Pokegazette Ao Resgate
4 Estratégia de batalha
Notas iniciais
Os Poke Gazette passaram os últimos dois dias juntando o máximo de missão que conseguiam para aumentar a força e fama do grupo. Já haviam se encontrado com Pokémon lendários como Articuno, Zapdos e Moltres e os confrontado após serem acusados como responsáveis pelos desastres naturais pelas aves.
Dividindo-se em duplas: Aoi e Uruha, agora como Ninetails e Goldack, cobriam o turno da noite. Kai e Ruki, que ainda não tinham conseguido evoluir, cuidavam do turno da manhã. E Reita, finalmente como Charizard, guiava ambas as duplas integralmente. O que resultou a um grande desgaste físico, sendo tomado pelo cansaço.
– O que faremos hoje? – perguntava Uruha. – Reita dormirá o dia inteiro no mínimo. Não poderá nos guiar em missão nenhuma.
– Abusamos muito dele nesses últimos dias. – admitiu Kai. – Ao menos aprendemos bastante e acho que já temos força para lutar contra essa catástrofe que assola esse mundo.
– Diga por você Kai. – chiou Ruki. – Eu nem consegui evoluir ainda. Reita já evoluiu duas vezes. Aoi e Uruha também mudaram de forma. Só eu continuo igual.
– Eu não evolui ainda também, chibi. – lembrou Kai. – E meu Pokémon não tem tanta força assim, nem por isso estou reclamando.
– Mas Reita disse que seu Pokémon é nosso trunfo. – continuou Ruki.
– Só quando evoluir.
– Qual é a graça disso? – interrompeu Aoi. – Eu já odiava ser um cãozinho vermelho esquisito. Agora sou uma raposa extravagante.
– Nem reclame Aoi. – cortou Uruha. – Eu não imaginaria um Pokémon melhor pra você. Exibido e com temperamento complicado.
– Não tenho temperamento difícil. – murmurou
– Imagina. Só crise de meia-idade, mais conhecida como frescura.
– Falou ai bico de pato.
– Então nee... de um pato amarelo e gordinho, virei um pato azul ainda mais esquisito. – riu. – Parece que selecionaram exatamente para nossas personalidades.
– Mas falando sério – retomou Kai. – Precisamos alcançar nosso rank Platina antes de prosseguir. Não deve faltar tanto.
– Mas como vamos sem um guia? – perguntou Uruha.
– Já aprendemos tudo o que precisávamos, não é? Podemos realizar pequenas missões sem depender de Reita.
– E eu ainda quero evoluir!!!
– Já sabemos chibi! – os outros três responderam quase como um coro.
– Bem... não conseguiremos nada parados aqui então. – Uruha resolveu tomar a iniciativa. – Quem vai comigo olhar o mural?
– Eu ainda estou exausto da missão de ontem a noite. – já reclamava Aoi. – Pokémon lendários se irritam muito fácil.
– Igual certa raposa que eu conheço. – completou Uruha ironicamente. – Mas realmente apanhamos um pouco daquele pássaro de gelo – admitiu – Fico feliz que aquele tal de Absol... acho que é isso... apareceu e conseguiu acalmar a ave.
– Vocês ainda deram sorte. – grunhiu Ruki. – Vocês encontraram apenas um e ainda tiveram ajuda. Kai e eu demos de cara com dois pássaros, um de fogo e outro de raio. Nosso estoque de ‘Recover’ e ‘Revive’ foi pro beleléu para poder derrotá-los. Pelo menos Reita ainda conseguiu evoluir no meio da luta para nos ajudar também.
– Admita Ruki, você está morrendo de ciúmes, não é? – provocava Aoi
– Claro que estou. Alem de ter evoluído de novo, agora aquela cacatua voa.
– Veja pelo lado bom. Você é pequeno Ruki. Pode pegar carona com ele. – Uruha continuava com a provocação. – Te levar literalmente as alturas.
