Pokémon Enimia
22 Cap. 17: A Torre de Rádio!
Notas iniciais
Goldenrod 18:12
Purple voltava para sua cidade depois da batalha contra os Saints, ele sabia que havia feito o que era certo, mas ainda tinha um problema. Assim que o rapaz chegou na cidade, ficou cercado de pessoas que não paravam de perguntar onde estavam os Saints, os reforços, a ajuda que haviam prometido nesse momento de necessidade. Purple mal conseguia falar, a multidão não parava de gritar, e ele não estava gostando nada disso.
Whitney passou por entre a multidão, segurou a mão do garoto e o levou para o ginásio, onde eles poderiam discutir esse assunto com mais calma. Ela não parava de dizer o quanto ficou preocupada e sentiu saudade, e que estava feliz de que tudo tivesse dado certo. Purple já estava triste, pensando em como ele iria tirar o sorriso da amiga com a notícia.
—Como assim, não tem ajuda...:?-Perguntava a garota dos cabelos rosados, decepção estampada em seu rosto.
—Eles não eram quem aparentavam ser… tentaram matar uma mulher e uma garotinha… e depois tentaram me matar… eu sinto muito, sei que a esperança de muitos estava nesses reforços…- Dizia Purple coçando a nuca, envergonhado. No fundo ele sabia que não teve culpa, mas não se sentiu a vontade de dar uma notícia ruim para a amiga, Whitney podia ser bem sentimental e chorar por qualquer coisa, nunca era bom dar uma notícia ruim para ela.
Porém, demonstrando seriedade de uma verdadeira adulta, ela apenas suspirou e tentou forçar o maior sorriso que pode. Purple adorava o sorriso de Whitney, ele se fascinava com o quanto ela podia sorrir, ainda mais por qualquer coisa,já ele quase nunca demonstrava felicidade muitas vezes nem mesmo comemorando uma vitória! Mas aquele sorriso de Whitney… não era sincero e cheio de luz como os outros.
—Você salvou aquelas duas, e impediu os vilões… você foi um herói, Purple. Não há por que se desculpar! A ajuda virá! Você vai ver!
—Não… eu não vou ficar sentado enquanto espero os Toxics fazerem o que bem entendem! Eu vou até a torre de rádio, e vou acabar com eles!
—Purple… pare de dizer coisas sem sentido… é perigoso demais…
—Eu não ligo… a única pessoa que é importante pra mim está em uma cama de hospital… se eu não fazer nada minha mãe vai morrer, então… eu não tenho nada a perder. Se eu falhar, vou perder tudo e ninguém iria se importar se eu morresse mesmo.
—Eu me importaria!-Disse a garota, chorando e se levantando subitamente- Seu idiota! Como pode dizer essas coisas!? Você… você é muito egoísta! Você acabou de voltar… e não parou de se arriscar, primeiro foi enfrentar os Toxics no meio da guerra, depois foi até um templo antigo e agora já quer pular de cabeça em uma torre cheia de Toxics!? Como você acha que eu ficaria se algo acontecesse a você!?
—W-Whitney…-Purple estava sem palavras, com o queixo caído-... e-eu… eu achei que… depois que você foi embora… sei lá… que eu tinha virado só uma memória… não nos falamos por dois anos…
—Porque infelizmente eu fiquei muito ocupada! Eu sei, eu deveria ter me esforçado mais para nos reencontramos… mas eu não parei de pensar em você… você é meu melhor amigo… seu bobo…-A garota cai de joelhos e coloca as mãos no rosto- ...e eu não quero te perder… o dia em que você apareceu no meu ginásio… eu fiquei tão feliz...
O garoto estava espantado, não sabia o que fazer. Ele apenas ajudou a garota a se levantar e a levou para casa.
Casa da Whitney, Goldenrod 00:08
Whitney dormia em seu quarto, ela não havia dito mais uma palavra para Purple, ela estava chateada com as palavras do amigo, e ele entendia a frustração dela, ele teria agido do mesmo jeito se fosse ela dizendo aquelas coisas. As palavras dela também mexeram com o jovem, ele começou a pensar se ele ficou tanto tempo sem ver Whitney por medo. Ela não havia se mudado para longe, ele poderia ter procurado ela na internet, e também teve aquele dia… mas Purple rapidamente balançou a cabeça e voltou a si, não tinha tempo de se remoer pelo passado.
