Pokémon RainStorm

35 Capítulo 24: O Sequestro! Lumiose em Crise!


Notas iniciais
Será que se eu pedir desculpas, vocês aceitam? É isso mesmo, depois do maior hiato que a fic já teve, RainStorm volta com um capítulo novo! Eu sei que demorei muito para lançar este capítulo e peço mil desculpas, a demora foi por causa de diversas coisas, seja problemas pessoas, técnicos ou preguiça e falta de estimulo para escrever, mas agora, finalmente posso trazer este capítulo para vocês. Além disso o aniversário de 2 anos da fic está chegando e até lá, vou tentar lançar um capítulo por semana como comemoração, talvez até faça algo especial, mas não vou prometer nada. De qualquer forma, este capítulo deu um certo trabalho para escrever, mas em minha opinião ficou com um ótimo resultado… eu espero rsrsrs. Espero que gostem! Tenham uma boa leitura!

Espero que não tenham medo do escuro!

Cidade de Lumiose, 13 de novembro de 2016.

A transmissão estava sendo feita para todas as televisões e canais de Lumiose. Nela um homem de cabelos grisalhos e olhos castanhos apareceu, ele estava vestindo uma roupa completamente preta, exceto por um lenço vermelho que estava amarado em seu braço. Ele parecia estar em um van em movimento, foi então que finalmente começou a falar.

— Cidadãos de Lumiose, aqui quem fala é Judge, o líder da Gangue Vermelha. Sei que deve ser estranho, eu estar aparecendo em todos os canais de TV ao mesmo tempo, mas eu vim fazer um anunciou.

Ele então saiu do campo de visão da câmera e quando ele retornou, estava segurando a Eve que estava amordaçada e com o corpo amarado.

— Para quem não está reconhecendo esta linda e jovem garota, ela é Evelyne Pourpre Jaune, a terceira princesa de Kalos. E só para esclarecer, apesar de estar bem obvio, isto é um sequestro.

Mais uma vez Judge some do campo de visão, junto a princesa, mas logo ele retorna sozinho.

— Alguns devem estar se perguntando o porquê do sequestro, a resposta é obvia! Qual objetivo de todo sequestro? O resgate! — Judge estava se divertindo com aquilo, para ele todos de Lumiose eram a sua plateia enquanto ele apresentava um show. — Eu tenho a refém e algumas exigências, se elas forem atendidas, devolverei a princesa com prazer. Se não, digamos que o número de princesas em Kalos reduzirá para duas. A minha exigência é simples, eu quero 10 bilhões de pokédolars, até o fim do dia, ou seja, em 6 horas. Quando tudo estivem pronto, esperarei por um anúncio publico.

O homem grisalho sorria enquanto falava.

— Polícia de Lumiose! Acho que não preciso dizer o que acontecerá com a princesa se vocês tentarem intervir nos meus planos. Se bem que eu duvido que vocês conseguirão chegar até a mim, afinal vocês estarão muito ocupados lidando com todo o caos que está ocorrendo em Lumiose. A gangue vermelha não ficará mais nas sombras, todos os integrantes saiam e façam o que quiserem, esta noite, a cidade é nossa.

Os olhos de Judge brilhavam, ele então abriu seus braços e continuo:

— Lumiose, a tão conhecida cidades das luzes, hoje mostraremos o que ocorre quando as suas luzes são apagadas. Espero que não tenham medo do escuro!

Ele estalou os dedos e a transmissão foi cortada, assim como um terço da energia da cidade, que aos poucos foi entrando em escuridão.

A cidade estava um caos. Roubos, assaltos, agressões, vandalismo, tudo que a polícia queria evitar estava acontecendo. Não apenas a gangue vermelha estava causando o desastre, mas outras pessoas também que queriam aproveitar a escuridão da cidade para seus benefícios. Na delegacia, os policias recebiam diversas ligações e alertas sobre os crimes que ocorriam, mas eram demais para eles conseguirem lidar.

— Inspetor Oak, estamos recebendo muitas chamadas em diversos lugares da cidade, o que faremos?— indagou um policial ao entrar na sala de seu superior, Gerald Oak.

— Mande todos os policiais de campo patrulharem a cidade e reagirem a qualquer atividade agressiva.

— E quanto ao resgate da princesa? O que faremos?

— O ideal seria esperar uma resposta da família real, mas por alguns motivos não estamos conseguindo nos comunicar com eles, além disso o tempo que o desgraçado do Judge nos deu é muito curto. — respondeu Gerald.

— Acha que a família real vai ceder ao resgate?

— Eu não tenho certeza, mas acho uma possibilidade bem baixa. O valor que ele pediu é algo muito irreal, tanto que me faz questionar a sanidade do Judge ao pedir algo assim, achei que ele fosse mais sensato. Se bem que, eu não posso esperar sanidade de um homem que sequestro uma das princesas de Kalos.

Gerald tinha muitas dúvidas e preocupações, mas não sabia o que fazer para que acabassem com elas. Ele suspirou e disse:

— Continue tentando se comunicar com a família real, eles precisam saber o quanto antes o que está ocorrendo.

— Certo, inspetor Oak. — assentiu o policial que saiu do gabinete de Gerald.

— Eu não me lembro de ter visto nenhuma crise igual a esta que Lumiose está passando. Espero que tudo se resolva. — pensou Gerald ao olhar para a janela.

