Pokémon - A Tale of Kanto
4 O anoitecer em Viridiana
Notas iniciais
O céu parecia uma piscina com pequenos amontoados de espuma flutuando sequencialmente, passeando pela atmosfera sem ao menos serem partidas pela imensa velocidade dos aviões e jatos. A cidade jazia movimentada. Todos sabiam do confronto entre Klaus e Anthony e, por causa disso, os capangas do líder decidiram promover um evento especial para lucrarem. Consumiram a praça central com vários treinadores e funcionários do ginásio instalando arquibancadas. Comerciantes e suas barraquinhas foram espalhadas por todo o lugar justamente para ganhar uma parcela de dinheiro em cima dessa confusão. Pessoas e mais pessoas iam e vinham até a área da arena e estudavam o famoso líder Klaus. Ele permanecia sobre uma pilha de caixas de madeira daquelas que são encontradas em navios de exportação, usadas para armazenar certos produtos.
– Em trinta minutos iremos começar o embate! – ele disse. Confiante como sempre, Klaus deixou o corpo deslizar pela quina de um dos blocos e caiu de pé sobre o piso ladrilhado.
Caminhou sozinho na direção de um retângulo extenso composto por areia e rochas, similar ao campo do ginásio de Viridiana. Ele aguardou suaves segundos com as duas mãos atrás das costas, sorrindo tranquilamente. Eis que Shepard atravessou a multidão para ir de encontro ao seu mestre. As arquibancadas começaram a lotar. A natureza reluzia um verde latente sobre os olhos de seus espectadores. Roubando as atenções de todos, Anthony adentrou a praça. A maioria dos que estavam assistindo não sabiam o quê dizer, estupefatos pelo ato corajoso. Havia aqueles que não acreditavam em sua vinda, mas todos esses quebraram a cara.
– Espero que saiba o quanto isso é errado. – afirmou Klaus. Observou de longe o cadeirante, Luke e Lisanne se aproximarem, mas ainda mantendo uma distância confortável.
Sem dizer sequer uma palavra, o rapaz subiu três longos degraus e colocou a mão no bolso para localizar seus companheiros. Sabia a dificuldade que teria em lutar contra um guerreiro experiente mesmo conhecendo seus truques. Recordara dos ensinamentos de Dali... Eram três: Nunca desviar a atenção e o foco, por que eles são vitais para conseguir lidar com oponentes poderosos. Jamais subestimar o seu adversário, pois por mais fraco que seja ele pode afetar você de alguma forma. E por fim, mas não menos importante, confie e entenda o seu parceiro para que possa usufruir todo o seu o seu potencial.
O velhote cujo papel seria lecionar a todos os novos treinadores como se captura um Pokémon apareceu por lá e, a pedido de Klaus, assumiu o papel de juiz. Ele se posicionou em uma das maiores arestas da pequena arena e ficou em silêncio pelos próximos vinte minutos. Lisanne chegou perto da arena antes do inicio do duelo.
– Está ansioso?
– Dessa vez não será escondido. – disse em meio a um sorriso retorcido. – E eu irei vencer.
– Eu espero que sim. – mostrou-lhe os dentes em um sorriso belo. Não estava nervosa. A sua face serena fazia Anthony estremecer e deixar as pernas amolecerem a ponto de arquear o corpo. – Só volte inteiro, está bem?
– Certo!
Quando deu o tempo de espera, os dois seguiram para lados opostos e ficaram rentes ao limite da arena retangular. Cada um deles sacou as suas esferas e as lançaram pelo menos Klaus o fizera. Anthony usou só a de Meowth. Um burburinho nervoso e desconfiado espalhou-se infeccioso de um em um até se tornar uma pandemia de desconfiança. Diglett brotara do solo e imediatamente submergiu. Sandshrew caiu de frente para o buraco e nada fez, apenas bloqueando a passagem. O Rhyhorn se pôs de pé, entoando seu rugido de batalha e raspando as suas patas rochosas no chão, criando rastros profundos parecidos com arranhões. Meowth surgiu no topo de uma rocha, cabisbaixo. Klaus deu um passo a frente.
