Pokémon - Two Steel Friends
23 Bem-Vindo à Fazenda MooMoo! Ajudando o Tauros Amooado!
Notas iniciais
A luz do Sol era tão forte quanto a minha fome. Estava difícil andar por aquela rota, mas eu havia conseguido. Cheguei ao fim da rota 38 – e ao começo da rota 39. Eu já estava bem cansado e esfomeado, então tratei de me sentar debaixo de uma árvore para descansar e procurar algo na mochila pra aguentar a fome. Nuvens espessas estavam se formando no Céu. Talvez este Sol forte fosse ofuscado por uma tempestade em breve.
– Achei! – Exclamei, tirando uma barra de chocolate da mochila – Deve servir... Quer um pouco, Steven?
– Laii! – Pediu Steven, sorrindo.
Eu ofereço metade da barra para meu parceiro e como a outra metade. Eu sabia que aquela barra não era suficiente pra ambos de nós, mas eu achava que dava pra “distrair” até chegar em Olivine.
– Hey, garoto! – Dizia um homem, no meio da estrada – Você parece tristonho! O que aconteceu?
– Haha! Nada! Só fome!
– Neste caso, venha almoçar conosco! Temos sempre lugar pra mais um na Fazenda MooMoo!
– Ah, então você é o dono?
– Sim! Eu sou Milton. Muito prazer.
– O prazer é todo meu! Obrigado por me convidar!
– Isso não é nada! Vamos! – Pediu o homem, caminhando para a fazenda.
Em questão de pouco tempo chegamos à fazenda. Era um grande campo aberto, repleto de Miltanks. Às vezes eu via um ou outro Tauros. Terminamos por chegar a uma grande casa. Milton me convida a entrar e eu o faço. Ele me leva até uma sala de jantar. Ele pede que eu me sente em uma das cadeiras próximas à uma mesa. Eu o faço. Percebendo que eu era um Treinador, ele gentilmente diz para que eu libere os meus Pokémon para que eles pudessem se alimentar conosco. Assim que retiro todos de suas Pokéballs, uma empregada comparece a sala com alguns pratos vazios e talheres em suas mãos.
– Esse é seu convidado de hoje, Sr. Milton?
– Sim, este é o... Você não me disse seu nome, né?
– Sony. Sony Goldsteel. Prazer.
– Jannah – Chamou Milton –, Você poderia colocar mais um prato na mesa e arrumar um pouco de ração para os Pokémon deste rapaz?
– Sim senhor. – Respondeu a empregada, se retirando. Logo uma outra Senhora e duas garotinhas gêmeas chegaram. Provavelmente eram a esposa e as filhas do Sr. Milton.
– Ora, ora, Milton. Achou mais um treinador pra almoçar conosco? Tá virando rotina você convidar garotos no meio da estrada pra almoçar conosco! – Riu a senhora.
– Ora, precisamos ser generosos com as pessoas, não?
Milton sorriu enquanto suas filhas e sua esposa se sentavam à mesa. Logo após isso, sua expressão muda de um sorriso solto e alegre para uma visível face de preocupação. Ele então olha para sua esposa e pergunta:
– Ela não melhorou, melhorou?
– Não, querido. Continua mal como nunca.
– Ela?... – Indaguei curioso.
– É a nossa Miltank premiada! – Responderam as gêmeas, falando ao mesmo tempo – Ela quem produz o melhor Leite MooMoo de toda a região!
– Oh, entendo...
– Ela acabou ficando doente recentemente e não tem produzido nenhum leite. – Continuou Milton – E não podemos sair dando qualquer remédio pra ela, pois isso pode afetar diretamente no sabor do leite. Isso seria um desastre...
– Nossa... Que pena...
– Mas não se preocupe. Nós vamos conseguir curá-la. Agora está na hora de nossa refeição. – Afirmou Milton.
Aguardamos um pouco e logo a empregada de Milton aparece com nosso almoço e a ração para meus Pokémon. Após nos alimentarmos, guardo meus Pokémon em suas Pokéballs e peço a Milton para ver a Miltank. Ele permite e me leva até o Celeiro onde a Miltank estava. Ao chegar, me deparo com uma Miltank fraca, deitada no chão gemendo e tremendo.
– Ela está assim faz três dias. – Falou Milton, entristecido – O que vai ser dessa fazenda se a MooMoo não melhorar?...
