Pokémon Enimia

13 Cap. 9- A Torre Pokémon


Notas iniciais
Amber chega em Lavender em busca do general Gaz! A cidade está sendo amaldiçoada por algo e todos estão com medo de entrar na torre, mas Amber segue implacável em sua missão.

Cidade de Lavender, Região de Kanto, 16:46

Amber acabara de chegar na cidade tão conhecida por seus contos e histórias de fantasma. Lavender era uma cidade pequena e pacata, porém, havia algo de pesado na cidade, algo que fazia qualquer um pensar duas vezes antes de entrar naquela pequena cidadezinha. Ao longe, era possível ver uma grande torre de pedra, sobrevoando a mesma, vários pokémon voadores eram visto de dia, mas a noite, era possível ver vários espíritos roxos.

—A alguns anos, a famosa Torre Pokémon tinha sido trocada por uma torre de rádio, mas recentemente voltou a ser a Torre Pokémon devido a estranhos "incidentes" que estavam ocorrendo na torre de rádio. Por causa disso, mudaram a localização para Saffron, e Lavender continuou com seu cemitério pokémon.

Amber ouvia essa história de um gentil senhor local, que decidiu ajudar Amber de bom grado, esse homem era conhecido como Sr.Fuji. Apesar de estar bem velho, o senhor mantem um sorriso em seu rosto como se estivesse cheio de energia, ao seu lado um marowak.

—Mas enfim, o que o traz até nossa cidade, meu jovem?

—Ah, quanto a isso... estou apenas fazendo algumas investigações, nada demais.

—É sobre os incidentes na torre?

—Incidentes?

Sr. Fuji começa a preparar um café enquanto fala.

—Bem, as pessoas daqui já se acostumaram, mas a Torre Pokémon voltou para acalmar os espíritos que estavam atormentando os trabalhadores da torre de rádio, mas parece que não ajudou muito...

O velho senhor começa a servir o café para ele e Amber.

—...muitas pessoas que saem a noite estão desaparecendo repentinamente.

—Algum sequestrador?

—Possivelmente... a pior parte é que... quando os parentes dos sumidos vão para a torre orar, eles escutam o grito do familiar e do pokémon sumido.

—Um pokémon também?

—Ah sim, todas as pessoas que sumiram tinham um pokémon consigo.

—Bem... quem não possuiu um pokémon nos dias de hoje?

—Hehe, tem razão meu jovem, eu já dei muitos pokémon abandonados para crianças da região poderem começar suas jornadas. Sabe, tem mais uma coisa que está me deixa incomodado sobre esses rumores...

Amber começa a escutar atentamente.

—...as últimas duas vezes que alguém veio investigar esses ocorridos, a pessoa que pediu informação e a que o informou, acordaram mortos na manhã seguinte.

Amber fica surpreso, quase em um choque, graças a calma do senhor ao dizer essas palavras.

—Marcas brancas são encontradas nos pescoços das vítimas, provavelmente estranguladas. Talvez tenha algo a ver com o último andar selado da torre... talvez há algum tipo de espirito poderoso lá... ninguém pode passar.

—Entendo... mas como o senhor pode estar tão calmo quanto a isso?

—Bem meu jovem, eu já vivi o bastante, já cometi erros ao ajudar a criar o monstro conhecido por Mewtwo, e já me redimi ajudando pokémon abandonados e orfãos. Acho que já vivi o que tinha pra viver. Só sinto muito por você...

—Não se preocupe senhor Fuji, eu não tenho medo, eu e o senhor ficaremos bem.

—Assim espero meu jovem.

Na manhã seguinte, havia carros da polícia na frente da casa do Sr. Fuji. Amber está entre as pessoas da multidão que estavam olhando para a cena. O velho senhor estava sendo trazido em uma maca. Em seu pescoço, marcas brancas como se algo tivesse apertado seu pescoço com muita força.

—"Exatamente como os boatos diziam... então, por quê eu não acabei como ele?"

Amber está no funeral do senhor Fuji. Ele não está só, há muitas pessoas com ele, mas Amber era o único que não estava chorando, estava tentando colocar as peças desse quebra-cabeças juntas.

—"Estranhos acontecimentos em Lavender, a cidade onde supostamente está um dos generais dos Toxics... pode ser ele quem está matando as pessoas curiosas em busca de informação, e aquelas que derem informações demais. Mas ele não me matou noite passada, por quê? Isso é algum tipo de desafio?"