– Antes de começarmos eu irei lhe dizer algo... – e prosseguiu sem esperar uma resposta. – Não estamos no meio de um combate, e sim em um palco de execução. – riu de modo insolente. – Morra!
Ordenou algo a seu Sandshrew que adquiriu a forma de uma bola e disparou contra Meowth. Aproveitando a altitude, o Meowth executou um movimento ousado e pressionou a ponta da rocha com a cauda. Sandshrew serpenteou atroz a estrutura da pedra e aproximou-se de pouco em pouco, cada vez mais rápido.
– Pegue-o, Diglett! – A rocha em que Meowth estava rachou-se e um buraco se formou logo abaixo do felino. O terrestre subiu como uma bala de canhão, pronto para explodir no peito do gato. – Pegue-o Sandshrew! – E o tatu aproveitou a circunstância para fazer a volta e manobrar tão precisamente que conseguisse mirar a cabeça de Meowth no momento que ele fosse tocar o chão, mas isso jamais iria acontecer.
– Use o nosso truque secreto, Fake Out! – O público aquietou-se. Em um vulto feroz, o Diglett fora enganchado pela duas patas de Meowth que rodopiou o corpo em seu queixo, arrastando o inimigo pelo rochedo e o aturdindo sem ao menos deixa-lo dar algum dano no corpo branco do Pokémon felino. Surpreso, Sandshrew desviou-se de seu parceiro.
O Fake Out é uma técnica especial dos Pokémon de tipo normal. A técnica é composta por um elemento surpresa o qual faz o alvo ser totalmente pego para aturdi-lo e o deixar inativo por cerca de vinte segundos. Só que isso só ocorre se for no começo do embate por causa da melhor chance do susto dar certo. Quando Anthony saiu do hospital, Dali fizera questão de ajuda-lo a desenvolver esse truque para enfrentar o líder de ginásio de Viridiana. Meowth a executou dezenas de vezes para alcançar uma precisão gigantesca, e isso em apenas duas semanas.
– O quê?! – Klaus não esperava por aquilo. – Diglett, saia já daí! – Mas o terrestre não respondeu, letárgico. – Merda! Vá protege-lo, Sandshrew! – A esfera desceu um arco e retornou ao campo de conflito.
– Fury Swipes! – Meowth sorriu, usando os escombros para manter-se escondido até o momento que, sem controle algum de si mesmo, Sandshrew passasse pelo terreno rochoso. O gato emergiu das sombras e disparou uma barragem de golpes afiadíssimos, riscando a carapaça do tatu de forma tão convicta que o fez desviar o trajeto e explodir um impacto em seu aliado. Finalizando a sequência, Meowth projetou suas garras rapidamente, levando os dois Pokémon adversários ao evidente nocaute.
As garras reluziam como aço, o pelo desgrenhado pingava devido ao suor e a cauda de ponta bege quase amarronzada tocava o solo, sendo um meio de melhorar o equilíbrio do lutador. O gato mostrou os dentes e poliu levemente o seu medalhão dourado com a parte almofadada da pata esquerda. Completamente chocado, Klaus tentou formular palavras que descrevessem a sua sensação, mas ele misturou e condensou tudo aquilo em uma única ordem.
– Rock Blast! – a ordem soou sanguinária. A boca do Rhyhorn escancarou-se e uma estalagmite pontuda começou a se formar, moldando a sua estatura de pouco em pouco. O ódio de Klaus ampliou a vontade de lutar do rinoceronte. O disparo foi envolvido por um véu esbranquiçado e depois amarronzado. – Dispare!
– Pegue, Meowth! – disse Anthony. Das vestes ele arrancou a esfera reserva e lançou para o seu companheiro que a apanhou ainda no ar. Ele passou a esfera para a cauda embolada. – Agora!