– Hmm... Já sei! – Falei, estalando os dedos – Uma vez eu fiquei doente e meu tio fez um purê de Oran Berries pra mim e eu melhorei bastante! E se a gente fizesse a mesma coisa com a MooMoo?
– Hmm... Me parece uma boa ideia... – Respondeu Milton – Vai ser de grande ajuda enquanto não tivermos o remédio certo para ela.
– Ok. Eu vou me encarregar de pegar umas Berries fresquinhas!
– Muito obrigado, Sony. – Agradeceu.
– Não há de que! – Respondi, correndo pra fora do celeiro – Vamo’ Steven!
Eu então corro pelo grande campo aberto da fazenda até um pequeno pomar, onde haviam algumas berries plantadas. Por sorte, estávamos na época de Oran Berries, então havia várias nas árvores no local com tal Berry. As árvores não eram muito altas, mas as frutas mais maduras ficavam mais acima, e eu não era alto o suficiente para alcançá-las.
– E agora, como a gente pega elas Steven? – Pergunto, coçando a cabeça.
– Lai! Lai! – Chamava Steven, puxando minha calça com sua boca.
– Hm? O que foi garoto?
– Lai! Laaai... RON! – Steven então corre em disparada e bate com tudo no tronco da árvore, fazendo as frutas maduras do alto caírem no chão.
– Ah, entendi... Você vai bater nas árvores pra derrubar as frutas... Boa, Steven! Vamos continuar!
Steven continuava a acertar as árvores e eu coletava as Berries em bom estado que caiam. Já haviam Berries o suficiente para não caberem mais em meus braços. Então, eu decido chamar Steven para que voltássemos. No caminho, eu vi um Tauros um tanto depressivo, mas não dei tanta importância e voltei direto para a fazenda. Milton providenciou uma tigela e um amassador para que eu pudesse preparar o purê. Após esmagar as frutas e misturá-las a ponto de se tornar uma massa consistente, eu vou direto aos aposentos da Miltank.
– Hey, MooMoo!
– ...Mil?...
– Eu trouxe algo pra você! Purê de Oran Berry!
– ...Mill... – Rejeitou a Miltank.
– Vamos lá! Está gostoso e você vai melhorar! Prova! – Peguei um pouco do purê com uma colher e ofereci à enferma Miltank, que cheirou e logo abriu a boca, permitindo que eu desse-a um pouco do alimento. Eu gentilmente coloco um pouco do purê em sua boca e logo após ela provar, já começa a sorrir novamente – Viu, eu não disse que era bom?
Eu então lhe dou a tigela inteira. MooMoo então pega a tigela e começa a comer virando lentamente o objeto, trazendo o alimento à sua boca aos poucos. Milton então aparece diz sorrindo: – Parece que você deu à ela um pouco de autoestima! Obrigado, jovenzinho!
– Ah, não foi nada, Senhor Milton! Hehe!
As duas gêmeas então aparecem correndo no celeiro, aos pulos.
– ELA CHEGOU, PAPAI! ELA CHEGOU! – Gritavam as duas garotinhas, em coro.
– Ué... Ela quem?... – Indagava-me, olhando para o portão, esperando a pessoa que apareceria.
– Titio? Trouxe o remédio que o senhor me pediu! – Disse uma adolescente de cabelos rosa, camisa branca e um minishort jeans. Eu reconheci de imediato de quem se tratava.
– Whitney?
– Oh? Sony! Que surpresa te ver aqui!
– Então você conhece minha sobrinha, eh? – Perguntava Milton.
– Sim! Eu batalhei com ela antes. Foi difícil, mas consegui arrancar a insígnia dela.
– Ai, que mentira! Eu te dei por pena! – Respondeu Whitney, arrebitando o nariz.
– Tem certeza? Não fui eu que chorei quando perdi... – Falei, fazendo um sorriso sarcástico, o que fez Whitney corar.
– EUEUEUNÃOCHOREI!! Um cisco caiu no meu olho. Foi isso. – Disse, tentando limpar a barra, ainda corada.
– Sei... – Continuei a dar um sorriso de lado. Whitney então resmunga e muda de assunto.
– Bem, bem, bem. Aqui o remédio da MooMoo, titio! – Whitney então entrega um saquinho para seu Tio.
