Notas iniciais
Espero que gostem!

Um Dia Depois

Kenedy observava os movimento incessantes dos galhos da árvores que o cercavam. Dois Pokémon gritavam em um acesso de fúria.

— Merda... — murmurou, tentando localizar o possível motivo da algazarra. — Isso vai ser ruim!

Para piorar a situação de Keny, os baderneiros eram de uma espécie conhecida por seus atos de violência não só contra outros Pokémon, mas também contra os humanos.

Um macaco branco pulou do topo da árvore, mas usou sua cauda para se segurar em uma árvore, impedindo a queda. Ele olhou Keny nos olhos, enquanto bufava de raiva.

Keny se preparou para uma possível luta, já puxando a Poké Bola de Cyndaquil.

— Se afaste, Mankey! — gritou firme, afim de assustar o Pokémon.

O macaco desceu da árvore, flexionando os joelhos e preparando um salto. Kenedy liberou seu Cyndaquil, que se pôs na frente de seu treinador.

Mankey iria saltar, pronto para brigar ferozmente contra Cyndaquil. Mas parou bruscamente, ao ouvir o grito de um de sua espécie.

O Pokémon se virou, ignorando totalmente Kenedy e começou a pular de galho em galho. Keny suspirou aliviado.

— Foi por pouco, Cyndaquil. Se fosse apenas um Mankey, daríamos conta, mas eles são Pokémon covardes que vivem em bandos, então se a gente ganhasse de um, provavelmente viriam outros. — ele continuou acompanhando Mankey com o olhar, que continuava seguindo os gritos de outros Mankeys. — Melhor irmos verificar isso, Cyndaquil, parece que alguém está muito encrencado!

Cyndaquil assentiu, e eles começaram a correr na mesma direção de Mankey. Cyndaquil estava totalmente alerta, pronto para proteger Keny de um possível ataque.

Keny apenas pensava em Blue e Luccas, invejando — os por estarem "de boa" descansando agora, enquanto ele ia ter que enfrentar um bando de macacos loucos.

De repente, um Mankey foi lançado na direção deles, quase acertando Keny. Ele e Cyndaquil olharam assustados, o Pokémon estava ferido.

Os gritos histéricos de mais Mankeys podiam ser escutados de longe. Keny se esgueirou pelas árvores tentando ver qual Pokémon o bando estava atacando.

Os Pokémon estavam tão empenhados em brigar que nem tinham notado Keny. Foi então que Keny finalmente conseguiu ver o outro Pokémon.

Era um lobo bípede, com o pêlo azul com alguns detalhes pretos. Apesar de estar notavelmente cansado e ferido, o Pokémon lutava bravamente, tentando repelir os agressores.

— Sete contra um, que covardia! — exclama Keny, depois de contar os Mankeys mentalmente. — Vamos Cyndaquil, use o Brasas!

Cyndaquil saltou perto de um dos Mankeys, chamando a atenção de todos os Pokémon ali. Ele bufou o peito e cuspiu uma rajada de fogo direto no peito de um dos Mankey.

O Pokémon atingido foi jogado para trás, e imediatamente começou a correr. Agora eram seis Mankeys.

— Viu, Cyndaquil? — riu Keny, tentando parecer confiante. — Eu disse que eram covardes!

Mankey! — gritou um dos Pokémon, enfurecido. Ele tentou saltar na direção de Cyndaquil, mas Riolu o puxou pela cauda.

Mankey se virou, tentando acertar uma Rasteira em Riolu, que apenas pulou e deu um chute direto no rosto do outro Pokémon. Depois do golpe, Riolu ainda o girou pelo rabo e jogou ele contra uma árvore, deixando-o inconsciente.

— Boa Riolu! — ele parabenizou Riolu pelo ataque, depois olhou para Cyndaquil. — Agora, dê a eles uma amostra da sua velocidade Cyndaquil, use o Ataque Rápido!

Os Mankeys se olharam e pareciam fazer algum plano para a batalha. Após 'cochicharem', eles se dividiram: três Mankeys pularam para cima de Riolu, enquanto um pulou na direção de Cyndaquil.

O Pokémon de fogo pegou impulso, se lançando contra Mankey que ainda estava no ar, o que o impediu de desviar. Cyndaquil acertou um golpe direto em Mankey, o jogando no chão.

— Aí vem ele Cyndaquil! — Mankey se levantou, ainda mais enfurecido.

Ele gritou, erguendo as mãos. Elas começaram a brilhar na cor branca, e o Pokémon lutador foi para cima de Cyndaquil, desferindo vários golpes contra o inicial.

Cyndaquil absorveu bem os golpes, revidando logo em seguida com o Brasas. Mankey foi lançado para longe, mas logo se recompôs, se preparando para atacar de novo.

Quando ele já estava pronto para mais um ataque, seu corpo foi totalmente tomado por chamas. Sim, esse era o efeito secundário do ataque de fogo que Cyndaquil acabara de lançar, a combustão.

Com isso, o ataque físico do Pokémon iria naturalmente baixar. Mankey, ferido e com queimaduras, decidiu fugir da luta, se embrenhando na mata.

A atenção de Keny se voltou para Riolu. O Pokémon já havia derrotado dois Mankeys, e estava numa troca de golpes frenética com o último.

Os dois se afastaram. Mankey estava ofegante, mas ainda podia lutar. Porém, pareceu mudar de ideia, quando viu Cyndaquil se aproximando de um lado e Riolu se aproximando do outro.

Ele choramingou e pulou em uma árvore, saindo correndo dali.

— Ufa! — Keny comemorou. — Lutou bem, Cyndaquil!

