Pokémon

3 Shiny/Um Novo Membro/GYM de Orange/Avante!


Passaram alguns dias e nada da cidade de Orange. Eles pararam ao lado de um rio para descansarem e poderem almoçar. Enquanto Amy arrumava as coisas, Misa e Nick pegavam a lenha para a fogueira. Mike estava sentado, numa das várias pedras que tinham nas margens do rio, pescando, até que algo mordeu a isca.

Nick: Pegou alguma coisa? – Nick perguntou, colocando lenha numa fogueira acendida por Fox.

Mike: Sim... E é dos grandes. – Ele respondeu, puxando a vara com força. O rosto de um Buizel apareceu pra fora da água, mas logo mergulhou de novo. – Ah!

Nick: Mike?

Mike caiu da pedra por causa do puxão de Buizel e caiu na água, sendo levado para o fundo. Misa, vendo aquilo, tirou o casaco de sua cintura e correu para socorrer o amigo, pulando na água e nadando para o fundo.

Fox: Flar! Flar! – Fox ficou na margem, andando pra lá e pra cá, procurando sua dona.

Amy: Misa. Mike. – Amy chegou mais perto. – Venham logo.

Nick: Eu vou ajudar. – Nick estava quase pulando, quando os dois apareceram. — Pessoal! Me dê sua mão. – Ele estendeu-a para Misa.

Misa: Valeu. – Ela disse ofegante, pegando a mão dele.

Amy: Mike, tudo bem? – Amy se aproximou do rapaz.

Mike: Nunca vi um Buizel tão forte como aquele. – Mike falou se sentando.

Misa: Acho que ele é o tipo de Pokémon que eu quero. – Anni se levantou e olhou para o rio.

Amy: Acha que ele é um Pokémon Shiny? – Amy perguntou.

Misa: É. Mas...

Nick: Está capturando Pokémon Shiny? – Nick perguntou.

Mike: Você é louca. – Mike falou. – É raro encontrar um. Você nunca vai conseguir achar o suficiente para formar uma equipe.

Buizel: Bui... – O Buizel estava a uns 5 metros deles e estava uma fera. O pelo do seu pescoço era azul-escuro, iguais aos seus olhos.

Amy: Acho que ele nos quer fora daqui. – Amy falou.

Misa: Infelizmente... – Misa cerrou os punhos. – Temos que ir.

Nick: O que? – Nick disse.

Amy: Mas ele é um Shiny. – Amy falou.

Misa: Fox é um Pokémon de fogo. Não dá pra vencer... Principalmente, sabendo que ele é muito forte.

Fox: Flar, flar flar! – Fox falou para Buizel.

Buizel: Buizel, Bui!

Misa: Não, Fox. – Misa não teve tempo de agir.

Fox atacou Buizel e o arremessou para trás. Buizel jogou água, mas Fox desfiou e jogou fogo. Eles estavam brigando bem sérios. De repente, Buizel deu uma rabada em Fox e o arremessou para trás. Na hora que Buizel deu o “Jato de água”, Misa ficou na frente, defendendo seu Flareon.

Amy: Pikachu, “Choque do trovão”.

Pikachu: Pikachu! – O ataque acertou o Pokémon e Misa. Buizel caiu com danos e Misa também. – Pika PI! – Pikachu correu para acudir Misa.

Amy: Misa. – Todos se aproximaram.

Misa: Belo “C-choque do trovão”. – Ela se sentou lentamente. – Fox?

Fox: Flar... – Ele se aproximou.

Misa: Ainda bem. – Ela disse aliviada.

Buizel: Bui... – O Pokémon começou a se aproximar, chamando toda a atenção. Com dificuldade, se arrastou para perto de Misa e caiu de cansaço no colo da jovem. – Bui.

Misa: ‘Ta tudo bem... – Misa acariciou o Pokémon. – Acabou.

Mike: É melhor você capturá-lo agora. – Mike disse.

Misa: Só se ele quiser vir. – Ela disse.

Fox: Flar... – Fox falou para ele.

Buizel: Bui... – Ele assentiu.

Misa: Bem-vindo ao time. – Misa estendeu a Pokébola e o capturou.

???: Droga... – Todos se voltaram para trás. – Eu queria capturá-lo.

