Pokémon Enimia
8 Cap. 4- Pesadelos
Notas iniciais
Uma imensa escuridão toma conta de tudo, um silêncio profundo domina o ambiente, então se escuta uma voz fina, “Papai!”
Região de Unova, Cidade de Castelia 10/01 08:27
Um homem acorda assustado com o barulho de seu telefone tocando, ainda sem camisa e descalço, apenas com uma calça preta e os cabelos desgrenhados, o homem vai com pressa até seu telefone e o atende.
—Alo?
—Noir, preciso falar com você, esteja no gabinete daqui a 1 hora.
E assim o telefone desliga, Noir olha o relógio e depois vai até sua varanda, do décimo quinto andar ele tinha uma boa visão da cidade, não das melhores já que haviam muitos outros prédios ainda maiores nesta grande metrópole que era Castelia. Ele respira fundo, tentando se esquecer do pesadelo que acabara de ter, e vai se arrumar.
Escritório da Liga, extensão de Unova 9:55
Um homem estava impaciente andando de um lado para o outro, até que sua atenção é desviada para a porta que estava sendo aberta por Noir.
—Que demora Noir!
—Desculpe Looker, é que eu vim a pé.
—Por que? Você poderia ter pego um ônibus ou um táxi, já pensou em aprender a dirigir?
—Eu gosto de caminhar, apenas diga logo o por quê me chamou até aqui.
—Noir, você provavelmente já ouviu falar o quanto o mundo está um caos, não?
—Sim, tudo graças a essas organizações terroristas que estão crescendo...Os Toxics em Kanto e Johto, os Noises em Hoenn e os Saints em Sinnoh, apenas Unova e Kallos das grandes regiões ainda se mantem intactas…
—E se eu disse-se que não é bem assim?
—Como assim Looker?
—Deixe-me te explicar, a alguns dias eu recebi informações de fontes seguras de que estas organizações, na verdade, trabalham juntas, trocando armas, informações e pokemons para os diversos fins, e que há uma quarta organização de “manda-chuvas” que controlam os próprios lideres dessas três organizações menores e os usam para seu bel prazer.
—E o que eles querem? Dominar o mundo ou algo assim?
—É possível que eles já tenham dominado meu amigo, dizem as fontes que os membros dessa quarta organização, que se autodenomina “The Shades”, se encontram escondidos em Kalos e Unova, porém eles possivelmente possuem cobertura de políticos corruptos, talvez até mesmo de membros importantes da Liga, eu tentei mostrar o que descobri para o conselho da Liga, mas me disseram que as informações não eram confiáveis, e coisas assim, eles pareciam não querer acreditar… nós temos que fazer algo!
—Velho amigo, acho que o trabalho está te deixando preocupado demais… a Liga é extremamente rigorosa quanto a quem entra lá dentro… quais as chances de uma organização ter tomado conta de tudo sem percebemos? E outra, mesmo que seja verdade, o que poderíamos fazer? Somos apenas dois homens, Looker.
—Noir, eu sei que é difícil de acreditar… mas eu juro por tudo que é mais sagrado que é verdade! Vou te dar um tempo para pensar no assunto-Looker começa a pegar uma caixa de papelão cheia de papéis.- Eu já imprimi tudo que eu descobri, já que você não tem um computador, sério, você parece um homem das cavernas, deveria aprender a usar esse tipo de máquina, ajuda bastante.
—Vou pensar no seu caso…-Diz Noir pegando a caixa.
—Ah! Mais uma coisa, evite falar disso com qualquer outra pessoa, ok?
Noir apenas concorda com a cabeça e começa a ir embora
Ao chegar em seu apartamento, Noir começa a ler as evidências que Looker havia arranjado, eram muitas. O detetive terminou tarde da noite, seus olhos cansados se recusavam a se fechar, a cabeça do detetive estava a mil naquele momento. Muitas informações que ele não esperava ver. Nomes, transações bancárias, mensagens trocadas, e um estranho símbolo, uma sombra em forma de interrogação, com uma pokébola em seu centro. Noir já tinha visto aquele símbolo antes, e apesar de já ser tarde da madrugada, ele decide ir até o escritório de seu colega mais uma vez, havia muito que ele queria perguntar.