Quando Purple abriu a porta, ele escutou a voz.
—Para onde está indo…?- Whitney estava na escada, com um pijama rosa, cabelo solto e com os olhos já lacrimejando.
—Whitney… escuta… eu…
—Não me venha com essa! Mesmo depois do que eu disse, você ainda vai pra lá…? Como você pode… como pode ser tão…-Ela mal conseguia falar de tão brava e triste que estava.
—Whitney, me escuta! Eu sei que eu fiquei ausente, que não nos vimos por um tempo! Eu também… fiquei triste com isso. Mas isso não muda nada! Eu tenho você agora, e eu não posso deixar que nada aconteça a você! Eu te deixei sozinha nesses dois anos, e agora eu estou aqui e tenho a chance de fazer o que é melhor pra você ! E pra todo mundo também! Eu vou até lá, e vou derrotar eles… e eu prometo que vou voltar, por que eu…- O garoto travou enquanto olhava para a garota.
—Você…?
—Eu… não vou deixar passar a chance de provar pra você que eu tava certo e você errada! Eu vou voltar, e você vai quebrar a cara!- Após dizer isso, Purple fechou os punhos com força, como se estivesse bravo ou sentindo dor. Whitney não mudou a cara triste, mas amenizou o choro.
—Purple… por que você… nunca respondeu minhas cartas…?- O garoto ficou em choque de ouvir essa pergunta
—... Eu… eu já vou Whitney… e voltarei em breve… só durma e descanse… eu estarei aqui de manhã.
—... Volta logo…-Disse a garota.
Purple saiu, ele ainda estava em choque pela pergunta da garota. “por que você… nunca respondeu minhas cartas…?”. Enquanto caminhava pelas ruas, o garoto se lembra do dia em que veio para Goldenrod, foi ano passado, ele tinha 14, estava terminando sua jornada pokémon, faltava apenas o ginásio de Goldenrod, mas seu estoque de itens estava meio baixo. Então, ele conheceu um homem que trabalhava na torre de rádio e teve uma grande oportunidade de tocar uma música de sua autoria no rádio! Ele estava animado, mais ainda porque sabia que ia rever sua amiga, depois de ganhar a grana da gravação, ia direto comprar alguns itens e enfrentar Whitney. Ele se lembrou do dia… dele andando pela rua, pela primeira vez em anos confiante. Seu cabelo não tapava seu olho, mas estava em um rabo de cavalo, permitindo que todos vissem seu rosto, que estava levantado. Ele levava seu violão em sua case e um buquê de flores, ele não sabia dizer se Whitney ia gostar delas, mas sua mãe havia dito que mulheres adoram flores! Antes que ele pudesse se lembrar de mais alguma coisa, ele se viu na Torre de Rádio. Ele estava na esquina, olhando para um grupo de guardas Toxics que estavam tomando conta da porta da frente, também havia um helicóptero vigiando.
—Droga… esses idiotas deviam facilitar mais… they will lose anyway…-Disse Purple retirando uma pokébola, dela sai Jazz, sua Ampharos então ele deu o comando.- Jazz, Rain Dance.
Em pouco tempo, as nuvens apareceram, e a chuva começou. Temendo a possibilidade dela ter sido causada por um pokémon, os capangas jogavam pokébolas e apontavam suas armas. De repente, dos céus caiu um raio, que acertou em cheio o helicóptero. Chamas apareceram no veículo, até que o mesmo começou a perder altitude e caiu no chão, causando um enorme estrondo. Alguns capangas se aproximaram do veículo, tentando ajudar os aliados que estavam presos lá dentro. Outros mantiveram a guarda, apontando as armas e procurando alguém que pudesse ter feito isso, porém, um vulto se moveu muito rápido, deslizando sobre a água que caía no chão. Um Kingdra soltou uma poderosa rajada de água, um disparo derrubou 3 deles, os outros logo dispararam contra o pokémon, e começaram a dar comandos para seus pokémon. Mas então um poderoso furacão veio e derrubou eles pelas costas, ele foi tão poderoso que até apagou as chamas do helicóptero, e o jogou pra trás. Orgulhoso do trabalho em equipe de Jazz, Blues e Heavy, Purple voltou o Ampharos, Kingdra e Dragonite para suas pokébolas.
