Era manhã na pequena e pacata cidade de New Back, Pokémon’s selvagens brincavam na grama ou faziam briga e tudo mais. Os moradores daquela cidade faziam seus afazeres sejam dentro ou fora de casa, até mesmo em trabalhos. O sol brilha de forma tímida, coberta por nuvens brancas e cinzas, o vento bate de forma leve e o céu está limpo.

Não há tantas crianças, na verdade era uma raridade já que ao atingirem a idade de 10 anos saem de New Bark para viver a jornada Pokémon.

Ryo é um garoto 12 anos, mas diferente das outras crianças de sua idade não saiu em uma jornada ele prefere outra coisa, mais agitada.

O garoto acorda bem devagar, sai da cama e com passos lentos vai até o banheiro, lavar o rosto e escovar os dentes. Em seguida no mesmo ritmo vai até a sala de jantar perto da sala de estar para tomar um café da manhã: o prato era um misto quente com suco de laranja e torrada e a mesa estava bem organizada de frente com 6 lugares com a cozinha, janelas abertas e a TV ligada.

—Bom dia tia Brenda. – disse com pouco entusiasmo, quase acordando para a sua tia.

— Bom dia Ryo, dormiu bem? – Perguntou Brenda, morena de cabelos pretos e cacheados, alta, deixou seu avental em um suporte e colocou um jaleco branco.

— Sim e você, mais um dia duro hoje? –Respondeu o garoto, já mais acordado.

— Sim sim, pesquisas e cuidados, é uma loucura, mas é gostoso.- falou a moça. – bem , mais um dia tocando sem parar, você sabe como pretende compartilhar as músicas? – continuou Brenda com um simples sorriso finalizando com uma pergunta.

— Bom, pior que não. – respondeu o garoto um pouco cabisbaixo.

— Tudo bem, logo encontrará a resposta, já vou indo, o almoço esta na geladeira, até mais. – Brenda se despede de Ryo e sai de casa.

—até mais. – se despede o garoto.

Após o café o garoto foi até seu quarto, bem não era muita coisa, um armário, PC, criado mudo, um puff e uma cama simples, de um lado e do outro eram instrumentos musicais como bateria, violão, guitarra e gaita e com um isolamento acústico improvisado de papelão e uma caixa de som de tamanho médio e um suporte com uma pasta preta com várias partituras. A música para aquele garoto era uma grande paixão tocava em roda de amigos, festinhas e sempre se divertia ficando o dia inteiro tocando, vez ou outra tomava bronca por tocar alto demais,mas nada de tão grave assim. Mas algo lhe incomodava faz algum tempo, desde que seus amigos saíram um por um para as suas respectivas jornadas Pokémon seja por Jotho ou em até outras regiões

Ryo então começou com a bateria tocando em um ritmo harmônico e simples, depois de alguns minutos batucando, foi para guitarra, fazendo alguns acordes e solos, variando entre algo calmo ou numa velocidade alucinante. Foi Brenda que o incentivou a curtir a música tocando sempre, em compensação não criou um grande laço com Pokémon, ele sabe da existência mas não da magia de ter a companhia delas.

Algum tempo depois foi almoçar, desceu as escadas e foi até a geladeira, o prato do dia era sushi, sashimi, temaki i outras iguarias parecidas.

Ele pegou o almoço e levou para o seu quarto, ficando na mesa do PC para procurar vídeos onde pode melhorar mais suas pericias musicais enquanto almoça, mas um vídeo lhe chamou a atenção, era de uma garota, de cabelos curtos e loiros, trajes verdes e corpo esguio na companhia de seu Decidueyeem um contest. O inicial de grama lança folhas e flechas para o alto fazendo criar fogos de artifícios e o Pokémon e sua parceira pareciam dançar por entres os fogos, prendendo a atenção do garoto. Ele viu outras apresentações dela, revendo também e de outros coordenadores ficando o dia inteiro e a noite chegou Assim como a Brenda com um pacote.