– Vamos voltar para o assunto "realizar missão"? – Kai tentava impedir aquela discussão sem nexo. – Eu irei com Uruha, mais alguém?
– Eu vou é dormir o resto do dia. – respondeu Aoi. – Acompanhar Reita.
– Eu preciso repor minhas baterias. Me esgoto muito rápido e posso acabar atrapalhando vocês invés de ajudar.
– Descansem bem então. Uruha e eu pegaremos uma missão mais simples para não dar o dia como totalmente perdido. – confirmou Kai.
– Então vamos logo Kai. – chamou Uruha, puxando o menor para a Praça Pokémon.
Já próximo a Praça Pokémon, Uruha analisava o mural em busca de alguma missão simples e com boa recompensa.
– O que acha de investigarmos uma área nova? Mar das Tormentas talvez. Só precisamos de um Pokémon aquático na equipe.
– Uruha... não acho uma boa idéia. Mesmo que você já tenha se familiarizado com suas habilidades, lembre que só estamos nós dois.
– Mas é só explorar o lugar e voltar.
– Qual o nível do lugar?
– “S”.
– Sem chances. Só para explorar é nível “S”, acha mesmo que só nós dois vamos aguentar lá?
– Tem razão, né? – Uruha sorriu sem-graça. – Vamos chamar o chibi para ir conosco então. Ele é do tipo elétrico, teremos uma vantagem.
– Por que não pega algo mais simples Uru?
– Quero passar logo de Rank e esfregar na cara daquele Alakazam e seu grupo.
– Já evoluímos. Isso já não basta?
– Não.
– Você não vai sossegar até nos matar, não é?
– Não vamos morrer. – Uruha dizia confiante enquanto pegava a missão. – Estou indo chamar o chibi. – seguia vitorioso.
– Hey! Uruha! Me espere! – seguindo-o até o centro da praça. Onde ocorria um novo alvoroço.
– O que aconteceu dessa vez?
– Vamos nos aproximar e descobrir. – sugeriu Kai. Puxando Uruha para o meio do alvoroço. – Qual o problema? – perguntando a qualquer um que dê-se atenção a sua pergunta.
– Falhamos... foi isso que aconteceu... – uma voz falha e ríspida respondeu.
– Shiftry? – Kai reconheceu o Pokémon caído. – Onde estão outros? Cadê as equipes que saíram daqui a apenas dois dias?
– Eu não... eu... nem sei como sai de lá... nem como cheguei aqui...
– Você abandonou sua própria equipe. – Uruha concluiu áspero. – Preferiu abandoná-los para se salvar.
– E o que você faria? Um mero novato.
– Eu preferiria morrer a abandonar meus companheiros! – Uruha quase gritou. – Você nem merecia ainda estar vivo.
– Uruha, acalme-se. – Kai tentava evitar mais surtos do maior. – Ele pode ter voltado sozinho, mas pelo menos assim podemos ficar informados sobre a situação.
– Okay... – acalmando-se aos poucos.
– Shiftry, o que houve com os outros? – Kai perguntou calmamente. – Qual a ultima coisa que viu?
– Kazza e sua equipe foram para a caverna de Groudon para tentar impedi-lo... e minha equipe... junto com a equipe de Blastoise fomos atrás de Kyogre... porem não conseguimos nem completar o Mar das Tormentas...
– Mar das Tormentas, não é? – repetiu Kai, encarando Uruha que por sua vez desviava o olhar.
– Sim... sessenta andares até seu fim... onde dizem que Kyogre repousa...
– Sessenta andares... já perdi a vontade de sair desse jogo... – Uruha comentou quase em um sussurro.
– Nosso mundo está perdido...
– Não, não está. – negou Kai. – Nossa equipe ainda não tentou.
– Vocês?! – Shiftry perguntou com escárnio – Novatos como vocês não teriam chances.
– Pelo menos não foi a gente que voltou todo detonado, deixando os companheiros a própria sorte. – uma nova voz ecoou pela praça.
