Pokemon - Pink Ribbon
16 Capítulo 16 - Cara de panqueca
— Anda logo, Uzui! Seu lesmão!
— Espera aí, Kazumi! — O menino chamado Uzui rebateu, correndo a toda velocidade atrás de sua irmã gêmea. — Calma aí, sua louca!
— Calma uma ova, bobão! — A menina exclamou em resposta enquanto se aproximava do centro pokemon. — Ei, Lazuli!
As portas automáticas se abriram e um pokemon saiu correndo na direção dos gêmeos, uma Eevee com extraordinários olhos azuis. A Pokemon Evolução correu diretamente para a menina, que abriu os braços para recebê-la no momento exato, abraçando a pequena raposa com força.
— Viu? — Uzui ofegava, falando entre arquejos. — Eu disse que ela ia estar esperando.
— Que bom! — A menina morena abriu um sorriso brilhante, acariciando atrás das longas orelhas de sua nova parceira, que suspirou de prazer. — E aí, menina, pronta para o ginásio?
Lazuli, a Eevee, rosnou ferozmente e assentiu em concordância, indicando que estava pronta para a batalha. Kazumi riu alto, satisfeita, enquanto a pokemon se desvencilhava de seus braços e empoleirava-se em seu ombro direito.
— Eu acho que você devia treinar. — Uzui comentou. — Pelo que ouvi, Erika não é tão fácil de derrotar quanto parece.
— Ela é especialista em tipos Grama, e eu tenho IceFire. — Kazumi rebateu. — Do que mais eu preciso?
— Sei lá. — Seu irmão rebateu ironicamente. — Que tal uma estratégia?
— Estratégia? — A menina bufou, sendo imitada perfeitamente pela pokemon em seu ombro. — Vou te dizer a minha estratégia: atacar, atacar e atacar até fazer purê daqueles pokemon tipo Grama.
— Há, vamos ver o quão longe você vai chegar pensando desse jeito.
— Cala essa boca, Uzui. Você faz as coisas do seu jeito, eu faço do meu. Ok?
— Ok, mas não venha chorar no meu ombro quando perder a batalha.
— Digo e repito, maninho: cala essa boca. — A menina morena respondeu maliciosamente. — Essa vitória já é nossa.
— Cuidado, mana. — Uzui advertiu. — Confiança demais pode causar problemas.
A discussão entre os gêmeos foi interrompida por alguns minutos enquanto assinavam seus nomes no check-in do centro pokemon e recebiam cada qual uma chave para o quarto que iriam partilhar. Logo depois, com o aval da enfermeira Joy, Kazumi e Lazuli decidiram dar uma volta.
— Ouvi dizer que aqui tem um lugar que vende umas panquecas incríveis. — A menina comentou com a Eevee ainda empoleirada em seu ombro. — O que me diz? Vamos experimentar?
A Pokemon Evolução assentiu com entusiasmo.
— Kazumi! — Uma menina gritou. — Kazumi, oi!
A menina morena virou-se para ver uma garota um pouco mais nova correndo em sua direção. Tratava-se de Kaya, uma das jardineiras do ginásio/estufa de Celadon.
— Oi, Kaya! — Kazumi sorriu. — E aí?
— Que bom te ver! — A menina de cabelos castanho-arruivados exclamou. — Nossa, que Eevee fofa! É sua?
— É sim. Diga oi, Lazuli.
Lazuli ergueu uma das patas dianteiras num aceno. Kaya deu um gritinho abafado de deleite.
— Que fofa! — A menina mais nova exclamou. — Posso acariciar?
— Claro. — Kazumi aquiesceu. — Se ela deixar. Essa garota é meio arisca.
Kaya estendeu uma das mãos e Lazuli esticou o pescoço para cheirar os dedos da menina. Depois, aparentemente concluindo que gostava da garota, deixou-se acariciar. A pequena jardineira explodiu em risadinhas de deleite.
