Pokémon: Unovas Mystery
12 Praga de Joltik
Notas iniciais
Avisando: este não se trata que uma história infantil como os outros. Com a entrada da Equipe Plasma,as coisas ficarão um pouco mais sérias. Mas, enfim, espero que gostem.
A noite seguia fria pelas ruas de Mistralton. O vento uivava misterioso, enquanto a lua cheia teimava em iluminar aquela escuridão. A maioria das pessoas estava dormindo, apenas alguns policiais faziam a ronda noturna. Mas outras duas pessoas também jaziam acordadas, se esgueirando por uma estrada no norte da cidade.
— Estamos longe? – perguntou um deles.
— Não muito. – respondeu o outro, observando as placas – Aposto que chegamos lá em 5 minutos.
— Espero. O chefe não ficará nada feliz se nos atrasarmos.
- Sim, sim... – disse o outro, olhando para o longe. Um brilho riscou o céu, provavelmente algum avião que iria para o Aeroporto de Mistralton. Coincidentemente, este era o mesmo destino daquelas duas pessoas que conversavam.
- Vai, vamos andando. Nossa passagem é para o voo das 23h00min, tá lembrado? São quase 22h40min!
— Ok, ok... – respondeu o outro, observando ao redor – Vamos andando...
E assim fizeram. Caminharam silenciosamente pelas ruas, chegando cada vez mais perto do aeroporto. A fraca iluminação artificial não os deixava muito expostos, o que fazia que suas identidades continuassem um mistério. Mas, se prestasse bem atenção, era possível notar uma passagem de avião levemente exposta no bolso de cada um. E se você conseguisse ler, estaria escrito: Destino: Cidade de Castelia.
Os dois conseguiram percorrer cerca de 3 quarteirões antes de tudo dar errado. A primeira coisa que anunciava seus imutáveis destinos foi o som de metal sendo amassado vindo de um beco à esquerda.
— O que foi...? – antes que o homem pudesse completar, uma lata de lixo de ferro parcialmente rasgada foi arremessada, não acertando a cabeça de um deles por pouco e se chocou contra a parede de um prédio à direita, espatifando-se. Certamente, quem jogou aquilo tinha bastante força.
- Diabos! – um deles gritou surpreso. Em seguida, tampa da lata de lixo foi arremessada, atingindo a base de um poste de luz, fazendo ambos serem esmigalhados. A surpresa e o medo eram aparentes no rosto dos dois homens.
- Melhor nós... – começou o primeiro.
-Corrermos! – completou o outro, enquanto já acelerava o passo na rua. Mas ele nem notou os olhos vermelhos que o espreitavam da escuridão.
— Haaar... – grunhiu a coisa, que logo em seguida, passou a segui-los, escondida pelas sombras.
Depois de correr bastante, quase chegando ao aeroporto, os dois homens pararam para descansar. Tinham uma aparência cansada e amedrontada. Afinal, o que seria forte o suficiente para rasgar metal ao meio? Um Pokémon? Apenas um bem treinado poderia conseguir tal feito.
Mas eles ainda não estavam totalmente livres. Vindo escondido pelas sombras de um prédio, a criatura se aproximava cada vez mais. Sua silhueta podia ser vista. Era algo reptiliano, bípede, alto, bem maior que os dois homens. Mas a parte mais assustadora eram as duas presas, enormes, parecidas com machados que saíam da lateral de sua boca. E com certeza, não estava ali para brincar de batalha Pokémon. Ele tinha naquelas duas pessoas um alvo e não ia cessar até conseguir o que queria.
— Este é um... – gaguejou o primeiro.
— Haxorus! – terminou o segundo, sacando uma Pokébola. – Cara, precisamos nos livrar dele, rápido! Vá, Liepard!
— Concordo! — o outro também sacou a Pokébola – Krokorok, para a luta!
Os dois Pokémons noturnos apareceram no campo de batalha, olhando ameaçadoramente para o dragão. Mas Haxorus sequer olhou para eles. Era poderoso demais para perder tempo com Pokémons insignificantes como aqueles.
— Use o Rasgo Noturno! – ordenou o dono de Liepard e no mesmo momento, o ágil felino saltou para cima do oponente e com as garras brilhando em negro, arranhou a barriga do dragão. Mas este nem parecia ter sentido alguma coisa.
— Minha vez! – disse o outro – Krokorok, Mordida!
O crocodilo de terra então avançou correndo e cravou os dentes no braço esquerdo de Haxorus, mordendo com o máximo de sua força. Mas o dragão ainda não parecia sentir nada.
— Caramba, mas o que diabo...? – assustou-se o dono de Krokorok.
— Cara, acho que esse Haxorus não é normal. – comentou o outro – Ele deve ter um treinador muito forte.