Amber olha para a Torre Pokémon ao longe. Um olhar determinado estampado em seu rosto.

—"É como se algo me dissesse que ele está lá... sinto algo ruim dentro de mim quando olho para lá... talvez valha a pena investigar..."

Lavender, 16:13

Amber está sentado na frente de um computador, ele conversa com Sabrina por Webcam, ele está tomando café em uma caneca branca.

—Então, achou o senhor que eu te falei?

—Sim, encontrei o Sr. Fuji.

—Como ele está? A última vez que eu o vi foi em uma conferência que Giovanni estava fazendo, ele estava desenvolvendo algo.

—Ele está morto.

Sabrina parece meio assustada, não esperava por essa resposta.

—O que houve?

—Não sei direito, ele me recebeu na casa dele, me contou algumas lendas locais, e na manhã seguinte acordou morto. A autópsia diz que foi estrangulamento, marcas brancas foram achadas em seu pescoço. Não acharam nenhum culpado, tampouco sequer um suspeito.

—Realmente é algo dificil... Sr. Fuji era um homem muito bondoso, era adorado por todos. Todos os líderes de ginásio já o conheceram. Ele era um grande cientista e trabalhou para a liga durante um tempo, ouvi dizer que até a falecida equipe Rocket usou seus experimentos.

—Pode ser dificíl para um policial normal, mas acredito que já localizei o culpado. Vou pegá-lo hoje a noite.

—Amber, sei que está fazendo isso por sua mãe, mas essa missão está ficando perigosa demais. Eu posso ajudar!

—Não vou envolver mais ninguém nessa loucura. Sei que é uma missão suicida. Mas ela pode me levar até o paradeiro de meu pai e a cura para a doença de minha mãe. Eu preciso correr este risco, mas não quero que ninguém mais se envolva!

—Não seja tolo! Você mesmo está dizendo que é loucura, não há porque tentar cumprir uma missão tão importante apenas para falhar! Você já não tem mais a ajuda de seu irmão, pelo menos me deixe te ajudar!

—Primeiro o desaparecimento de meu pai, depois minha mãe é infectada por uma bomba venenosa, depois o sr. Fuji morre... seja lá quem são os Toxics, eles já machucaram muita gente inocente. E eu não vou permitir que eles machucam você também, essa é minha missão.

—Amber! Já mandei parar de ser cabeça dura! Me escuta! Eu posso ajudar e...

—Sinto muito Sabrina...

Amber desliga o computador.

—... mas eu não quero perder você também.

Lavender 00:12

Amber está na frente da Torre Pokémon, olhar destemido. Ele se vira ao ouvir uma voz vinda de trás.

—O que o senhor ta fazendo?

Uma garotinha está confusa o encarando. Amber sorri e suspira aliviado, se agacha e faz um carinho na cabeça da menina.

—Ora ora, o que uma garotinha bonita como você faz fora da cama a essa hora?

—Eu tava sem sono.

—Você devia voltar pra casa, aqui é perigoso

—É só a Torre Pokémon! Já fui ai um montão de vezes!

—Que corajosa!-Amber sorri de forma amigável para a garota.

—Senhor... você acredita em fantasmas?

—Bem... se não for o tipo de pokémon, não.

—Mas então... o que é essa mão branca em seu ombro?

Amber fica confuso, e em seu ombro, é possível ver uma mão branca em decomposição. Amber vira o rosto mas a mão não está mais lá. Ao olhar para frente, nota que a garota também não está lá. Amber fica preocupado, mas decide continuar com sua missão.
Amber entra na torre, tudo está escuro, o balcão de informação tem uma folha com algo escrito. Ambre liga uma lanterna e começa a ler. E no papel está escrito:

"Seja bem vindo, a casa dos horrores!
Estávamos te esperando jovem Mcloud! Queremos que você jogue nosso jogo, se você quer a cura, chegue até o final da torre. Prepare-se! Temos várias surpresas que vão te deixar de queixo caído!"

—Pode me provocar o quanto quiser, não vou cair em suas pegadinhas..

Ao dizer isso, Amber levanta o rosto e começa a olhar em volta.

—Quem está ai?

—Hehehe... bem que o chefe disse que ia ser inútil tentar pega-lo de surpresa...

Alguns capangas dos Toxics começam a sair das sombras.