— Ryo ,cheguei! Vamos lanchar! – Anuncia a Brenda, era um hotdog bem grande, duas salshichas, purê de batata, batata palha, frango desfiado, ketchup e mostarda. Também tinha batata frita e refrigerante.

— Legal tia, vamos nessa. – Ryo fica feliz e abraça a sua tia. Em seguida ambos vão até a mesa de jantar e comem o jantar diferenciado.

Em outra casa, um casal assistia um filme enquanto conversavam, o homem parecia tranqüilo, no entanto a mulher estava com sensação de ter tido um dia bem atípico.

— O que houve? – Perguntou o homem estranhando o comportamento da mulher.

— Sabe, o Ryo não tocou nada depois do almoço e não sei o que houve. – ela responde um tanto preocupada.

O seu marido se espantou e fechou os olhos, mas como se uma leve brisa o tocasse, ele sorriu

— tenho um bom pressentimento quanto a isso, preciso que você me faça um favor.

A resposta do marido foi estranha, mas o pedido foi ainda mais estranho.

— Tia, amanhã eu posso sair para uma jornada amanhã? – Ryo pede uma coisa única para sua tia.

— Hum, mas por quê? — perguntou a moça, um tanto curiosa, já que não esperava esse pedido.

— Quero passar a minha música através dos contest. – o garoto da uma resposta convicta.

— Esse é um bom caminho, claro que pode sair, mas não vai conseguir levar todos os instrumentos. Acho que só o violão e a gaita. – explicou Brenda.

A conversa continua tranqüila sobre os pokémon’s e algumas coisas básicas. Por fim Brenda ajuda seu sobrinho a se preparar para a jornada. A noite passou e chegou o grande dia.

Ryo acorda com animação afinal vai começar sua jornada musical, ele se levanta toma banho, se troca e toma um bom café da manhã, ovos mexidos com bacon, torrada, geléia e alguns assados. Durante o café a campainha tocou e Brenda foi atender, era o homem da casa ao lado.

— Bom dia Brenda. – cumprimenta o homem, meia idade por volta de seus 45 anos, magro, calvo com roupas bem comuns em tons de cinza, ele trazia consigo um sorriso no rosto, ainda que de forma simples com um pacote simples em mãos.

— bom dia Sr. Ginver, o que o trás aqui? – Brenda o recepciona.

—Vim entregar um presente ao Ryo, creio que seja algo útil para ele. – O homem oferece o presente ao garoto, que vem até ele.

— Muito obrigado. – Ryo agradece com um simples sorriso.

— faça um bom uso garoto. – ele responde e sai, voltando para a sua casa.

Após o café, Ryo vai para seu quarto abrir o pacote, o garoto esperava algo musical ou algo do gênero, mas era algo mais importante: um par de tenis de cor azul com detalhes em cinza, uma camiseta preta com detalhes em vermelho e prata e um boné preto com detalhes em amarelo e uma bermuda da mesma cor, tudo feito a mão e novinho em folha, perfeito para uma jornada Pokémon, o garoto estava feliz, não que não pudesse comprar, mas era um presente bem especial, já que estava para começar a sua jornada. Também tinha uma carta e um colar. O jovem abriu a carta e leu cuidadosamente, enquanto saia de casa com suas novas roupas e equipamento, saia de casa junto de Brenda para ir ao laboratório do professor Elm escolher seu primeiro Pokémon.

“Ryo espero que esse presente lhe ajude nessa nova fase da vida, não será fácil, passará por momentos duros, difíceis e sombrios, quando passar por isso se acalme, sinta o vento que pode lhe conduzir a luz da esperança.

Vivencie cada momento, faça amigos, sinta as emoções e lute com todas as forças para não ter arrependimentos depois.

Gostaria que levasse esse colar com você e aconteça o que for não se desprenda dele, pois carrega algo que possa ser simples, mas também tem um grande e único valor.

A última coisa que digo é Som na Caixa ”