Haxorus assentiu com a cabeça, sério, como se entendesse o que aqueles dois estavam falando e concordasse com aquela opinião. Mas ele não tinha tempo para isso. Em seguida, abriu sua boca, deixando bem à mostra aquelas duas afiadas presas em forma de machado e liberou um poderosíssimo Hiper Raio que nocauteou na mesma hora tanto Liepard quanto Krokorok, liberando uma forte nuvem de poeira na rua. Os treinadores, atônitos, nada puderam fazer além de recolher os Pokémons nas Pokébolas e ficarem olhando o dragão lentamente se afastar dos dois.
— O que ele está fazendo? – estranhou um deles, mas estranhamente começou a sentir um calor na espinha. Quando ele se virou, gritou o mais forte que pode com a visão que teve.
O outro o imitou quando viu aquele ser flutuando acima do chão, os olhos amarelos fitando ambos os homens com fome. E aquele Pokémon tinha fome de vidas.
— Chandelure... – disse um deles, sem acreditar no que estava vendo.
— Chaan... – riu o fantasma, enquanto abria sua boca, revelando um inferno de chamas azuis dentro dele. Foi se aproximando cada vez mais, até que ambos os homens perdessem os sentidos. Caíram no chão e para eles, tudo ficou negro.
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- Hoje pela manhã foram encontrados alguns pertences pessoais, como documentos, Pokébolas, entre outras coisas em uma rua da cidade de Mistralton, mas sem os donos.- Dizia uma linda mulher que apresentava o noticiário na Televisão, enquanto a vista aérea de uma rua de paralelepípedo era apresentada - Não se sabe muito sobre os homens que possuíam estes pertences, apenas que seus nomes eram Marcus High e Chad Hired e ambos nasceram na cidade de Opelucid. Algo que chamou muita a atenção dos policiais que investigam o caso é que os dois possuíam carteiras de identificação de uma tal Equipe Plasma, mas nada ainda foi confirmado pelas autoridades. Os donos estão desaparecidos. Nenhum deles veio recuperar os pertences até agora, mas a polícia continua esperando.E a seguir, em Unova News...
— Cara, eu estou te falando! – insistia Len, ao telefone – Estes eram aqueles mesmos agentes da Plasma que vimos na caverna!
— Como você tem certeza, Len?
- Carter, eu vi as fotos deles quando foram mostrados os documentos. Eram eles mesmos! Tenho certeza!
— Bem, cara... Por que os dois estariam desaparecidos?
- Você não presta atenção mesmo, né? – perguntou o loiro – Lembra que o chefe deles, lá na caverna disse que iria... Silenciá-los? Esse é o motivo, mano! Precisamos mesmo ficar atentos à isso! Eles fizeram os dois agentes desaparecerem como poeira porque sabiam do plano deles. O que acha que eles não vão fazer com nós dois? Eles já nos conhecem e sabem que somos espiões na base deles.
— Len, olha o exagero... Podem ter sido apenas vítimas de Pokémons selvagens e...
- Pokémons selvagens, Carter? Em uma cidade grande como Mistralton? E ainda perto do aeroporto? Ridículo! Cara, para qualquer Pokémon ter entrado lá, tinha que ser muito corajoso mesmo! Ou muito estúpido! Ou muito curioso! E não consigo pensar em algum que seja tudo isso ao mesmo tempo. Para ser um Pokémon, ele tem que estar determinado: ter um alvo. E era isso que aquele chefe passou pros Pokémons dele.
— Len, não tenho tempo para isso agora, ok? Quando você finalmente desistir destas loucuras, me liga para a gente conversar seriamente. Tchau!
- Tchau, maninho. Mas escuta o que estou te falando, Carter. Eu não quero que ao invés de dois homens, um dia seja você sendo apresentado como desaparecido na TV. Nós somos amigos e precisamos nos unir.
— Tá de boa. Até mais! – e com isso, Carter desligou o telefone.
Len ficou deitado em seu quarto, acompanhado de seu Klink, apenas observando a Televisão. Espero que eles tenham nos esquecido, pensava ele.
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- Bem pai, onde estávamos mesmo? – perguntou Carter, sentando-se no sofá de casa. Uma batalha, envolvendo Alder, o atual campeão da Liga de Unova e um treinador desafiante, passava na televisão, mas Carter não prestava atenção. Ele apenas queria prestar atenção na história que iria ouvir.
Clay estava vestido como sempre: camiseta rubra com um colete marrom por cima, gravata azul, uma calça marrom também e sapatos escuros. Em sua cabeça repousava seu inseparável chapéu. Naquele momento, o líder de Ginásio não demonstrava sua habitual confiança de quando enfrentava um treinador. Ele parecia cansado. Olhava com olhos tristes para o Ginásio do outro lado da rua, enquanto bebia de um copo de cerveja.
— Bem, Carter... Eu estava lhe contando como eu saí do desabamento da Arena B. – disse ele.
— Ah, sim, termine de contar.