Quando o projétil agrediu o ar e rumou como um vulto na direção do gato. Girou o corpo em trezentos e sessenta graus, aumentando a fricção para arremessar a esfera tricolor como uma bola de beisebol diretamente no rochedo afiado. Explodiu no ar em uma torre de fumaça avassaladora e em seguida, uma espécie de borrifo maciço de água absorveu o impacto e o anulou por completo. As pessoas mal entenderam o quê aconteceu quando um ser azulado com pequenos espinhos na cabeça e uma boca cilíndrica, possuidor de grandes olhos de pupilas avermelhadas. Sua cauda enrolada tocou o piso e o corpo pequenino curvou-se.
– Como você...? – Klaus migrou olhares para Dali e viu o sorriso em sua face. – Maldito...!
Nem os homens do líder de ginásio pareciam estar acreditando no que viam e muito menos as pessoas normais que atravessavam a praça. Meowth saltou em seguida, ficando emparelhado com o seu parceiro.
Um Horsea é um cavalo marinho com o corpo azulado cheio de adornos naturais como por exemplo o seu focinho cilíndrico, a barriga amarelada e listrada desembocando em uma cauda enrolada. São nativos de zonas marinhas cuja profundidade ainda não fora totalmente explorada, nos confins do mar. Na grande maioria pacífica por serem jovens em relação às suas evoluções. Cuidado: Produtores de fumaça negra e tinta negra, adoram pregar peças em nadadores desavisados deslumbrados pela beleza do pequeno Pokémon.
– Eu não vou perder para você. – Klaus rosnou. Diglett não se mexia mais, mas Sandshrew se esforçava para ser por de pé. Em uma medida desesperada o rapaz puxou apenas o desmaiado e porfiou com a ideia maluca de vencer Anthony. – Sandshrew, ganhe tempo para mim!
O tatu grunhiu e acabou entortando a postura, zonzo. As suas forças foram drenadas pela vontade de continuar, cuidando das feridas causadas por Meowth. Klaus pensava realmente que poderia vencer. O seu narcisismo o deixava cego diante de seus problemas. Eis que se lembrou dos seus capangas.
– Eu não vou perder. – murmurou para si mesmo e deu um passo a frente. Cortou o ar com o braço e ordenou. – Horn Attack!
O ser rochoso usou das robustas pernas traseiras e dianteiras para rasgar um avanço precipitado contra os dois oponentes. Horsea não podia pular tão alto e por isso que o felino o envolveu com a cauda usufruindo de todo o seu auto controle para não deixa-lo escorregar dali. Meowth mostrou as garras para o Rhyhorn e projetou-se para a lateral. Quicou e ficou de joelhos, mantendo o companheiro erguido.
– Horsea, use o seu Bubbles! – O aquático assentiu. O cilindro que era o seu focinho inchou e disparou seis esferas transparentes que estouraram só de tocar o inimigo. O sabão e a água escorreram pelo seu corpo, piorando a sua velocidade. – Meowth, Fury Swipes! – O gato atacou sem medo. As garras iam em suas juntas, mas nada conseguiu quando o Sandshrew fechou-se no caminho do golpe e rechaçou Meowth para trás.
– Isso! – Exclamou Klaus. – Acabe com eles Rhyhorn, Bulldoze!
Suas solas cravaram no piso e a cabeça pontiaguda pressionou o solo. Cada centímetro de pedra vibrou em uma sintonia esmagadora, conturbando o piso. E por fim ele empurrou o chão, criando uma onda de choque única que varreu os rochedos, visando engolir os três Pokémon. Os cidadãos esconderam-se pela arquibancada. Dali e os outros sumiram no meio da multidão e os capangas do líder foram todos engolfados pela poeira dos escombros. Sem pestanejar, Meowth agarrou o adversário esférico e o mandou para cima junto de Horsea.
