Pokémon! Ilhas de Paane
1 Capítulo 1 - Criando laços!
Notas iniciais
A história se baseada em torno do garoto Cooe Miranda que partirá em uma jornada em uma região rodeada por ilhas, as Ilhas Paane, onde nelas existem Pokémons do mundo inteiro. Divirtam-se!
Você nem imagina como é ruim acordar as sete da manhã com um Whismur do seu lado chorando, é horrível! Esse Whismur está na família já faz gerações, e todos da família Miranda já acordaram com esse Pokémon ao seu lado, mas isso não vem ao caso.
— Cooe! Acorda, pivete — disse minha mãe, no andar de baixo.
Esse é o jeito carinhoso da minha mãe dizer que o café está na mesa. Coloquei minhas pantufas de Teddiursa nos pés, soltando um longo bocejo ao mesmo tempo. Desci as escadas tentando coçar minhas costas, enquanto eu parava de escutar o Whismur chorar. Quando chego na cozinha, vejo em cima da mesa dois ovos em formato de Pokébolas e uma fatia de bacon semelhante a um Linoone — sim, minha família ama os Pokémon.
— Qual é, mãe! Já estou com dez anos, ovos de Pokébola? Até parece que eu ainda tenho nove — eu reclamava, embaraçado
— Fique quieto e coma logo, queridinho. Hoje é o The Best Day da sua vida — respondeu minha mãe, misturando inglês com português sabe lá o por quê.
— Tá, tá. Só espero que sobre pelo menos um Pokémon para mim — falei enquanto já devorava a fatia de bacon.
Quando terminei o café, subi novamente para meu quarto, separei minha roupa e arrumei minha mala. Por fim, caminhei até o banheiro, exibindo meus músculos para mim mesmo, antes de ir tomar banho. Acabando de me enxugar com a toalha, arrumei meu cabelo curto e ruivo com as mãos em segundos, colocando uma camiseta roxa e um jeans azul. Quando percebi que terminei tudo, apanhei a mochila pela alça, colocando-a nas costas. Na medida que caminhava até as escadas, acabei lembrando que esqueci do meu chapéu de Psyduck nos baús da casa da minha avó. Emburrado, desci as escadas mesmo assim, encontrando com minha mãe falando com alguém na porta de entrada da casa.
— Ele não vai querer esse trapo velho, mamãe! — disse minha mãe, segurando o chapéu de Psyduck.
— Não seja teimosa, minha filha. Ele ganhou esse chapéu de seu pai, é claro que ele vai querer levá-lo na sua jornada — falou minha avó, enquanto a Minccino em seu colo olhava para mim por trás da minha mãe.
— É claro que eu vou querer esse chapéu, mamãe. Pode ser bobo, mas é importante para mim — chego por trás, apanhando o chapéu da minha mãe. Coloco-o na minha cabeça, enquanto caminho para fora da casa.
— Estou indo, senhoritas! — sigo para a trilha que vai até o laboratório do professor Tom, acenando para elas no caminho. — Se cuidem.
No caminho para o laboratório, já vejo diversos Pokémon diferentes pela trilha. As Ilhas Paane é famosa por ter muitos deles salvagens rodeando as ilhas da região, o que me deixava animado para chegar rápido ao laboratório.
Quando eu estava mais perto, eu vi uma multidão de pessoas correndo para lados opostos e dois balões com a letra "Z" estampada na base dos balões. Duas redes acopladas na parte inferior do meio de locomoção mostrava diversos Pokémon. Eu via um Squirtle, um Cyndaquil, um Turtwig, um Oshawott, um Chinchar e um Chespin sendo roubados naquele instante.
— Alguém recupere meus Pokémon! Segurem aqueles balões! — o professor Tom gritava, pedindo socorro, mas era tarde demais, eles já estavam muito longe.