— Estou tentando dizer que se unirmos as nossas empresas, podemos dividir os custos para cada um, dessa forma poderemos pagar o resgate da princesa Evelyne. — falou Lysandre.

— Nós já entendamos o que o você está propondo, mas mesmo que fizemos isto, o valor que pediram é um absurdo. Nossas empresas não tem como pagar sem que sofram consequências, como você mesmo disse nós estamos perdendo nosso cliente para a sua, então na próxima vez que quiser ajuda se lembre bem disto. — contou um dos empresários com que Lysandre falava.

Logo após, ele, assim como os outros, se distanciaram do Lysandre, pois não queriam ouvir mais as suas propostas. Então, Katherine se aproximou do Lysandre e disse:

— Obrigada por tentar, mas não acho que eles serão convencidos facilmente.

Eles já estavam seguros, mas o Maid Café estava aos escombros. Azusa e as outras maids estavam muito tristes com o que havia ocorrido, algumas pessoas haviam morrido, muitas estavam machucadas. Depois que os policias chegaram tudo haviam se acalmado, Katherine conseguiu se reunir com os outros, mas não sabiam o que fazer em relação ao sequestro da Eve.

— Tem algo de estranho. — comentou Lysandre.

— O que? — questionou Katy.

— Já era esperado que eles não aceitassem pagar o resgate, mas ele estão muito calmos e se olhar com atenção quase que nenhum deles se machucaram. — respondeu Lysandre.

— Agora que você disse, eu consigo perceber também.

— E não é só isso, claro que para nós aquele caos pode ter parecido uma eternidade, mas se pararmos para pensar, os policias chegaram muito rápido, como se alguém já tivesse esperando que tudo aquilo ocorresse. — comentou Lysandre.

— Está dizendo que algum daqueles empresários participou do sequestro da princesa? — indagou Shiro.

— É o que faria mais sentido, afinal a segurança do evento era de um nível muito alto para terem invadido tão facilmente. Se algum deles estava colaborando com Judge, a infiltração seria mais fácil. — contou Lysandre.

— Digamos que o senhor está certo, o que faremos agora? Como salvaremos Eve? — perguntou Shiro.

— Eu sei de um jeito. — disse a voz de um homem que se aproximava.

Ele estava vestindo uma fantasia do Lapras e tinha cabelos e olhos azuis.

— Quem é você? — indagou Kuro.

— Eu me chamo Jun.

— Eu sei quem você é! É o cara que tentou dar em cima da Eve! — lembrou Kali.

— Eu esperava que me lembrasse pela minha batalha, e eu não estava dando em cima dela, eu queria protegê-la. — comentou Jun.

— Está achando que eu sou idiota? — exclamou Kali.

— Eu estou falando sério. Minha chefe havia conseguido informações de que a Gangue Vermelha pudesse tentar fazer algo com a princesa e ele me pediu para ficar de olho. — explicou Jun.

— E quem seria sua chefe?

— A senhorita Katherine já deve conhecê-la, mas ela se chama Juvia, a líder da Gangue Azul.

Todos ficaram surpresos com aquela revelação.

— Desde quando você conhece a líder da gangue Azul? — indagou Kali a Katy.

— Eu conheço Juvia já tem um tempo, mas não sabia que ela era a líder da Gangue Azul. — respondeu Katy.

— Com isto revelado, eu gostaria de que viessem comigo. — anunciou Jun.

— E por que faríamos isto? Não sabemos se está dizendo a verdade e se está, as gangues de Lumiose são bem perigosas. — comentou Lysandre.

— Você tem razão, mas se querem ajudar a princesa não adiantará ficar aqui sem fazer nada. — lembrou Jun.

— Mesmo assim…

Lysandre foi interrompido por Katy.

— Nos te seguiremos.

— Katherine? Tem certeza que quer fazer isto, mesmo que tudo seja verdade e ele seja inofensivo, a cidade está um caos e independentemente aonde for encontrará perigos, principalmente sozinha. — alertou Lysandre.

— Eu sei, mas Eve é minha amiga. — contou Katy.

— Além disso, ela não estará sozinha, afinal Eve também é nossa amiga. — lembrou Shiro, que ao lado de Kuro e Kali se juntaram a Katherine.

— Você tem bons amigos. — sorriu Lysandre. — Está certo, mas eu também irei.

— Tem certeza? — indagou Katy.

— Sim, digamos que você me inspirou, além disso, daqui eu não posso fazer nada. — confessou Lysandre.

Quando eles estavam reunidos e prontos para sair do Maid Café, viram Meyer com o abdômen sangrando tentando ir paras ruas. Mas Clemont e Alexa não o deixavam.

— Minha filha, ele pegou minha filha! — exclamava ele.

— Pai, tenha calma, você está ferido. — Clemont tentava acalmar seu pai.

— Eu tenho que ir atrás dela!

— Você precisa ir para o hospital. Se continuar perdendo sangue pode morrer.

— Mas foi minha culpa que ela foi raptada! Foi minha!

— A culpa não foi sua, você tomou um tiro, não podia fazer nada.

— Não, foi minha culpa sim. O homem que a raptou, eu vi o rosto dele, era Morrison e ele pegou a Bonnie para se vingar de mim, por isso eu tenho que ir atrás dele! — Meyer fez seus últimos esforços antes de desmaiar.

Um grupo de enfermeiros foram até Meyer e o pegaram colocando numa maca.

— Não se preocupe Clemont, agora que será levado ao hospital ele ficará bem. — disse Alexa.