Ao chegar no escritório, Noir nota que a porta já estava aberta. A maçaneta da porta quebrada, Noir começa a olhar pela pequena fresta aberta da porta e não vê ninguém, mas o escritório estava extremamente bagunçado. Noir entra e vê Looker extremamente ferido jogado no canto da sala, feridas de garras e possivelmente mordidas espalhadas pelo seu corpo, um ataque de um pokémon era a opção mais óbvia. Noir corre até seu amigo e começa a gritar por ele, tentando mante-lô acordado, dizendo que ele vai chamar ajuda, porém, ao checar a pulsação de Looker, Noir percebe que já era tarde demais.
Furioso, o detetive tenta manter a calma, e percebe que uma janela estava aberta, ao se aproximar, nota um rapel presso na janela, a corda do mesmo descia até a base do prédio, que dava a um beco escuro. Ele olha para os dois lados, procurando por alguma figura suspeita, mas nada encontra.
Região de Kalos, Cidade de Lumiose 11/01 10:30
O sol alto no céu, nenhuma nuvem podia ser vista, era um dia lindo, pensava Noir. Mas ele ainda sentia amargura, pois ele ainda se encontrava no enterro de um grande amigo.
Ele ficou até a maioria das pessoas irem embora, encarando a lápide de seu colega.
—Não se preocupe Looker, eu estou no caso.
Noir ajeita seu chapéu e começa a caminhar, porém uma garota o chama. Ela é pequena, mas já deve ter uns 16 anos, ela está chorando sem parar.
—O s-senhor é o detetive Noir?
—Sim, e você? Quem é?
—Eu sou E-Emma, eu era uma ajudante do senhor Looker. Ele tinha me deixado uma mensagem caso ele… bem… eu tenho que te entregar isso…
A garota entrega um bilhete com um endereço para Noir, era um endereço em Kalos mesmo, Noir desconfia, mas decide ir dar uma olhada.
Região de Kalos, Rota 2, 11/01 14:23
Perto da cidade de Aquacorde, havia uma mansão de uma rica família, a família Bloodborn, ao chegar no grande portão de metal da mansão, dois mordomos convidam Noir a entrar. Noir estava sendo acompanhado por um homem um pouco mais alto que ele com um rabo de cavalo vermelho, duas lágrimas pintadas em suas bochechas roupas brancas e pretas bufantes, lembrando um palhaço, ele estava com os braços atrás da nuca e com um grande sorriso em seu rosto.
Ao chegar no centro do jardim, Noir viu uma grande fonte de água e várias flores. Sentada na fonte com as pernas cruzadas, uma bela mulher de cabelos curtos e castanhos, pele morena e de olhos negros, com belas e acentuadas curvas e uma única pinta perto de seus lábios, a mulher trajava um vestido até os joelhos negro e um par de saltos altos, a donzela tinha também dois grandes brincos que lembravam cristais.
—Olá Noir! A quanto tempo!
—Olá Rouge, não te vejo faz uns dois anos… o que faz aqui?
—Looker havia me contado, disse que você ia precisar de ajuda para um trabalho… Olá Joker!
O palhaço sorri e acena para a dama
—Looker chamou você? Espero que você tenha mais informações do que eu, que lugar é este?
—Está é a mansão dos Bloodborns, uma família extremamente rica e importante, acho que eles estão ligados com política ou grandes empresas, eles mantém muita coisa em sigilo…
—Por que estamos aqui?
—O filho mais velho deles é um detetive da Liga, assim como nós, ele foi escalado pelo Looker para essa missão.
Noir começa a olhar em volta, os jardins eram enormes e lindos, estátuas de pokémon extremamente detalhadas. A mansão também não deixava nada a desejar, era quase tão extensa quanto o próprio jardim, Noir começava a se preocupar com que tipo de ajudante ele teria, afinal, ele já trabalhava nisso há muitos anos, não conseguia imaginar um riquinho esnobe como um detetive, vendo pessoas morrerem todo dia. Mas decide ignorar o pensamento, afinal ele o conheceria em breve e saberia se suas suspeitas estavam corretas.
—Então Rouge, onde vamos nos encontrar com ele?
—Me disseram para esperar aqui, que ele em breve chegaria.-Diz a mulher tentando se distrair, passando a mão na água da fonte-Então velho amigo… você encontrou uma nova esposa?
