Notas iniciais
Goun ganha sua primeira batalha Pokémon contra um treinador, agora se prepara para seguir em frente na sua jornada Pokémon.

— O que? — disseram Goun, Will e Rusin ao mesmo tempo.
Rusin havia acabado de atender a sua porta e deu de frente com os dois caras que ele havia importunado mais cedo.
Já Goun e Will foram dormir na casa de Jon, como combinado mais cedo e tomaram um susto quando deram de cara com o "bêbado" Rusin.
— Quem é Rusin? — gritou Jon lá de dentro.
É para mim pai, posso resolver só! — respondeu Rusin. — Como vieram parar aqui seus moleques?
— Na verdade viemos à casa de nosso amigo Jon. — retrucou Will. — Ele nos convidou para passar a noite aqui até o trem partir pela manhã.
— Só que ele disse que seríamos bem recebidos por sua família — completou Gounford. — Não imaginava que isso queria dizer insultos!
Rusin ficou um pouco pensativo e depois abriu a porta para que os garotos passassem.
— Meu pai costuma lidar com cada um — comentou Rusin, mais como um pensamento em voz alta. — Venham aqui!
Os garotos perceberam que ele estava melhor, mas não recuperado por completo, por isso decidiram não retrucá-lo.
Foram até a sala e lá encontraram o velho Jon sentado no sofá assistindo televisão.
— Oi Jon — disseram juntos.
— Olá garotos — respondeu o homem de pijama. — Você não disse que era para você Rusin?
— Na verdade foi um pequeno engano que cometi — Rusin disse e murchou na mesma hora. — É que eu já havia visto eles antes e não imaginei que tinha amigos tão jovens.
Os três contaram o ocorrido para Jon.
— É filho, você me causando problemas novamente — disse Jon de forma rude. — Não sei mais o que faço com você.
Will se viu em uma situação complicada, não queria ver uma briga dessas. Então interrompeu Jon.
— Senhor, tivemos um dia e tanto hoje, acho que estamos todos cansados...
— Ah claro! — interrompeu Jon. — Me desculpe garotos. No fim do corredor tem um quarto de hóspedes, está tudo arrumado para vocês dois. Podem ficar à vontade e boa noite!
— Boa noite! — respondeu Will e Goun e seguiram para o quarto enquanto Jon repreendia seu filho.
— Nossa nunca que iria imaginar isso — disse Gounford surpreso. — Rusin filho do senhor Jon, soa até estranho.
— Realmente me pegou de surpresa — respondeu Will. — Mas parece que eles não se dão muito bem. Mas ok, deixe isso para lá, temos que descansar, daqui a pouco temos de estar na estação.
Os dois dormiram rápido, pois estavam muito exaustos.
Goun, Jon e Will estavam na estação esperando o trem sair. Não haviam visto Rusin ao saírem e Jon também não tocou no assunto.
O trem não demorou a estacionar na estação, todos entraram agora havia muitas pessoas no trem. O tráfego de pessoas entre Foremost City e Deep Quay era alto, já que lá era o único acesso para sair da ilha.
Goun e Will sentaram juntos, do outro lado do corredor Jon sentou sozinho. O trem já estava partindo quando um homem pulou para dentro assustando a alguns passageiros.
Ele rapidamente se dirigiu a poltrona de Jon e sentou-se. Jon levou um susto ao perceber de quem se tratava.
— O que está fazendo aqui Rusin?
Will e Goun se viraram na hora em que ouviram Jon falando.
— Resolvi tomar um rumo em minha vida — disse o decidido Rusin. — Vou me tornar um treinador Pokémon!
— Isso é ótimo filho — disse Jon orgulhoso. — Estava perdendo as esperanças com você.
Então depois disso tudo, seguiram viagem á Deep Quay.


Uma hora depois eles chegaram à parte mais legal da viagem. Era onde o trem passava por cima do mar, em uma ponte com trilhos que atravessava o braço de mar que formava a baía de Inland.
— UAU! — deslumbrou-se Goun. — É lindo. E pensar que estamos dentro de um trem que pesa muitas toneladas, em uma pequena ponte de ferro, no meio do mar, a cerca de 1.000 metros de altura!
— Não, nem me lembre disso, por favor — disse um Rusin muito enjoado. — Estou a ponto de vomitar a bebedeira de ontem!
— Realmente isso não é nada animador Goun — completou Will. — É até assustador.
— Essa foi à única coisa boa que Wildruff fez durante seu governo — falou Jon. — Mas foi só para conseguir gastar menos dinheiro com a exportação de minério.
— Sempre quis saber onde dava este trem — falou Goun. — sempre via ele partir lotado de minério quando criança, mas sempre voltava vazio. Esta ponte é muito resistente mesmo, chegava a contar 30 vagões cheios de minério.
— Na verdade já foi mais resistente — argumentou Jon. — Estou indo ao porto negociar com os exportadores uma nova quantia de investimentos, precisamos de muitos recursos para repará-la, já não argumentaria um trem tão cheio assim.