– Ué, eu pensava que a Miltank não podia consumir remédios...
– Sim, Industrializados. – Respondeu Milton – Mas este Remédio é especial. Ele foi produzido pela farmácia de Cianwood. Ele é produzido com materiais naturais, por isso não vai afetar em nada no nosso leite. – Explicou.
– Eu ia dar uma passada na praia de Cianwood, e como meu tio tinha falado que a Miltank dele tava em maus bocados, resolvi ajudar e comprei o remédio pra ele!
– Entendo.
– Bem, MooMoo! Abra a boquinha! Você vai ficar melhor depois que tomar isso.
Milton então dá o remédio para sua premiada Miltank, e ela já começa a se sentir melhor logo após ingerir o medicamento.
– Mil! Mil!
– Eba! Ela melhorou! – Disse Whitney, alegre.
– Obrigado, Whitney. E obrigado a você também, Sony. Você foi de grande ajuda oferecendo a Miltank aquele purê.
– Ora, o que é isso... Eu só quis ajudar, hehe!
– Ah, é mesmo! Falando nisso, e o Tauronni? Melhorou?
– Tauronni?
– É um de nossos Tauros. Ele tem ficado meio depressivo ultimamente...
– Ué, por quê?...
– Bem... é uma longa história... Antigamente, esse Tauros era o queridinho dos visitantes da fazenda. Principalmente das crianças, que adoravam montar nele. Mas... Um dia uma das crianças acabou puxando o pelo das suas costas e ele acabou se incomodando e derrubou a criança de suas costas por acidente. – Explicou.
– Eita... Deve ter sido um belo tombo...
– Sim. A criança ficou bem, ela só teve alguns arranhões. Quem não ficou bem foi o Tauronni. Ele ficou se culpando pela queda do garoto e desde então não tem deixado ninguém montar nele e fica o dia todo com a cara fechada.
– A gente já tentou de tudo, mas ele não se anima com nada!
– Entendo... – Eu fico então refletindo um pouco na história e então tenho uma idéia – Já sei! Milton, posso ter uma batalha rápida com ele?
– Ein? Tem certeza? – Indaga Milton, incerto.
– Sim! Talvez uma batalha anime um pouco ele!
– Bem, é que Tauronni nunca foi muito de batalhar...
– Ora, vamos lá! Uma bela batalha pode fazer ele voltar a si!
– Se você diz...
Então, vamos à procura de Tauronni, e logo o localizamos. Era o mesmo Tauros que eu tinha encontrado mais cedo. Ele realmente não estava nada feliz.
– Ok, Tauronni! Vamos ter uma batalha aqui e agora! – Tauronni simplesmente não liga, e continua a pastar – Ah, é? Então... VAI, STEVEN! IRON HEAD!
– Laiii... RON! – Steven então concentra todo seu poder em sua cabeça, endurecendo sua carapaça e sai em disparada pra cima de Tauronni, que simplesmente sai da frente do ataque, não como uma evasiva, mas como se estivesse ignorando completamente que uma batalha havia começado. Steven então perde seu controle e acaba capotando e batendo nas árvores.
– STEVEN! – Eu corro até meu companheiro e ajudo-o a se apoiar novamente em suas patas – Você tá legal?
– Lai! – Respondeu, sorrindo.
– Bem, eu avisei... – Disse Milton, suspirando.
– É, tem razão. Esse Tauros é mesmo bem amooado. Entendeu? Amooado! Hahaha!! – Falei, rindo da piada sem graça que fiz.
– Eu não entendi... Amooado... – Pensava Whitney, sem entender a piada feita.
– Errm... Bem. E se conversássemos com ele um pouco?
– Já tentamos isso várias vezes... E ele não sai disso.
– Mas não tem nada que possamos fazer? Digo, vocês tentaram tudo mesmo?
– Bem, eu acho que sim... Não temos ideia de como levantar o humor dele de novo...
– E se... e se fizéssemos ele acreditar que teriam uma criança em perigo... E aí ele iria lá pra salva-lá?
– Não sei se daria certo, mas... Vamos tentar.
– AAAAAAAAAAAAH!! – Grita Whitney, do nada, nos fazendo dar um pulo para trás.
– O QUE FOI? O QUE FOI!
