Pokemon Vírus
4 Capítulo 4 - Um Problema Chamado Absol – parte 1
Notas iniciais
Pokemon Virus
Capitulo 4 – Um Problema Chamado Absol – parte 1
Normalmente, era estranho, porque tudo parecia estranhamente normal. Apenas os pokemon aquáticos ali, ocupados, criando algum meio de deixar aquele lugar mais confortável. As Squirtles abriam espaço no túnel que dava acesso a caverna, mergulhando e retirando pacientemente algumas pedras que obstruíam a passagem. Marill preparava o que seria a cama deles, juntando algumas folhas de modo a parecer confortável. E Poliwhril se concentrava em tornar o buraco que levava luz e ar àquela caverna mais util. Só faltava um deles, o responsável pela comida.
— Poliwhril... — comentou quando desistiu de seus planos e foi ajudar Marill . “Ele está atrasado novamente...”.
Todos os pokemon concordaram, indiferentes. A demora do pequeno era freqüente.
— Squirtle! Squirtle squirtle! — reclamou a fêmea, revoltada. “Isso não está certo! Ele está lá fora, pode comer o quanto quiser, e a gente tem que esperar ele aqui com fome!”
Alguns olhares receosos dos outros alcançaram a tartaruga, que continuava indignada. Ela continuou pronunciando seus protestos frustrados e talvez engraçados. Sua voz ecoando naquele enorme nada debaixo d\'água, quebrando o silencio que reinara ali nos ultimos minutos.
Sem demoras, ela também silenciou. Não ia adiantar, não podia reclamar consigo mesma se o culpado nem estava ali. Fez como os outros, que preferiram se ocupar em seus serviços, e mesmo quando terminaram, continuaram calados. Foram todos para o meio da caverna, quando Marill encontrou uma caneta dourada com um nome gravado nela. Se eles pudessem ler, talvez tivessem visto ali escrito: \"David\", em uma caligrafia elegante, mas não muito chamativa.
Mas, definitivamente, era estranho. A tempos, nenhum outro pokemon solicitava a ajuda deles. Nada anormal havia acontecido nas ultimas horas. Aquela floresta não era assim, afinal, o que era tudo aquilo ? — Poli Poliwhril? — era obvio que o maior deles estava preocupado com os últimos acontecimentos. “Vocês acham que tudo isso esta acontecendo por causa daquele pokemon?”
— Squirtle squirtle... — conclui o macho. “Não é normal que um pokemon de outro continente apareça misteriosamente e mude tanta coisa por aqui...”
Eles tiveram de concordar que aquele Absol não era um pokemon selvagem. Provavelmente fora solto ali por algum treinador. Mas a importância desse fato era mínima, diante do estrago que aquele espécime estava causando...
Subitamente, tudo se transformou em fumaça. Não só pelos pensamentos que se extinguiram, mas também por um ser que tentava entrar na caverna pelo pior modo: os túneis de ar. Automaticamente, foi recebido com um infinidade de ataques aquáticos que vieram dos pokemon. Mas eles logo cessaram, quando perceberam que o visitante não era ameaça.
Revelou-se um ser pequeno, mas que em nada se parecia com Poliwag: um humanóide que, enquanto se limpava, mostrava possuir uma coloração amarelada. Ou tinha algum problema nas pernas ou simplesmente tinha preguiça de se levantar, pois permanecia o tempo todo sentado, se teletransportando de um lado para o outro.
— Marill! Mar Marrrill! — exclamou o rato aquático, enfurecido. Se “Abra*! Já falei para não entrar pela chaminé!”
Os olhos do recém chegado brilharam, e Marill recebeu a resposta em sua própria mente: “É o mais perto daqui que eu consigo chegar. Você sabe que meu teletransporte ainda não vai muito longe...”
— Marill... — ainda não estava convencido. “Sei...”
Desta vez, Abra o ignorou completamente, e foi logo esclarecer o motivo de sua repentina visita. Seus olhos brilharam muito mais intensamente dessa vez: transmitia a mensagem para todos.
“Seu amigo, Poliwag, e aquele menino, estão em sérios apuros.”
(...)
“O que ele quer comigo?”, David percebeu que começava a odiar aquela espécie de pokemon. Todos os seus últimos acontecimentos – a maioria deles para o seu desagrado – foram resultado dos atos estranhos e inexplicáveis de um Absol que a todo custo tentava lhe atrapalhar. E o pior era que o animal carregava um olhar tão calmo e inocente, que se ele não estivesse tentando matar David, faria um Togepi parecer mais agressivo.
