Notas iniciais
Bem, nesse capítulo o Dario já tem feito o teste. Já que era uma prova escrita eu preferi não dar muitos detalhes. Nesse capítulo eu cito algumas coisas da época e algumas coisas aparecem para que vocês percebam o que não havia 53 anos antes dos jogos Gold/Silver/Crystal. (53 anos porque eles se passam três anos depois de Red/Blue/Green/Yellow). Esse capítulo é dedicado ao Kevin, pelo primeiro comentário. Inclusive eu inseri uma pequena homenagem a fanfic dele, que é uma das minhas preferidas!

Capítulo II – A Ilha dos Quatro!

Cada um estava entregando sua Pokéball na entrada. Dario relutou um pouco em se despedir de Marill e de entregar a Level Ball, mas teve que fazê-lo de um jeito ou de outro. Ao entregar a Pokéball, logo recebeu uma ficha com uma indicação de onde seria sua sala, para que região do prédio ele deveria seguir, antes se despediu de Matt e Ally:

— Boa sorte, Dario! — ela o abraçou. — Espero realmente que nós três passemos!

— Eu não sei! — Matt disse. — A concorrência é enorme, Ally!

— Seja otimista, Matt! — exclamou o moreno. — Nós três vamos passar! Com toda a certeza!

— Okay! — o de óculos deu um leve sorriso.

— Boa sorte, gente! — deram um abraço em grupo.

Ele dirigiu-se até o local indicado, onde havia uma fila enorme na frente. Ficou logo atrás de um garoto loiro, com um sorriso estranho no rosto, que em alguns momentos parecia de confiança, em outros de nervosismo. Depois de alguns minutos na fila, Dario resolveu iniciar uma conversa:

— Está nervoso? — perguntou.

— Não. — o loiro respondeu dando de ombros.

— Eu estou! — sorriu. — Sou Dario Chase! — estendeu a mão. — E você?

— Peter... — disse e deu de ombros novamente. — Peter Cage!

Dario desistiu de falar com ele, devido ao seu “enorme interesse” em participar da conversa. Ficou alguns minutos mais esperando até que chegou sua vez. Finalmente entrou na sala. Essa era sua chance, não podia desperdiçá-la.

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Um dia havia se passado, quando a prova terminou todos foram para quartos preparados que ficavam no prédio ao lado do edifício onde fizeram a prova. A prova havia sido basicamente sobre a natureza, sobre ervas, Berries, Apricorns, coisas com as quais Dario estava acostumado, ele achava que havia se dado bem. O resultado só saía pela tarde, então ele passou o dia andando sozinho pela cidade Goldenrod.

O garoto estava espantado pelo tamanho daqueles prédios, depois de andar alguns quarteirões em direção a saída norte da cidade, que daria na rota 35.

Foi até lá e percebeu que era uma área onde havia vários lotes, mas apenas uma construção a oeste da cidade, que ocupava um quarteirão inteiro, com uma torre de sinal de rádio ou televisão ao lado, provavelmente de rádio, Johto não possuía infra-estrutura para produzir um programa de televisão, principalmente, pois aparelhos de TV eram muito caros, poucas pessoas possuíam em casa.

Dario ficou curioso e foi até lá, viu que havia uma casa ao lado de onde as obras davam início. Havia uma placa na parede acima da porta, que estava aberta, com os dizeres, “A CASA DO RÁDIO”. Dario entrou, viu uma mulher de meia idade na pequena recepção que logo lhe abriu um sorriso.

— Bom dia! — ela lhe disse. — Seja bem vindo à Casa do Rádio!

— Olá! — o moreno sorriu, mas nada mais disse, apenas observou o interior da casa.

As paredes eram feitas de uma madeira clara, provavelmente feita de árvores de bétula. Rádios de todos os tamanhos e cores estavam espalhados sobre prateleiras de madeira. E podia-se ver uma porta aos fundos com uma luz vermelha acesa na parede logo a cima da porta.

— O que o trouxe aqui? — a mulher deu um sorriso, mostrando bem pouco os seus dentes brancos.

— Fiquei curioso pela construção enorme nessa parte afastada da cidade! — o moreno respondeu e apontou para a lâmpada em vermelho. — O que significa?