– AHAHAHA! AGORA ENTENDI! AMOOADO!! EHEHE! AMOOADO!! HAHAHA!! BOA ESSA!! – Ria Whitney, descontroladamente. Neste momento, eu me segurei para não falar qualquer besteira. Acredito que Milton fez o mesmo, pela cara que ele fez.
– Hmm... Whitney... Eu já tenho uma ideia aqui pra melhorar o humor do Tauronni. Quer ajudar? – Ela então sorri e balança sua cabeça em sinal de aprovação – Ótimo. É o seguinte. Eu imaginei que se fizéssemos o Tauronni acreditar que alguém está em perigo e salvar esse alguém, ele podia se encher de orgulho e começar a se animar de novo! – Whitney então arqueia as sobrancelhas, fazendo sinal de que entendeu. Pelo menos ela havia entendido rápido dessa vez – E já que você é tão dramá-- digo... Tem toda essa cara de atriz que ganhou 5 Óscares em filmes de drama... Eu achei que você poderia se passar pela “donzela em perigo”!
– Oh, você acha que eu sou tão legal assim... Tee-hee... Mas sim. Eu aceito ser a “donzela em perigo”. Mas o que eu faço?
– Nada... Só fica em algum lugar que pareça perigoso...
– Já sei! – Disse Whitney, estalando os dedos. Ela então corre para uma pedra razoavelmente grande e alta e sobre em cima dela. Então ela começa a fazer uma ceninha, fingindo que está em um lugar superperigoso e que ia cair em qualquer momento – Oh! Tauronni! Olhe onde eu estou! Eu irei cair! –Tauronni olhava indiferentemente, ou melhor, se quer olhava, até porque, a pedra não era tão grande e não haveria tantos perigos pra ela. O máximo que ela ganharia numa queda seria um arranhão – Hmm... Tauronni... – Chamava Whitney, meio que cantando, ainda sem resposta – VAMOS TAURONNI! EU TÔ EM PERIGO AQUI-- – Whitney então se desequilibra e acaba caindo. Foi um tombo feio, mas nada grave. – Ayeeee!!
– Cê tá legal? – Pergunto, estendendo minha mão para Whitney se levantar.
– Tô, tô. Só foi uma quedinha de leve. – Responde, se levantando com minha ajuda.
– Acho que uma pedra não foi perigosa o suficiente... Melhor seria se... – Eu começo a olhar para os lados a procura de algo que represente um perigo mais real, até que acabo localizando uma árvore, que não é tão alta para ser impossível de se subir, mas alta o suficiente para fazer um machucado um pouco mais sério. O galho mais baixo da árvore seria o mais fácil de subir e parecia ser resistente o suficiente para que Whitney subisse. Eu então estalo os dedos e aponto – Já sei! Whitney! Aquela árvore! Sobe nela?
– E-ein? – Whitney dá uma rápida olhada e começa a tremer de medo – Mas... Isso não é perigoso?...
– É, ué! Essa é a ideia!
– Mas e... E se eu cair?... E se o galho quebrar?...
– Não se preocupe! O galho aguenta seu peso!
– O QUE? – Gritou Whitney, rapidamente mudando sua expressão ferozmente – VOCÊ TÁ ME CHAMANDO DE PESADA??
– Que? Eu nunca d--
– EU VOU TE MOSTRAR QUEM É PESADA! – Interrompeu Whitney, que então sai pisando com força no chão, resmungando, indo em direção à árvore.
– Mas...
– Melhor não tentar entender, filho... – Aconselhava Milton, pondo a mão no meu ombro.
– Tá bom assim? – Gritou Whitney, de cima de um galho. Felizmente era o planejado, e ela estava agarrada no galho, realmente parecendo que estivesse se segurando para cair. Se bem que havia alguma chance de na verdade ela estar fingindo estar tudo bem, mas na verdade estava mesmo morrendo de medo de cair. Desde que isso chamasse a atenção de Tauronni, estava tudo bem.
– Sim, tá ótimo! – Falei, acenando – Agora faz cara de pânico e fica gritando pelo Tauronni!
– Tá bom! Caham... Tauronni! Socorro! Eu estou aqui em cima com medo e vou cair!!
Tauronni da uma pequena olhada, mas logo desvia o olhar, vendo que era só mais uma de nossas artimanhas para fazê-lo voltar ao seu bom estado de espírito.
– É... Me parece que esse não tem jeito...