— Mas não estou preocupado com ele. — contou Clemont.

— É a sua irmã?

Clemont assentiu com a cabeça.

Depois de ver aquela cena, Katherine e os outros foram até Clemont para entender o que tinha acontecido, depois de explicado, Jun ofereceu:

— Aonde estamos indo, podemos te ajudar a achar sua irmã também.

— Está falando sério? — indagou Clemont com os olhos brilhando.

Jun assentiu e Clemont começou a agradecer.

— Alexa, eu tenho quer ir atrás da Bonnie, por isso, cuide do meu pai, por favor! — pediu ele.

— Está certo, não precisa se preocupar. — sorriu ela

Antes de partirem, Jun alertou que teriam que ir a pé, pois muitas ruas estariam paradas por causa da gangue Vermelha e de todo caos que estava acontecendo na cidade. Com todos prontos, eles finalmente saíram do Maid Café.

— Estamos indo para onde? — indagou Katy.

— Eu tinha esquecido de dizer, mas estamos indo encontrar com o homem chamado Scar. — contou Jun.

— Chegamos. — anunciou Judge ao sair da van segurando Evelyne, que estava amarada, pelo braço.

Eles estavam em uma rua bem suja e escura, quase que sem luz nenhuma. Dela podia se ver becos e outras entradas que levavam para mais fundo das áreas sem luz. A princesa tentou falar algo, mas não conseguiu por causa da mordaça.

— Desculpe, esqueci de tirar isto. — disse Judge ao retirar a mordaça de Eve.

— O que você quer? — indagou a princesa.

— Eu achei que já tinha deixado claro, 10 bilhões de pokédolars.

— Ou você é um mentiroso ou é um idiota por acharem que te pagarão tudo isto. — contou Eve.

— Você até que é corajosa. — comentou Judge. — Ou talvez apenas burra.

Judge socou com sua mão direita o rosto de Evelyne. O soco foi tão forte que ela caiu no chão e começou a cuspir sangue.

— Me desculpe, eu exagerei, é que as vezes eu posso ser bem impulsivo. — admitiu Judge.

— Você realmente não vai me dizer o que você quer? — questionou Eve ainda no chão.

Judge foi até ela, a pegou no braço e a levantou.

— Achei que depois desse soco, você choraria, mas parece que é mais durona. — comentou Judge.

— Você não respondeu a minha pergunta.

— Acho que você não entendeu bem a sua situação, mas como eu sou um homem legal, vou lhe contar uma coisa, princesinha. — disse Judge. — Vocês está vendo essas ruas sujas e escuras? Aqui é a casa de muitas pessoas que vivem na miséria e sofrem, enquanto vocês da nobreza e realeza tem a maior vida de luxo que alguém poderia querer. Você, princesa teve uma vida perfeita sem nenhuma dor, mas eu irei te mostrar que a vida não é nenhum dos contos de fadas em qual você vive.

— Você não sabe nada sobre mim. — contestou Eve.

— Você pode estar certa, mas eu não me importo. — sorriu Judge.

Foi então que mais duas pessoas, apareceram diante de Eve naquela rua.

— Ichirin, Sid quero que vigiem e transportem princesa para a base principal. — ordenou Judge.

Os dois assentiram. Sid era um homem alto e magro com cara de poucos amigos, ele usava um moicano verde e possui olhos marrons. Estava vestindo uma calça jeans rasgada, camisa regata branca e uma jaqueta preta por cima.

Ichirin era uma garota da mesma idade da Eve, possui cabelos e olhos prateados, algo que a fazia ter uma beleza exótica, ela usava um vestido branco de mangas compridas e um capuz preto, que usava para tentar desviar o seu olhar da princesa. Ela carregava, em seus braços, um Eevee Shiny de pelagem branca com olhos azuis.

— Eu tenho que assuntos a tratar. Cuide bem da nossa convidada. — ironizou Judge ao entrar novamente na van que partiu.

— Nos temos que ir. — disse Sid tentando puxar Eve pelo braço.

— Não precisa disso, eu sei andar sozinha. — reclamou a princesa.

— Tá querendo levar porrada? — indagou o homem nervoso.

— Sid, tenha calma! — pediu a Ichirin que até o momento que não havia dito nada.

— Desculpa Ichirin, você sabe que eu perco a cabeça facilmente quando fico nervoso. E sequestrar a princesa, me deixa bem nervoso. — admitiu Sid.

Evelyne começou a fitar Ichirin e indagou:

— Este Eevee que carrega é seu?

Ichirin não esperava que Eve conversasse com ela, por isso não sabia o que dizer.

— Eu já o encontrei duas vezes, quer dizer, eu acho. Mas não se encontra muitos Eevee de pelagem branca por ai. Me diga, por quê Judge não o vendeu, tenho certeza que conseguiria muito dinheiro se fizesse? — questionou Eve.

Ichirin ficou um pouco chateada com o comentário de Eve, por isso não se conteve e respondeu:

— O senhor Judge não é uma pessoa má.

Evelyne soltou uma pequena risada.

— Se você realmente acredita nisso, deve ser cega. Como um sequestrador pode ser uma boa pessoa?

— Ele faz algumas coisas ruins, mas não porque quer. E tudo que ele faz é para nos ajudar. — contou Ichirin.

— Você dever ser bastante ingênua para acreditar nele. — comentou Eve.