— Porque você está atrás de mim? – perguntou ele, tentando transparecer a mesma serenidade do Pokémon.
Absol o ignorou completamente, e foi logo atacar um Poliwag aparentemente indefeso. Uma investida não foi suficiente para acertar o girino, que se desviou facilmente. Apesar de ser pequeno e ainda estar num nível baixo, tinha uma enorme agilidade, e tirava proveito disso, esquivando-se com uma habilidade assustadora.
— Por que você esta fazendo isso? Tirar a minha vida vai melhorar o que na sua? – questionou David, melancólico, ainda sem perceber a gravidade da luta que já acontecia ao seu lado. – Pra que fazer isso?
Novamente, fora ignorado. Desta vez, o Pokémon parecia estar interessado apenas no girino, nem ao menos olhara para ele. Mas é claro. Deveria ser muito mais proveitoso lutar contra um pokemon, que ao menos lhe proporcionaria alguma diversão.
A expressão calma e serena na face do Absol aos poucos deu lugar a ânsia e fúria, enquanto o adversário desviava de todos os golpes sem muito esforço. Começava a perceber que o método usado da ultima vez não iria funcionar agora. Nesta ocasião, Poliwag não estava tão apavorado. Rapidamente as investidas se tornaram ataques rápidos, que requeriam um pouco mais de velocidade do anfíbio.
— Poliwag! — ele gritou, enquanto completava um giro no ar para se esquivar de um destes golpes. “Fuja enquanto pode!”
David estava imóvel. Seu corpo não atendia mais aos comandos. Porque estava assim, nem ele mesmo sabia. Não era por medo. Mesmo sabendo que poderia morrer ali, ele não estava tão assustado. Era como se algo bloqueasse seus movimentos, como se algo o impedisse de se mexer.
— Wag? Poliwag! — ficava cada vez mais difícil desviar dos golpes de Absol, mas ele se esforçava para parecer fácil. “O que está esperando? Eu dou um jeito, sai logo daqui!”.
O gatoro sabia que mesmo que pudesse, não fugiria dali e deixaria o pequeno Pokémon lutando sozinho contra aquele monstro. Ele não era o tipo de pessoa que abandonava os outros à beira do perigo. Mas ele não podia fazer nada. Tinha certeza que desta vez, Absol não estava sozinho.
— Poliwag! — ele suplicava. Os ataques físicos do oponente agora eram ataques especiais. Pedaços de floresta destruída voavam para todos os lados quando bolas de energia noturna – e estranhamente, ataques de fogo – acertavam alguma coisa. “Vai embora!!”.
Ele até que tentou, mas continuava imóvel.
— WAG!!!!! — berrou, pouco antes de ser acertado por uma Bola Sombria. Foi violentamente arremessado contra uma árvore, com força suficiente para fragilizar toda a estrutura desta. David ainda não conseguia se mover. E para seu desgosto, tudo o que podia fazer era observar aquele monte de madeira e folhas caindo lentamente, em sua direção. Teve medo. Era um daqueles momentos e que você morte na sua frente, e todo o mundo fica mais devagar. Um segundo virou um minuto, e uma infinidade de coisas ocorreu neste piscar de olhos.
Foi neste segundo em que um pokemon que David ainda não tinha visto pulou daquela árvore e desapareceu nos galhos de outra mais próxima, naquele segundo em que Poliwag colidiu com o chão, unindo suas ultimas forças para conseguir ficar fora da rota de colisão da planta. Aquele segundo também foi crucial para uma mãe desesperada, que acabara de tomar a importante decisão de ir atrás de seu filho cujo o paradeiro ela desconhecia, e muito mais interessante para um homem que naquele segundo apertaria um botão que meses mais tarde mudaria o destino do mundo. Ainda sobrou um pedaço daquele segundo para que um espécime do tipo de pokemon que era comumente conhecido por atrair desgraças, empurrar para o lado um garoto que, até o segundo anterior, ele tentava prejudicar a qualquer custo, e salvar a vida dele, mas danificando fisicamente a sua.
No segundo seguinte, Absol, se tornou vitima do tronco daquela arvore, ferindo-se gravemente. Mas ele fingiu não ter acontecido nada: imediatamente se levantou, ignorando a árvore e o ferimento, e com algum esforço, se preparou para atacar Poliwag mais uma vez.
“Porque ele me... salvou?”, David estava tão incrédulo quanto ao que acabara de acontecer que nem notou que seu corpo já havia voltado ao normal. Procurou pelo que acabara de lhe salvar. Para seu horror, ele ainda estava atacando Poliwag.
