Pokémon Infinity
23 Lyrche e Happiny
Floresta de Eterna, Região de Sinnoh; Dia 22 de Dezembro, 8h27.
Os amigos acordaram 8h da manhã. Depois de aprontar as coisais, retomaram sua viagem, seguindo o mapa de Don. Em certo ponto da floresta, foram surpreendidos por um pequenino Happiny que saltou dos arbustos e ficou parado, encarando o trio com um ar irritado.
- Olha lá, o nanico valentão, disse Don num tom carinhoso. O Pokémon interpretou-o mal e correu na sua direção. Com uma força desproporcional, levantou Don e o jogou ao longe. Ao mesmo tempo, uma bela jovem de longos cabelos em tranças e roupas simples surgiu de onde o pequeno Pokémon havia vindo.
- Happiny, volte! — era um tom suplicante. — Entre na Pokébola! — ela apontou a Pokébola para o seu Pokémon, que desviou do laser. — Happiny, por favor!? Ah, desculpem, garotos, eu me esqueci de me apresentar. Meu nome é Lyrche Chest e sou uma caçadora de tesouros. Este é o meu Happiny... Ultimamente ando tendo problemas com ele. Porque ele não quer entrar na Pokébola, disse num tom acusativo.
- Calma, disse Don, vamos examinar as possibilidades. Este Pokémon é seu ou você pretende capturar?
- É meu mesmo, cara!
- O.K., possibilidade descartada. Você o deixa muito exausto nas batalhas?
- Não gosto muito de batalhas...
- Calma, não se exalte. Você o irritou?
- Não! Não consigo me imaginar fazendo isso.
- E a última possibilidade... Você o alimenta como deveria?
- Alimentar...?
- Claro.
Então Don descobriu que o Happiny não se alimentava direito desde que foi dado à garota. Depois de uma leve repreensão e de apresentar seus amigos, Don colheu algumas frutas selvagens e fez ração para o Pokémon, que comeu vorazmente, agradecido.
- Para onde você está indo? — perguntou May, que havia ficado calada desde que conheceram Lyrche.
- Vou para a minha casa, em Eterna.
- Você pode ir conosco! — disse a garota, que estava cansada de ser a única do sexo feminino no grupo.
- Posso mesmo? — disse Lyrche, os olhos brilhando.
- Mas claro! Seja bem-vinda!
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