Katherine e os outros seguiam rumo a Scar. Eles corriam pelos becos da cidade e desviavam dos lugares onde caos estavam acontecendo.

— Estou me sentindo muito melhor para me mover assim! — exclamou Kuro que havia sido o único que retirara sua fantasia de Aegislash, pois embaixo dela estava vestindo um collant preto e um cinto com suas pokébolas e sua espada.

— Eu ainda não acredito que você estava carregando sua espada embaixo da fantasia. — comentou Shiro. — Como foi que você entrou na festa com ela?

— Devem ter achado que fazia parte da fantasia. — respondeu Kuro.

— Ou simplesmente, ficaram com medo depois que viram a sua fantasia amedrontadora. — sussurrou Shiro para si mesmo.

— Disse algo?

Negou Shiro com a cabeça.

— Então a Evelyne é realmente uma princesa. — disse Kali ainda processando tudo aquilo.

— Isto é algo que eu também não esperaria. — comentou Clemont

— Desculpa termos escondidos, mas a Eve pediu para não revelarmos a sua identidade. — explicou Katy.

— Se bem que, ontem, ela quase revelou isto sem querer para a Kali. — lembrou Shiro.

— É verdade. — riu Katherine.

— Talvez ela tenha cometido algum erro do tipo e a gangue Vermelha descobriu a sua identidade. — sugeriu Jun.

— Ou talvez, alguém tenha vendido esta informação para Judge. — Lysandre fitou Jun, revelando a ele, o fato de ainda não confiar nele.

— De qualquer forma, temos que chegar a Scar quanto antes. — falou Jun.

Foi neste momento que um raio congelante disparou em direção a Katherine.

— Cuidado! — Lysandre pulou em direção a Katy a empurrando para longe do disparo, mas, por causa do alto heroico, o raio acertou de raspão a sua perna.

Ao perceber o que ocorrera, Katherine levantou-se rapidamente e foi até Lysandre que sua agoniava de dor.

— Você está bem?

— Isto não é nada. — disse Lysandre com uma feição de dor nada convincente.

Os outros presentes começaram a olhar ao redor para descobrir de onde o raio havia sido disparado, foi então que a garota de cabeços violetas, que outrora sempre sorrir ou nunca sorrir, apareceu das sombras ao lado de seu Snorunt.

— Yuki! — exclamou Shiro.

— Parece que nos encontramos de novo, meu Cavaleiro Branco. — falou Yuki sem mudar a expressão fria e sem vida de seu rosto.

— Cavaleiro Branco? — indagou Shiro.

— Você poderia sair da minha frente, por favor. Eu tenho assuntos a tratar com a Fadinha. — Yuki apontava para Katherine.

— Yuki, você poderia me responder, que droga de obsessão é essa que você tem com a Katy! — berrou Shiro.

— Não fique com ciúmes, eu já te disse que também me interesso em você. — lembrou Yuki com o mesmo olhar. — Mas antes, eu quero matá-la.

— Porquê?

— Eu preciso de um motivo para querer matar alguém? — questionou Yuki com seu rosto sério, que apesar de não ter mudado sua feição, parecia mais assustador do que o normal.

— Você é mesmo insana. — comentou Shiro que preparava para pegar sua pokébola, assim como Kuro.

— Só percebeu agora? — Yuki arremessou três facas uma em direção nas mãos de Shiro, Kuro, Jun e Clemont.

Elas acertaram de raspão, mas foram suficientes para fazer os três derrubarem suas pokébolas. Quando perceberam, Yuki já estava em direção a Katherine.

Kali não estavam entendo o que acontecia, mas quase que por reflexo correu para a frente de sua irmã, para protegê-la. Mas Yuki era muito ágil e rápida, conseguindo desviar, facilmente, da outra garota. A garota fria já estava bem próxima de Katherine e Lysandre, quando sentiu que algo vinha em sua direção e pulou para trás, desviando da grande bola de energia que quase a acertara.

Foi neste momento que a atenção de Yuki mudou e ela começou a fitar a rua escura de onde a bola de energia viera. Passos começaram a ser ouvidos e das sombras, um garoto de cabelos prateados apareceu. Todos exceto Yuki reconheceram, era Tetsuya, o mesmo garoto que derrotara Katy no torneio.

— Quem é você? — indagou Yuki, que mesmo sem mudar o tom de voz, parece ameaçadora.

— Eu sou uma pessoa. — Tetsuya estava com enrolando seus cabelos com o dedo e fazia uma cara de desinteressado.

— Está tentado me deixar com raiva?

— Você já está com raiva.

— Você tem razão. — Dessa vez, Yuki começou a correr em direção a Tetsuya que ficou parado a esperando.

Quando ela já estava a poucos centímetros a sua frente, ele suspirou e o mão de Yuki, que segurava uma faca, foi na velocidade de um raio em direção ao seu pescoço e acertou, ou, pelo menos, era isso que a garota havia pensado.

— Você errou. — contou Tetsuya que estava atrás de Yuki.

A garota fria virou rapidamente, tentando acertar o pescoço de Tetsuya com sua faca. Novamente parecia que acertaria, mas assim que a faca entrou em seu pescoço Tetsuya havia desaparecido da frente de Yuki.

— Eu estou aqui! — alertou ele a alguns metros das costas de Yuki.

Mesmo que a expressão no rosto de Yuki não mudasse, esta era a primeira vez que Katherine conseguiu perceber uma leve mudança em seu semblante, Yuki estava com medo.