— Bem, depois que a Arena desabou, eu só tive tempo de recolher o Excadrill e então, tentar me proteger em algum lugar. Aconteceu que consegui, por sorte, me esconder embaixo de uma saliência que havia na parede. Esperei até o desabamento acabar e fui tentando sair de lá aos poucos, com a ajuda de meu Krookodile. Mas, infelizmente, enquanto eu tentava sair, uma de minhas tentativas de retirar uma pedra do caminho acabou por liberar outra que estava em cima, que caiu em cima de mim. Devo ter desmaiado algum tempo depois disso. Mas, felizmente, quando acordei, eu estava vendo uma luz acima de mim. Foi quando percebi uma lanterna. Os policiais haviam me achado. Depois disso, quiseram me levar até o hospital para ver se estava tudo bem, mas preferi vir para casa e ver se o meu filho estava aqui. E por sorte está, são e salvo.
— Sim, pai!
— Mas algo que eu não entendi... Quando eu cheguei, você chamou pelo Tio Carlos. Por quê? O Tio Carlos está trabalhando em Castelia. Eu até o chamei para assistir nossa batalha, mas...
— Bem, é que... Ele esteve aqui e foi ele quem me ajudou a sair do Ginásio.
- O que? Ele esteve aqui? Carter Clay, conte-me tudo o que aconteceu desde a batalha no Ginásio!
- Bem, ok... – e Carter continuou, narrando tudo, desde que acordou embaixo das pedras, a ajuda de Deino, as Durant’s , a volta de Drilbur, a batalha, a ajuda inesperada do Tio Carlos e como eles saíram de lá. Mas o garoto preferiu deixar de lado a parte em que ele e Len haviam conhecido a Equipe Plasma. Isso poderia assustar demais à Clay e ele ainda não tinha certeza de nada quanto aquilo. Preferiu manter sigilo. Mas, no geral, conseguiu fazer uma boa história.
— Entendo... – respondeu o líder de Ginásio, sentando-se em uma cadeira. Bebericou mais um pouco da cerveja e voltou a falar – Fico feliz em saber que pensou rápido, garoto. Já enfrentei diversas situações assim em minas pelo mundo. Teve uma vez em Sinnoh, que eu estava escavando com alguns amigos meus em Oreburgh, quando...
— Pai... – repreendeu o filho – Eu já ouvi essa sua história dezenas de vezes. E não quero ouvir de novo como você e o Roark saíram da Mina, mesmo tendo que enfrentar aquela serpente de pedra gigante... Onix, não é?
- Exatamente... Eu era ainda só um moleque. Tinha só meu parceiro Drilbur ainda.
— Legal... Enfim, é bom saber que você está em casa, pai. Eu estive muito preocupado com você. – disse Carter, voltando sua atenção à TV. A batalha entre Alder e o tal de William estava quase no fim. Ambos apenas tinham seus últimos Pokémons e os dois estavam bastante enfraquecidos. Bastava um movimento errado e Alder perderia seu título de campeão. Mas a luta tomava um rumo excitante para Carter.
“ — Há, rapaz... Faz tempo que não enfrento um adversário forte assim... – zombou Alder, com sua voz rouca – Você realmente me surpreendeu, garoto.
— E aposto que surpreendo ainda mais. – o desafiante piscou e voltou seus olhos para o seu Pokémon – Mandibuzz, use a Fúria dos Pássaros.
A obediente abutre levantou voo e com as asas estendidas, desceu em uma forte rasante pelo campo, enquanto o corpo ia sendo tomado por uma energia vermelho alaranjada, com a ponta do bico envolta em um brilho azul. Um segundo depois, o voador atingia certeiramente o lombo do Bouffalant do Campeão de Unova. No entanto, o bisão apenas deu alguns passos para trás, mas sem se abalar muito. Enquanto isso, a abutre apenas aparentava estar mais machucada.
— Hahaha! – riu-se Alder – Um bom movimento, novato. Eu realmente não esperava por um movimento deste nível, mas certamente queria que você entendesse mais dos Pokémons. Enquanto você ordenou este movimento físico para o seu Mandibuzz, fiquei tranquilo, pois sabia que a capacidade de ataque dele era baixa em relação à alta defesa do Bouffalant. E, além disso, o Fúria dos Pássaros é um movimento que causa danos ao próprio usuário. Você apenas desgastou ainda mais o seu último Pokémon.
- Mas eu... – gaguejou o William, surpreso pelo conhecimento do campeão.
— Sem “mas”. Você venceu nos Oito Ginásios de Unova e ainda na Elite dos 4 inteira. Era de se esperar que um treinador assim soubesse pelo menos isso. Mas tudo bem, vou acabar com esse sofrimento aqui, para você aprender mais e voltar para me desafiar mais tarde, garoto. – piscou Alder – Bouffalant, use a Dança das Espadas seguida do Giga Impacto!
O bisão bufou e seus chifres começaram a brilhar levemente em uma tonalidade verde, enquanto ele rodopiava e dava coices no ar, cada vez mais aumentando sua força física com esta dança maluca. E antes que o desafiante pudesse ordenar qualquer coisa, Bouffalant disparou como um torpedo em direção à abutre, envolto em energia roxa e atingiu-a certeiramente no peito. Mandibuzz rodopiou no ar e em qualquer esperança de se manter de pé, caiu desmaiada.