— Significa que um programa está sendo gravado! — colocou uma mecha de seus cabelos castanhos atrás da orelha. — São gravados programas de rádio em seis horários diferentes aqui, na estação 95.1!

— E quando não estão gravando algo, o que acontece? — Dario estava muito curioso sobre o funcionamento daquilo.

— Músicas são tocadas! — apoiou-se sobre o balcão de madeira a sua frente. — De todos os tipos, calmas, agitadas, e... — hesitou e deu um sorriso. — recentemente os músicos estão criando um ritmo animado de música que eles chamam de Jazz! É maravilhoso, veio de uma região distante, chamada de Unova!*

Dario encantou-se com o lugar e passou algum tempo por ali escutando a mulher falar sobre os estilos de música que ela gostava. Até que perguntou.

— O que é essa construção enorme ao lado?

— Ah! Será um lugar chamado Torre de Rádio*! — deu um gritinho de animação. — Terá vários andares para que os programas sejam gravados, feita de concreto!

— É incrível! — disse o jovem treinador. — Mas como eu faço para escutar a rádio?

— Você pode comprar um rádio de bolso! — ela diz. — Eles pegam as estações em quase toda a região!

— Sério? — Dario animou-se.

— Sim! E são apenas 800¥! — disse ela.

Dario impressionou-se com o preço do rádio, apesar de ser barato*, era metade do dinheiro que ele possuía no momento. Tirou sua carteira do bolso, e ao olhar seus 1600¥, fez uma careta. Ele precisava conseguir dinheiro, possuía pouco. Ao olhar para a moça começou a dizer:

— É que...— mas foi interrompido por ela.

— Vamos fazer assim,— tirou algumas coisas de uma gaveta em baixo do balcão. — você fica com o rádio, mais esse fone de ouvido e um mapa de toda a região de Johto, com localidades especias marcadas! — sorriu. — Tudo pelos 800¥, o que acha?

— Acho que... — Dario hesitou, apesar de ver vantagem naquilo, ganhara um desconto de quase 200¥ com aqueles brindes. — Tudo bem, eu vou levar! — deu o dinheiro para ela e pegou os itens. — Espero te ouvir na rádio algum dia!

— Meu programa é às sextas! — saiu de trás do balcão e deu um abraço apertado em Dario. —Foi um prazer conhecê-lo, Dario!

— Também foi um prazer, mas você não me disse seu nome!

— Eu me chamo Drielle! — sorriu. — Mas pode me chamar de Dri!

— Okay! — o moreno sorriu. — Tenho que ir, logo após o almoço o resultado da prova será revelado!

— Ah, então você veio aqui para fazer a prova do Professor Tim? — disse. — Ele me deu meu
Pokémon inicial, admiro muito ele!

— Tenho certeza que vou gostar dele! — o moreno exclamou e logo após sussurrou. — Se eu chegar a conhecê-lo pessoalmente...

— Não diga isso, Dario! — Drielle falou. — Tenho certeza que você ficará em primeiro lugar! — levantou o punho em comemoração e deu um sorriso. —Você parece muito inteligente!

— Já vou indo! — ele disse e acenou para ela. — Me deseje sorte!

— Vou ficar de dedos cruzados! — ela cruzou os dedos e deu uma longa gargalhada.

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Dario almoçara e agora estava na cama que lhe deram para dormir pelo tempo em que ele ficasse por ali. As colchas brancas, o travesseiro branco e o cobertor branco. Dario deitou-se. Aquela espera o estava deixando com sono, a porta estava aberta, quando o resultado saísse ele ouviria os gritos de animação dos garotos e garotas querendo ver o resultado. Encostou a cabeça no travesseiro fofo e fechou os olhos. Ele estaria acordado na hora que o resultado saísse.