—Já disse que estou velho demais para isso-Diz o detetive sentando ao lado da donzela e acendendo um cigarro.
—Noir, você só tem 34 anos… Você tem que aproveitar a vida. Qual foi a última vez que você se divertiu?-Diz a mulher se aproximando dele de maneira provocante, seus rostos quase colados.
Noir a encarava nos olhos, mas desvia o olhar para soltar a fumaça do cigarro- Tenho meus próprios meios de me divertir…
Rouge ri quanto a afirmação de seu colega- Você é o único homem que conheci que resiste ao meu charme, mas apesar do que todos dizem, você não é um homem tão frio assim, tenho certeza que um dia encontrará uma dama para esquentar seu coração.
—Eu já encontrei, minha cara. E ela está morta.
—Sinto muito… mas acho que ela não estaria contente com você desperdiçando sua juventude desse jeito.-Rouge se levanta e começa a andar até a mansão.
—Não deveríamos esperar aqui?
—Não faz meu tipo ficar esperando um homem.
O detetive joga seu cigarro no chão, se levanta e pisa nele para apaga-lo. Coloca as mãos nos bolsos e faz um sinal com a cabeça para o palhaço segui-lo.
Quando eles entram na mansão, os três se deparam com um belíssimo e luxuoso salão, digno de festas de gala. Descendo as escadas, um jovem com traços finos, cabelos brancos e longos com um arco negro em seu cabelo com uma fina franja caída em um de seus olhos, ele era bem pálido e possuía algumas pintas em seu rosto, trajava uma jaqueta curta vermelha com o desenho de flores brancas, por debaixo da jaqueta uma camisa branca, uma calça vermelha e um sapato social branco. Ao se aproximar e estender a mão para Noir, ele notou que o jovem também possuía grandes unhas pintadas de vermelho.
—Monsieur Noir! Madame Rouge! É um prazer conhece-lôs! Quando fiquei sabendo que faria parceria com vocês fiquei extremamente feliz! Vocês são bem conhecidos pelos detetives novos pelo caso “Mauville em chamas!”. Foram vocês que descobriram a existência dos Noises naquela noite! Foi um trabalho incrível!.
Ele se aproxima dos dois enquanto fala, ao se aproximar deles, ele entrega a mão para Noir, dê uma maneira que dava a entender que o detetive deveria beija-lâ, como se ele fosse algum tipo de realeza. Noir não fica muito contente com a ação, e aperta a mão do garoto em um comprimento tradicional.
—Er… olá. Pelo visto você fez o dever de casa, você é o Crimson?
Ele faz uma reverência e beija a mão de Rouge antes de responder a pergunta de seu colega.
—O magnífico, o belo, o charmoso, o próprio. Crimson Bloodborn.
Noir levanta uma sombrancelha, ele mal consegue segurar sua cara de nojo. O detetive odeia pessoas esnobes da alta classe, e adora destruir seus enormes egos. Mas pelo visto, ele teria que aturar esse.
—Então garoto, ainda não está claro para mim o que Looker queria comigo vindo aqui… você por algum acaso pode explicar?
—Claro Monsieur! Me sigam por favor!
O jovem os leva para um tipo de escritório, mas a maioria do espaço era composto por computadores e monitores. Crimson começa a mexer em alguns teclados e nas telas apareceram os três símbolos das gangues terroristas e a estranha interrogação que Noir já tinha visto antes.
—Estas são as organizações que estão dando trabalho para a Liga. Os Toxics, os Noises e os Saints. O quarto símbolo, porém, é um tipo de sociedade secreta. Um grupo de pessoas extremamente ricas e poderosas que ajudaram essas outras organizações a crescer. Eles se chamam, “The Shades of Enimia”, ou apenas “Shades”.
Eu e Monsieur Looker estavámos de olho nessa organização. Parece que eles são obcecados com um tipo de terra mágica chamada “Enimia”, nunca se teve registro da existência de tal lugar. E a Liga nunca teve contato com nenhum páis com tal nome, logo, não sabemos muito do por quê eles buscam esse lugar com tanto fervor. Não sabemos nem se ele existe…
—Posso saber por que Looker te pediu ajuda?-questinou Noir.