— A batalha está encerrada! – gritou o juiz, que arrancou aplausos da plateia – E Alder é o vencedor, mantendo o título e campeão pelo segundo ano consecutivo! “
— Cara, que sonho... – murmurou Carter, desligando a televisão e caminhando até a cozinha – Será que um dia eu chego lá? Tipo, enfrentar o Campeão de Unova?
— Acredite que sim, filho. – respondeu Clay – Afinal, você está ainda no começo de sua jornada. Faltam ainda sete insígnias para você recolher. E um continente inteiro para você percorrer. Portanto, não pense no futuro. Apenas foque no presente.
- Tá certo. – concordou Carter.
— E por falar em presente, tem algo que eu preciso te dar... – Mas Clay foi interrompido por um chiado e logo em seguida um estrondo vindo do lado de fora. Foi quando as luzes apagaram e o ventilador parou de girar.
— Acabou a luz? – perguntou o garoto.
— Só tem um jeito de descobrirmos... – respondeu seu pai ajeitando o chapéu – Vamos lá fora.
X
A visão não era das mais agradáveis. Focos de incêndios se espalhavam pela cidade inteira. Fios elétricos cortados jaziam nas calçadas e a multidão fazia um alvoroço. Muitos soltavam os Pokémons, mas Carter não entendia o motivo.
— Sargento Bill? – Clay cutucou o homem que estava à sua esquerda.
— Se não é Gerald Clay! – o homem abriu um sorriso. Era um cara magro, com cabelos castanhos caindo até a altura dos ombros. Tinha dedos longos e pernas compridas. Vestia naquele momento um uniforme de polícia completamente branco, com um distintivo colado ao peito que demonstrava sua autoridade. As calças estavam alguns números maior do que as que ele deveria usar, mas lhe caiam bem graças ao cinto de couro negro que usava. O sapato branco parecia ser feito de leite, de tão limpo que estava. Um chapéu também branco estava acomodado sobre sua cabeça. Parecia um rancheiro rico da Área Rural de Driftveil, mas na verdade era o sargento da cidade. E quase sempre, quando aparecia, significava que algo ruim tinha acontecido. Ao seu lado estava de pé e atenta uma magnífica Zebstrika, provavelmente aquela que servia-lhe de montaria durante suas patrulhas pelas ruas.
— É bom revê-lo. – disse o líder de Ginásio – Como vai sua filha?
— Bem, bem. Está estudando na Universidade de Nimbasa. Já tem uma casa lá. Está morando com o namorado.
-Legal. Ela já tem quantos anos? Vinte? Rapaz, eu lembro de quando eu vi com 3 aninhos... Como o tempo passa. Mas, deixando o papo para outra hora... O que diabo está acontecendo aqui? – perguntou Clay.
— Rapaz, você não vai acreditar. – o sargento retirou o chapéu da cabeça e passou a mão pelos cabelos cacheados. Estava claramente preocupado – Parece que é algum tipo de invasão de Pokémons selvagens. Chegaram da Rota 6 há alguns minutos. E estão zoneando por aqui.
— Que Pokémons que são? – Carter se intrometeu na conversa.
— Bem, parece que são algum tipo de inseto. Mas o pessoal não está me contando direito. Cheguei agora pouco. Sei tanto quanto vocês. – respondeu Bill.
— Precisa de alguma ajuda? – perguntou Clay.
— Não, não... Apenas quero descobrir o que é que está fazendo esta zona por aqui. Mas eu e a Zebstrika damos conta. Não é, zebrinha?
O Pokémon relinchou e bateu o casco. Para Carter, aquilo era uma resposta do tipo: “Não estou a fim de trabalhar”. Mas o sargento parecia entender como um Sim.
— Carter? – chamou uma voz da multidão.
— Len, cara! – respondeu o moreno – O que faz aqui, camarada?
— Oi, vi assim que ouvi os estrondos. – respondeu ele, saindo do meio das pessoas – Soube que a coisa tá feia por aqui, parceiro.
— Como assim...?
— Venha comigo. – chamou o loiro, e começou a caminhar rua abaixo.
Carter o seguiu e a visão que teve não foi animadora. Enquanto observava, dezenas, talvez uma centena de Pokémons pequenos atacava o Clube de Batalhas da cidade, desferindo descargas elétricas e mastigando as paredes ao mesmo tempo. Era uma verdadeira destruição.
— O que são estes Pokémons? – indagou Carter, surpreso.
— Joltik. – respondeu o loiro – Máquinas de destruição. Normalmente eles não vem à cidade, mas alguma coisa na Caverna de Pedra Carregada os trouxe aqui. Você tem algum palpite do que seja?
- A tal da Equipe Plasma?
