Pokemon Vida e Morte
1 Capítulo 1: O Primeiro Pokémon! A dúvida de Chris!
Notas iniciais
Chris fitava os ponteiros do relógio, esperando o som melodioso do despertador, quando finalmente tocou.
Pulou fora da cama tirou o pijama e vestiu a calça azul-marinho, a camisa verde em contraste com os olhos da mesma cor, colocou tênis preto, amassou os cabelo negros por baixo de uma touca de frio e por fim colocou a blusa preta que foi dada por seu pai, já estava meio curta, mas ele se recusava a tira-la.
Desceu as escadas pelo corrimão de tanto entusiasmo, e já ia saindo quando sua mãe falou:
—Não está muito cedo?
—Não quero me atrasar — Chris disse sorrindo — Já vou indo, amo você mãe.
Ela colocou a mochila nas costas dele o beijou e disse:
—Também amo você.
Chris correu o máximo que pôde e quando viu já tinha passado do laboratório, voltou correndo tocou a campainha, mas ninguém atendia então ele entrou.
O Professor Hernandes estava dormindo no chão do laboratório, um pote de graxa tinha caído encima dos cabelos ruivos dele e tinha um rastro de baba molhando o jaleco.
Chris pigarreou, mas sem resultado, segurou o Professor pelos ombros e o sacudiu o que fez ele abrir os olhos azuis brilhantes, com foco distante como se estivesse sonhando acordado.
—Hã?
—Você tá bem?
—Acho que sim — esfregou os olhos que estavam cheios de olheiras — meu trabalho demorou um pouquinho a mais, estava quase conseguindo com que ele fizesse um Ember...
—Não entra em detalhes — Chris interrompeu — Esse lance de pokémon sintéticos me dá arrepios.
—Não deveria — disse se levantando.
Chris viu pelo olhar sonhador com um tantinho de loucura que era melhor não discutir.
—Então... — continuou, tirando poeira do jaleco — Veio pegar seu inicial?
—Não... vim pedir um copo de açúcar — Chris debochou.
Hernandes sorriu, era meio jovem para ser um professor pokémon mas ainda exalava um pouco de respeito (mesmo tendo graxa no cabelo e parecendo um pangoro de tantas olheiras).
—Vamos a magia então — ele tirou 3 pokébolas do bolso e as abriu fazendo com que 3 pokémon aparecessem.
—Chimpriest — apontou para um pequeno macaco verde com uma longa capa de folhas — o tipo planta e psíquico.
Os olhos do macaquinho brilharam e ele fez uma pequena reverência a Chris depois se virou e repetiu o gesto para Hernandes.
—Dizem que quando ele medita pode entrar tanto em comunhão com a natureza que se camufla.
Chimpriest se sentou e entrou em estado de meditação fazendo com que seus olhos brilhassem em um tom azul quando os abriu.
—Não é fácil treina-lo, mas se conseguir seu poder aumenta muito e respeita seu dono ao máximo.
Era interessante, Chris pensou, era raro um inicial ter dois tipos e ele parecia ser fácil de treinar mas que alcançaria um grande poder se treinado direito.
—Bullburn — ele apontou para um pequeno touro bípede laranja com uma marca de chamas na barriga e uma pequena labareda em sua cauda — do tipo fogo.
O pequeno touro ficou em 4 patas e simulou uma chifrada.
—Sua evolução final tem chamas tão quentes que podem transformar rochas em lava.
Se botou de pé e baforou algumas chamas.
—É o mais fácil de se treinar.
Realmente os inicias de fogo sempre se mostravam de maior poder e não era diferente com esse.
—Lobelt — ele apontou para uma lagosta/siri azul e branco com um estranho brilho metálico em sua carapaça — é do tipo Dragão.
Chris levantou a sobrancelha em descrença.
—É brincadeira — disse o Professor seu sorriso sumira — tipo água, dizem que sua carapaça resiste até a golpes do tipo elétrico, fácil de treinar.
Chris estava indeciso, Bullburn aparentava maior força, Chimpriest aparentava grande determinação e Lobelt era fácil de treinar.
—Qual que a Mary levou?
Mary era irmã do Professor, era mais velha por isso foi um dia antes para sua jornada.
—Para que quer saber? Para levar o que tem vantagem? Acho que não...
—Então tá... eu levo o...
Chris ainda não tinha se decidido, parecia um labirinto, mas decidiu confiar no destino.
—Chimpriest.
—Deu sorte hein...
—Ela levou o Lobelt?
—Sim.
O Professor entregou a pokébola do Chimpriest e as cinco pokébolas adicionais.
—Com isso vai poder formar seu próprio time -disse calmamente — e pelo amor de Ophicauda não me venha capturar tudo o que vê um amigo meu disse que não aguenta mais ver um zubat.
—Pode deixar — disse rindo.
—Ah, antes que eu esqueça.
Ele foi até os fundos e pegou um pequeno laptop entregou a mim e disse:
—Esta é sua Pokédex, vai te ajudar na sua jornada.
—Para que serve?
—Aponta para um pokémon e ela te diz qual o tipo, os ataques, a descrição, fraquezas, forças, tudo.
Chris tirou Chimpriest da pokébola e usou a Pokédex nele.
Chimprieste: O Pokémon concentração, se ele se concentra muito em sua meditação pode se camuflar no cenário.
—Eu não disse? — se gabou o Professor.
—Psiu — reclamou Chris
É do tipo Planta/Psíquico sendo forte contra: água; solo; pedra; lutador e veneno, E fraco contra: fogo; voador; inseto; gelo; fantasma e noturno.
Sabe os ataques: tackle e scary face.
Sem dados adicionais.
—É realmente bem útil.
—Não acha? Agora pode começar sua jornada, siga pela cidade de Lelya e vai chegar a Astarte onde a mestra do desafio te espera.
—Ótimo.
Chris saiu correndo para fora do laboratório onde enfim vai encontrar a aventura que tanto buscava.
Notas finais
Ps. Ophicauda é um pokémon lendário dessa região e é considerado uma divindade para os moradores.
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