Nick: Quem é você? – Nick perguntou olhando para o homem que apareceu.

Ele tinha 19 anos, com o cabelo castanho escuro, bem ondulado e curto. Seus olhos eram verdes e vestia uma calça skinny laranja, um tênis cano alto vermelho, uma camisa de manga curta branca e uma camiseta, meio aberta, xadrez.

Max: Sou Max Sirlet.

Misa: Prazer. – Misa disse. – Você é treinador?

Max: Sim. Estava indo para Orange, mas ouvi dizer de um Buizel bem forte nesse rio. Falaram que ele odeia os humanos e não acredita neles. E agora você o pegou.

Amy: Entendi. Quer vir com a gente? – Amy perguntou.

Max: Pra onde?

Mike: Pra Orange também. – Mike respondeu.

Max: Pode ser... É chato viajar sozinho.

Misa: Beleza. – Misa se levantou. – Mas pra onde fica Orange?

Max: É só seguir o rio.

Mike: Legal! – Mike disse, pegando a mochila que trouxe. – Sabia que isso seria útil.

Ele havia tirado um barco inflável. Todos se perguntaram de onde aquilo havia saído. Mike foi encher aquilo, enquanto o resto foi arrumar as coisas para irem embora.

Amy: Pelo menos, vamos comer algo na cidade – Amy disse para Misa.

Mike: Vamos gente! – Mike gritou.

Todos entraram no barco e foram direto para Orange. Misa pegou no sono na viagem e ninguém quis acordá-la. Uns 10 minutos depois, avistaram a cidade. O Flareon acordou a dona e todos esperaram para encontrar um lugar para “estacionar” o barco.

Após tudo, levaram os Pokémon para o Centro, onde viram Sindy.

Misa: Oi Sindy, poderia cuidar dos nossos Pokémon? – Misa falou.

Sindy: Hã? Vocês me conhecem?

Amy: Vimos você em Green. – Amy respondeu.

Sindy: Ah! Vocês conheceram minha irmã.

Misa: A ‘ta. – Todos sorriram falsamente.

Sindy: Pode deixar, vou começar imediatamente.

Nick: Valeu – Nick agradeceu.

Mike: Então... – Todos olharam para Mike, que conversava com Max. – Qual é o seu Pokémon?

Max: Um Mew.

Todos: O que?! – Todos gritaram bem surpresos.

Amy: Como conseguiu? – Amy perguntou.

Max: Era do meu pai.

Mike: Achei que eles não existissem mais. – Mike falou.

Misa: Não mesmo. – Misa disse meio insultada com aquilo. – Eles existem. Eu brincava com um, quando criança. Ele era amigo do meu pai.

Max: Foi assim que meu pai o conseguiu. – Max falou.

Mike: Que legal... – Mike debochou dos dois. — Uma louca que captura Pokémon Shiny. Agora um que captura Pokémon Lendários.

Max: Ei! Eu não capturo Pokémon Lendários. Sou um treinador comum. — Max respondeu de imediato.

Misa: E eu capturo o que eu quiser. – Misa respondeu seco, sem olhar nos olhos dele.

Amy: Que GYM é dessa cidade? – Amy perguntou.

Nick: São de Pokémon lutadores. – Nick disse.

Mike: Então um Pokémon psíquico e voador têm vantagem. – Mike falou.

Amy: Droga. Eu não tenho nenhum dos dois. – Amy falou triste.

Mike: Não importa. – Mike respondeu. – A gente se vira. – Amy corou.

Nick: Gente, eu não quero cortar o clima de vocês, mas... Cadê a Misa? – Nick disse, apontando no lugar que ela estava.

Amy: Misa?

Na lanchonete do Centro Pokémon, Misa comia seu pedido alegremente. Quando a turma entrou no lugar e a viram, Amy deu um baita tapa na nuca dela.

Amy: Não some desse jeito. – Ela disse brava.

Misa: Desculpa... Eu ‘tava morrendo de fome.

Mike: E acha que a gente não? – Mike disse ofendido.

Misa: Claro que estão. Por isso, pedi tudo isso. – Eles repararam na mesa e viram a fartura que tinha nela. – Comam logo, antes que esfrie.