— Exatamente! Aposto que eles fizeram alguma coisa que assustou os Joltik. Por causa disso, eles vieram para a cidade.
— Bem... Não sei o que podemos fazer quanto à isso. A Equipe Plasma é responsabilidade da polícia, mas quanto aos Joltik... Podemos ir lá brincar um pouco, né? – sorriu o moreno.
— Carter, você só pensa em farra, né? – o loiro reprovou – Mas... Sim, podemos ir lá “quebrar o pau” com esses Joltik!
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- Klink, eu escolho você! – gritou Len, arremessando sua Pokébola. Esta se chocou contra a calçada e liberou de um raio azul o Pokémon engrenagem, pronto para a batalha.
— Vamos nessa, Drilbur! – chamou Carter, arremessando também a sua Pokébola. O objeto rasgou o ar e liberou a toupeirinha, que afiava suas garras para a luta.
Apesar dos dois garotos querendo a batalha, nenhum dos Joltik pareceu dar atenção a eles. Continuavam indiferentes, mastigando e eletrocutando o Clube de Batalhas. Naquele momento, uma multidão já se ajuntava ao redor. Muitos liberavam seus Pokémons, mas tinham receio de atacar a praga de Insetos. O dono do Clube de Batalhas estava ainda dentro do recinto, tentando abrir a porta. Mas esta estava emperrada pelos Pokémons insetos.
— Vamos ter que chamar a atenção deles – afirmou Carter – Drilbur, use o Tapa de Lama!
— Klink, Canhão de Luz!
Se queriam chamar a atenção, conseguiram. Enquanto Drilbur disparava blocos de lama e Klink liberava um enorme raio de luz prateada, os Joltik paravam o que estavam fazendo para observar quem estava os atacando. E assim que notaram, parte do enxame avançou, como um pequeno exército, para cima dos dois Pokémons.
— Cara, eu não me dou bem contra enxames de Pokémons insetos. Da última vez precisei da ajuda do meu tio. – comentou o moreno.
- Seu tio não está – afirmou Len – Mas desta vez você está na cidade. Se a coisa ficar feia, é só a gente correr.
— Tá certo! – confirmou Carter –Então, Drilbur, Garra Sombria!
— Klink, use a Tempestade de Areia para dar suporte!
A toupeira avançou, sem hesitar. Logo que levantou suas garras, as mesmas foram tomadas por sombras negras. Então, ele desferia poderosos arranhões fortificados pela energia do tipo Fantasma entre os Joltik. Ao mesmo tempo, Klink rodopiava seu corpo mais atrás, liberando de seu corpo areia que tomava o campo, criando assim uma forte tempestade de areia que raspava e violentamente machucava o corpo dos insetos. Felizmente, nem Klink nem Drilbur eram prejudicados pelo movimento, pois eram dos tipos Metálico e Terrestre: imunes às tempestades de areia.
— Drilbur, use o Cavar! – ordenou Carter.
O movimento foi executado com precisão. Drilbur rapidamente saltou ao ar e quando descia, juntou os braços na frente da cabeça, escavando a terra e mergulhando no subsolo. Felizmente, estavam em uma praça com chão de terra na frente do Clube de Batalhas, o que ajudava um pouco. Se estivessem no asfalto, este movimento seria completamente inútil. Porém, algo que intrigou o treinador da toupeira foi que desta vez parecia que Drilbur estava bem mais rápido. Seria apenas impressão?
— É a habilidade dele. – explicou Len, como se lesse pensamentos – Agito de Areia. Essa habilidade faz com que o Pokémon fique duas vezes mais rápido durante uma Tempestade de Areia, que é o caso.
— Maneiro... – murmurou Carter – Drilbur, então vamos aproveitar isso! Saia da terra, ataque e cave de novo! Mantenha isso numa repetição!
A única resposta que obteve foi a visão das duas garras sujas da toupeira emergindo do solo e arranhando violentamente três Joltik que ali estavam. Assim que os três caíram fora de combate, a toupeira velozmente retornou ao solo para sair segundos depois do outro lado da praça, nocauteando mais dois insetos. E no segundo seguinte, voltou ao subterrâneo. Realmente, a velocidade de Drilbur estava invejável naquele momento. E este processo foi repetido mais três vezes, até que um dos Joltik decidiu atacar. Este obviamente também tinha uma velocidade prodigiosa, porque no momento em que Drilbur saltou do solo pela quarta vez, o inseto disparou um Tiro de Estilingue que no mesmo momento enrolou o corpo da toupeira em seda, imobilizando-a.
— Drilbur! – gritou Carter, mas logo em seguida, teve outra surpresa. Os Joltik restantes começaram a disparar mais Tiros de Estilingue, todos atingindo certeiramente Klink e o enrolando na seda. Em pouco tempo, os dois Pokémons do time de Carter e Len estavam completamente imobilizados, presos em camadas de teia. Convencidos, os Joltik começaram a andar em direção aos dois Pokémons, visando leva-los para sua toca, onde decidiriam o que fazer.