—Me deixe passar! Não quero machucar vocês!

—É uma pena... porque nós queremos machucar você!

As pokébolas começam a se abrir. Aparece um banette, um dusclops, um cofagrigus, um mismagius e um haunter.

—Vou dizer apenas mais uma vez, estou com pressa. Deixo vocês irem embora se não me atrapalharem.

—Pare de ser convencido! Haunter! Shadow Ball!

Amber salta para o lado, escapando do golpe, e batendo com uma pokebola no chão.

—Tellah!

Um venussauro aparece na frente de Amber.

—Dusclops! Shadow Sneak!

—Banette! Hex!

—Cafagrigus! Ominous Wind!

—Mismagius! Psybeam!

Amber cruza os braços e espera. Os golpes acertam o venussauro, que parece não ter se abalado muito.

—Esses golpes tem um "poder base" muito baixo, e apenas um deles era super efetivo... pelo level necessário para obter esses golpes deduzo que a média de level de seus pokémon esta abaixo de 30, não vão derrubar meu venussauro com isso...

—Cala a boca! Haunter! Use o Shadow Ball novamente!

—É minha vez de atacar. Tellah, Petal Blizzard!

Enquanto o haunter inimigo carregava a esfera de sombras, uma tempestande de petálas rosas começou a sair do bulbo de Tellah, que como não havia atacado ainda, já estava preparado para o comando de seu treinador. As petalás cortavam todos os inimigos ao mesmo tempo, e apenas uma rajada derrubou todos os 5 pokémon inimigos.

—Se vocês estudassem um pouco mais, saberiam que batalhas pokémon também são números, e que a chance de vocês me derrotar era nula. Vocês deviam ter fugido quando dei a oportunidade. Tellah, amarre-os com o Vine Whip!

O venussauro amarra os inimigos com uma vinha, que se desprende de seu corpo, fazendo os 5 ficarem presos.

—Muito bem, agora use Sleep Powder.

O pokémon solta um pó na face dos capangas e eles começam a dormir.

—Droga, perdi tempo demais com isso... já vi que as coisas não vão sair de acordo com o plano...

Diz Amber pensativo com uma mão na cintura e a outra na nuca.

—Bem, sem mais tempo a perder eu acho…

Enquanto Amber subia as escadas para o próximo andar, olhos vermelhos começam a aparecer nas paredes atrás dele. Ele se vira de maneira brusca para traz e não há mais olho algum na parede.
Ao chegar no topo da escada, há um andar comum da Torre Pokémon. Porém, Amber nota que a porta para o próximo andar não está lá. Amber fica confuso e anda um pouco mais pela sala olhando para os lados. Alguns olhos brancos começam a aparecer entre as sombras. Amber retira uma pokebola e se prepara. Os olhos saem das sombras, fantasma com uma forma de fumaça roxos com mãos que se desprendiam de seu corpo, dedos pontiagudos como garras, aparecem e começam a girar em volta de Amber.

—Merlin!

Da pokebola de Amber sai um Gyarados, que começa a tentar atacar os inimigos, mas em vão, seus golpes não os machucam e os atravessam como se eles não estivessem lá. Os espiritos começam a tomar conta de Merlin, manchas pretas começam a aparecer no pokémon e ele começa a se debater e tentar se livrar deles. Amber o recua para a pokebola.

—O-o que são essas coisas?

Os espiritos começam a falar em união.

—Nós somos aqueles que você não conseguiu salvar, consegue se lembar de todos nós?

Os olhos de Amber se arregalam. Na sua frente, aparece um garoto,com uma camisa amarela, uma bermuda azul, tênis azul e um boné azul olhando sério para ele.

—B-Benjamin?

O garoto é devorado de uma vez só por um vulto, quando Amber olha melhor, ele vê que a sala mudou, agora ela é apenas uma plataforma voando em uma imensidão negra e a sua frente há um hypno gigantesco, uma de suas mãos segurando uma das bordas da plataforma, sua outra mão segurando seu pêndulo e em seu rosto um sorrisso cheio de dentes pontiagudos ensanguentados.Amber se assusta e cai para trás, em sua mente ele não para de dizer “Impossível! Impossível!”. De repente, enquanto se negava a acreditar no que estava acontecendo, enquanto fraquejava para os fantasma de seu passado, a pokebola em sua mão se abre automaticamente, Merlin sai da pokebola encarando o hypno.