Já era mais de meio dia quando chegaram a Deep Quay. Ela não tinha o mesmo brilho de Central City, era mais um ajuntado de grandes galpões que serviam de armazém para as exportações e importações de Inland.
— Nunca tinha visto um navio de tão perto — disse Gounford. — Lá em Shanty Town da pra vê-los passar ao longe, mas de perto eles são realmente imensos.
— Meu querido Goun — disse Jon com um tom paterno. — Existe tanta coisa para você ver neste mundo. A cada nova cidade você irá se surpreender com algo é melhor se acostumar logo, antes que gaste seu tempo conhecendo novos lugares ao invés de treinar seus pokémon.
— Verdade — concordou Will. — Vamos pessoal, estou ansioso para conhecer o professor.
— Também quero pegar rápido minha licença — disse Goun. — Não vejo a hora de conseguir minhas insígnias.
— Então é aqui que nos despedimos garotos — falou Jon. — O laboratório do professor é na entrada do porto, boa sorte!
— Fica frio pai! — retrucou Rusin. — Não vou te decepcionar.
— Então adeus garotos — despediu-se Jon. — Passem lá em casa quando passarem em Foremost City.
Então o velho Jon se dirigiu ao porto. Enquanto os garotos foram em direção a saída de Deep Quay.
Logo ao saírem avistaram uma casa cercada de um vasto gramado com um grande portão à frente.
— Laboratório do Professor Howard— leu Will em uma placa. — Aqui está meu novo lar.
Estavam prestes a apertar o interfone quando um garoto chegou próximo a eles. Ele era alto, magro e com cara de poucos amigos.
Aproveitou o momento de espanto dos três e antecipou-se e apertou o interfone antes deles.
— Olá, quem é? — saiu à voz do interfone.
— Caio César, treinador de Johto, vim fazer minha inscrição na Liga de Inland.
O portão abriu automaticamente e Caio entrou sem sequer olhar para algum dos treinadores que estavam ali.
— O que foi isso? — perguntou Rusin. — Que cara esnobe!
— Não sei Rusin — respondeu Goun. — Mas se quisermos saber teremos que entrar.
— Estão esperando o que? — disse Will a meio caminho da mansão.
A porta estava aberta, devia ter sido deixada assim pelo tal do Caio pensou Will. Inclusive ele estava pensando em muitas outras coisas, afinal, não conhecia muitos treinadores, será que seria fácil lidar com ele? Um dia antes tinha conhecido o tal do Ramen, ele até que era legal, mas parecia gostar de judiar com os pesquisadores. Agora este treinador frio e folgado que nem sequer acenou para eles. Tinha uma vida tranquila em Punter City, será que a nova vida seria melhor?
Assim que entraram deram de cara com uma cena no mínimo inusitada.
O Professor Howard estava tentando remover um casco vermelho de dentro da boca de um pokémon roxo e por mais que se esforçasse não conseguia mover seque um centímetro.
— Será que todo aluno do Professor Carvalho tem que ser retardado? — perguntou Caio que estava sentado em uma poltrona esperando que aquilo acabasse logo. — Saí de Johto pensando que iria me livrar da corja de pesquisadores retardados, mas parece que este continente já foi infectado.
— Não é bem assim — disse um garoto que estava recostado a uma porta do outro lado da sala. — Ele veio com esse vírus de Kanto. Eu como cidadão de Inland, não fui e nem serei infectado por tamanha idiotice!
— Do que vocês estão falando? — perguntou Will quase gritando. — Pesquisadores Pokémon não são idiotas e muito menos retardados! Nós somos os responsáveis por descobrir os mistérios do mundo Pokémon e por guiar vocês treinadores, que muitas vezes são mal agradecidos e estúpidos com nós!
Todos pararam em um silêncio mortal e ficaram olhando para Will. Até que o casco que estava na boca do Pokémon roxo caiu sozinho e dele revelou-se ser um outro Pokémon.
Finalmente! — falou o Professor Howard pela primeira vez. — Acho que os gritos do Will assustaram o Shuckle e ele finalmente saiu da boca do Loudred.
— É... Desculpe-me Professor — lamentou-se Will. — É que não consegui me controlar diante de tamanha ofensa!
— Fique tranqüilo Will — acalmou o Professor. — Você não falou nada de errado e ainda resolveu um problemão com seus gritos.