— Klink, tente sair daí, amigão! – gritou Len, correndo para perto do Pokémon. No entanto, ele já estava cercado de Joltik e no momento em que tentou se aproximar, levou uma forte descarga elétrica dos insetos, que o fez cair no chão. Realmente, ele não poderia ajudar. Klink e Drilbur estavam por conta própria.
— Drilbur, vamos lá! – gritou Carter – Você consegue! Passamos por dezenas de outros desafios! E não será um grupo de aranhas miúdas mal-encaradas que vai nos derrotar!
Aquilo pareceu fazer surtir algum efeito. Repentinamente, o garoto começou a sentir como se houvesse esperança. E no mesmo instante, parte do casulo de seda onde Drilbur estava preso rasgou. E de lá de dentro, reluzentes garras prateadas surgiram, terminando de rasgar a teia. E continuando com a Garra de Metal, Drilbur avançou correndo, ainda com a velocidade aumentada pela Tempestade de Areia que rugia na pracinha e desferiu dois arranhões no casulo de seda de Klink. O mesmo rasgou e a engrenagem flutuou para fora, alegre por ter sido salva.
— Muito bem, Drilbur! – elogiou Carter – Agora vamos mostrar para estas aranhas quem manda aqui! Use o Tapa de Lama seguido da Garra Sombria!
A toupeirinha realizou ambos os golpes, enchendo a cara dos Joltik com lama e logo em seguido, arranhando dezenas deles com suas potentes garras envoltas sem sombras. E quando os insetos pensavam em revidar, carregando energia elétrica, Drilbur novamente atingiu-os com lama, nocauteando mais alguns na hora.
— Klink, nossa vez! – anunciou Len – Canhão de Luz seguido de Raio Carregado!
A engrenagem não hesitou e de seu corpo liberou um poderoso raio prateado que atingiu uma boa parte dos Joltik. E logo em seguida, a engrenagem começou a rodopiar, enquanto uma forte carga elétrica era acumulada em seu corpo metálico. E então, após um bom período de carga, disparou um reluzente raio elétrico que nocauteou alguns insetos. Mas ainda sobravam muitos.
— Jool. – grunhiram os Pokémons. Eles começavam a se agitar. Começaram a se entreolhar e então, todos eles começaram a emitir sons agudos e irritantes. Carter e Len foram obrigados a tapar os ouvidos enquanto os Joltik recuavam pela rua. Mas, repentinamente, um grande Pokémon saltou do telhado do Clube de Batalhas. Parecia bastante com os Joltik, mas era maior e bem mais poderoso. E provavelmente era o líder do bando.
— Um Galvantula! – gritou Len, recuando – Eu nunca tinha visto um selvagem! São extremamente raros e vivem apenas dentro de colônias de Joltik.
— Mas por que ele está aqui? – indagou Carter.
— Bem, se a Equipe Plasma estava mantendo operações dentro da Caverna da Pedra Carregada, o Galvantula provavelmente deve ter se sentido incomodado. Então ele ordenou que os Joltik procurassem um novo lar para eles. E devem ter escolhido o Clube de Batalhas. E o Galvantula estava lá em cima para supervisionar. Quando ele viu que a coisa estava ficando feia para os Joltik, ele decidiu ajudar.
— Droga! – reclamou o garoto – Mas agora não tem tempo para recuar. Vamos nessa, Drilbur! Use o Garra Sombria!
A toupeira rapidamente preparou o golpe a partiu para o ataque, mas velozmente a aranha elétrica saltou, fazendo Drilbur passar reto por ela e se esborrachar no chão. Assim que Galvantula se voltou para ele, cuspiu fortes fios de seda que prenderam e imobilizaram o Pokémon terrestre, impedindo-o de se mover ou se libertar.
— Klink! Nossa vez! – gritou o loiro – Use o Canhão de Luz!
O Pokémon metálico disparou seu raio, mas agilmente o inseto desviou-se saltando para o lado e começou a escalar o Clube de Batalhas. Chegando ao telhado, liberou de seu corpo um forte Trovão que atingiu Klink e o fez ser arremessado para trás, chocando-se contra uma árvore do parque.
— Amigão! Você está bem? – perguntou Len. Mas teve como resposta apenas o silêncio de seu Pokémon nocauteado – Tudo bem, retorne..
— Drilbur! – chamou Carter – Tente se libertar daí!
Mas desta vez não houve sucesso. Os fios de seda de Galvantula eram bem mais resistentes e nem mesmo as poderosas garras metálicas da toupeira puderam fazer efeito.
— Não vai funcionar... – admitiu Carter.
— E na hora certa o herói chega para salvar o dia! – gritou uma voz conhecida na multidão – Zebstrika, use o Superaquecimento!