— Como você está fazendo isto? — perguntou a garota sem expressão.

Tetsuya permaneceu calado.

— Se você não quer me falar, vou ter que abrir sua boca. — Yuki correu em direção a ele. — Snorunt use Ice beam.

Snorunt, que fitava as costas de Tetsuya, disparou um raio de gelo em sua direção, enquanto a Yuki corria para o garoto fitando seus olhos. Foi então, que o raio congelante atravessou Tetsuya e foi na direção de Yuki, que freou e por sorte conseguiu desviar do ataque de seu Pokémon.

— O que aconteceu? Eu tenho certeza que vi o raio passando por dentro dele. — pensou Yuki ao fitar Tetsuya a sua frente.

— Já acabou? — indagou Tetsuya.

— Ainda…

Yuki foi interrompida por Lysandre.

— Minha jovem, eu não sei o que você quer, mas eu tenho certeza que será melhor para você, se ir embora agora. — informou ele em um tom ameaçador.

Yuki retornou seu Pokémon para a pokébola e foi embora dizendo:

— Fadinha e Cavaleiro Branco, vocês tem sorte que ele está aqui.

Ela desapareceu na escuridão da cidade. Logo depois, Katy e os outros foram questionar Tetsuya, que não queria receber uma chuva de perguntar e resolveu explicar-se primeiro:

— Eu ouvi vocês conversando no Maid Café e então resolvi vir ajudar a salvar a princesa Evelyne.

— Mar por quê? — perguntou Katy.

— Digamos que ela é uma amiga antiga.

— E o que você acabou de fazer? Como fez? Tem poderes?

— Não é nada disso, foi apenas um truque. Mas como todo bom truque, seu segredo não deve ser revelado. — informou Tetsuya.

— De toda forma, sua ajuda foi muito bem-vinda. — disse Lysandre, que já não sentia tanta dor e conseguia andar normalmente, mesmo que mancasse as vezes.

— Então, posso segui-los? Eu também quero ajudar a princesa.

— Claro, quanto mais ajuda melhor. — sorriu Katherine.

Toda a atenção estava voltada para Tetsuya, por isso Jun interrompeu e lembrou:

— Vamos logo, não podemos ficar perdendo tempo, se lembrem que quando se está correndo contra o relógio, cada segundo é precioso.

Os outros assentiram e voltaram a seu caminho em direção a Scar.

Finalmente, depois de muita caminhada, eles conseguiram chegar ao Covil de Scar. Aquele lugar já era conhecido para alguns, mas para outros era a primeira vez que entravam ali e mesmo assim, conseguiam perceber a atmosfera sombria que percorria naquele lugar.

Assim que passaram pelos seguranças, estavam indo em direção ao gabinete de Scar onde ele ficava o seu maior tempo. Quando chegaram lá, viram um jovem homem, com aparência comum, reclamando com o dono daquele lugar, mas depois de alguns segundo ele saiu não muito satisfeito. Quando entraram, eles viram Scar, mas ele não estava sozinho, duas jovens mulheres, uma de cabelos azul e outra de cabelos roxos azuis e uma adolescente de cabelos vermelhos o acompanhava.

— O que aconteceu? — indagou Jun ao ter visto o homem sair nervoso.

— Ele era da gangue Verde e o líder deles não ficou muito satisfeito, por não ter sido alertado que todo o caos que está acontecendo, aconteceria. — respondeu Scar.

— Então você sabia que a princesa seria raptada? — Lysandre se meteu no meio da conversa.

— Suspeitava, mas quem é você mesmo? — indagou Scar.

Lysandre já ia responder a sua pergunta, quando Scar o parou e sorriu:

— Eu me lembrei, você é o segundo homem mais rico de Lumiose, Lysandre.

— Segundo? Quem seria o primeiro?

— Está olhando para ele. — Scar sorria que nem uma criança.

— Não vou perder meu tempo discutindo com você — contou Lysandre sério.

O silêncio começou a reinar no local, até que Jun disse:

— Scar, você sabe o porquê estamos aqui.

— Sim, os jovens aqui querem resgatar a princesa.

— Não é apenas isto, o loirinho de óculos quer resgatar sua irmã.

Scar olhou atentamente para Clemont e perguntou:

— Você é o filho de Meyer?

— Sim, vim aqui para pedir ajuda para salvar a minha irmã Bonnie, ela foi levada por um homem chamado Morrison. — respondeu ele.

— Muito bem, parece que temos muitos assuntos a tratar, mas antes é melhor nos apresentarmos. — Scar chamou as três mulheres que estavam no local junto com ele, e logo alguns se reconheceram.

— Juvia? — questionou Katy.

— Há quanto tempo, Katherine. — sorriu ela.

— Então é verdade, você é a líder da gangue Azul?

— Parece que alguém falou mais do que devia. — Juvia encarou Jun. — Mas você está certa, meu nome é Juvia Valentine e eu sou a líder da gangue Azul de Lumiose.

Como da última vez que se encontraram, Juvia estava vestindo suas roupas extravagantes, assim como sua mini cartola e seu guarda-chuva que estava fechado e funcionando como um cajado de apoio.

— Este homem estranho que vocês já conheceram é Jun, e ele é um membro importante da gangue. — apresentou Juvia.

— Não precisava me chamar de estranho. — sussurrou ele.

— E está mulher de cabelos roxo azulado, é a irmã gemeá do Jun e também faz parte da gangue azul. Seu nome é Aline.