Como um último recurso, o felino ricocheteou a cauda no solo para elevar-se no ar. O corpo de pelo ralo aventou-se na brisa, indo vagarosamente de encontro a uma pedra que restara do campo de batalha. O Horsea e o Sandshrew estavam deitados entre alguns pedaços de madeira que sustentavam as proteções da arena. Rhyhorn rugiu. Exaurido devido a intensidade do golpe que acabara de usar, o ser bambeou e quase desabou sobre as pedrinhas esmigalhadas e montes de terra.
– Não pode ser... – disse Shepard sem acreditar naquilo.
– O Klaus vai perder! – exaltou-se uma mulher da arquibancada.
– Ele não tem mais chance! – outro cidadão, dessa vez um idoso de voz cansada, gritou.
O velho juiz emergiu da nuvem de poeira cobrindo o retângulo e gritou:
– Eu declaro Klaus o perdedor do duelo!
O burburinho se tornou uma praga pandêmica, um câncer incurável. O inquebrável Klaus que jamais perdera agora se encontrava de joelhos, imóvel. Ele poderia chorar ou fugir, mas pelo contrário.
– Eu não perdi! – Ergueu-se, totalmente consumido pela fúria. Ele se virou para os seus funcionários. – PEGUEM-NO!
Cansados de assistir, cerca de oito arruaceiros colocaram-se de pé, acompanhados por Pokémon de baixo calão. Acometeram Anthony enquanto distraído, mandando Rattatas, Spearows e Mankeys contra ele. Por sorte Luke jazia na espreita junto de seu Scyther. O louva deus deixou o fio de suas foices morderem a pelagem de um dos Mankeys e o mandou seco contra o seu treinador. Surpresos, os homens tentaram inutilizar o poderoso inimigo, mas foram impelidos com pequenos cortes, chovendo ataques sorrateiros e leves, sem matar quem atingisse. As duas pernas esverdeadas do monstro tocaram com firmeza os destroços e ele se impulsionou, planando contra um dos Rattatas adversários. Executou uma dança fatal, aniquilando-os de um em um até que não sobra nenhum de pé.
– Renda-se, Klaus. – pediu Anthony de frente para o caído. – Não tem chance alguma de revidar.
Ele olhou para seus aliados sendo exterminados e voltou a encarar o jovem treinador.
– Você pode ter me vencido... Mas eu não sou o único maléfico dessa história! – Descobriu que não tinha forças para andar. – Há outros bem mais fortes do que eu. Você é quem não tem chance.
– Pode achar isso. – disse. – Mas por agora fui eu quem venceu.
– Tire o seu cavalinho da chuva! Rhyhorn!
O rochoso correu contra o jovem Anthony, procurando vara-lo com o seu chifre. Meowth guinou o corpo e lançou-se diretamente contra o inimigo, delineando um golpe que exercia todas as suas energias em um único ponto, infiltrando as suas garras na couraça do Pokémon de pedra. Grunhiu e desestabilizou o corpanzil, capotando e afundando as costas em um amontoado de restos das barricadas. Quando Anthony voltou a fitar Klaus ele o viu mergulhar na inconsciência e desfalecer, e logo atrás dele estavam os oito capangas desmaiados.
– Acabou. – declarou Anthony. Virou o rosto para os espectadores assustados e disse: — Todos vocês estão livres do comando de Klaus! O líder do ginásio de Viridiana foi vencido e eu, Anthony de Pallet, serei o novo governante.
As pessoas tinham o queixo caído, sem saber o quê falar. Apenas Dali sorria em meio ao espanto, dirigindo a cadeira de rodas até o pé do palanque, tocando os pés inertes nas estruturas metálica. Mestre e aprendiz trocaram olhares e por fim Anthony aumentou o tom de voz.
– E como o líder eu passo todos os meus direitos sobre o ginásio para Dali, o homem mais forte dessa cidade! – Viu os olhos de Dali reluzirem e ele não conseguiu esconder a felicidade. Lágrimas escorreram do canto de seus olhos. – Ele é novo líder de vocês!
Três dias depois.
– Tem certeza que quer ir embora? – perguntou o cadeirante.