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Dario pensava que estaria acordado, mas o sono foi mais forte que ele. Quando acordou soube por um dos garotos que o resultado havia sido liberado há quase uma hora e meia. Ele correu até o corredor principal do grande prédio, o que levava direto para as escadas. Ao chegar lá viu a ficha presa em um grande mural de fundo verde. Ele encarou o papel, seu nome não era o primeiro, nem o segundo. Os sete primeiros da lista eram:

1.Lucinda Jones

2.Peter Cage

3.Dario Chase

4.Matthew Pharrel

5.Anthony Criss

6.Kevin Junior

7.Ally Benson

Primeiramente Dario ficou decepcionado, mas logo após uma sensação de esperança veio para si. Ele havia ficado em terceiro lugar, não era tão mal assim, talvez até ganhasse um Pokémon agora, ou até mesmo poderia ter mais chance no ano que vem, mas nada era certeza. A única informação que ele possuía era que se ficasse em primeiro ganharia um inicial, apenas isso...

— Ficou em uma colocação baixa? — uma menina falou ao seu lado.

Até o momento ele não havia percebido a presença da garota ali. Ela tinha o cabelo loiro longo, feito em um trança que ia até o meio de suas costas. Seus olhos verdes quase hipnotizaram Dario, sua pele clara era corada apenas nas bochechas, onde ela possuía covinhas dos dois lados.

— Fiquei em terceiro! — o moreno respondeu desanimado.

— Pode ser que você ainda tenha chance de ganhar algum Pokémon! —ela exclamou e deu um sorriso. — Sou Lucinda Jones, mas me chame de Lucy!

— Sou Dario Chase! — deu um sorriso fraco. — Parabéns pelo primeiro lugar!

— Obrigada! — falou. — Eu falei com o professor e ele pediu para que eu avisasse a todo mundo de que devem ir até o saguão para ouví-lo faz um comunicado!

— Tudo bem, eu vou só arrumar minha bolsa!

— É melhor ir rápido, ele disse que o comunicado terá início em... — olhou seu relógio. — dez minutos no máximo!

— Tenho que correr, então! — sorriu e saiu correndo de volta ao seu quarto, mas antes de virar o corredor em direção as escadas ele disse. — Foi um prazer conhecê-la, Lucy!

— O prazer foi meu, Dario! — ela deu um sorriso e acenou para ele.

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Todos estavam no saguão esperando a aparição do Professor Tim. Dario chegou correndo e tropeçando no lugar, com certeza demorara mais que dez minutos, mas talvez o evento tenha sido atrasado um pouco por conta da falta de alguns dos participantes que também haviam se atrasado, assim como o moreno da cidade Azalea.

Até que em um momento viu um homem de meia idade a frente de todo mundo, o grupo formava uma roda em relação ao espaço onde o homem estava. Ele era alto e esguio, aparentava ter no máximo trinta anos, cabelos castanhos curtos, com um corte em um estilo quase militar, ao seu lado estava Lucinda e uma outra mulher estava sentada ao lado da garota. Esta era de pele escura, mas seus olhos azuis eram de uma cor tão escura que chegava a parecer preto em algumas horas.

— Olá, boa tarde! — o homem disse, alto o suficiente para que todos ouvissem. — Eu sou o Professor Antoine Timothy, alguns me chamam de Professor Pokémon, mas outros preferem apenas Professor Tim! — deu um leve sorriso. — Então, muitos de vocês devem saber que esta bela garota... — indicou Lucinda. — tirou a nota mais alta no teste de aptidão, ficando em primeiro lugar! — sorriu. — Ou seja, ela ganhará seu Pokémon inicial!

Dario estava desanimado, se ele ainda possuísse alguma chance, ele estaria lá na frente ao lado de Lucinda e, provavelmente de Peter. Fez uma careta, não sabia se o Peter que estava em segundo lugar era o que ele havia conversado um dia antes, mas preferia que não fosse.

— Mas o que vocês não sabem é que nós damos uma chance aos concorrentes que ficaram da segunda a quinta posição! — expôs a informação dando um largo sorriso.

Naquele momento o coração de Dario parou por um segundo e depois voltou a bater. Um misto de excitação e surpresa, foi aquilo que ele sentiu. Tão forte que o fez esquecer de se respirar por alguns segundos, mas logo após lembrou-se novamente. Ele teria uma chance, não saberia se seria algo bom ou ruim, mas estava apreciando aquilo de qualquer forma. Afinal, uma chance não é uma coisa que se pode ser rejeitada, ou jogada fora.