—Está com ciúmes por que ele me escolheu como parceiro primeiro?-Perguntou o jovem com um sorriso de deboche estampado no rosto. Noir o encarou sério, vendo que ele não teria uma resposta ele apenas explicou.- A maioria das informações sobre os Shades veio de um hacker que queria desmascara-lós, algum tipo de anonimo que descobriu a verdade e queria ajudar… Looker veio atrás de mim por dois motivos. Primeiramente, encontrar essa pessoa. Afinal, eu sou o melhor hacker da Liga, e com um pouco de esforço poderia encontrá-lo, e por que Looker suspeitou de minha familia. Porém, mesmo que minha família tivesse algo a ver com isso… nem mesmo eu saberia, meu pai é possivelmente o empresario mais rico do mundo, pessoas poderosas tem muitos segredos. Quanto ao hacker, eu o encontrei, mas já era tarde, os Shades tinham chego primeiro…
—Entendo… e por quê eu deveria cooperar com você? Sua família entra no padrão que você acabou de falar sobre os Shades, e Looker não conseguiu provas de que vocês não tem algo a ver com tudo isso. Apenas decidiu cooperar com você. Mas eu não sou o Looker… por quê eu deveria confiar em você?
Durante as acusações de Noir, Crimson não deixou de sorrir em momento algum.
—Por quê!? Pois sou perigoso monsieur! Eu sou uma incógnita para você. Sou uma peça de um jogo de tabuleiro que tanto você quanto os Shades podem usar. Se eu estiver do seu lado, você pode aceitar minha ajuda, e eu farei o que estiver a meu alcance, sou rápido, forte, um exímio treinador, o melhor hacker do da Liga, e extremamente lindo-Crimson começa a rir baixinho.- Mas, se você não aceitar minha ajuda, quem te garantiria que eu não venderia essas informações para as pessoas erradas!? Afinal, minha família é rica, mas tenho 2 irmãos para dividir a herança e vai demorar até meus pais perecerem, eles são bem jovens ainda. E no pior dos casos, eu posso realmente ser um membro dos Shades disfarçado, mas se fosse verdade, como você escaparia da morte certa pela organização mais poderosa do mundo? Você estaria fadado ao fracasso, mas se eu te acompanhasse você poderia manter vista grossa para eu não passar informações para eles. E quem sabe, ter alguma chance de ganhar.
Noir começa a pensar, sem desviar o olhar gélido que ele lança sobre o esnobe rapaz, que devolve o olhar com risadas e um enorme sorriso, como se tivesse encurralado Noir.
—Caso queira saber, meu objetivo com essa missão, é viajar pelo mundo com o máximo de informação privilegiada possível, para assim, ver os lugares, pessoas e pokémon mais belos do mundo. Essa, é minha maior ambição.
Noir mantem o mesmo olhar para o garoto, Rouge comenta no ouvido do homem que o garoto tinha razão, se ele realmente quisesse trai-lôs, ele provavelmente já o teria feito, o máximo que eles poderiam fazer seria manter vigia sobre ele. Depois de ponderar sobre o assunto, Noir suspira, se levanta e estende a mão para o garoto.
—Pois bem, vou confiar em você, e é melhor não me decepcionar garoto…
Crimson sorri-Prometo que comigo a seu lado, é quase certo que resolveremos o caso.
—Então garoto, você é o que mais sabe do caso, alguma ideia de por onde começar?- Pergunta a donzela de vestido negro.
—É uma ótima pergunta, madame Rouge. Nós devíamos começar dando uma olhada em Kanto, onde os Toxics possuem algumas bases. Eles fizeram alguns assassinatos em série que ficaram conhecidos como “Os Casos Corrosivos”, um jovem policial, Amber Mcloud, que iniciou as investigações, mas elas ainda não possuem muita informação. Não será possível encontrar os Shades a partir do nada, precisamos pegar os peixes pequenos para obtermos o máximo de informação possível.
—De acordo, me parece um bom plano, afinal, os Saints não podem ser tocados devido a “imunidade” que eles possuem pela adoração do povo, e os Noises são apenas anarquistas loucos… se eles servem para algo no meio de tudo isso, é apenas para incitar medo, duvido que tiremos algo de útil deles.-Disse Rouge enquanto retocava sua maquiagem.