— Você está indo para o ginásio? —A menina mais nova perguntou em seguida.
— Ainda não. — Kazumi respondeu. — Estamos só dando uma volta, procurando um lugar do qual ouvi falar.
— Mesmo? Talvez eu possa ajudar. Onde você quer ir?
— É um café ou coisa assim, não entendi direito. — Foi a resposta. — Só sei que vendem umas panquecas maravilhosas.
— Eu sei onde é! — Kaya exclamou. — É do lado da loja de departamentos, posso te levar lá se quiser.
— Valeu, Kaya. — Kazumi disse, estendendo uma das mãos para bagunçar afetuosamente os cabelos da menina. — Você me salvou de novo.
A pequena jardineira, que obviamente admirava Kazumi, pareceu prestes a explodir de orgulho ao ouvir aquelas palavras. Juntas, as duas se puseram a caminhar pelas ruas movimentadas de Celadon até alcançarem um grande prédio de cinco andares que se agigantava sobre os vizinhos.
— É ali. — A menina mais nova apontou, indicando um modesto prédio amarelo-claro de aparência convidativa. — O café que você falou é aquele ali do lado.
— Valeu, baixinha. — Kazumi sorriu. — E você, vai fazer compras?
— É, vou. Erika me pediu pra comprar algumas vitaminas para pokemon.
— Posso ir com você, se quiser.
— Sério?! — Os olhos de Kaya brilharam de empolgação, mas ela suprimiu a emoção atrás de uma expressão séria. — Eu ... Não quero incomodar.
— Que nada. — A morena riu. — Eu sugeri, não foi? Não vai ser incômodo nenhum.
— Legal! Então vamos.
As duas meninas passearam pela enorme loja de departamentos, jogando conversa fora enquanto olhavam os produtos. A certa altura, Lazuli pulou do ombro de sua treinadora.
— Ei! — Kazumi exclamou, surpresa. — O que foi, garota?
A Eevee correu diretamente para um mostrador que exibia pedras evolucionárias, apontando entusiasmadamente para os objetos que brilhavam através do vidro.
— Que foi? — A morena indagou. — Gostou delas?
Lazuli assentiu, parecendo quase incapaz de conter o próprio entusiasmo. Apoiando-se nas patas traseiras, a Eevee se pôs de pé e apontou para um cartaz colado atrás do balcão, mostrando as três eeveeluções kantonianas.
— Você é mais fofa do que os três. — Kazumi disse, pondo-se de joelhos para ficar mais próxima da altura de sua pequenina parceira. — Tem certeza que quer isso?
A Pokemon Evolução lançou mais um olhar para o cartaz, e então assentiu. Foi um gesto lento e deliberado, cheio de determinação.
— Tudo bem, então. — A morena aquiesceu. — E já sabe no que quer evoluir?
Lazuli sorriu, pôs-se de pé mais uma vez e apontou para uma das pedras atrás do mostrador. Era de um bonito azul-safira, tão profundo quanto as mais insondáveis profundezas do oceano. Uma Pedra da Água.
Kazumi não protestou, simplesmente se aproximou da vendedora e comprou o objeto. Kaya as guiou até o último andar, onde um terraço se abria numa pequena praça verdejante sobre a cidade. Ali, Lazuli mais uma vez saltou para o chão e Kazumi estendeu a Pedra da Água para sua parceira.
Assim que tocou o objeto, a pequena Eevee começou a brilhar. Segundos depois havia dobrado de tamanho, transformando-se em uma criatura majestosa.
Seu corpo era de um azul suave, com marcas mais escuras formando uma espécie de capacete ao redor de sua cabeça. Uma miríade de barbatanas eriçadas lhe descia pelas costas, culminando em uma formosa cauda semelhante a de qualquer sereia de conto de fadas. Ao redor de seu simpático rosto redondo, um círculo de barbatanas brancas cresceu, juntamente com duas membranas cor de creme que formavam estruturas semelhantes a orelhas de abano e uma outra acima de sua cabeça, semelhante a uma barbatana dorsal
— Legal! — A menina exclamou enquanto erguia sua pokedex. — Peraí, deixa eu checar.