— Venham para cá... — Prof. Tim pegou um formulário com a mulher de pele escura. — Peter Cage! — o garoto saiu do meio da multidão e ficou ao lado de Lucinda. — Parabéns, garoto! —o professor sussurrou para ele. — Dario Chase!

Por um segundo a visão de Dario embaçou e suas pernas não funcionaram, mas alguém ao seu lado lhe deu dois tapinhas no ombro em forma de encorajamento e congratulação. O que o fez mover-se até o lugar ao lado de Peter, mas quase não ouviu as palavras de parabenização verbalizadas pelo Professor.

—Matthew Pharrel! — exclamou e Matt foi até o lado de Dario. — Anthony Criss! — O garoto caminhou ficando ao lado de Matt. — Vocês terão a chance de capturar o seu Pokémon inicial em uma ultima prova para ver se vocês realmente são capazes de treinar seus próprios Pokémon! — olhou de volta para os outros garotos e garotas. — A vocês, me desculpem, mas tentem novamente ano que vem, obrigado pela tentativa!

Ele disse isso calmamente, mas um garoto tentou lançar um sapato na cara do professor que desviou com dificuldade, o garoto que jogou o sapato estava fazendo um escândalo, mas estava sendo controlado pelos garotos ao seu redor.

— Kevin, por favor! — um deles dissde segurando seu braço. — Kevin! Acalme-se, você pode tentar novamente ano que vem e talvez ganhe!

— Professor Timothy seu maldito! — o garoto loiro gritava. — Toda a sua família deve ser amaldiçoada! — conseguiu de alguma forma lançar o outro sapato que acertou a parede atrás do professor.

— Me acompanhem, por favor! — o professor disse calmamente, enquanto andava em direção as escadas.

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Todos foram para o terraço do prédio, no último andar. Buggy estava lá esperando pelo grupo juntamente a um homem de cabelo preto que ia até a altura de seu queixo, pele bronzeada e olhos castanhos, que passavam um ar de superioridade, além de estar vestindo uma roupa em estilo militar. Dario estava nervoso, assim como seus companheiros.

— Esses são Buggy e Noah, eles são um dos líderes da Casa Floresta de Azalea, e da Casa Corrida de Violet, respectivamente. — expôs o professor. — Eles serão responsáveis por levar vocês até uma ilha bem ao norte da nossa região, onde vocês terão a chance de conseguir seu Pokémon inicial!

— Vocês devem levar algumas coisas para ajudá-los! — a mulher de pele escura foi até eles com uma bandeija onde estavam dispostas quatro Pokéballs diferentes, quatro cantis cheios de água e quatro pacotes de barra de cereal. Dario foi diretamente até a Level Ball disposta sobre a bandeija, na curiosidade de saber se era Marill, pegou o resto das coisas logo antes de Buggy dizer.

— Não liberem os Pokémon até que Noah dê o sinal! — sua voz era firme.

— E então crianças? — disse Noah sarcástico. — Estão preparados para a Ilha dos Quatro?

Notas finais
*A questão de 800¥ serem barato é que o Yen é uma moeda bem desvalorizada desde a Segunda Guerra Mundial, existem moedas de até 500¥, mas na fanfic eu aumentei um pouco o valor, o rádio de bolso seria equivalente a 50 reais, por isso eu dei uma valorizada no Yen para que não ficasse um número muito alto. *Jazz veio de Unova porque Unova é baseado nos EUA (mais em NY), e foi de lá que o Jazz veio, por isso mencionei a região. *Vocês devem lembrar da Torre de Rádio de Goldenrod, pois é, ela ainda está em construção aqui, não foi confirmado quantos anos ela possui, mas como a primeira transmissão de rádio foi em 1906, segundo o Wikipedia, eu decidi que em 1946 (50 anos antes do lançamento do primeiro jogo de Pokémon, e que eu considero o ano em que a história da fanfic se passa) o rádio já era amplamente usado no mundo Pokémon, além de a tecnologia ser bem mais avançada no Mundo Pokémon. E aí? Gostaram do capítulo? Comentem o que acharam! Adorei os comentários do capítulo anterior! Vou tentar fixar os posts as quartas-feiras! :3 Até! ;D