Finalmente eu alcancei o laboratório e vi o professor desesperado. Ele já é um cara sensível e é famoso por amar os Pokémon como ninguém. Ver eles sendo roubados na sua frente seria quase como ter um ataque cardíaco para o cientista. Depois de muito tempo, o professor conseguiu se acalmar, terminando por explicar o que aconteceu.
Pelo o que eu entendi, uma tal de equipe "Z" arrombou as portas dos fundos do laboratório e colocou o professor para dormir. Quando ele acordou, era tarde demais, os Pokémon inicial da região das Ilhas Paane já tinham sido roubados e ele não conseguiu fazer nada, não sobrando nenhum.
Eu parecia, pela minha aparência, não estar ligando muito, mas eu estava, é sério. Só que esse é meu jeito. As pessoas não conseguem entender o que eu estou sentindo, acho que é um defeito.
Quando Tom terminava de explicar a história, eu via atrás de uma estante de livros, dois olhos arregalados olhando diretamente para mim. Após notar, suspeitei que ainda era um membro da equipe "Z" pronto para roubar outros Pokémon, então parei de escutar o professor e fui caminhando disfarçadamente até a estante. Depois de estar muito perto, eu dei um pulo até os olhos esbugalhados com o intuito de pegar o ladrão, mas quando dei conta eu estava no chão. Um Pokémon muito rápido saltou no mesmo momento que eu pulei tentando pegá-lo, fazendo eu cair de cara na estante, derrubando uma pilha de livros em cima de mim. Meio tonto, foquei meu olhar no Pokémon e vi um macaco roxo, sendo sustentado por uma cauda com forma de mão apoiada no chão. Um Aipom tinha acabado de pregar uma pegadinha comigo.
Até mesmo o professor que estava preocupado com seus Pokémon roubado começou a rir, mas eu pareci totalmente sério. Eu tinha achado engraçado, mas eu não consigo demonstrar o que eu estou sentindo, como eu disse antes. E essa personalidade intrigou o Aipom, que não conseguia ficar parado de tanto rir.
Quando eu finalmente me levantei, o macaco começou a fazer muitas caretas para mim, enquanto eu pegava uns livros que caíram no chão. As caretas eram engraçadas, mas eu não ria de jeito nenhum.
— Não adianta, Aipom, eu não vou rir com você — eu falei, terminando de arrumar os livros na estante.
O Pokémon ficou irritado e pelo jeito, levou esse desafio de me fazer rir adiante. Ele foi saltitante até a sua Pokébola, entrando nela através de um feixe avermelhado. O item foi rolando até mim, enquanto eu olhava para o professor Tom.
— Eu acho que ele achou seu treinador, apesar dele não ser um dos iniciais que as Ilhas Paane disponibiliza, ele será seu, Cooe. — falou o professor, forçando um sorriso.
Eu segurei a Pokébola firmemente, não demonstrando felicidade, mas eu estava muito feliz por receber meu primeiro Pokémon, diferente dos outros iniciais, por sinal, mas a felicidade estava por acabar.
CAAAAAAAAAAAAABUM!
Uma imensa explosão foi escutada no lado de fora do laboratório. Eu, o professor e outros cientistas do laboratório fomos correndo até o jardim do prédio e quando chegamos lá, vimos todos os Pokémon roubados no chão, aparentando estar bem machucados e com um "Z" estampado em seus corpos. A equipe "Z" queimou um metal com um formato da letra Z, e colocou ainda muito quente sob os corpos dos Pokémon, deixando a marca da equipe neles. Abismados com a situação, os cientistas e o professor correram auxiliar os Pokémon feridos, enquanto eu apanhava no chão um objeto em forma de disco — um Holo Clip.
Quando eu apanhei, uma luz azulada exibiu uma imagem de um homem sentado em uma cadeira, estando de costas para a gravação, não mostrando propriamente seu rosto, falando a seguinte mensagem:
" A era da equipe "Z" se iniciou e essa só foi o início de muito caos e destruição, preparem-se"
Eu tinha acabado de conhecer meu primeiro Pokémon, assim como eu tinha acabado de conhecer meu pior inimigo.
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