—Merlin!? O que está fazendo? É inútil tentar lutar com essas coisas!

Merlin ignora seu treinador e começa a tentar golpear o inimigo com sua cauda, o hypno parece não se abalar com os golpes que acertam seu rosto e soca o gyarados, o arremessando para longe.

—Merlin!

Amber se aproxima de seu pokemon, um de seus olhos está fechado como se estivesse machucado, mas o pokémon começa a se levantar com sua tão conhecida expressão de fúria, até terminar de se levantar, preparado para o confronto.
Na mente de Amber vem uma voz dizendo: "Lute! Não há tempo para temer fantasmas de seu passado!"
Quando Amber percebe que aquela seria a voz de Merlin, ele o encara com uma expressão de surpresa. A voz continua: "O que ele fez é imperdoável, por isso, eu quero lutar!"

—Merlin...-Amber se levanta e encara a gigantesco hypno- Chegou a hora de crescer, e enfrentar meus medos, eu não cheguei a tempo para te impedir naquele dia... Mas hoje eu vou te derrotar antes que você possa machucar qualquer outra pessoa!- Ao dizer essa última frase, o olho âmbar de de Amber brilha, ele estende sua mão para Merlin e uma energia cor de âmbar começa a rodear o pokémon, como se fosse uma aura.

O hypno da outro sorriso malicioso e aponta seu pêndulo para os inimigos, lançando uma onda de energia psíquica.

—Merlin! Hyber Beam!

O gyarados de Amber solta o hiper raio no oponente, porém, sua coloração está numa tonalidade mais escura, lembrando a cor do olho do rapaz. O raio de energia colide com a onda psíquica, depois de alguns segundos de tensão, com os raios de energia se colidindo, o raio de Merlin começa a “devorar” a onde psíquica de hypno, acertando o mesmo, fazendo com que ele quase caisse para traz.
O golpe parece machucar muito o inimigo, ele apoia um se seus punhos e seu antebraço na plataforma. Ofegante, o sorriso em seu rosto havia sumido, ele olhava para Amber e seu pokémon com fúria.

—Não dê descanso para ele Merlin! Use Bite!

As presas de Merlin agora são inteiramente âmbar, e ao morder o inimigo, ele começa a dar gritos de agonia e se debater, e de sua ferida começa a jorrar uma energia negra.

—Não é por que eu não consegui salvar alguém no passado, que devo deixar de tentar salvar quem precisa de minha ajuda hoje. Meus fantasmas, não são mais um problema.

Enquanto fala essa última frase, Amber está sacando seu revólver, e a energia âmbar começa a fluir pelo cano da arma, ele aponta para a cabeça do pokémon que já está caído na plataforma, como se ele estivesse repousando, ele parece exausto e machucado, a ferida em seu ombro continua jorrando energia negra.

—Você perdeu, de novo.

Amber puxa o gatilho, e um projétil de energia perfura a testa do pokémon, fazendo o mesmo dar outro grito agonizante, até o mesmo estourar de dentro pra fora em energia negra. Depois da nuvem de energia negra se dissipar, há uma pequena bola de luz onde seria o centro daquela escuridão. A luz se torna Benjamin sorrindo, ao ver Amber, ele fecha os olhos e da um sorriso ainda maior.

—Obrigado por me ensinar algo novamente.

Benjamin apenas faz um sinal de positivo com sua mão, e toda a sala é iluminada. Amber percebe que a sala se encontra no mesmo estado inicial, porém, dessa vez com a escada para o próximo andar. Ambe, determinado, começa a subir para o próximo andar.

Gaz está sentado em um tipo de trono de pedra, uma de suas mãos está segurando sua cabeça como se ele estivesse entediado, apesar de sua face mostrar ânimo. Em sua outra mão há uma bola de cristal que mostra Amber subindo algumas escadas. Ele arremessa bola para cima e a segura apenas com seu indicador, logo em seguida a bola de cristal some em uma pequena nuvem roxa.

—Pois bem jovem Mcloud! Você está se saindo bem, vamos ver quanto tempo você vai durar em meus domínios...

Ele olha para uma porta vermelha com o simbolo dos Toxics pintado nela.

—Será que este mago vai ter que usar seu melhor truque?

Notas finais
O que será que Gaz esconde no final da Torre Pokémon!? Fique atento para mais episódios para descobrir! Até a próxima! o/