Antes que os dois garotos pudessem identificar quem é que estava os ajudando, uma grande zebra surgiu do meio das pessoas que assistiam à luta e de sua boca cuspiu uma coluna de chamas que encobriu Galvantula por completo. E quando a aranha tentava escapar, mais um jato de fogo foi disparado, nocauteando-o. Assustados com a derrota de seu líder os Joltik restantes rapidamente saíram correndo, em direção à Rota 6.
— Eu conheço esse Zebstrika... – murmurou Carter – É o Pokémon do Sargento Bill!
— Exatamente, meu caro! – confirmou o sargento, caminhando lentamente para o lado do garoto – Desculpem a demora. Acabei me divertindo com o papo com seu pai.
— Desculpe-me... – disse Clay, se aproximando dos jovens.
— Valeu pela ajuda... – agradeceu Len.
— Pois é! – concordou Carter – Se não fosse pelo Sargento, meu Drilbur teria virado comida e... Espere! O Drilbur ainda está preso!
Desesperado, o garoto correu até onde sua toupeira estava, mas não conseguia liberá-lo da forte teia do Galvantula, por mais que tentasse rasgar os fios. Foi quando Clay se aproximou.
— Quer ajuda? – ele perguntou.
— Quero... – aceitou Carter.
— Excadrill, saia e use a Garra de Metal! – o pai lançou sua Pokébola e sua forte toupeira blindada desferiu dois arranhões metálicos na seda que prendia Drilbur e em um instante, o Pokémon de Carter estava livre.
-Drilbur! – gritou o garoto, abraçando o Pokémon – Que bom que você está bem.
— Driiil!
— Excadrill, bom trabalho! Agora, retorne. – um raio de luz vermelha tomou conta da toupeira de Clay e em um instante, ele estava de volta em sua Pokébola.
Logo atrás deles, se aproximavam-se Len e Bill montado em sua Zebstrika.
— Vocês dois fizeram um bom trabalho – elogiou.
— Obrigado! – responderam os jovens em uníssono.
— Mas agora eu preciso descobrir o que levou aqueles Joltik a saírem de seu habitat para virem para a cidade. – disse o Sargento.
— Bem, na verdade... – começou Len, querendo contar o que sabia. Mas logo recebeu um olhar reprovador de Carter. Não conte nada, era o que o moreno queria dizer. Len se calou.
— Mas agora precisaremos dar um jeito de reformar todos os estragos que os Joltik fizeram pela cidade. Levará algum tempo, mas sei que conseguiremos. – continuou Bill – Enfim, boa tarde para vocês. Tenho que ir! – e o sargento deu as costas e foi embora, rua acima, montado na heroína do dia: sua Zebstrika.
— Até mais! – despediu-se Carter. Agora a multidão começava a se dissipar, até que só ficaram Carter, Len e Clay na praça, em silêncio. Apenas o som dos Pidoves voando podia ser escutado. Até que o líder de Ginásio decidiu falar:
— Bem, parece que você andará ocupado enquanto concertamos os estragos em Driftveil.
— Do que está falando? – indagou Carter.
— Você me venceu na batalha de Ginásio, lembra? Se me vencesse, poderia começar uma jornada Pokémon por Unova.
Os olhos do garoto se iluminaram. Após todos aqueles problemas ele até havia esquecido de sua jornada. Naquele mesmo momento, um sorriso brotou nos seus lábios.
— Quer dizer que...
— Sim, você pode começar sua jornada. Hoje ainda, se quiser. Precisa apenas passar em casa, arrumar suas coisas e botar o pé na estrada. – confirmou o pai.
Carter nunca se sentiu tão animado. No mesmo momento retornou Drilbur para a Pokébola e saiu correndo para a sua casa. Clay e Len o seguiam lentamente atrás.
Assim que o garoto chegou em casa, subiu as escadas e catou uma mochila do armário. Colocou roupas, medicamentos e algumas Pokébolas. Trocou rapidamente de roupa. Vestiu uma camiseta verde, jeans, tênis negros e botou a mochila nas costas. Guardou as Pokébolas de Drilbur e Deino nos bolsos e sacou um chapéu do armário. Era um chapéu de vaqueiro branco, com duas pedras preciosas grudadas na frente: uma preta e outra branca. Fora presente de Clay quando ele era mais novo e seria perfeito para usar na viagem. Meteu-o na cabeça e novamente desceu as escadas. Naquele momento, Clay e Len abriam a porta da frente para entrar.
— Estou pronto! – gritou Carter.
— Apressado... – murmurou o loiro.
— Sentirei saudades, filho. Mas espero que você tenha uma boa jornada. E que consiga o que quer: se tornar um verdadeiro Mestre Pokémon.
— Não se preocupe, pai! Prometo que um dia desses você ainda me verá na TV, batalhando e ganhando do Campeão!
— Sei que irei, Carter Clay. Mas, agora, tenho mais dois presentes para você. – o líder de Ginásio começou a remexer uma gaveta na sala e então, retirou dois objetos: ambos pareciam dispositivos eletrônicos, mas o primeiro era mais parecido com um MP3, ou algo do tipo. Já o segundo, era como um relógio. Clay pegou o “MP3” e entregou nas mãos do filho.