Purple começa a caminhar em direção da entrada da torre. Ao entrar, viu a recepção vazia, destruída, marcas de tiro e sangue nas paredes. Ele se lembrou da bela recepção que tinha visto a um ano atrás, e começou a fazer o mesmo caminho que tinha feito naquele dia, a cada passo, seu coração doia.
Todo capanga que aparecia em seu caminho, era derrotado com um único golpe. Thrash era o pokémon de Purple que estava fora da pokébola, ele não ligava de estar fazendo muito barulho, ele queria que todos na torre soubessem que ele tinha chegado, e queria que eles sentissem medo. Quando estava no quinto andar, ele olhou para a pilha de capangas no chão, o Tyranitar ao seu lado, já ofegante depois de tantas batalhas. Elas acabavam rápido, mas sempre dava tempo do pokémon ter que aguentar algumas balas ou golpes de outros pokémon. Purple fez um carinho no seu companheiro, e olhou em volta, foi nesse andar que ele veio para a transmissão de sua música, as memórias vinham em sua cabeça.
Ele se sentando, fazendo todos os preparativos, sua barriga estava estranha, ele estava nervoso, e ele sabia o porquê, Whitney muito provavelmente iria escutar sua música, isso deixava o garoto feliz, mas com incertezas, será que ela gostaria? Ela foi a única amiga que ele teve, a opinião da garota pesava muito para Purple. Enquanto tocava, ele a viu passando do lado de fora do estúdio em que ele estava. Ele sorriu, e torceu para que ela o visse, mas o seu sorriso saiu de seu rosto bem rápido, quando percebeu que ela estava acompanhada de Morty, o líder do ginásio de Ecutreak. Purple volta a si quando escuta barulhos vindo de um ármario. Assim que ele abre a porta, vê um homem com mordaças na boca, venda em seus olhos, muito ferido e sangrando. O homem se debatia em desespero, Purple começou a soltar o homem, que assim que foi solto, segurou Purple pela camisa e desesperado disse:
—A pena! Ele pegou a pena! Você precisa pegar a pena de volta!
—Cale a boca e se acalme, old man! Que pena!? E quem a pegou?
—A pena… o espantalho pegou… a pena…
—Eu não estou entendendo nada…
—Ele está no deck de observação, pegue a pena! Pegue a pena…- o homem desmaiou exausto
—Velho louco… como se eu me importasse com uma pena idiota… eu quero apenas acabar com os Toxics…- Purple deixou o senhor sentado no canto de uma parede e voltou a sua subida.
Purple pega o elevador, e vai para o Deck de Observação, o último andar da torre. Uma enorme cúpula de vidro com algumas cadeiras, binóculos e uma bela vista da cidade e das rotas em volta. Ele se lembra mais uma vez daquele dia, de ter seguido os dois líderes de ginásio até aqui, e ver as silhuetas deles ao pôr do sol se beijando. Dele jogando as flores no lixo, e correndo para chegar antes de Whitney ao ginásio, derrotando todos os treinadores de lá, depois, derrotou a amiga, que estava confusa com a frieza do rapaz. Trocando pouquíssimas palavras, entre elas, Whitney disse “Adorei sua música! Ouvi ela no caminho de volta… mas você parecia triste… Eu vou mandar cartas pra você apartir de hoje pra você não se sentir sozinho! Me responda assim que ler elas, ok!?”, ele concordou com a cabeça. com um olhar frio e foi embora, e não voltou para Goldenrod até alguns dias atrás. Ele estava de pé, no local onde viu o casal, ele fechava os punhos em raiva enquanto olhava pelo vidro, a noite e seu reflexo.
—Você realmente achou que ela te amava, né? Dumbass….— ele disse para seu próprio reflexo, colocando sua mão sobre o vidro. Porém, ele viu o reflexo de uma outra pessoa, um vulto que veio na sua direção, e rapidamente, ele saltou para o lado para desviar do que quer que fosse.