O dispositivo foi apontado para a nova pokemon, que permanecia sentada pacientemente na frente de sua treinadora enquanto ela lia os dados na tela, encarando-a com seus misteriosos olhos, escurecidos ligeiramente após sua evolução, assumindo um tom de violeta.
Espécie: Vaporeon
Designação: Pokemon Jato de Bolhas
Número: 134
Tipo: Água
Gênero: Feminino
Habilidade: Absorção de Água
Observação: Sua estrutura celular é semelhante às moléculas de água, permitindo que se torne invisível nesse elemento. Isso lhe torna um hábil caçador de suas presas favoritas: pokemon-peixe, especialmente Magikarp.
Quando as barbatanas de um Vaporeon começam a vibrar, é um sinal certo de que a chuva se seguirá em algumas horas. Prefere como seu habitat praias limpas, de águas claras e sem poluição. Em ambientes urbanos, nunca foi visto sem estar sob os cuidados de um treinador.
— Maneiro! — Kazumi exclamou animadamente, estendendo uma das mãos para acariciar sua pokemon recém evoluída. — Uau, como você é gelada!
Lazuli soltou uma risadinha baixa, esfregando o focinho contra a palma da mão da garota como quem pede mais carinho. Num momento, a Vaporeon tinha as duas patas nos ombros de sua treinadora, que não hesitou em passar os braços ao seu redor num abraço apertado.
— Ei! — A menina protestou quando Lazuli esfregou a bochecha contra a sua. — Pode parar, isso faz cócegas.E
Emresposta, tudo o que conseguiu foi uma grande e molhada lambida, o que a fez cair na gargalhada.
— Ah, então vocês estão aí. — A voz conhecida de Uzui soou. — Há, eu sabia que você ia acabar evoluindo essa sua Eevee. Boa escolha, mana.
— Eu não fiz nada. — Kazumi protestou, pondo-se de pé. — Foi a Lazuli quem escolheu evoluir.
— Bom, eu achei que ela acabaria sendo uma Flareon, mas Vaporeon é mesmo mais legal. A melhor opção, se quer saber. — O menino rebateu. — E aí, Kaya, como vai?
— Oi, Uzui! — A pequena jardineira, que acompanhara Kazumi até ali, sorriu e acenou. — Tudo bem?
— Caramba, eu estou morrendo de fome! — Kazumi exclamou. — Que tal nós todos irmos comer aquelas panquecas?
— Eu topo! — Kaya exclamou.
— Boa ideia. — Uzui corroborou. — Também estou com fome.
— Então vamos logo antes que eu resolva comer vocês dois.
Minutos depois os três estavam sentados em uma mesa dentro do pequeno café, surpreendentemente aconchegante com sua decoração em bege e marrom e iluminação suave.
— Uau, o cheiro é muito bom mesmo! — Uzui comentou. — Acabei de ficar com mais fome ainda.
— Pois é. — Kazumi concordou. — Eu poderia comer como um Snorlax!
Uzui riu de sua irmã e momento depois os pedidos do grupo chegaram, três porções gigantes de panquecas com calda de chocolate e uma quarta porção feita com frutas Pecha especialmente para Lazuli.
A Vapreon soltou uma exclamação de prazer que lembrava o borbulhar de um córrego, pondo-se a comer com entusiasmo. Kazumi riu alto ao ver sua pokemon erguer o rosto logo depois, com migalhas de panqueca ao redor da boca.
— Ei, devagar. — A menina disse afetuosamente, estendendo uma das mãos para sua pokemon. — Venha aqui e vamos limpar isso, sua cara de panqueca.
Lazuli fez uma careta com o apelido, mas aproximou-se de bom grado e deixou que sua treinadora passasse as mãos por seu pelo para limpar as migalhas.
