Pokémon - Guardiões da ilha
2 O escolhido pelo amuleto - Parte 1
Notas iniciais
Essa história tem sido divertida de escrever. Tenho bastante ideias e estou amando passá-las para o computador e compartilha-la na forma de uma fanfic. A empolgação que os novos jogos de pokémon vem dado em mim está me dando forças para continuar firme nisso, e espero não decepciona-los.
O sol já nascera quando um grito forte de um chatot acordava todos da vila. "Mais um dia chegou! Vamos todos acordar -tot", dizia. empolgado. A vila Celeste é um local onde centenas de pokémon voadores vivem em harmonia em suas casas criadas nos enormes árvores com grossos galhos no local. As construções de barro, graveto e folhagens aguentavam até mesmo a mais forte chuva. Localizada na ilha Koko, a dois anos atrás, foi abrigo de diversos pokémon que fugiam da destruição do guardião Tapukoko, que ficou descontrolado por algum motivo aparente.
Os habitantes já saíam de suas ninhos para viver mais um dia. A vila toda vivia do comércio de berries, frutas que podiam ser tão boas quanto ardidas. Nanab, Tomato, Chesto, Oran, Sitrus; de mais variados tipos para trasporte. Os pássaros recebiam ajudas de outros pokémon menores, como Patrats e Bidoofs, que ajudavam na construção de caixas e cordas de cipós resistentes para que pudessem levar para outras regiões sem o menor problema. Trace, um enorme Tropius e o mais respeitado comercializador da vila comandava toda essa operação. Possuía um corpo grande e esverdeado com partes marrons; sua asas eram como folhas de bananeiras e tinha um longo pescoço; do seu queixo, frutas nanab, semelhantes a bananas, nasciam. Elas continham muitos nutrientes e vitaminas, e cresciam rapidamente dentro de dois dias. Por caridade, uma vez por semana, ele enviava algumas delas para a anciã Keka, na cidade Gearwork. No centro da vila, o ancião Ramos ajeitava as coisas em sua casa. Adorava arruma-la e não parava nem um segundo sequer. Se via algo fora do lugar, já ajeitava. Se algo estava sujo, limpava. Era um solitário Noctowl, o mais velho e sábio do local; Uma coruja com penugens de tons marrons. Em seu peitoral havia um padrão de setas escuras e suas sobrancelhas grossas imitavam um W. Em sua mesinha improvisada, feita de barro, colocava em cima de uma grande folha, as frutinhas que iria comer junto de seu neto adotivo. —Essas frutas vão render bastante energia para essa manhã, que promete ser agitada. —Disse lentamente, enquanto ajeitava as frutas na ordem, sendo um par de nanabs, orans e sitrus (que eram as frutas mais comum daquela região). —Parecem ser gostosas mesmo, vovô! —Ramos deu um pequeno pulo, assustado. O grito ecoou ao redor da casa inteira. Alguns Tranquill que estavam admirando a paisagem e ouviram o grito do ancião pensaram: "É o Bob" —Bob! Quantas vezes já falei para não me assustar assim? — Reclamou. — Avisa quando entrar na cozinha! —Me desculpe, vovô. Mas o cheiro dessas berries estão me fazendo delirar de vontade de comê-las!— Falou enquanto lambia as extremidades de seu bico. Bob era um pequeno Rowlet, outra espécie de coruja, porém, raros naquela ilha. Seu corpo era arredondado, sua penugem era bege clara e seu bico elíptico branco na parte superior e laranja na parte inferior, tendo na região do pescoço uma gravata borboleta feita com folhas. As patas também eram laranjas e sua córnea era preta com a pupila branca e possuía uma expressão simples. —Ok, ok. Vamos comer logo pois precisarei sair um pouco. — ramos ajeitava as frutas que ficaram desarrumadas por conta do salto, após ter esbarrado a asa. —Ah, vovô! Hoje o Stephan vai me ensinar como ser um patrulheiro! — Diz Bob, todo animado, enquanto andava para o outro lado da mesa, se preparando para comer. —Então ele já quer treinar você... Para ser um patrulheiro, precisa ter pelo menos dois anos de treinamento, e só se pode entrar na academia com três anos de idade. Ter o chefe da patrulha como um professor será muito bom para você, visto que Stephan adora sua companhia. — Ramos já se deliciava com a Sitrus. —Ele é tão legal! Espero um dia ser alguém veloz e responsável como ele! — A felicidade de se imaginar voando pelos céus com o símbolo da patrulha estava estampado em seu rosto. —Veloz você já é. Cada susto que eu tomo com você... Os patrulheiros da vila Celeste são guerreiros muito importantes, pois asseguram que comerciantes viajantes possam ter uma rota tranquila, longe de problemas. Para isso, os Natus mantinham sempre ligado as ondas psíquicas para comunicação telepática, caso alguma coisa aconteça. Bob rapidamente terminou de comer as berries e se apressou para sair. Ramos o seguiu até a saída, e se despedindo, a pequena coruja alçou voo em direção ao leste. O olhar de felicidade de Ramos, após seu neto desaparecer entre as folhagens das árvores, se tornou uma expressão de preocupação e seriedade, e sem demora, voou na direção contrária. O pequeno Rowlet voava alegremente entre os galhos, encontrando alguns vizinhos e amigos. Sempre com energia, saudava a todos que encontrava. Na vila, todos os pokémon voadores eram amigos, e convivam em paz e harmonia. Quando alguém tinha algum problema, sem demora, se juntavam e faziam de tudo para ajudar o necessitado, quer o problema seja de saúde ou financeiramente (pois a moeda de troca eram sementes de frutas, sendo que cada semente tinham um valor diferente. Uma semente de Oran berry valia uma unidade. Sementes de Bluk berries valiam 3 unidades e Coba berry valia 10 unidades. Essas sementes passavam por um sistema que as endureciam, assim, caso tenham alguma dúvida, só bastava tentar esmagá-la. Se não fosse amassada, era uma moeda de troca verdadeira). Chegando ao seu destino, Bob se maravilhou com a vista. A academia de recrutas patrulheiros ficava próximo ao um precipício, no alto da montanha Koko, lado contrário de onde o incidente de dois anos atrás aconteceu. O mar refletia encantadoramente os raios de sol, no qual a luz solar dançava acompanhando as ondas. Embaixo, a enorme vegetação podia ser admirada, como um tapete de folhas. Ele avistou Stephen, um enorme Pidgeot, com penugens bege claro que vai do peitoral até debaixo e na ponta das asas. Nas costas, sua cor era marrom escuro. Seu bico e patas eram rosados e partindo de cima do bico e entre os olhos tinham seis longas penas, sendo as quatro centrais amarelas e as das extremidades vermelhas, da mesma cor que as penas da cauda, formando um leque. Perto do estômago, uma cicatriz em forma de X era visível.