—Quem bom que estamos de acordo! Eu sabia que vocês aceitariam, inclusive já até marquei a viagem! Será para daqui a três dias! Se sintam em casa enquanto isso!
Os três saem da sala, Crimson pede para algumas empregadas mostrarem os aposentos dos convidados. Assim que eles saem, Crimson volta para seu ecritório e enquanto mexe em seus computadores, seu pokégear toca. No visor não há foto, mas há o nome do contato, está escrito “Papa”. O Jovem atende
—Bonjour Papa! .
— Olá meu filho.-Disse uma voz metálica e editada pelo telefone-Então Crimson, para onde está indo? Sua mãe disse que iria viajar a trabalho. Disse que ontem mesmo você marcou viagem.
—Estou indo para Kanto papai.
—Ótimo, eu vou me reunir com meus colegas de trabalho lá, um de nossos empregados está com ótimos projetos! Ele é um grande cientista! Qualquer dia você vai conhece-lo! E mais uma coisa, Crimson... seus colegas sabem algo sobre mim?
—Apenas de sua existência papa.
—Entendo… lembre-se do que te expliquei sobre os negócios da familía, ninguém pode saber mais do que isso, estamos de acordo?
—Claro papa, como o senhor quiser.
Assim Crimson desliga o pokegear e pela primeira vez nesse dia, ele deixou de sorrir.
Região de Kanto, Cidade de Pewter, 14/01 12:40
Ao chegarem na cidade. Os detetives iniciam a busca pela “fábrica fantasma”. Enquanto Amber Mcloud pesquisava sobre os “Casos Corrosivos”, ele encontrou testemunhas que diziam sobre uma fábrica que aparecia a meia noite nos arredores de Pewter, na rota 3. As testemunhas diziam escutar barulhos de máquinas e gritos de pokémon e seres humanos, todos que falaram sobre isso citaram a fábrica da mesma forma, grande, cinza, escondida no meio das árvores e com uma estranha luz roxa saindo de suas janelas.
Os detetives iniciam a investigação pela área e apesar de não encontrarem a tal da fábrica, encontram uma estranha marca, pintada com tinta em um ponto próximo da onde diziam estar a fábrica. A mesma marca foi encontrada pintada em alguns pontos próximos, em árvores, pedras e em todos ela estava exatamente igual, logo provavelmente não eram feitas a mão, ou foram feitas por alguém extremamente habilidoso. Nenhum deles conseguia descrever nem reconhecer a marca, era algum tipo de círculo mágico com pequenas escrituras dentro. Rouge da a ideia para eles voltarem a meia noite, quando as testemunhas tinham dito verem a fábrica.
Rota 3, Região de Kanto 23:55
Eram 5 para meia noite, os detetives estavam esperando pacientemente até o horário certo. Rouge não estava mais com seu vestido, agora ela trajava um colan preto que deixava ainda mais marcantes as curvas da linda mulher, também usava luvas e botas negras além de um cinto com suas pokébolas e sua arma, uma pistola semi-automática com silenciador.
—Em todos esses anos eu ainda não entendi por quê você tem que usar essa roupa…
—Eu sou uma espiã. É bom para me camuflar e…-Rouge faz uma leve pausa enquanto passa as mãos pela própria cintura-... dificulta o raciocínio dos homens.- A donzela pisca para seu colega.
Pouco tempo depois da conversa, as marcas que encontraram mais cedo começam a brilhar e bem a frente do trio, de uma grande luz roxa aparece um estranho casarão, a Fábrica Fantasma.
—Mas como…?-Começa a perguntar Noir, Crimson está sorrindo, maravilhado com essa “aparição”.
—Vamos- Disse Rouge sem nem se abalar com o estranho ocorrido.
—Que mulher… não é mesmo Monsieur!?
—É… Mas se eu fosse você não me assanharia muito garoto, é uma mulher muito perigosa.
Os dois tentam acompanhar a donzela. Rouge está na frente para verificar se a área está segura. Ela nota que está “faltando” alguns detalhes. Nenhum grito foi ouvido e não há luz roxa das janelas, apenas uma luz normal, como de uma casa qualquer. Mas não havia sinal de nenhum ser vivo.