— Porque você está fazendo isso? – sussurrou, baixo demais para que Absol conseguisse ouvir. Ainda estava no chão, sua perna quebrada o impossibilitava de realizar movimentos bruscos. Olhou para os pokemon mais uma vez. Uma poça de sangue se formara em baixo dos dois, mas não dava pra saber quem estava pior: o agressor não parava de atacar por nada. Se continuasse assim, certamente o girino iria morrer.
Aquilo não era normal. Não existiam razões no mundo que fariam qualquer outro pokemon agir como aquele estava agindo. Estava claro que ele era de algum treinador, mas David não tinha idéia do porque de esse treinador estar tão interessado nele. Muito menos sabia por que essa pessoa queria prejudicá-lo.
Novamente, viu aquela terrível cena onde um pokemon era torturado, e sentiu a raiva crescer dentro de si.
— Wag! — fraco, o girino nem gritar mais conseguia.
Aquela foi a gota d’água. O garoto explodiu em fúria, levantando-se imediatamente e correndo para onde estava o Poliwag, a uma velocidade que seu corpo – e nem sua perna quebrada — permitiam.
(...)
— Não acha que está sendo duro demais com ele?
Uma sala escura, onde a única luz vinha das várias telas de computador, que também delimitavam as paredes do recinto. Aparentemente, todos aqueles computadores estavam conectados a algum sistema de monitoramento, pois facilmente identificava-se serem câmeras. Elas mostravam alguma parte de uma floresta desanimada e sem vida.
— Não estou fazendo mais do que o necessário – respondeu uma voz grave, num tom despreocupado.
Dos dois indivíduos que se encontravam na sala, um se sentava em uma luxuosa cadeira de escritório, de costas para o segundo que parecia não se importar muito com aquilo. O primeiro, ainda mexia nos computadores, mudando a cena das telas, procurando alguma coisa mais interessante do que arvores desertas. Apesar da iluminação dos monitores, o rosto de ambos os homens era oculto pelas sombras. Naquela sala, eles eram apenas vultos.
— Você vai matar aquele pokemon! – o segundo homem parecia ser mais jovem, mas era mais baixinho e corpulento.
— Infelizmente, isso não será possível – lamentou, sarcástico. No entanto o baixinho entendeu que ele queria realmente matar aquele espécime. – com certeza, o nosso garoto vai acabar com meu Absol antes disso...
Silencio. Talvez fosse pelo simples fato de que o jovem gordinho tivesse ficado com medo de seu mestre porque este havia dito que queria matar o girino, mas também poderia ser porque ele discordava de tudo que o outro dizia, muito embora fosse tudo isso junto.
— Você não acredita em mim, não é? – perguntou o que mexia nos computadores.
— Ehr... Não – admitiu.
— Aquele garoto parece ser tão fraco assim? – questionou, mais a si mesmo do que ao outro homem – Fisicamente, ele não é muito diferente dos outros da sua idade...
O baixinho deixou o outro prosseguir.
— Mas ele está diferente – falava do garoto com um fascínio anormal – Alguma coisa em seus olhos. Parece determinação. Mas tem também um pouco de fúria...
Os interesses do baixinho não estavam nem um pouco ligados a um garoto que corria risco de vida e lutava pra tentar salvar um pequeno pokemon aquático. Não deu a mínima pro que o outro dizia, procurou alguma outra coisa com o que pudesse se divertir naquela sala.
“Ele não puxou muito os pais...”, o homem da cadeira continuava admirando a imagem do garoto com um sorriso terno. “A única semelhança é mesmo os olhos...”
— Sergio? – disse um terceiro, que acabara de entrar na sala – Precisamos de você na ala norte! Tivemos uma reação inesperada com o experimento 7...
Sergio – o homem corpulento e baixinho – olhou para o que estava na cadeira. Depois de alguns instantes este faz um sinal de positivo, como se autorizasse seu subordinado a partir.
— Vá, mas não demore. Ainda vou precisar de você aqui. – disse, sem se dar ao trabalho de olhar para os outros dois.
O baixinho assentiu, aliviado por ter um motivo para sair daquela sala. Ficar muito tempo perto daquele homem era uma tarefa que exigia muita paciência – que ele não possuía.
— Hum? Aquele garoto? – murmurou o que acabara de chegar, assim que Sergio saiu da sala.
— Surpreso, Bragi?
“Bragi... Porque ele me chama assim?”, pensou, enquanto entrava na sala, se tornando mais um vulto em sua escuridão.
