas duas ontem à noite.

— Valeu cara. – Ele abriu a tampa da varinha de pescar, mostrando sua verdadeira forma. – Vamos lá!

Ele lançou a varinha e a lançou em direção da agua, nós ficamos olhando para a ponta da varinha submersa esperando o Pokémon aparecer, nada acontecia, ao longe o Totó surgiu com a Pokébola de Piplup em sua boca, Asa gritava que nem uma galinha avisando que ele achou.

— Obrigada Totó! – ela o abraçou quando ele voltou, pegou a Pokébola e se desculpou com Piplup. – Bem, podemos ir.

— Pera, eu ainda posso achar um Pokémon! – Erick ainda persistia naquilo.

— Vamos logo. – Eu estava com pressa.

Andamos pela floresta meio que perdidos, encontramos alguns Pokémons, mas nenhum foi capturado, não estávamos preocupados. Até a noite cair...

— Meu deus, onde estamos? – Alexa começou a se desesperar. – Não lembro te ter passado aqui, mas também não lembro se eu passei aqui.

— Ué? – Eu olhei ao redor. – Onde estão os meninos?

— Ai meu Deus!

Estávamos sozinhas, Alexa tentou ligar para eles, mas o telefone não pegava, eu estava pensando em como sair de lá, não queria ficar lá para sempre.

— Já sei! – Disse Alexa. – Vamos andar reto.

— Mas e as lagoas daqui?

— Eu sei, caso nós achemos um, vamos tentar contornar.

Longe de lá os meninos também tentavam andando em círculos, Rick mandou Asa guia-los para a saída, eles nem se importaram como nós íamos sair de lá.

Depois de andarmos por um tempo eu e Alexa nos encontramos diante a uma caverna.

— Essa não. – Disse a Alexa. – Como vamos passar por isso?

— Sei lá.

Eu fui até a entrada da caverna, eu não consegui resistir. – EEEEEECOOOO. – Coloquei meu ouvido para ouvir a repetição de meu “eco”, foi divertido, mas outro som veio seguido do meu.

— Rose! Sai daí agora! – Ela falou muito tarde.

Um grande numero de Pokémons morcegos saíram voando da caverna, eu fui lançada para trás, mas não fui ferida.

— Muito bem Rose. – Ela me ajudou a levantar do chão lamacento.

— Ainda bem né, alguém tinha que fazer alguma coisa. – Eu tentei me limpar um pouco. – Mas oque eu fiz?

Ela me mostrou uma Pokébola com um dos Pokémons que saíram voando lá de dentro. – Esse é o Pokémon Woobat, diga olá para ela!

— Que fofinha! – Eu queria aquela morceguinha. – É toda felpuda e tem um coraçãozinho, eu quero.

— Tudo bem, pode ficar. – ela me entregou a pequenina.

— Serio!?

— Sim, você merece. – Ela estava sendo gentil, mas eu não merecia aquele Pokémon. – Obrigada... – eu sorri de volta, eu não podia recusar a Pokémon, poderia acabar magoando a Woobat e a Alexa. – Woobat é um nome meio feio, vou pensar um apelido para você depois querida.

— Sabe oque fazer agora Rose?

— Sei! – Eu lancei a Pokébola da Woobat no ar. – Felpuda, guie a gente para fora daqui.

Felpuda nos guiou para bem longe de lá, estávamos de cara com a saída quando um berro família nos chamou a atenção.

— AHHHH! – Era o Erick.

Não podíamos sair sem saber se eles iam ficar bem, voltamos para dentro da floresta, entre troncos eu e a Alexa corremos o máximo que a gente pode. Quando eles estavam sendo avistados junto a eles estava um Pokémon enorme, Gyarados se eu não me engano.

Preso a boca do Pokémon estava o anzol do Erick; “Ele pelo menos conseguiu pescar algo.”; Erick tentava soltar o Anzol da boda do Pokémon, mas não conseguia, enquanto isso Flyn junto ao seu Cyndaquil e Kasuke com o Totodile mantinham a guarda atenta.

— Precisam de ajuda? – Alexa gritou, ela sorria por vê-los bem.

— Um pouco, talvez. – Erick, ainda forçava a vara.

— Só para de puxar!

Erick soltou a vara, o Gyarados a lançou para não muito longe, o bom é que agora ele estava livre; bom nada; Gyarado soltou uma hidrobomba no Erick quase o mandando para o tumulo, Flyn lançou a cortina de fumaça contra o Gyarados e o Kasuke um arranhão, nada pareceu realmente feri-lo.

— Corram vocês também! – Alexa gritou para o Flyn e o Kasuke enquanto ajudava o Erick a ficar de pé..

Já que o Gyarados não podia nos seguir por terra fugir dele não foi nada difícil ou perigos, acho que ficar para lutar era mais perigoso na verdade.

Estávamos saindo da floresta quando nós percebemos que já era tarde, tínhamos perdido a hora do almoço.

— Estou com fome. – Eu e Flyn reclamamos juntos.

— Parem de reclamar, foi o Erick a ser atacado pelo Gyarados. – Alexa pagou de durona.

Erick parou por um instante, ele pegou sua mochila e começou a tirar tudo de dentro dela. – Cadê minha vara de pescar!? – ele olhou desesperado para nós.

— Verdade. – Kasuke segurou a risada. – Ninguém pego sua vara de pescar.

— OQUE!?

(Munchlex!) Mun vinha da floresta, ele carregava a vara de pescar do Erick nas mãos.

— Mun, meu herói! – Erick correu até o gorducho, mas foi ignorado.

Mun passou por ele direto e entregou a vara de pescar para o Flyn. – Obrigado. – Disse o Flyn pegando a vara.

— Ei!!!

— Toma criança. – Flyn jogou para o Erick. – Vê se não a perde de novo. Foi sorte o Mun ter achado ela.

— Obrigado, Mun. – Erick se curvou para o Mun, ele riu e foi até o Flyn, que o colocou de volta na Pokébola.

Ao longe Podia se ver a Cidade de Normalia, de longe parece um grande quadro que foi pintado por todo tipo de amante da arte e é meio que isso mesmo, Alexa não se segurou e saiu correndo sem nos esperar, eu fiquei para trás com o Flyn.

— Eu decidi.

— Hã?

— Vou tentar ser uma treinadora, caso não de certo, apenas serei uma garota que curte a vida junto com seus Pokémons.

— Isso é bom... é meio o que um treinador faz mesmo...

Andamos em direção à próxima cidade com fogo e brilho em nossos olhos, aquele poderia ser o nosso primeiro ginásio!

Notas finais
o Primeiro ginásio pode ser um desafio para qualquer iniciante, difícil para qualquer treinador é conseguir chegar até ele.