— É um prazer conhecê-los. — curvou-se Aline.

Ela possuía olhos azuis, assim como Juvia e seu irmão. Seu cabelo era longo e ela estava vestindo algo parecido um terno feminino azul. Tantos suas roupas como seu semblante, passavam uma sensação de calma e educação.

— Juvia, acabou se apresando e esqueceu que eu gosto de me apresentar primeiro, mas tudo bem. — Scar sorria, mas parecia um pouco furioso. — Eu sou Scar, um No-one, ou seja, não participo de nenhuma das gangues coloridas, mas eu não preciso disso, pois eu sou o rei de Lumiose.

Então, ele olhou para Kuro e Shiro e acenou, mas não recebeu outro de volta.

— Agora, só falta você Awaki. Apresente-se! — exclamou Scar.

Kuro começou a fitar a garota de cabelos vermelhos que deu um passo a frente e se apresentou:

— Eu me chamo Awaki Musujime, uma ex-integrante da gangue Vermelha e uma atual No-one da cidade de Lumiose.

Como sempre, Awaki estava vestindo uma saia curta e sua jaqueta aberta que deixava a mostrar seus peitos cobertos por faixas brancas.

— Agora é a vez de vocês. — anunciou Scar olhando para Lysandre e os outros.

— Isto é uma perda de tempo. — reclamou Lysandre.

— Então é bom se apresentarem rápido.

Lysandre não gostou da resposta, mas não queria perder mais tempo e por isso se apresentou, seguido pelos outros que o acompanhavam.

— Muito bem, agora com todos apresentados vamos começar! — exclamou Scar.

Foi então que Kuro se lembrou:

— É você! A garota que me deixou para ser pego pela gangue Vermelha!

Kuro contou a todos sobre Awaki, apesar de ter omitidos alguns fatos.

— Eu já disse que eu sinto muito. Eu não tive escolha, se a gangue Vermelha me pegasse Judge com certeza me mataria. — contou Awaki.

— Tudo bem, mas que isto não se repita.

Awaki assentiu.

— Me diga, qual seu objetivo aqui? Quer ajudar a salvar Eve também? — indagou Kuro.

— Eve? Está falando da princesa? Ela não me importa. Eu quero o Judge. — Por um momento a feição do rosto de Awaki mudou e ficou um pouco assustador como se ela estivesse com muita raiva.

— E por que você quereria ir atrás de um maluco que sequestrou uma das princesas?

— Eu quero matá-lo. — respondeu Awaki por reflexo, sem ter pensado no que estava falando.

Alguns no local se surpreenderam com a resposta.

— Por quê? — questionou Kuro.

— Isto não é da sua conta. — respondeu Awaki de forma grossa.

— É vingança? Estou certo? — indagou Shiro.

Awaki não respondeu, apenas ficou calada.

— Se é isso, você deveria desistir. Vingança não é algo saudável e apenas gera mais ódio. Se você matá-lo irá se arrepender, mas não terá como voltar atrás. — contou Shiro de uma forma que parecia que ele estivesse por experiência.

— Eu não me importo, ele tirou uma pessoa muito importante para mim, por isso não irei perdoá-lo.

O clima havia ficado bem tenso, mas isto não durou muito tempo, pois Scar voltou a anunciar:

— Dessa vez, sem interrupções, vamos começar!

Evelyne estava sendo levada para cada vez mais dentro dos lugares escuros de Lumiose, ela nunca tinha visto aquela região da cidade e ao ver sentiu um leve aperto no coração. Era um lugar muito sujo, com diversas pessoas deitadas ou sentadas no chão. Esta era a escuridão que Lumiose tentava esconder com sua luz, mas sempre onde haverá luz, também haverá sombras.

— Está vendo, princesa? — indagou Sid. — Está é a realidade. Por causa de pessoas como você, muitas outras acabam tendo que sofrem e vivem na miséria.

— Eu sinto muito por tudo isto. — desabafou Eve. — Mas nada disso é minha culpa.

— Pense o que quiser, mas você será a nossa porta para fora daqui. — disse Sid.

— Por que você acha isto?

— É o plano do chefe Judge, ele vai usar o dinheiro do resgate para nos tirar todos daqui.

— Então podem esquecer. Pelo valor que seu chefe pediu em tão pouco tempo, não há como pagar, nem mesmo para minha família. — alertou Eve. — Vocês deviam abrir seus olhos, ou Judge é um idiota bem burro, ou ele está enganando vocês.

Ichirin que estava quieta na maior parte do tempo, parou e reclamou:

— Não fale assim do Judge!

— Ichirin, não é? Você só fala, se eu falar mal do Judge? — perguntou Evelyne, mas não recebeu resposta. — Pode me dizer, por que acredita nele?

— Ele me salvou. — esclareceu Ichirin. — Não me lembro como, mas desde pequena, vivo nas ruas de Lumiose, um dia quando dois homens iriam me ataca, Judge apareceu e me salvou. Ele me levou com ele e começou a cuidar de mim, assim como de outras crianças, nos ajudando e treinando sobre como sobreviver nessa cidade, mesmo que a gente tivesse que fazer coisas ruins, as vezes. E desdo inicio do ano, ele começou a passar mais tempo comigo, sendo cada vez mais gentil.

— E por isso, você confia nele? — questionou Eve.

Ichirin assentiu.

— E este Eevee? Foi Judge que te deu?