—Stephan! Eu cheguei! — Avisa animado, pousando próximo à ele. —Vejo que Chegou cedo. Gostei disso, brotinho. — Stephan era sério, mas calmo e carismático. Ele sempre colocava a segurança de seus companheiros acima da dele. Também era um ótimo estrategista, no qual foi apelidado de "Tormenta do deserto" (pois suas penugens eram como a cor da areia). —Não vou ser mais um brotinho quando eu virar um patrulheiro! —Mas isso só daqui a alguns anos. Eu prometi que iria te treinar, mas você terá que se oficializar como todo mundo. — ele esfregou suas asas na cabeça do pequeno Rowlet. — Você têm muito o que aprender, broto. Broto se assemelhavam a gíria garoto na língua dos pássaros, também possuindo a forma diminutiva e aumentativo. — Qual será o meu primeiro treino, Stephan? — Perguntou curioso, mas com os olhos cheios de brilho. Um pouco mais abaixo da montanha, na direção sul, Ramos se encontrava numa pequena casa, afastado da vila. O vento soprava forte, balançando as folhagens que junto do assovio dançavam ao ritmo. Ao lado de Ramos, um Xatu observava o divino balé da natureza, imóvel, com os olhos parados e as asas brancas à frente de seu corpo verde, com listras vermelhas, amarelas e pretas. A expressão do ancião era de preocupação. —Me diga, velho amigo. Hoje é o dia, correto? — Pergunta Ramos Alguns segundos de silêncio por parte do misterioso Xatu. Depois, fechou os olhos e abaixou a cabeça. —Infelizmente sim, Ramos. Seu destino é inevitável. —Droga... Sabia que nada de bom viria para mim quando aceitei proteger aquele objeto com a minha vida. — Também com a cabeça baixa, Ramos começou a se lembrar de três anos atrás, quando conheceu um viajante que passava pela vila. Um belo Arcanine com um Pidgeot ferido. Naquela época, Ramos não aceitava qualquer estranho por lá, pois queria garantir a segurança de todos. Era rígido com viajantes e pedia para que dessem a volta pela costa. Mas o ferimento daquele pokémon era assustador, no qual seu sangue escorria pelo corpo do Arcanine. " Não irei aceitar nenhum estranho aqui, ferido ou não. Por favor, vá embora!",dizia ramos. "Mas ele irá morrer se não fizermos nada. Ele precisa de ajuda! Por favor, pelo menos nos dê algum lugar que eu mesmo irei tratar seus ferimentos!". A bondade e força de vontade daquela fera laranja chegou a tocar o coração do Noctowl rabugento. Alguns cidadãos de lá começaram a implorar para o ancião que aceitassem o pedido de ajuda, e após Trace também se posicionar, que Ramos não viu outra alternativa. E um ano após o ocorrido, esse mesmo Arcanine, todo ferido, retornou pedindo para que guardasse e protegesse o amuleto com a vida. —Estou meio que arrependido de ter aceito aquele amuleto. Mas fazer o que? Também já estou velho e posso ter um piripaque com o meu neto me assustando a qualquer momento, hehe. — Deu uma pequena risadinha. —Saiba que o seu destino será de influência para o destino de seu neto. Ele é destinado a fazer coisas incríveis, e será um belo líder algum dia. — Tenta reconfortar o Xatu. —Sabe, Nanato, acho que nesses poucos anos que decidi abrir meu coração um pouco, tenho amolecido um pouco... —Quer saber o que eu acho? Gostei muito de você ter amolecido seu coração, velho amigo...
Notas finais
Comentem o que acharam. Se tiver algum erro de concordância, podem dizer, pois estou aprendendo a escrever uma história na forma mais culta possível. Dicas também são bem vindas.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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