Os três adentram, a fábrica estava estranhamente vazia, as máquinas não operavam. Parecia apenas uma fabrica abandonada quando o trio viu três homens de roupas de médicos negras e máscaras cirúrgicas conversando com 2 homens e uma mulher que trajavam, roupas de couro, cada uma com um “N” vermelho estampado.
—Esse é o último caixote né!? Ai não vamos precisar voltar toda noite.-Diz a mulher.
—Sim, ai abandonaremos essa base e vamos nos livrar das provas de sua existência.
Rouge tinha um gravador ligado para deixar a conversa dos capangas registrada. Quando Noir percebeu que sua parceira já estava preparada para algo assim, se lembrou de quando ela era uma novata e sempre o seguia nas missões por falta de confiança, Noir deu um leve sorriso para sua velha amiga.
—Foi um prazer fazemos negócios! Os Toxics estão dispostos a fazer parceria com os Noises quando quiserem! Podem avisar seu chefe.
—Ta, a gente avisa ele quando der, valeu seus esquisitões. Quando precisarmos de brinquedos novos a gente avisa. Vamos testar essa belezinha.
—Acho que já temos o suficiente.-Disse Rouge.
Noir concorda e se levanta, ele puxa sua “Rachat”, sua desert eagle customizada de dentro do sobretudo, e aponta na direção dos 6.
—Parados, se mexam e vou atirar.
Um dos Noises estava conduzindo um carrinho que levava uma grande caixa retangular, do tamanho de um humano adulto. Os outros dois não hesitaram e começaram a tirar suas pokébolas. Noir como resposta deu dois tiros em um deles, um no braço que segurava a pokébola e outro na perna. A dor derrubou o capanga e o fez perder a pokébola, da pokébola do outro saiu um Vigoroth, que pulou na direção de Noir. Quando o pokémon ia acertar o detetive com suas enormes garras, Joker sai das sombras acertando o pokémon com um chute e o fazendo voar para longe.
—Obrigado Joker, use o Night Daze nele.
O palhaço começa a sorrir e é tomado por uma energia negra, ele muda sua forma para um Zoroark. E joga uma onda de energia negra no pokémon, o deixando nocauteado.
Os outros capangas começam a tentar se preparar para o confronto, porém ao lado de Crimson um Delphox e um Talonflame estavam atentos esperando um comando, enquanto Rouge tinha um Weaville e apontava sua arma para eles.
—Não vou repetir, rendão-se.- disse Noir.
Os capangas colocam suas mãos atrás de suas cabeças, enquanto Noir e Rouge os prendião, Crimson abre a caixa para ver o que tem dentro. O rapaz fica surpreso ao encontrar uma armadura ou um robô, que lembrava um Mightyena humanoide com algum tipo de arma de fogo instalada em seu ombro e revestido de metal. Os três analisam a criatura metálica por um tempo, ela não se mexe. Os capangas se recusam a explicar do que se trata. Logo, os detetives não se veem com outra escolha se não levar a caixa para pericia dos especialista da liga, e os capangas para a delegacia.
Pewter, 15/01 15:30
Noir estava conversando com seus parceiros, eles não sabiam ainda o que era aquela coisa que encontraram na fábrica, nem como a fábrica podia sumir e reaparecer, mas sabiam que os Toxics não estavam sozinhos, uma aliança com os Noises foi confirmada, solidificando a teoria dos Shades. O plano era ir para Hoenn buscar informações sobre aquela criatura metálica, e descobrir se os Noises os estavam usando como arma ou como mercadoria. Mas Noir queria o máximo de informação sobre Kanto e os Toxics enquanto estava pela região. Por isso, foi até a cidade de Viridian.
Viridian, 16:04
Noir havia acabado de chegar na cidade, disseram que os irmãos Mcloud, que haviam enfrentado um suspeito membro dos Toxics se encontravam no hospital.
Quando o detetive chegou na cidade, ele escutou uma enorme explosão. Ela tinha sido ao longe, mas ainda assim deu para ouvir como se tivesse sido na própria Viridian, as pessoas olham na direção da explosão e começam a comentar sobre o que poderia ter sido. Noir apressa o passo para o hospital.
—Tenho um péssimo pressentimento sobre isso...
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