— Não exatamente. Há alguns meses eu encontrei ele abandonado na rua, o dia estava frio e chovendo, por causa disso, o Eevee não parava de tremer. O levei para casa e depois que ele melhorou, Judge me deixou tomar conta dele.

— Do jeito que você fala, Judge realmente parece uma boa pessoa…

— É isso mesmo! — sorriu Ichirin achando que Eve tinha entendido.

— … Mas deixa eu te dizer uma coisa. — continuou Eve. — Pelo o que você me disse, Judge não é burro, então ele está te manipulando.

— Você está errada! Ele é uma boa pessoa sim! — exclamou Ichirin.

— Apenas pense comigo, você me disse que ele te levou assim como outras crianças para cuidar delas, até ai tudo bem, mas se ele realmente quisesse cuidar bem de vocês, não os traria para lugares o mundo do crime, nem para lugares tão ruins e violentos de se viver. Você achou que ele estava criando vocês, mas, na verdade, ele estava criando um exército. — explicou Eve. — Aquele desgraçado na verdade é muito experto. Escolheu criar crianças, justamente pelo fato de que elas ainda são inocentes e não sabem de nada, então o que você ensinar a elas, pode se tornar uma verdade, mesmo que não seja. Ainda mais se as vezes, as recompensá-las com alguns presentes. Então, não importa o que ele pedisse, elas o seguiriam.

Ichirin estava sem palavras, queria discordar daquilo, mas aquelas o que Eve tinha dito a pegado de surpresa. Sid também queria falar algo, mas já havia se perdido na conversa.

— Ichirin, você parece ser experta. Então, me diga, qual você acha que é o verdadeiro objetivo do Judge? — indagou Eve.

A garota de cabelos prateados estavam muio confusa, não sabia em que acreditar, ou em quem acreditar. Milhares de coisas passavam pela sua cabeça, como se estivesse em transe, até que o berro de uma das pessoas daquela rua a trouxe para o mundo real e quando percebeu a pessoa que estava gritando correu em direção a Evelyne a jogando no chão e chutando nela. Foi então, que outras pessoas apareceram ao redor de Eve e começaram a chutar ela caída.

Ichirin queria mandar que elas parassem, mas não teve coragem. O Eevee em sua mão, pulou no chão para tentar ajudar a princesa, mas acabou sendo chutado para os pés de Ichirin. A cena era bem feia, Eve estava se machucando bastante, e se aquilo continua-se ela poderia morrer, até que Si apareceu no meio da multidão e os empurrou para longe da princesa.

— Que merda vocês estão fazendo! — berrou ele. — Se matarem a princesa não vamos conseguir o dinheiro do resgate e nem vamos sair dessa desgraça de beco sujo!

— Mas é culpa dela, que vivemos assim! — gritou um dos homens que estavam batendo em Eve anteriormente.

— E se você matá-la vai continuar vivendo assim, seu merda! — Sid estava sem paciência e bem nervoso. — Se alguns de vocês ousar tocar nem que seja um fio do cabelo da princesa, eu falarei com Judge para acabar com a vida do desgraçado, entenderam?

Alguns assentiram, outros forma embora. Assim que as coisas se acalmaram Sid foi até Eve e a ajudou a se levantar.

— Obrigada. — agradeceu Eve.

— Eu não fiz isto por você, fiz pelo dinheiro que você me trará. — contou Sid.

— De qualquer forma, obrigada. — sorriu Eve.

Mesmo que o rosto de Evelyne estivesse inchado, o sorriso dela foi tão belo e inocente que fez Sid sentir algo quente no coração que não sentia a muito tempo.

— Agora, temos que te levar para um lugar mais seguro. — comentou Sid evitando olhar para o rosto de Eve.

Ichirin se aproximou dos dois, carregando se Eevee nos braços. A princesa então se aproximou dela, colocou sua mão sobre o pokémon e começou a alisá-lo.

— Você tentou me ajudar, não foi? Obrigada. — sorria Eve para o Eevee.

A garota prateada queria falar algo, mas não tinha coragem.

— Tudo bem, eu sei que você queria me ajudar. — disse Eve.

— Desculpa — Foi a única coisa que Ichirin conseguiu dizer.

— Está vendo? Não importa qual seja o motivo, não importa por qual olhos vocês olhem, sequestrar alguém, sempre será errado.

A princesa então aproximou seu rosto da garota de cabelos prateados e a poucos centímetros do seu rosto falou:

— Ichirin, eu espero que você acorde dessa ilusão que Judge criou, antes que seja tarde demais.

No covil de Scar, todos prestavam atenção, nomo autoproclamado rei de Lumiose. Ele contou um pouco sobre Judge e como ele era louco, assim como perigoso ele e sua gangue poderia ser. Scar também revelou o local onde Eve estava presa, era uma das bases da gangue vermelha do outro lado de Lumiose, ir até lá não seria fácil.

Como pedido de Clemont, ao ouvir o nome de Morrison, Scar também revelou para onde Bonnie deveria ter sido levada, mas também alertou que não seria uma boa ideia ir sozinho.

— Como temos dois objetivos é melhor formamos dois grupos, para assim conseguirmos salvar as duas garotas. — sugeriu Juvia.

— Um grupo só vai me atrasar. Eu irei atrás de Judge sozinha. — disse Awaki que foi em direção a porta.

— Se você for sozinha, pode morrer. — contou Scar.

— Eu não me importa. — confessou Awaki.