— Isso é uma Pokédex. Foi a primeira que recebi quando comecei minha jornada. Use-a para guardar informações e aprender mais sobre os Pokémons que encontrar em sua jornada. Completá-la é o sonho de diversos treinadores Pokémon.
— Obrigado! – agradeceu o filho, colocando a Pokédex no bolso.
— E esse outro aparelho aqui... É um Xtransceiver. É uma espécie de comunicador de vídeo para longas distâncias. Você pode usar para manter contato comigo ou com quem mais tiver um igual.
— Obrigado mesmo, pai! – Carter pegou o aparelho e prendeu ao pulso. Era bem leve e confortável.
— E ainda tem mais isso aqui! – Clay remexeu mais a gaveta. Retirou de lá de dentro outro objeto. Este não era eletrônico, mas era o melhor de todos. Parecia uma espécie de caixinha metálica, com a imagem do símbolo da Liga Unova em cima – Isso aqui é um Estojo de Insígnias. É o local onde você deve guardar suas oito insígnias para mostra-las na Liga Unova e poder desafiar a Elite dos 4.
— Obrigado! – Carter pegou o estojo e o abriu. E a surpresa que ele teve foi enorme. Uma insígnia já estava colocada.
Clay sorriu:
— E, Carter Clay, por ter vencido oficialmente no Ginásio de Driftveil, eu lhe ofereço, com orgulho, a Insígnia do Terremoto. Já é sua primeira de oito.
— Pai... Não tenho nem como agradecer! – Carter fechou o estojo e colocou no bolso lateral de sua mochila. Logo em seguida, desferiu um forte abraço em seu pai, que retribuiu o gesto.
— Carter? – chamou Len, que estava o tempo todo no sofá, assistindo a cena. – Posso te pedir um favor?
— Pode! – o moreno desfez o abraço e se aproximou do amigo.
— Bem... Eu meio que estou entediado de ficar só aqui em Driftveil e tal... É meio chato não ter nada o que fazer, então... Você se incomodaria se eu fosse a uma jornada com você?
— Vai voltar a reoclher insígnias?
— Não mesmo. Já passei deste tempo. Mas apenas irei treinar meus Pokémons, relaxar um pouco. Uma jornada seria ótima. E então, posso ir?
-Pode vir, cara! Nós seremos uma dupla imbatível!
— Tudo bem, então! Você esperaria eu ir em casa, arrumar minhas malas, falar com minha mãe e voltar?
— Estarei te esperando na Ponte de Driftveil.
— Combinado! – e então, como um torpedo, Len saiu correndo em direção à sua casa. Carter apenas abraçou o pai novamente, desejou boa-sorte no Ginásio e então, caminhou lentamente para fora, em direção à Ponte de Driftveil. Este era o começo de uma longa e boa jornada!
X
- Ghetsis na escuta. Quem fala? – soou a voz no comunicador.
— Carlos Clay falando. Operação sucedida. Os agentes E1-067 e E1-145 foram silenciados.
— Ótimo... Infelizmente você chamou muita atenção da mídia, Carlos. Não pode ocorrer novamente. Parece que o seus Pokémons deixaram o trabalho pela metade. Deveria ter escondido também os pertences dos agentes.
— Perdoe-me. Não ocorrerá novamente.
— Eu sei que não. Pois agora qualquer um que ousar se opuser a Equipe Plasma, será morto pelas minhas próprias mãos. E temos que ficar de olho no seu sobrinho, Carlos. Ele sabe demais. Mas não se preocupe. Eu mesmo dou conta dele.
— Como quiser senhor Ghetsis.
— Desligando.
A voz no comunicador cessou. Apenas se podia ouvir o som da hélice do helicóptero e o alvoroço que a multidão fazia nas ruas de Mistralton, logo abaixo deles.
— Me aguarde Ghetsis... – sussurrou Carlos para si mesmo, enquanto era levado pelo seu helicóptero particular que atravessava voando a região de Unova– Sua arrogância não durará muito tempo...
Notas finais
Rasgo Noturno - Night Slash;
Mordida - Bite;
Hiper Raio - Hyper Beam;
Fúria dos Pássaros - Brave Bird;
Dança das Espadas - Swords Dance;
Giga Impacto - Giga Impact;
Tapa de Lama - Mud-Slap;
Canhão de Luz - Flash Cannon;
Garra Sombria - Shadow Claw;
Tempestade de Areia - Sandstorm;
Cavar - Dig;
Tiro de Estilingue - String Shot;
Garra de Metal - Metal Claw;
Raio Carregado - Charge Beam;
Trovão - Thunder;
Superaquecimento - Overheat
Tradução de Habilidade:
Agito de Areia - Sand Rush
Acharam o capítulo meio grandinho? Ficou com muitas palavras, mas na revisão eu achei rapidinho de ler.
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