Riolu o encarou, parecendo meio desconfiado.

— Humano, temos que sair daqui rápido. — ele se virou, ficando de costas para Keny. — Conhecendo os Mankeys, eles irão chamar o Primeape chefe desta área, temos de sair daqui logo!

— Certo! — assentiu Keny, sem nem se tocar.

Os dois começaram a correr para fora daquela área de floresta, indo em direção a cidade.

Alguns Minutos Depois...

— Obrigado por cuidar do meu Cyndaquil, Enfermeira Joy! — Keny agradeceu.

— De nada, Keny, faço apenas meu trabalho! — ela sorriu.

— Já vou indo para o meu quarto, meus amigos estão me esperando. Tchau! — ele se virou, indo em direção as escadas.

— Ei Keny! — ela gritou. — Não vai esperar seu Riolu?

Keny parou, meio confuso.

— Ah, ele não é meu. — disse meio sem graça, lembrando que tinha apenas um Pokémon, enquanto seus amigos tinham dois.

— Oh, certo. Mas creio que ele quer vê-lo! — a mulher sorriu, convencendo Keny.

— Ok, traga ele aqui por favor! — suspirou o jovem.

Joy saiu da recepção por alguns instantes, voltando rapidamente com Riolu nos braços.

O lobo azul encarou Keny. Os dois pararam um na frente do outro.

— Obrigado! — sussurrou Riolu.

— De nada, Riolu! Eu não podia deixar você lutar sozinho e... — o moreno arregalou os olhos, percebendo que acabara de ouvir um Pokémon falar. — Oque? Você fala?

— Não tinha percebido? — Riolu o olhou estranho.

— Enfermeira Joy, viu isso? Ele fala! — Keny estava maravilhado.

— Menos Keny, menos. Riolus e Lucarios são Pokémon's que possuem total controle da sua aura, podendo se comunicar através dela! — ela coçou a cabeça. — Não consultou sua PokéDex?

— Ah, não! — ele se envergonha. — Vou subir para o meu quarto. — vira para Riolu. — Riolu, você quer conhecer meus amigos?

O Pokémon relatou por alguns instantes, mas logo seguiu Keny.

Ao chegar na porta do quarto, Keny a abre, se deparando com Blue escovando os cabelos e Luccas deitado em uma das camas.

— Oi gente, vocês nem imaginam o que aconteceu comigo! — ele ri, entrando no quarto acompanhado de Riolu. — Mas antes de tudo, este é Riolu! Vou explicar como achei ele e todo o resto, não se preocupem...

— Oi Riolu! — Blue e Luccas dizem em uníssono.

— ... — Riolu hesita. — Oi...

Os dois se olham impressionados.

— Vou explicar sobre isso também! — ri Keny.

Depois de explicar...

— Então você salvou ele? — Luccas pergunta entusiasmado com a história.

— Não. Ele estava com tudo sob controle, eu só ajudei um pouco! — Keny explica.

— Mas Riolu, por que estava no território dos Mankey? — Blue indaga, curiosa.

Riolu olha para todos, estava meio desconfiado.

— Eles haviam me roubado umas frutas Oran... — responde meio envergonhado, por ter causado uma briga por um motivo tão fútil. — Eu estava passando pela estrada principal com algumas frutas, aí eles saíram da área deles para me atacar...

— Confesso que ainda não entendi esse negócio de áreas, minha gente! — Luccas diz sem graça.

— Bom, Luccas! — Keny começa. — Eu soube que este pequeno Vilarejo antes era um local que pertencia a um grande homem, que mantinha aqui um dojo gigantesco. O maior de todos os continetes! — ele fala, impressionando os outros. — Aqui, além de ajudar treinadores a controlar Pokémon's lutadores, que são geralmente difíceis de serem treinados, eles abrigavam várias espécies...

— Mas então, sem mais nem menos, o homem simplesmente demoliu o grande dojo! — Riolu completa. — Assim, os Pokémon lutadores se abrigaram na floresta aos arredores, que se tornou um grande conjunto de habitats para todo tipo de Pokémon lutador. Cada um em sua área. Com o tempo, os humanos foram introduzindo novas espécies, e até fizeram este vilarejo, onde ocorre vários torneios de Pokémon lutadores!

Luccas finalmente entende.

— Então por isso se chama Vilarejo dos Lutadores? — ele coça o queixo. — Sugestivo, não?

— Na verdade, isso até lembra o continente de Zirow. — observa Blue. — As oito grandes metrópoles, rodeadas por várias outras pequenas cidades.

— Sim. É bem curioso isso! — Keny sorri.

Todos ficam em silêncio, pareciam esperar por algo.

— Ei Riolu! — todos os olhares se voltaram para Keny, a expectativa de seus amigos a mil. — Quer que eu te acompanhe até a sua área?

— ... — Blue ficou boquiaberta, enquanto Luccas passou a mão na cara e negou com a cabeça.

— Não, Keny, obrigado! — o Pokémon finalmente solta um sorriso. — Você já fez muito por mim hoje. Deixa que eu vou só!

— Certo... — ele dá um joinha para Riolu.

— Tchau! — o Pokémon salta do segundo andar, chegando no chão intacto.

Todos correm para a janela. Riolu olha para trás uma última vez e começa a correr rapidamente.

— Ei Keny! — Blue o chama.

Keny se vira, contente por ter ajudado um Pokémon.

— Oi?

Ele se assusta ao ver Luccas, com um semblante de raiva.

— Você é burro demais!

To Be Continues!

Notas finais
Espero que gostem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.