— É um personagem da mitologia nórdica, se quer saber... – disse, enquanto se virava para o outro homem – Bragi, o filho de Odin, deus da sabedoria e da poesia.
O homem, Bragi, preferiu continuar calado. Seu mestre sempre parecia ler seus pensamentos, mas ele sabia que coisas desse tipo eram impossíveis.
— Mas... você não esperava vê-lo de novo tão cedo, né?
Ele preferiu apenas assentir, mesmo que fosse um pouco mais complicado distinguir pequenos movimentos no escuro. Estava surpreso com as imagens que via nos monitores. “Não pode ser possível”
— Pois é. Eu também não acreditei, quando o vi lá em Pallet.
— Eu pensei que... Ele nunca sairia de casa... – as coisas não estavam indo como o planejado. Aquele garoto sair de casa nas atuais circunstâncias alterava tudo. Para dizer a verdade, os atos daquele garoto eram cruciais.
— Entendo. Eu gostaria que soubesse que tudo que estou fazendo é necessário...
— Não, o problema não é esse.
— Então o que é? – perguntou, acrescentando um falso interesse em seu tom de voz.
— É que... – teve medo de dizer tudo o que queria e irritar profundamente o homem que mais temia. Preferiu resumir em poucas palavras – não acha muito perigoso?
— Sim eu sei – respondeu de imediato.
Bragi não se sentiu muito a vontade com aquela respota sucinta e calma.
— Ele pode ser morto naquela batalha! – procurou não dar muita ênfase as suas palavras, tentando disfarçar seu excesso de preocupação.
— Não precisa ficar assim. Ele é forte, vai agüentar...
— Mas ele nunca enfrentou perigo tão grande. Expô-lo, assim, logo de inicio...
— O que está dizendo? Ele é o meu mais forte! Está comigo desde que eu ainda era treinador!
— Hum?
A esta altura, nenhum dos dois compreendeu o que o outro dizia. Bragi fitou seu superior, esperando que este dissesse alguma coisa. Não demorou para que ele desse mais um de seus sorrisos típicos.
— Parece que não estávamos falando da mesma coisa – conclui ele, virando-se para o computador e ampliando uma câmera que mostrava Absol e outra que mostrava um jovem de cabelos castanhos despenteados e um ar intelectual. – Eu estava dizendo que não era preciso nos preocuparmos com o garoto. Ele tem potencial. Pode dar conta daquele meu pokemon.
Bragi tentou disfarçar seu ceticismo na curiosidade:
— Como pode ter tanta certeza que aquele garoto consegue derrotar um pokemon de nível tão alto?
— Você não conhece aquele garoto – por algum motivo, isso deixou o outro homem contrariado – não sabe do que ele é capaz.
— Se é assim... Porque enviar apenas um pokemon?
Mais um sorriso.
— Mas não é só um.
Bragi não quis responder. Fingiu estar prestando atenção no que se passava nos monitores em destaque.
— Meu Hypno também está lá.
— Por que eu não o vi?
— Porque ele só vai aparecer se o meu pokemon estiver com problemas.
— Posso perguntar apenas mais uma coisa? – perguntou Bragi, mudando logo de assunto.
O superior assentiu, silencioso.
— O que viu de tão especial nesse garoto?
— Nada – novamente, a resposta veio com um sorriso. – Não existe nada de tão especial naquele garoto.
— Então, por que está atrás dele?
— Mas eu não estou atrás dele – replicou, com o mais ambicioso de seus sorrisos – o importante... é o que ele carrega.
(...)
David alcançou os pokemon tão rápido que ele mesmo pensou que nunca faria esforço tão grande. A esta altura, sua perna já latejava tanto que ele não conseguiria mais andar por um bom tempo.
Estava tão perto de seu inimigo, que se este quisesse, poderia acabar não só com a vida de Poliwag, mas com a sua também. Porém, Absol ignorava David, fingindo não notar sua existência.
“Eu devo estar enlouquecendo”, pensou ele, pouco antes de se jogar contra o pokemon com toda a sua força. Claro que não seria o suficiente para machucar o causador de problemas. Até porque parecia que nada feria aquela criatura. Conseguiu apenas atrapalhá-lo por um instante, mas essa pequena brecha foi mais que suficiente para que Poliwag pudesse se levantar.
Absol imediatamente se recompôs, mas não atacou ninguém.