Kazumi, Uzui e Kaya ficaram lá por mais de uma hora, comendo e conversando. Quando saíram, satisfeitos após se deliciarem com as panquecas, decidiram seguir para uma das áreas verdes da cidade, não muito longe da casa de jogos. A menina morena e sua nova parceira tinham sorrisos selvagens idênticos em seus rostos. Ambas sabiam o que estava por vir, e era hora de começar a treinar.
— Ah, fala sério, Uzui! — Kazumi provocou cerca de meia hora depois. — Você batalha como uma garotinha. Aposto que até a Kaya faria melhor.
— Vá se ferrar, Kazumi! — Uzui rosnou em resposta. — E quer saber? Pode treinar sozinha. Eu estou fora!
Após terminar de falar o garoto colocou sua Jynx derrotada de volta na pokebola, girou nos calcanhares e se afastou a passos rápidos, fumegando de raiva.
— Meu irmão é um bobão. — A menina morena revirou os olhos. — Ei Kaya, sabe de algum outro lugar onde podemos treinar?
— Não aqui na cidade. — Kaya respondeu. — Mas minha irmã mais velha treina na ciclovia, ela disse que tem um monte de treinadores fortes lá.
— Boa! — Kazumi sorriu, estendendo o braço esquerdo. Gold, sua Butterfree, imediatamente se empoleirou ali. — Vamos nessa, garota.
— Espera! — A pequena florista exclamou. — Você não vai querer treinar lá sozinha. Tem um monte de motoqueiros malvados que vão pra lá causar encrenca.
— Então, baixinha ... — A garota mais velha concordou, estendendo uma das mãos para bagunçar os cabelos da menina. — É melhor você não vir.
— Mas e você? É perigoso!
— Relaxe. — Kazumi sorriu, dando um tapinha carinhoso em sua Butterfree. — Nós damos conta. Você fica bem voltando para o ginásio, ou quer companhia?
— Não, eu posso voltar sozinha. — Kaya respondeu. — Boa sorte, Zumi.
— Valeu, baixinha.
Após dizer isso Kazumi acenou e se afastou para treinar. A ciclovia começava logo depois da saída da cidade de Celadon e, exatamente como Kaya advertira, estava repleta de tipos mal encarados que dirigiam motocicletas e usavam jaquetas de couro.
— Olha só, pessoal. — Um deles, grande como um Snorlax e tão careca quanto um Lickitung, disse. — Parece que temos uma garotinha perdida. Volte pra mamãe, boneca.
— É melhor fechar essa boca antes que eu a feche para você. — Kazumi rosnou em resposta.
— Ora, ora. — Um outro motoqueiro, este com a cara comprida e afilada como a de um Arbok, riu. — Pequenininha e com a língua afiada. Gostei dessa aí.
— Chega. — A morena rosnou, imediatamente estendendo o braço esquerdo, do qual Gold levantou voo. — Venham aqui e me enfrentem. A não ser que estejam com medo.
Os dois brutamontes simplesmente riram, enviando respectivamente um Grimer e um Koffing. O Pokemon Gás Venenoso imediatamente soltou uma cortina de fumaça pela boca. Gold tentou dispersá-la com suas asas, mas era tarde demais: a Butterfree já estava envenenada pela fumaça tóxica.
— Merda! — Kazumi exclamou, colocando a pokemon de volta em sua pokebola e erguendo outro dispositivo. — Anda, Lucius, preciso de você aqui!
O Nidoking foi libertado com um flash de luz e um poderoso rugido, imediatamente desaparecendo debaixo da terra no gramado que cercava a estrada. Momentos depois o Pokemon Broca ressurgiu e acertou o Grimer inimigo com um poderoso golpe de seu chifre que o lançou pelos ares, já completamente derrotado.
— Isso! — Kazumi comemorou enquanto o motoqueiro xingava em altos brados. — Agora pegue aquele Koffing também!