Purple escutou o vidro quebrando, depois uma ventania forte. E ao levantar o rosto, viu um homem grande e forte, com um pano de couro costurado em seu rosto, um chapéu de palha, roupas típicas de fazendeiro negras, uma enorme foice em sua mão direita e uma estranha máquina em seu braço esquerdo.
—Escuta aqui feioso… eu não to muito feliz hoje não… aceita a derrota que eu prometo que vai doer menos…
—Mcloud… meu mestre se interessou muito em você e em sua música, desde a luta de vocês em Pallet. Ele me disse para dar a você uma chance de se juntar a nós.
—Nem começa, eu não vou me juntar a vocês. Nem vem com essa de “você odeia as pessoas”, “se vingue daqueles que pisaram em você sua vida toda” , ou qualquer clichê desses. Sim, eu odeio todo mundo, mas eu odeio VOCÊS acima de tudo, e eu não preciso da ajuda de vocês pra pisar na escória que são os outros seres vivos deste planeta…
—Tudo bem… não queria que você aceitasse, assim eu tenho permissão pra te matar!- Disse o “espantalho” balançando sua foice na direção do jovem mais uma vez.
Com menos sorte dessa vez, Purple acaba recebendo o corte no peitoral e cai pra trás. Ele retira uma pokébola e joga Melodic, seu Umbreon. O espantalho joga uma netball e dela sai um Heracross.
—Are u kidding!? Vocês não usavam só tipo poison!?
—Heracross, Pin Missile.
—Melodic! Toxic!
O Umbreon cuspiu um amontoado de veneno no inimigo, deixando ele envenenado, mas em resposta, o Heracross disparou 4 espinhos de seu corpo que acertaram o Melodic, e eles machucaram bem o pokémon, o dano super efetivo o puniu, mas umbreons são muito resistentes, Melodic não era diferente. O segundo movimento dos dois foi dado logo em seguida.
—Heracross, Brick Break!
—Melodic, Protect!
O Heracross tentou dar um poderoso golpe de karatê no pokémon inimigo, mas Melodic criou um campo de energia branca ao redor dele, que impediu o golpe, fazendo o Heracross se afastar. Purple estava ofegante e bravo. “Tsc… essa estratégia não faz meu tipo… mas eu estou na desvantagem aqui… se eu recuar Melodic, com certeza ele vai tentar me atacar direto, e se eu jogar outro pokémon com o Melodic em campo, ele vai aproveitar para dar um golpe super efetivo no Melodic… minha melhor chance agora é me manter na defensiva e deixar que o Toxic faça o trabalho… acho que vou usar Moonlight… vou aguardar o golpe dele, usarei o Moonlight apenas se ele não usar Close Combat”, pensava o garoto entre os dois comandos, na hora do terceiro comando, o Heracross estava muito perto do Umbreon, sem dar muito espaço para ele, uma esquiva seria muito difícil, e Purple já havia usado Protect, se tentasse usar de novo, ele poderia falhar. Mas aparentemente, o espantalho já estava a par da estratégia do garoto, e gritou o comando dele
—Heracross, Close Combat!
—Ugh! Melodic! Protect!
O Umbreon tentou criar o campo de força, mas os poderosos socos do Heracross destruíram o mesmo, e depois, com a sequência furiosa de golpes, ele acertou Melodic, que voou para trás. Melodic voou tão rápido e com tanta força que bateu contra algumas cadeiras que voaram para longe quando o pequeno corpo do pokémon colidiu com elas. Purple correu para tirar o metal amassado de cima de seu amigo, e voltou ele pra pokébola, já retirando outra. Quando ele se virou de novo para jogar a pokébola de Rock, seu Typhlosion, o espantalho agarrou o garoto pelo pescoço, e o arremessou com força contra o elevador, as costas dele acertaram em cheio a grande porte vermelha e metálica.
Ele começou a se levantar, mas recebeu um chute forte no estômago, fazendo o garoto cair de novo. O espantalho começou a fazer cortes mais superficiais e não muito profundos nas costas do jovem Purple, que gritava de dor.