Will deu um sorriso sem graça enquanto os outros o observava.
— Mas vamos ao que interessa — completou o Professor. — Sigam-me até o laboratório.
Assim todos seguiram o Professor Howard até o laboratório, ele levava consigo o Shuckle e o Loudred vinha logo atrás dele.
Ao chegarem no laboratório o Professor pegou duas pokébolas e chamou os Pokémon de volta, em seguida guardou as pokébolas. Arrumou mais algumas coisas e disse:
— Bem garotos, bem vindos ao meu laboratório! Eu sou o Professor Howard e vim de Kanto, fui designado para ser o pesquisador responsável por guiar os treinadores que pretendem disputar a Liga de Inland. Este garoto — ele apontou para Will. — É o Wilzard, meu mais novo assistente e aquele que irá mais os ajudar quando precisarem de algo no laboratório, então acho que ele merece o respeito de vocês!
Rusin e Goun acenaram com a cabeça concordando, o outro garoto não se moveu e Caio fez uma cara de protesto, mas não disse nada.
Contente, o Professor seguiu para um grande telão e começo a interagir com ele, Gounford que pouco conhecia sobre a tecnologia ficou deslumbrado com o aparelho.
— Vamos às inscrições, um de vocês venha até aqui e diga seus dados.
E assim foi um por um até que o Professor terminasse com todos. Assim que terminou foi até uma gaveta e de lá retirou três aparelhos que tinha o tamanho de um caderno, mas que era mais fino e não tinha botões.
— Aqui está Gounford, Rusin e Miles (o outro garoto). Essas são suas pokédex. Nelas há um banco de dados com os seus dados e com informações dos Pokémon que encontrarem!
Todos os três ficaram olhando deslumbrados para o aparelho.
— Agora Caio preciso de sua pokédex para atualizá-la — continuou o Professor. — Caio deu sua pokédex para o Professor e ele a colocou em uma máquina que parecia transferir os dados para a nova pokédex. — Ok, aqui está sua nova pokédex, já está com todos os dados da antiga. Esta pokédex é fácil de usar, pois ela é totalmente touch screen, ou seja pode ser manejada sem botões.
— Muito obrigado Professor! — disse Goun. — Agora poderei desafiar os ginásios e conhecer melhor os Pokémon!
— Isso mesmo Goun — falou Rusin. — agora podemos ter aquela revanche...
— Obrigado Professor Howard — agradeceu Miles. — Vou indo embora, pois ainda quero pegar o trem para Foremost City hoje.
— Valeu Howard — falou Caio. — E desculpe pelos insultos, é que estou muito estressado com a viagem e ansioso para ganhar logo esta liga.
Ao falar isso, Caio retirou-se do laboratório seguido por Miles.
— É Will, também vou indo — disse Goun. — Vou direto para casa desafiar o ginásio de lá, espero que nos encontremos em breve e obrigado novamente pelas dicas!
— Sem problemas — respondeu Will. — E sempre que precisar ligue. E Rusin vê se não faz feio, seu pai parece acreditar em seu potencial!
— Pode deixar, vou orgulhar o velho! — respondeu Rusin.
Eles se despediram e Rusin e Goun seguiram para a estação.


Miles e Caio já haviam chegado à estação, eles estavam sentados longe um do outro como se não se conhecessem. Além deles só havia mais um garoto que estava sentado entre os dois e que também aparentava não conhecer nenhum dos dois.
— Poderiam ter nos esperado, sabiam que vínhamos para cá — disse Rusin para que os dois ouvissem.
Caio o ignorou como sempre, mas Miles disse:
— Costumo andar de patins, não teria paciência de esperar vocês.
— Ei cara, você é muito chato, não fala com ninguém e parece que tá de mau humor o tempo todo! — bradou Rusin. — tenho certeza que é porque não sabe usar seus Pokémon e deve ficar imaginando o quanto eu devo ser poderoso!
Rusin riu em desafio a Caio. Caio olhou para ele e finalmente disse:
— Não costumo perder tempo com perdedores, mas também não deixo passar uma luta, vai ser ótimo derrotá-lo enquanto espero o trem!
— Então vamos nessa perdedor!

Notas finais
As amizades aumentam cada vez mais na jornada de Goun, mas alguns deles parecem ser bem esquentados, como esse grupo seguirá em frente?