“Legal. E agora, o que eu faço?”. David ainda estava no chão, não conseguia se levantar. Aquilo que bloqueava seus movimentos voltara a agir. Percebeu que Absol começava a encará-lo, e teve medo. Por mais sereno que fosse o olhar daquele pokemon, o garoto ainda conseguia se sentir intimidado.
Não entendia aquilo. Não entendia nada que estava acontecendo com ele nos últimos dias. Estava tudo errado. Ele ia para os lugares errados, encontrava pessoas erradas, pokemons errados, e começava a achar que suas próprias decisões eram erradas. Agora, garoto e Pokémon se encaravam. Ambos, com seus olhares igualmente melancólicos e tristes, cada um com seus pensamentos. David pensou ter muito mais motivos para estar daquela forma, enquanto refletia sobre a sua vida “errada”.
Poliwag olhava para os outros dois, sem conseguir imaginar o que estava acontecendo. Imaginou que a criatura tentava de alguma forma hipnotizar seu amigo. Não pensou muito antes de atacar com suas bolhas, tendo o cuidado de mirar no rosto do adversário.
David despertou daquele transe, assim que um ataque de bolhas acertou o rosto de Absol. O girino conseguira um oponente atordoado por um bom tempo.
“Talvez seja possível derrotá-lo”, pensou David. Notou que seus movimentos haviam voltado novamente. Aproveitou para se arrastar para o mais longe possível da luta que recomeçava.
O girino, vendo que sue ataque havia funcionando, sentiu-se um pouco mais confiante. “Provavelmente não vou conseguir derrotá-lo, mas posso ganhar tempo para que possamos fugir...”
Absol não perdeu tempo. Já estava atacando o girino novamente. Mas para a sorte de Poliwag, o que veio foram ataques de fogo.
“Como ele tem esses ataques?”, pensava o garoto, enquanto observava um lança chamas passar rasteiro a poucos metros de distancia. “Aquilo não é um pokemon normal...”.
Poliwag movia-se com muita dificuldade. Não iria conseguir desviar de todos os golpes como fizera no inicio da luta. Seu consolo era que o dano que iria receber dos ataques de fogo seria bem menor. O que seu adversário queria? Ele era muito mais forte, se quisesse, com certeza mataria a todos ali. Esqueceu aquilo, e concentrou-se em mais um ataque de bolhas, não tão potente como o primeiro.
Não é necessário dizer que o ataque não alcançou o alvo. Apenas dois passos para a esquerda, e o ataque passou direto, atingindo apenas o chão. O próximo movimento do pokemon noturno era o Time Duplo. Como, mágica, varias réplicas dele surgiram e cercaram Poliwag, o rodeando a uma velocidade absurda.
David havia finalmente entendido porque o Absol estava fazendo tudo aquilo, agindo de forma tão estranha. Era uma brincadeira. Simplesmente uma brincadeira. Aquele pokemon estava apenas brincando com eles...
Ataques rápidos. Todas as cópias – ou apenas o original, era impossível entender alguma coisa naquela desordem – investiam contra Poliwag. A cada ataque, o girino se machucava mais e mais. Não demorou para que ele estivesse no chão, completamente sem movimento.
David? Paralisado, outra vez.
“Ele tem que sair de lá!”, o garoto lutava contra seu próprio corpo. Ele fazia de tudo, mas não tinha sucesso ao tentar recuperar seus movimentos. O simples ato de se levantar se transformara no exercício mais complicado da sua vida: perna quebrada, movimentos bloqueados e o cansaço de todo o seu esforço.
Subitamente, Absol encerrou seus ataques, fazendo todas as suas replicas desaparecerem. Analisou as condições de seu adversário: estava fraco demais para tentar contra-atacar. Melhor assim, ele pensava, teria mais tempo para seu próximo movimento. Deu um gracioso salto para trás, tomando distancia, e começou a reunir lentamente uma carga de energia em frente a sua boca, preparando o movimento destruiria seu oponente.
(...)
A mesma sala com os computadores, as imagens da mesma floresta, e a mesma escuridão desconcertante. Mas dessa vez, apenas um homem, sentado na luxuosa cadeira.
— E agora, o jogo realmente começa...
xXx
Seguindo dica de Lie-chan:
*Abra
Notas finais
Semana passada eu passei muito mal, e num tive como postar. Mas agora eu voltei, e (prometo) que em breve eu vou compensar isso! xD
Tá ai, epero que gostem. E comentem! Comentários = Autores felizes e determinados que fazem mais capitulos mais rapidamente xP
(Assumindo que sexta feira não é meu dia de postar, esperem sempre nos fins de semana =P)
Fale com o autor