Ela então começou a correr para fora, Kuro a seguiu imediatamente, os outros assim que viram Kuro correr, o seguiram, mas assim que saíram do covil, Awaki e Kuro já estavam longe demais.

— Kuro, você está maluco? — gritou Shiro.

— Desculpa irmão! Mas eu não posso deixar ela se matar desse jeito! — gritou Kuro sem olhar para trás enquanto corria em direção a Awaki.

— Então prometa que vai voltar, seu idiota! — gritou Shiro, mas Kuro já estava muito longe para ouvir. Foi então que Shiro suspirou.

— Shiro, você está bem? — indagou Katy.

— Sim, só um pouco preocupado, mas o Kuro é muito idiota para morrer tão fácil. — respondeu Shiro que foi até os outros e falou. — Vamos deixar aqueles dois de lado por enquanto, como Juvia sugeriu, é melhor formamos dois grupos.

— Juvia, você vai nos ajudar? — perguntou Katy.

— É claro, afinal você é minha amiga, e se ajudam amigos quando se é necessário. — sorriu Juvia.

Katherine retribui com um sorriso.

— Então como vamos dividir os grupos? — perguntou Clemont.

— Vamos fazer dois grupos de 5, um vai atrás da Eve e outra da Bonnie. — respondeu Shiro.

— Na verdade será um grupo de 5 e outro de 4, pois eu não vou sair do meu covil. Já estou fazendo um grande favor a vocês em revelar a localidade das duas garotas. — comentou Scar. — Então, como ficaram os grupos?

— Eu irei atrás da princesa. — falou Tetsuya quase que imediatamente e sem nenhum duvida em sua voz.

— Desculpa Clemont, mas eu quero ir atrás da Eve. — revelou Katy. — Ela me salvou uma vez e eu quero retribuir o favor, além de que ela é uma amiga muito importante para mim.

— Então eu vou com a Katy. — anunciou Kali.

— Eu também, gostaria de acompanhar a jovem Katherine. — contou Lysandre.

— Então Jun, vai acompanhá-los e mostrar o caminho. — disse Juvia. — Enquanto os outros quatro, eu, Aline, Clemont e Shiro vamos atrás da Bonnie. Está tudo certo?

Todos assentiram, mas Katherine fitou seu amigo preocupada, pois sabia que ele deveria querer ir atrás da Eve, além de que ela também queria que ele fosse com ela.

— Não tem problema Katy, eu sei que vocês vão conseguir salvar a Eve, além disso, a Bonnie também precisa ser salva. — sorriu Shiro.

Katy sorriu e falou:

— Tudo bem, mas prometa que não vai fazer nenhuma maluquice, como em Aquacorde, e vai voltar vivo.

— Sobre fazer alguma maluquice, eu não posso prometer nada, mas, com certeza, voltarei vivo.

— Me pergunto por que nossas aventuras sempre acabam de uma forma perigosa. — riu Katy.

— Eu não sei. — riu Shiro. — Mas como das outras vezes, vamos quebrar essas barreiras e continuar em frente.

Shiro se aproximou de Katy, sorriu e estendeu o braço com seu punho fechado:

— Estou contando com você para salvar a Eve.

Katherine sorriu e também estendeu seu braço até que seu punho fechado alcance-se o de Shiro:

— Vamos salvar nossos amigos, e no amanhecer nós todos iremos nos encontraremos novamente.

— É uma promessa. — disse Shiro.

Katy assentiu. Os dois tocaram seus punhos como um comprimento que marcava a promessa dos dois. E então, eles finalmente, se separaram.

Ele estava em cima de um dos telhados de um alto prédio de Lumiose. Um homem era alto, com cabelos negros e olhos que pareciam duas grandes e verdes esmeraldas. Ele vestia calças jeans, uma camisa social branca e por cima um sobretudo marrom aberto, além disso ele estava com uma gravata no pescoço, usava luvas negras e segurava em suas mãos um livro, assim como uma caneta enquanto ia anotando as coisas. Na capa do livro algo estava escrito, mas não era possível ler, pois era algum tipo de escrita antiga, mas na contracapa era possível ler o um nome, possivelmente do dono, OZ.

— Parece que as coisas estão ficando bem interessantes. Quem diria que em poucas horas a Cidade das Luzes, pudesse mudar tanto e ficar tão escura. — OZ sorria enquanto anotava em seu livro. — O que será que acontecerá agora? Muitos caminhos e escolhas podem ser feitas. Espero que todos me entretenham. De qualquer forma, está será uma…

… Longa Noite.

Notas finais
E o capítulo chegou ao fim! Obrigado por lerem até aqui! Neste capítulo aconteceu muitas coisas, muitos personagens aparecendo e sendo apresentados, muitos focos de história aparecendo e muita coisa ainda para acontecer, espero que não tenha ficado nada confuso e todos tenham gostado. Este capítulo, serviu mais para definir quais serão os focos principais do arco daqui para frente, com o sequestro de Eve sendo o palco principal. Além disso, a vilã preferida da maioria, reapareceu neste capítulo para fazer uma pequena cena, estou falando da Yuki, que apesar não vai aparecer muito no arco, sempre consegui ser insana ao seu modo rsrsrs. Se tudo de certo, semana que vem já sai o capítulo 25 e como pequeno spoiler, revelo seu nome, ele se chamará “Caos”. É isso! Espero que tenham gostado! Comentem suas impressões abaixo! Tudo de melhor e até mais!