—O Chefe te superestimou… você não é tudo isso garoto… seus pokémon são fortes, mas você é fraco. Não passa de uma criança mimada… um adolescente esquisito e sem amigos, espero que se arrependa de ficar chamando tudo e todos de escória… essa sua atitude fez você morrer sozinho… do jeito que você sempre foi!- Ele levantou a foice. Dessa vez, ele iria dar um golpe final.
Purple estava no chão, inconformado, como ele podia estar perdendo? Ele mal teve amigos, a garota que ele amava já tinha outro, sua mãe estava a beira da morte, em meio a tantas tristezas e decepções, ele achou que poderia compensar seu vazio e solidão com força, que ele seria imbatível! Mas lá estava ele, prestes a perder a vida, “eu não presto nem para lutar?” pensava o jovem garoto. Arrependimento foi o que ele sentiu, de não dizer a Whitney como se sentia antes de sair, de não ter dito um “Adeus” para seu irmão, de não ter dito um último “eu te amo mãe” antes dela ir para Pallet. Poucas pessoas importavam para Purple nesse mundo, e ele conseguiu fracassar com todas. Ele fechou os olhos com raiva, e aceitou seu destino enquanto uma lágrima caia de seu olho esquerdo.
—Dragon Pulse!
O disparo de energia acertou a lateral do espantalho, o jogando para longe de Purple. O rapaz mal podia acreditar… quem o havia salvado? Ele escuta o som do salto caminhando no chão, ele estava bem ferido, mas se esforçou pra se virar e ver seu salvador.
E lá estava ela, Clair, a líder do Ginásio de Blackthorn, “A Abençoada Usuária de Pokémon Dragões”. Ele mal podia acreditar… o que ela estava fazendo ali!?
—Você já teve dias melhores, garoto. Consegue se levantar?- Dizia a mulher tentando parecer séria, mas já estava ajudando o rapaz a levantar antes mesmo que ele pudesse responder algo.
—Tsc… eu não pedi a ajuda de ninguém…- Resmungou Purple-... mas obrigado… mestra.
—Não agradeça a mim, agradeça a Whitney… foi ela quem me ligou dizendo do seu plano estúpido. E você, tentando matar um adolescente… eu não vou te perdoar! Eu serei sua inimiga agora!
—Hum.. o lugar está ficando movimentado demais pro meu gosto… nos veremos depois Mcloud…- O homem esticou o braço esquerdo, e da máquina grudada ao mesmo, foi disparado um amontoado de Feromônios no ar. Em pouco tempo, um enxame de pokémon do tipo inseto apareceram e começaram a voar em volta do espantalho, fazendo uma parede viva.
—Dragonyte! Dragon Pulse novamente!-Disse Clair pro seu pokémon, que ainda estava do lado de fora voando. O golpe acertou os pokémon do tipo inseto, mas não desfez a “parede”.
O enxame começou a voar, era possível ver o espantalho em cima de duas Beedrills, e todo o enxame, de forma sincronizada, voou para longe carregando seu mestre.
Purple e Clair olharam pela janela, sem muito o que fazer a respeito do homem. Se fosse Purple o que não estava ferido, eles com certeza iriam prolongar essa luta seguindo o homem, mas Clair deu prioridade para cuidar de Purple.
—Você se machucou feio dessa vez, não?
—Shut up…
—Você deveria tomar mais cuidado! Deixou Whitney muito preocupada! Ela me disse que mal conseguia se mexer de tão nervosa!- Disse a mulher de cabelos azuis, golpeando de leve a cabeça do garoto, que praguejou e resmungou alguma coisa, mas mal deu para ouvir.- Mas… eu admito, estou muito feliz de ver que você está vivo… você não deveria preocupar tanto aqueles à sua volta, eu já te disse isso antes, você nunca vai estar sozinho…- Disse a mulher abraçando o rapaz.
“Você nunca vai estar sozinho”, o garoto se sentiu sozinho quase a vida toda, teria ele negligenciado tanto aqueles ao seu redor, a ponto de se esquecer dos que o amavam? Ele decidiu não pensar muito sobre isso, e apenas aceitou o abraço de sua antiga mestra.
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