O Nidoking assentiu com um sorriso selvagem, mais uma vez desaparecendo debaixo da terra. Ao ressurgir para dar o golpe final, porém, foi surpreendido pelo adversário, que flutuou para fora de alcance graças a sua habilidade Levitação. O motoqueiro brutamontes riu, satisfeito.
— Vai garota, Ira do Dragão!
Uma esfera de energia púrpura passou zunindo tão perto de Kazumi que chegou a mover algumas mechas de seu cabelo, indo chocar-se com o Koffing adversário, derrubando-o quase imediatamente.
Kazumi virou-se, surpresa ao ouvir a voz de seu irmão, para ver Uzui se aproximando correndo, acompanhado por um pokemon que parecia uma minhoca azul empoleirado em seu ombro.
— Kazumi, anda logo! — O garoto disse, seus olhos arregalados de alarme. — Você tem que vir comigo agora!
A menina nem protestou, surpresa demais para tanto, meramente deixou que Uzui a segurasse pelo pulso e a puxasse para longe dali.
— Que merda, Uzui! — A menina exclamou enquanto finalmente se recuperava e emparelhava a corrida com seu irmão gêmeo. — Que diabos aconteceu, tem um Moltress na sua cola?
— Pior. — O garoto respondeu sem diminuir o passo. — É a Equipe Rocket de novo. Eles pegaram a Kaya.
Os olhos de Kazumi se arregalaram de pavor enquanto a morena finalmente entendia a situação. Lucius, ainda fielmente correndo ao lado de sua treinadora, rosnou ao ouvir o nome da equipe criminosa.
— Onde? — Kazumi perguntou simplesmente.
Ao invés de responder, Uzui mais uma vez a segurou pelo pulso e assumiu a liderança, mostrando o caminho.
Os gêmeos pararam na entrada da cidade para recuperar o fôlego. Curiosa, Kazumi enfim se permitiu observar o pokemon azul empoleirado no ombro do rapaz moreno.
— Ela ... — Uzui corou de leve, tirou uma pokebola do bolso e estendeu-a para sua irmã. — Eu queria agradecer por aquele Porygon, e pensei que essa garota aqui seria um jeito legal.
A pequenina serpente azul deslizou pelo braço estendido do menino, fitando Kazumi com curiosidade. Os olhos da menina se arregalaram ainda mais enquanto ela soltava um arquejo de surpresa.
— Uzui! — Ela exclamou. — Isso é ... Não acredito! Onde você encontrou um desses?!
— Na casa de jogos. — O menino respondeu. — Parece que a Equipe Rocket tem um esquema bem organizado de pokemons raros por lá.
— Como é possível que a polícia ainda não tenha descoberto isso?!
— Sei lá. Isso importa? — Uzui rebateu. — Temos que resgatar a Kaya, só isso.
— Ah, não, nem pensar. — Kazumi declarou teimosamente. — Se vamos dar um jeito nesses perdedores, então vamos dar um jeito neles de vez. Vamos avisar a oficial Jane, e depois pensamos no resto.
— Não temos tempo. — O garoto protestou. — Até chegarmos na delegacia, sabe-se lá o que vão fazer com a Kaya.
— Então vamos nos separar. — A morena disse. — Foi você quem descobriu isso, então você procura a polícia e conta a eles o que viu. Eu vou atrás da Equipe Rocket, ganhar algum tempo pra nós.
Uzui abriu a boca para protestar, mas voltou a fechá-la. Ao invés de discutir, o menino deu um passo à frente e envolveu sua irmã em um abraço esmagador. Foi breve, e logo ele já a havia soltado para disparar o mais rápido que podia na direção da delegacia.
— Vamos lá, grandalhão. — Kazumi disse para Lucius, que emitiu um rosnado gutural de antecipação do fundo da garganta. — Vamos dar um jeito em alguns caras maus.
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