Anthony ficou de pé tão rápido que parecia ter pressa. Estreitou a visão para analisar o horizonte sem fim na margem da cidade. Viu tudo mudar depressa e isso o deixou contente. Shepard, um dos capangas de Klaus, não lutou. Alias, ele foi o único. Quando o término da limpeza foi alcançado ele pediu de joelhos para Dali e Anthony que o perdoassem. E os dois o fizeram, na verdade, um bocado a mais. O garoto tinha dezessete anos e o vigor daqueles que almejam lutar. Sua mãe e o seu pai sofriam com as ameaças do grupo e ele acabou tendo de se juntar ao ginásio para finalmente libera-los do fardo. Em troca do perdão, o rapaz juntou-se a Dali no processo de reforma de Viridiana.
Lisanne aparentava estar feliz com a vitória mesmo sabendo o quê viria depois. Ela sentou-se ao lado do irmão incapacitado e conversou com Anthony na véspera de sua partida.
– Eu tenho. – respondeu Anthony, esboçando um sorriso quente como o fogo. – Afinal, eu quero ser o mais forte. Eu agradeço muito a você pelo que fez a mim.
– Não... Eu que preciso te agradecer. – disse. – Pode parecer sem sentido para você, mas os seus feitos realizados há pouco nos trouxeram a esperança certeira. Todos os problemas serão consertados tão depressa o quanto surgiram. Eu não posso fazer mais nada por você a partir do momento em que pisar na rota, você sabe disso, não é?
– Eu sei.
– Então pretende fazê-lo?
– Sim.
Não adiantava prosseguir com o falatório e Dali sabia disso. Por fim, apertaram as mãos.
– Eu preciso ir, é um adeus temporário, pois eu voltarei.
– Tudo bem, — soou sereno. – Eu espero que volte logo. Acredite, as coisas serão ótimas para você. – finalmente recordou-se de algo. – Luke partiu faz um dia e me pediu para te avisar antes que partisse: Ele te espera em Pewter.
– Ah. Antes de ir. – retirou do bolso uma esfera vazia. – Em agradecimento ao seu Horsea.
Dali a apanhou.
– Adeus. – disse então.
– Adeus.
O rapaz virou-se para sair andando e desceu as escadarias sentindo-se culpado. Acabou de se acostumar com o clima confuso do lugar e já ia embora? Sim, infelizmente. Apertou o passo. Gotas de chuva alvejaram os seus ombros largos, pigmentando a sua camisa cor de neve em um cinza azulado. Fitou de longe o trajeto de uma família bem unida. Eles acenaram para Anthony e seguiram em frente. Todos passaram a conhecê-lo naquela cidade. Comprimiu os lábios em desalento e vagou inexpressivo até o Centro Pokémon onde recolheu seus parceiros.
– Aqui está. – disse a Joy, entregando a bandeja com as duas esferas.
– Obrigado.
– Volte sempre.
– Certo... – engoliu a angustia. – Eu vou voltar... Em breve.
Saindo de lá foi abordado por dois fãs alegres, completamente fascinados pelo modo de lutar do rapaz.
– Você é incrível!
– Valeu, eu acho. – disse. Coçava a cabeça com o dedo indicador e o do meio.
– Quando você vai retornar?
– Em breve.
Seguiu solitário até os arredores da cidade, buscando a rota que dava na Floresta de Viridiana. Observou o sol subir ao topo do céu e caminhou na direção do portão de saída. Prestes a sair ele sente algo tocar o seu pulso e ele virou-se para ver quem era. Surpreso, ele sentiu seus lábios serem tocados por outros, mornos. Chamas. A garota o abraçou e em seguida se afastou, recuando dois passos. Lisanne tinha certo receio no olhar.
– É. – o rosto enrubescido não conseguia esconder a sua timidez. – Acho que isso é um adeus.
– Não é.
Anthony encarou-a com certa confusão:
– Como assim?
– Você vai voltar em breve.
E depois dessa última frase, ele partiu em direção ao seu sonho. Mal esperava ele que se veriam novamente em um futuro próximo.
Fale com o autor