– Re... Reita? Pensei que fosse passar o dia dormindo? – perguntou Kai surpreso ao ver o enfaixado de pé e já se metendo na conversa.
– Dormir como? Vocês dois saem sem avisar e me deixam com o ser mais instável e o chibi escandaloso. – justificou-se Reita. – Sem mencionar que aquele Absol que encontramos nas redondezas do território de Articuno nos encontrou... nos seguiu ate nossa base.
– Vocês viram a lendária ave do gelo?! – uma voz se manifestou do tumulto
– Não só o vimos como também encontramos as aves do fogo e raio também. Que nos atacaram.
– Mentirosos... – negou Shiftry. – Nenhum Pokémon pode com as lendárias aves.
– Serio mesmo? Eu sobrevivi após cair na conversa de um Pokémon pilantra que me deixou de cara com Groundon e encontrei um dos poucos pontos onde ainda é possível evoluir! Não nos subestime. Podemos ter falhado uma única vez quando estávamos iniciando com nossas missões, mas nunca fomos fracos a ponto de abandonar alguém e nem orgulhosos a negar ajuda àqueles que não podiam pagar pelo pedido!!!
Shiftry calou-se após ouvir o sermão de Reita. Tempo suficiente para refletir sua próxima resposta. – Se são tão fortes assim, façam o que não fui capaz de fazer... salve minha equipe e proteja nosso mundo.
– É o que faríamos mesmo se você não pedisse. – Reita disse por fim, rumando de volta a base, sendo seguido por Uruha e Kai.
– Já voltaram? – Aoi perguntou com um tom meio de deboche ao ver o trio retornando.
– Nem fomos ainda Aoi. – respondeu Uruha ainda mantendo o mesmo clima zombador. – Temos acesso ao Mar das Tormentas onde daremos de cara com Kyogre. Mas precisamos de uma boa estratégia para invadir a área dele e colocá-lo para dormir de novo.
– Eu já me descarto dessa. – pronunciou-se Reita. – Ainda não me encontro em condições de lutar, sem mencionar que nosso inimigo é do tipo aquático.
– Você não duraria mesmo, Rei-chan. – concordou Ruki. – Eu irei. Sou do tipo elétrico, não é? Teremos uma vantagem.
– Estávamos mesmo contando com você chibi. – sorriu Uruha. – Eu irei, já que precisa de um Pokémon aquático para ter acesso ao lugar.
– Eu sou tipo fogo também, então passo. – Aoi já tirava o seu da reta.
– Já esperava por isso. – não se surpreendeu Kai. – E quanto ao nosso convidado?
– Estou esperando a hora certa para agir. – respondeu Absol. – Enquanto isso, peço a vossa permissão para permanecer aqui.
– Eu não me importo. – Reita deu de ombros. – Não tem como ele ser mais escandaloso que Aoi e Ruki juntos.
– Hey! – protestou os dois “acusados”
– Fique o tempo que quiser Absol, afinal você já nos foi de grande ajuda quando tivemos problemas com as aves lendárias. – Kai dava a palavra final. – Uruha, Ruki e eu vamos explorar o Mar das Tormentas e, com sorte, cumprir nossa missão com sucesso.
– Vocês conseguirão com certeza, isso é um jogo afinal. – Reita tentava incentivar a sua maneira. – Kai já aprendeu bem sobre cada item, não foi?
– Claro que sim, separei apenas o essencial para a missão.
– Então a vitória já é certa com certeza. – confirmou Reita. – Estaremos aguardando o retorno de vocês enquanto nos preparamos para enfrentar Groundon. E isso inclui você Aoi.
– Eu sei disso, ta Reita? Também quero sair daqui. – respondeu Aoi, quase que resmungando.
– Boa sorte aos senhores. – desejou Absol.
– Estamos de partida. – Kai tomava a frente do grupo, sendo seguido por Uruha e Ruki.
A partida final começou...
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