– Não! Eu sou muito teimoso pra desistir assim fácil. Whitney! Faz mais pânico!
– Tô tentando, pô! Tauronni! Olha eu aqui! Tô prestes a cair! Você tá tão perto! Por que não me salva?
Creck!
Um som de madeira rachando ecoou pelo campo aberto. Rapidamente percebo que o galho onde Whitney prendia-se estava quebrando. Whitney ficou sem reação. Tauronni, desta vez, não estava mais tão indiferente.
– WAAAH! ME TIREM DAQUI!!
– Calma Whitney! A gente tira você daí! Só tente permanecer calma!
– COMO VOCÊ QUER QUE EU FIQUE CALMA SE ESSE NEGÓCIO AQUI TÁ QUEBRANDO
Creck!
– SOCORRO!!! – Gritava Whitney, agarrada ao galho da árvore, que quebrava mais e mais a cada instante. Se Whitney caísse daquela altura, ela poderia até quebrar algum membro, e isso não seria nada viável. Tauronni olhava para a cena receoso. Ele parecia querer salvar Whitney, mas não dava mais passo algum.
– Tauronni! Essa não é nenhuma encenação! Ela tá realmente correndo perigo! – Tauronni continuava travado, sem saber o que fazer. Eu conseguia perceber sua confusão. Eu sabia que era difícil para ele. Provavelmente, ele devia estar até se culpando disto, já que estávamos fazendo isso para que ele voltasse a se alegrar – Olha, eu sei que você tá triste pelo que ocorreu naquele dia, mas não foi culpa sua! Esse tipo de coisa acontece, e você não pode sair se culpando por tudo! E também, aconteceu, aconteceu! Não podemos chorar pelo leite derramado! Agora é hora de seguir em frente!
Creck!
– AYEEEEE!! – Gritava Whitney desesperada. Aquele galho não ia aguentar mais tempo.
– Vamos, Tauronni! Você consegue!
– Moo!!
Tauronni determinantemente mugiu e correu até a árvore, onde Whitney estava. O galho então se parte, Whitney fecha os olhos e espera o pior. Tauronni então, pula e consegue fazer com que ela caia em cima de suas costas, sem que ela sofresse danos. Whitney então se segura no Pokémon, que volta ao chão. Whitney, passado o susto e mais aliviada, sai das costas do Pokémon.
– Whitney! Cê tá legal? – Pergunto, espantado.
– Tô! Tô sim. Graças à Tauronni! – Disse, dando um abraço no Pokémon
– Bem, parece que ele recuperou sua confiança... Hmpf! Obrigado, Sony!
– Não foi nada! Haha! Afinal, eu quase causei mais problemas que resolvi... – Disse, um pouco envergonhado.
– Ora, o que é isso! Você foi de grande ajuda! – Milton, então, enfia sua mão no bolso e vasculha por algo. Logo após, ele retira de lá um objeto prateado e brilhante, com um formato oval – Por favor, fique com isso.
– Hmm? O que é isso? – Indaguei, recebendo o objeto e analisando.
– Isto é o que chamamos de “Ovo da Sorte”. Dizem que dá boa sorte aos treinadores que o carregam consigo.
– Oh... O-obrigado!
– Não foi nada jovenzinho!
– Obrigada também, Sony! Se você não tivesse falado com o Tauronni, eu teria levado uma queda e tanto...
– De nada, haha!
– Moo! – Mugiu o Tauros, me dando um “empurrãozinho”, com um sorriso no rosto.
– Acho que ele está dizendo “valeu”. – Disse Whitney.
– Não foi nada, Tauronni! – Respondi, sorrindo
Após isso, me despedi de Milton, Tauronni e Whitney, enquanto guardava meu novo amuleto da sorte num dos bolsos da minha mochila. As nuvens que estavam no céu já não estavam mais tão pesadas no centro do céu, mas se acumulavam ao leste, que já começava a ficar meio cinza, provavelmente, devido à precipitação das nuvens. A julgar pela posição do sol, em poucas horas já estaríamos de noite. Checando meu Pokégear, noto que já são 4:30 da tarde. Logo logo veríamos um por do sol. Aproveito e checo meu mapa. Não iria faltar muito para chegarmos a Olivine. Então, decido correr. Talvez, ainda hoje pudesse enfrentar alguém no qual faz um bom tempo não vejo.
Fale com o autor