Todos se sentaram e comeram o que podiam. Quando terminaram, foram à recepção e pegaram seus Pokémon. Seguiram para o GYM, preparados e confiantes. Ao entrarem no ginásio, acharam que não tinha ninguém. Tudo estava quieto e calmo demais.

Max: Parece que não tem ninguém. – Max falou olhando para os lados.

Misa: Olá! Tem alguém aí?! – Misa gritou, esperando alguma resposta. – Somos treinadores e queríamos desafiar o Líder desse GYM!

Rick: Aqui em cima. – Todos olharam para cima e viram um homem muito musculoso, de cabelo bem curto, preto e olhos da mesma cor, de cabeça pra baixo. – Sou Rick, Líder desse Ginásio. Qual a liga que estão?

Amy: Estamos na Windry. – Amy disse.

Max: Eu estou na Coldry. – Max respondeu.

Rick: Certo. Se não se importam, vou competir assim.

Mike: Ok, mas o que você está fazendo? – Mike perguntou.

Rick: Flexões.

Max: Então. – Max falou. – Quem começa?

Rick: Por você mesmo, já que é o mais avançado. – Rick pegou a Pokébola.

Max: Tudo bem. – Todos se dirigiram para o outro lado da arena e Max soltou seu Pokémon. – Charizard, eu escolho você.

Rick: Hitmonlee. Chute a bunda desse Charizard.

Max: Charizard, você sabe o que fazer.

Quando Hitmonlee foi acertar Charizard, este girou, fazendo sua cauda acertar fortemente o tronco do lutador. Sem perder tempo, Charizard lançou fogo contra Hitmonlee, que logo caiu derrotado.

Rick: Hitmonlee. Precisa de mais treino, mas nada mal. As insígnias estão guardadas numa sala. Você pode pegar pra mim?

Max: Tudo bem.

Rick: No corredor, segunda porta a direita. – Max saiu e Rick mandou seu outro Pokémon. – Hitmonchan.

Misa: Minha vez. – Misa entrou no campo. – Kun, é com você.

Kun: Bui?

Misa: Posso te chamar assim? – O Pokémon assentiu. – A velocidade é o que determina essa luta.

Rick: Boa observação. – Rick sorriu, enquanto voltava para suas flexões. – Acabe com ele.

Kun fez o que podia para desviar e por muitos momentos, quase foi atingido. Kun deu seu ataque de “Garras” e arranhou o rosto do inimigo, atrapalhando sua visão. Kun aproveitou e deu seu potente “Jato de água”. Hitmonchan foi arremessado para trás e mal Kun parou com o ataque, e logo deu seu “Soco focalizado”, arremessando Hitmonchan violentamente contra a parede.

Misa: Kun. Você foi demais. – Misa correu para mais perto dele e o abraçou. — Obrigada.

Kun: Bui... – Ele sorriu.

Claro que Nick não teve dificuldade, diferente de Mike que quase perdeu e Amy, que estava ocupada demais tentando escapar das indiretas de Rick.

Com o fim das partidas, Rick se despediu pessoalmente de todos e ficou um bom tempo junto com Amy. Depois da longa despedida, eles seguiram estrada à frente. Todos estavam quietos demais, até que Misa decidiu quebrar aquilo.

Misa: Por que não nos contou que estava em outra liga?

Max: Ninguém perguntou.

Nick: Tão grosso como o Mike. – Nick disse.

Mike: Ei! Não sou grosso.

Misa: É o que você pensa. – Misa caiu na gargalhada, junto com Nick e Max.

Max: Nada supera ao Rick com a Amy. Ele te secava pelos olhos. – Max zombou.

Amy: Nem me lembre disso. – Ela disse cansada só de lembrar.

Misa: Foi divertido... Mas as cantadas eram péssimas. – Misa se acalmou e sorriu docemente.

Amy: Para onde vamos? – Amy perguntou.

Mike: Para Yellow, GYM do trovão. – Mike respondeu.

Max: Então, em frente. – Max falou.

Notas finais
Caros leitores de todas as idades. Gostaria que, humildemente, deixassem uma palavra a esta escritora que aqui vos escreve. Não é pedir muito um simplório Review para dar a luz que um escritor necessita.